Hell Between Us

13 Capítulo 13 - Matiz


Notas iniciais
Olá pessoas! sei que nem respondi ainda aos comentários, vou fazer isso agora, mas é que queria postar logo mais um capítulo, espero que gostem!

Pov – Abby

Então Hershel estava certo, ele realmente voltou. Daryl Dixon está de volta e com ele Merle, o irmão problema, bom tem sempre um irmão problema não é? Coisas da vida.

Rick e os irmãos Dixon tem alguma dificuldade para entrar, os primeiros pátios estão tomados por zumbis, o portão arrebentado, o tal Governador gosta de apresentações grandiosas, Carl abre uma fresta para que os três homens entrem, eu encaro Daryl um instante, seu olhar me desafia, depois dou as costas a ele, seu irmão e toda aquela merda de confusão e caminho para dentro.

Achei que tinha encontrado um pedaço do paraíso e até hoje não tivemos uma porcaria de dia bom desde que chegamos a esse lugar.

Sigo direto para minha cela, nem quero ver o entrevero que será a chegada de Merle. Uns minutos depois vejo Daryl recolher suas coisas que estavam no que ele chamava de poleiro e atira-las na cela ao lado da minha, Sam de um lado, Daryl Dixon do outro, estou mesmo bem.

Fico olhando para o teto, tentando entender como me sinto, não costumo pensar muito sobre isso, aprendi a passar por cima dos sentimentos, tranca-los num canto qualquer do cérebro e ignorá-los, vinha funcionando nos últimos anos, parece que isso também acabou.

─Não sou fraco! – A voz dele me desperta, me sento e ele está na porta da minha cela, encostado na grade me encarando – Não me conhece, pensei no que era melhor para o grupo quando fui e quando voltei, mas não sou fraco.

─Já entendi, entendi da primeira vez que disse, tenho boa audição.

─Só queria que soubesse.

Daryl me dá as costas, some em direção as escadas, fico ali mais um tempo, é inútil, não vou chegar a nenhuma conclusão sobre coisa alguma, decido me juntar ao grupo, as decisões ficam para o dia seguinte, quando estivessem todos mais calmos e descansados, agora era só matar o tempo e manter as portas fechadas.

Rick me estende o molho de chaves quando passa por mim, tenho que admitir que ele cumpre suas promessas, me sento nos degraus do nosso bloco de celas, Merle e Daryl estão no refeitório comendo, Maggie está em uma cela e Glenn em outra, as coisas estão mesmo péssimas por aqui.

─Segurei a mão dela! – Sam me diz com um belo sorriso de menino, depois se senta ao meu lado, sorrio de volta – É suave, a pele, é delicada, mesmo depois de tudo, ela tem mãos delicadas, fiquei meio... Apaixonado.

─Melhor correr Sam, tem uma guerra vindo a nosso encontro, se demorar demais...

─Abby pode fingir que é otimista, me iluda uma vez na vida!

─Não preciso, você é bom nisso, como vai ser? Vai falar com o pai dela? Pedir autorização?

─Parece certo, mas é meio bobo não é? O mundo acabou, eu devia apenas toma-la em meus braços e dar um beijão nela.

─É um bom plano, desde que não a deixe sozinha depois.

─Foi isso que aquele babaca do Daryl fez? – Sam tinha um sexto sentido quando se travava de mim, me conhecia como pouca gente, eu nunca precisava falar muito para ele entender o que se passava comigo – Bom ele foi um idiota, perdeu a melhor pessoa, asar o dele.

─Ele não perdeu nada, não havia nada para ser perdido.

─Vou lutar Abby – Ele muda de assunto, seu tom é mais grave – Sei que me protege como se eu fosse um menino, eu bem queria ser, seria bom estar sob suas asas, mas não sou, vou lutar essa guerra ao seu lado, talvez não tenha se dado conta, mas me fez forte.

