Helena

5 Capítulo 5


Notas iniciais
DESCULPEM PELA DEMORA PRA POSTAR ESSE CAPITULO... DESCULPE MESMO!
Lá vai o cap. 5...
Boa Leitura !

-... Eu, eu... Helena, eu... — gaguejava Gerard

- GERARD FALA LOGO! — gritei eu, morrendo de curiosidade.

- Eu te amo, pronto falei... Sei que nos conhecemos a pouquíssimo tempo, mas foi assim, a primeira vista. Acho que te amo desde a primeira que esbarrei em você — disse isso com alivio, como se tirando algo pesado de cima de seus ombros.

- Gerard, eu... eu... — o imitei gaguejando.

- FALA HELENA! — foi a vez dele de gritar.

- Eu também te amo! É estranho falar isso pra alguém... Mas é a verdade — disse eu, também aliviada de libertar esse sentimento.

Gerard sentou ao meu lado. Cautelosamente foi chegando mais perto. Quando percebi, seus lábios fantasticamente macios já tocavam os meus. Primeiro foi devagar, carinhoso... depois se tornou apaixonado. Depois de um breve tempo, nossos lábios se afastaram e nos olhamos nos olhos. Sorrimos . Não só meu rosto sorria como também meu coração. Eu nem sabia que ainda possuía um coração nessa caverna fria e escura que eu chamo de peito. As mãos geladas que dilaceravam meu pequeno coração despedaçado, haviam sido substituídas pelo calor do primeiro amor.

Em meio a esse sentimento novo que se apresentava pra mim, ainda pairava sobre meu coração a dor eterna e um certo sentimento de culpa por ter sido a única a sobreviver da minha família. Em meio a tudo isso, lá no fundo, eu queria era me punir. Materializar em meus cortes essa dor que me acompanha, que não me solta... Mas tenho que me controlar, eu preciso me controlar... Agora tenho Gerard. Se eu me ferir, não é só a mim que machucarei. Atingirei também Gerard, e eu não suporto em pensar em fazer Gerard de alguma forma sofrer.

Gerard me acolhe em seu abraço. Segurança. É, eu me sinto segura agora. Decido saber mais sobre Gee e pergunto:

- Posso te fazer uma pergunta? – disse eu, ainda presa em seus braços.

- Claro! Tudo que você quiser. — disse Gee, agora me soltando e olhando nos meus olhos.

- Por que você foi para o abrigo? – perguntei com certo medo de estar tocando em um assunto muito doloroso.

- Hum... Quando eu era bem pequeno meu pai morreu... Assim, éramos só eu e minha mãe. Foi assim, até o dia em que ela casou de novo.– falou isso de uma forma amargurada.

-... No começo tudo era normal. Mas com o passar do tempo, meu padrasto começou a ficar agressivo e isso só era ainda mais piorado pela bebida. Ele chegava em casa bêbado e... Batia em mim, descontava todos os seus problemas em cima de mim. Minha mãe tentava me defender, mas era pior, porque ai ele batia nela também. Quando me dei conta que o grande problema pra ele era eu, resolvi fugir. Fiquei algum tempo na rua. Passei muita fome e frio. Toda hora assustado, morrendo de medo de ser morto por qualquer drogado que me visse por ali. Justamente por todas estas condições, um dia eu desmaiei no meio da rua e bati com a cabeça no asfalto... – eu ouvia isso tudo muito triste e surpresa, não conseguia imaginar Gerard como morador de rua.

-... Ai, umas pessoas que passavam por lá me viram e levaram-me para o hospital. O fim você já conhece. – ele queria parecer forte, mas tenho certeza que vi uma lágrima rolar por seu lindo rosto, que agora estava triste.

- Desculpe, eu não queria ter feito você relembrar de tudo isso.

- Ah, tudo bem. Às vezes é bom desabafar. Conversar com alguém. Ainda mais se for com você. – disse enxugando as lágrimas. — E você como veio parar no abrigo? – perguntou.

Contei para ele toda a minha tragédia. Contei sobre os sonhos, ou melhor, pesadelos e de como eles pararam no momento que ele se aproximou de mim. Contei sobre minha vontade de punir-me. Falei sobre meus sentimentos suicidas. Enfim, falei sobre tudo. Depois de todos esses assuntos tristes e pesados, trocamos o assunto para coisas mais bobas. Falamos sobre nossos livros e bandas preferidas, sobre filmes, cores preferidas, falamos sobre nossas manias... Demos algumas risadas... Estávamos nos conhecendo e quanto mais eu descobria sobre ele, mais eu o amava. Ficamos a noite inteira, entre beijos e caricias, simplesmente falando sobre... Nós.

Novamente dormi segurando a mão de Gerard. Novamente os pesadelos não vieram. Mal sabia eu, que, novamente o mundo desabaria sobre minha cabeça. Mais uma vez a vida me daria uma rasteira...

Notas finais
Espero que tenham gostado...
deixem Reviews...
Mais uma vez peço desculpas pela demora...
Beijos!