─Eu sei que é forte Sam, que pode lutar, queria mesmo esconder você até acabar, mas não vai acabar, quando e se vencermos esse inimigo outros virão, então não temos muita escolha.

─Não é pela Beth – Ele me diz quando eu brincava com minha faca tentando não encara-lo no meio daquela conversa séria, afirmo sem olhar para ele – Às vezes você é mais frágil que eu, ás vezes precisa de mais cuidados, não quer enxergar, tem medo de voltar a ser fraca, mas não vai acontecer.

─Queria ser psicólogo Sam?

─Eu não, mas a gente dorme e acorda juntos, caça comida, mata zumbis, corre, se esconde, divide comida velha, me ameaça três vezes por dia, quer dizer, no fim passei mais tempo com você que com qualquer outra pessoa que passou pela minha vida, mesmo antes do mundo acabar, conheço você.

─Acho que sim, me conhece um pouco, mesmo eu nunca me abrindo muito, não é falta de confiança Sam, é... não suporto me lembrar, apenas...

─As coisas mudaram rápido desde que chegamos aqui, não acha?

─Acho e não decidi se gosto ou não disso.

─Eu gosto! – Sam se levanta, sorri de modo carinhoso – Vou ver se a Beth não precisa de ajuda.

─Vai príncipe encantado, mande lembranças.

A noite se aproximava, me ergo, deixo a escada, quem sabe rendo Rick na vigia do lado de fora, assim respiro um pouco, caminho de modo despreocupado, Merle está no refeitório, sorri quando me aproximo em direção a porta, tem um sorriso irônico, ele não é como o irmão.

Por mais intratável que Daryl seja ele tem olhos doces, olho para ele e vejo alguma pureza, claro que vem misturada com muita tristeza, alguma dor lá no fundo, mas Merle é diferente, tem raiva ali, isso salta antes que qualquer outra coisa, ele me fecha a passagem, desanimo, definitivamente não sou o tipo paciente.

─Nos encontramos X, isso é a melhor parte de ter terminado aqui nesse ninho de ratos, X é bem sexy! – Ele diz e sua mão repousa em minha cintura como se tivesse dado a ele alguma liberdade.

─O único rato aqui é você! – empurro sua mão, ele ri de modo amplo, irritante, a mão retoma minha cintura quando tento passar.

─Você é bem gostosa X, que tal brincarmos um pouco já que não tem mesmo nada a fazer se não esperar a morte?

Ele se move em minha direção e não penso duas vezes, avisei aquele idiota, tirei sua mão e dei uma chance, ele quis correr o risco, acerto uma joelhada no meio de suas pernas que o faz soltar um grito de dor e se curvar, gritando todo tipo de impropérios e trazendo todo mundo para perto de onde estávamos.

─Meu nome é Abby, odeio que me chamem de X, nunca mais se insinue para mim, não te dei liberdade.

─Você é o demônio! – Ele grita com a mão entre as pernas ainda se contorcendo de dor, Daryl se aproxima.

─O que está acontecendo aqui? – Me olha como se a culpa fosse minha.

─Pergunte ao paspalho do seu irmão! – Grito com ele, Daryl encara Merle, eu retomo minha caminhada.

─Lembrei! – Merle grita – Lembrei de onde vem o nome, Abby Coleman não é? – Paro de andar, me volto para ele que me encara furioso.

─Eu imaginei que um chute no saco pudesse reavivar sua memória, é onde parece estar seu cérebro! – Digo fingindo tranquilidade.

─Senador Coleman, não é isso? Seu pai? O filho da puta corrupto que sujou o nome dos republicanos com aquele escândalo uns anos atrás?

─Isso não é assunto seu! – Eu o encaro, não quero ouvir sobre aquilo, claro que cedo ou tarde alguém acabaria por se lembrar do maldito escândalo.

─A filha do infeliz, saiu em todos os jornais, toda aquela baixaria de dinheiro sujo, os ricos e seus podres, desfrutando de vida boa enquanto os idiotas aqui se matavam para pagar impostos.

─Vá para o inferno Merle, duvido que já tenha pago uma porcaria de imposto na vida!

─Vá você para o inferno, a princesinha republicana, não é isso? – Ele ri, cheio de fúria, me atira a verdade na cara sem qualquer piedade, na frente de todos – Achou o papai morto não é? Encontrou o covarde com um tiro na cabeça, li nos jornais.

─Cala a boca Merle, isso não é assunto seu! – Daryl da um passo em sua direção, fico ali, olhando para Merle, ele não tinha esse direito.

─É assunto público! – Ele grita –Era só saber ler, estava lá em todos os jornais do país, o covarde deu um tiro na própria cabeça, mas antes deixou os filhos bem treinados não foi? Nem um ano depois lá estavam os Coleman de novo nas páginas policiais.

─Chega Merle! – Daryl exige, ele ignora o irmão.

─A princesinha acabou num escândalo de drogas, menores, putaria das boas não é? Te enfiaram num reformatório não foi isso, foi lá que aprendeu a ser durona?

Meu sangue ferve, ele não pode fazer isso, não tem esse direito, puxo as espadas, antes que qualquer um se mova elas estão cruzadas em seu pescoço.

─Abby! – Uma confusão de vozes chega a mim, todos com medo de minha reação, apenas Merle parece tranquilo.

─Está certo, foi lá que aprendi a ser durona, foi lá que aprendi a fazer o que é preciso e não me arrepender depois.

─Daryl! – Merle pede ajuda ao irmão.

─Está sempre caçando problemas Merle, ela devia mesmo passar as malditas espadas no seu pescoço!

─Não vai fazer isso não é Abby? – Merle pergunta, ainda me encarando.

─Não, isso é apenas um aviso, fique no meu caminho e corto seu pescoço no meio da noite, vai amanhecer um zumbi.

Me afasto dele, guardo as espadas com a mesma rapidez e sumo dali sem encarar ninguém, a droga do passado já me encarava de frente mais uma vez, não precisava de olhares de pena, recriminação ou qualquer outra coisa que venha deles.

A torre era um bom lugar, mas agora estava tudo tomado por zumbis, saio do lado de fora e só o que vejo são os malditos agarradores presos as grades, gemendo por mim, desesperados e cegos.

Me aproximo das grades, sinto uma vontade louco de abrir o maldito portão e ganhar o mundo, me mandar de uma vez para longe do passado, da droga de vida que tinha antes, do inferno que tudo é agora.

Encaro um zumbi a minha frente, ele tem apenas uma parte do rosto, a outra foi arrancada por outro monstro, o que o transformou em quem ele é agora, a roupa esportiva está coberta por sangue e terra, de tanto cair e se levantar, fico pensando em quem ele era, no que fez para viver.

Talvez ele merecesse mais do que eu, deve ter deixado alguém triste, sozinho, seus dedos tentam passar pelas grades, me pegar, tem sempre um maldito monstro tentando me pegar, tem sempre uma porcaria de zumbi prestes a ser derrubado por mim, e para que? Outros sempre virão.

Puxo minha faca e caminho até ele, o acerto por entre a grade e o corpo despenca finalmente em paz, no fundo o que fiz foi um favor.

─Meu irmão não podia ter feito aquilo! – Daryl surge ao meu lado quando guardava minha faca, ficamos os dois encarando as cercas – Se puder esquecer isso, preciso que dê certo, ao menos até essa guerra passar.

─Você não é o Merle, nem mesmo se parece com ele, não precisa fazer isso, responder pelos erros dele, assumi-los como se fossem seus.

─Ele é difícil, não ajuda muito eu sei.

─Merle só está sozinho e perdido, como todo mundo, ataca apenas para se defender, feito animal acuado, sei como é isso, não vou entrar para o time dos que querem seu irmão fora, não se preocupe.

─Ninguém tem direito de fazer o que ele fez, se não disse não era ele quem tinha que dizer.

Queria falar sobre aquilo, ao menos um pouco, exorcizar os demônios, não era um assunto fácil, mas Daryl era sempre tão silencioso, não ficaria me analisando feito o Sam, nem me dando mensagens metafóricas e cheias de significados ocultos feito Hershel, acho que só ouviria mesmo.

─Tenho ou tinha um irmão, não sei dele há muitos anos, filho do primeiro casamento do meu pai, o primeiro escândalo da família Colemam, o jovem e promissor político que se casa por amor com uma jovem comum e meio maluca, não durou, ela foi embora e ele ficou com meu irmão, depois de uns anos, apenas porque era preciso ele se casou com a minha mãe, filha única de uma boa família, jovem, bonita e cheia de elegância social, mas ele traiu muito ela, foi o que soube, nasci para salvar aquele casamento, não aconteceu, ela morreu uns meses depois, um acidente, eu fiquei com meu pai e meu irmão, não posso dizer que foi uma vida ruim, tinha uma babá francesa, muito dinheiro e luxo, tocava piano, não cantava como Beth, meu pai achava aquilo vulgar.

─Não entendo nada disso, dessas coisas de gente rica – Ele diz enquanto arruma a besta nas costas, claramente incomodado com aquele momento que nenhum dos dois sabe lidar.

─Seu irmão não mentiu sobre nada, eu era mesmo a princesinha republicana, mimada e bem criada a espera de um futuro marido rico, um político de boa família, convites não me faltavam para festas e viagens, mas eu não saia muito, meu pai queria me guardar o máximo que podia, eu era sua grande jogada, meu irmão já estava no mundo da política como ele, e eu usava vestidos elegantes e desfilava as joias da minha mãe.

Daryl esconde um sorriso, sei o que significa, tentou me imaginar num vestido rodado com um colar de pérolas e não conseguiu, não sou mesmo mais nada nem parecido com aquilo que era aos quinze anos.

─Um dia estávamos em todos os jornais, com repórteres na porta, os telefones tocando todos sem parar e eu nem sabia do que se tratava, menos de uma semana depois escutei um disparo, corri até o escritório do meu pai e ele tinha uma bala na cabeça e uma arma na mão, foi isso, acabou a boa vida, nos tiraram tudo, era dinheiro sujo, sei lá, demorei para acreditar que tudo aquilo que diziam da minha família era verdade.

─Sinto muito! – Nos encaramos, acredito nele, ele sente mesmo, assinto, no momento tenho um pequeno nó na garganta, algo difícil de lidar, ao menos para mim – Mas não é culpa sua.

─Não. Era só o apocalipse se anunciando em minha vida, mas o resto, ainda não posso... Ainda trava na minha garganta.

─Não precisa dizer, não interessa a ninguém, não muda nada o que temos a nossa volta agora.

─Realmente, nada parece importar agora.

─As chaves... Quer dizer, por isso precisa ficar com elas?

─Já esteve preso Daryl Dixon? – Ele nega – É devastador, querer correr para longe, fugir e não ter controle, não poder sair do lugar, falta ar, é irônico que tenha vindo parar justo num lugar como esse, mas aqui estou, por minha livre e espontânea vontade.

─E tudo que queremos é continuar aqui.

─Ele vem com tudo, Rick devia pegar os filhos e cair na estrada.

─Podemos vencer, Merle pode ajudar, dar dicas de como agir, não precisa ser o fim.

─Eu não vou mesmo a lugar nenhum, vou ficar e lutar.

─Vamos todos Abby!

Sorrio quando o escuto dizer meu nome pela primeira vez, meus olhos ficam presos aos seus, um longo minuto, ele acaba por sorrir também, suaviza sua expressão sempre tão fechada, o deixa mais bonito.

─Com medo das espadas? – Tento brincar, ele sorri mais.

─A joelhada foi mais assustadora.

Rimos, então ele toca meu braço, um movimento despretensioso, apenas um toque leve que parece me dar um choque, aquilo é mesmo irritante, eu penso.

─Vamos entrar, aquele maluco pode ter atiradores a nossa espreita e o Sam está lá se roendo de preocupação com sua deusa.

Caminhamos lado a lado para dentro do bloco de celas, me sinto mais leve agora, no fim talvez Merle tenha me feito um favor, a verdade foi revelada, não toda ela, mas sua introdução, um matiz de quem eu me tornei.

Merle desvia o olhar quando passo por ele, Rick o tranca no refeitório, Daryl não parece se importar muito, eu não ligo a mínima, Sam caminha preocupado comigo.

─Você está legal? – Me pergunta baixinho, afirmo tentando sorrir para ele – Eu ia lá fora, mas o Daryl não deixou, disse que ele que tinha que fazer isso, ele te magoou de novo?

─O Sam, você anda muito protetor, isso já está ficando meio chato, resolveu mesmo ser meu irmão depois que chegamos aqui.

─Eles são uma família a gente faz a nossa e pronto! – Ele dá de ombros decidido.

─Tudo bem, estou legal, não se preocupe.

─Eu tenho que odiar o Merle? Porque acho ele meio engraçado, mas posso odiá-lo.

─Não precisa, quando não está sendo um tosco arrogante ele é mesmo engraçado, agora eu vou me deitar tudo bem? Posso?

─Pode, vou dar boa noite para a Beth e também já vou, mas aquele pai dela marca em cima, está difícil!

Eu só posso rir do grande problema de Samuel, dar boa noite para uma garota, temos um inimigo furioso em nosso encalço, zumbis nos cercando e seu grande problema é dar boa noite a Beth.

Passo pela cela de Maggie, ela tem um olhar perdido, suspiro, melhor me entender com ela de uma vez.

─Posso? – Pergunto e ela consente, me sento a seu lado.

─Ele me mandou tirar a blusa, ameaçou machucar o Glenn se não fizesse, já tinha ouvido Merle o arrebentando na sala ao lado, obedeci, então ele forçou seu corpo contra o meu, mandei que fizesse o que queria de uma vez, mas ele só queria me humilhar, depois me levou de volta para perto do Glenn, eu estava sem blusa, cobrindo o corpo com minhas mãos, me sentindo meio morta, enojada, na frente do Glenn ele me abraçou, insinuou coisas apenas para feri-lo, conseguiu – Maggie chora – Merle me levou até ele, olho para ele e a cena se repete.

─Entendo, não espero que releve isso, mas isso é maior, a vida da sua irmã, do seu pai, é maior, Merle é forte, faz diferença tê-lo aqui se queremos uma chance.

─Mesmo assim quero ele longe de mim, vi o que fez com você agora, acha que podemos viver com um cara assim?

─Viu o que eu fiz com ele? Acho que devia dar um bom soco naquela cara arrogante, gritar com ele, dizer como se sente e seguir em frente, eu só vim aqui dizer mesmo que podemos ter opiniões diferentes e conviver.

─Gosto de você Abby, da sua honestidade, sou assim também, está tudo bem, não será nossa última discussão, mas podemos superar.

─Podemos! – Ela sorri, tem lagrimas nos olhos, mas sorri, queria ser como ela as vezes, posso sempre dizer o que penso, mas sempre escondo o que sinto.

─E no fim ele está de volta, vocês... – Olho espantada para ela, parece que todo mundo acha algo sobre nós, aquilo me confunde – Esquece, acho que nem sabe ainda.

Decido que é hora de fugir, me levanto, aceno e deixo Maggie sozinha, sua irmã entra logo depois que saio, vou direto para minha cama, me atiro nela e fecho os olhos, lá está ele sorrindo, mas não me esqueci do que fez comigo, não vou deixar que chegue mais perto do que chegou hoje, não é boa ideia, amanhã as coisas serão como antes, cada um no seu canto.

Notas finais
Comentém o próximo sai na quarta! beijos