Helena
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Lá vai...
Quando eu estava no pátio, avistei no portão, um carro estacior e dele descer um menino. Mesmo de longe dava pra perceber que não era um menino qualquer. Ele era lindo, tinha os olhos muito verdes, sua pele era branca como mármorre. Seu cabelo era descolorido, quase do mesmo tom de sua pele.
Fiquei intrigada com este menino. Mesmo sendo a primeira vez que via ele, senti algo muito estranho, uma espécie de atração... não sei explicar. Qual será o nome dele? Que tragédia o terá trazido pra cá? Junto dele, desceu um homen já de certa idade, que acompanhou ele até o prédio principal. Não vi ele sair de lá. Já passavem das seis horas da tarde e começava a escurecer. Judi, a coordenadora, mandou eu me dirigir para o meu quarto. Não resisti e perguntei:
- Judi, quem era aqueles que chegaram hoje mais cedo?
- Sem perguntas Helena, suba!
Não sei por que perdi meu tempo perguntando algo para ela, mesmo que soubesse de algo não me diria... ela é muito chata. Contra minha vontade, subi as escadas em direção a minha "masmorra particular", mais conhecida como quarto. Na escadarria esbarrei com alguém deixando os livros que trazia cairem. Rápidamente me agaichei para recolher os livros do chão e junto comigo a pessoas se abaixo tambem. Eu comecei a dizer:
- Desculpe, eu realmente não tive...
Neste momento congelei, pois pude ver quem era a pessoa. Era nada mais, nada menos, que o menino do cabelo descolorido, que eu havia visto mais cedo.
- Ah, tudo bem. A culpa foi mnha. Eu que estava destraido com este livro. Tenho o pessimo hábito de ler enquanto caminho. Gosta?
Dizendo isso, me mostrava a capa do livro que levava, era " Cai o pano" da Agatha Christie.
- Sim, gosto muito da A.C
Eu não havia percebido, mais ainda estavamos abaixados. No momento em que levantavamos nossas mãos se tocaram. Foi como se uma corrente elétrica percorresse o meu corpo. Corei de vergonha. Eu estava desacostumada a interagir com pessoas de minha idade.
Percebendo meu desconforto, logo ficou de pé e eu o imitei. Olhou com seus lindos olhos verdes como esmeraldas e disse:
- Desculpe ainda não disse o meu nome. Me chamo Gerard. Gerard Way. E você?
- Helena. Helena Iero
- Sério? Lindo nome o seu. Minha avó se chamava Elena. Encarre este comentario como um elogio, ela era maravilhosa... Hum, tenho que ir agora. Te vejo outra hora?
- Claro, prometo não esbarrar em você.
- Pode esbarrar quando quiser, será um prazer.
Dizendo isso, desceu as escadas e sumiu pela porta. Subi depressa as escadas, mas desta vez com mais cuidado, para não fazer mais uma vitima de " Helena a desastrada". Abri a porta e logo me atirei na cama. Fiquei pensando sobre o que acabara de acontecer. "Ele é mais lindo de perto. E pra completar gosta de Agatha Christie. Gerard Way. Que nome lindo!"
Parei pou um segundo. O que estava havendo comigo? Eu estava animada? Animada por uma pessoa que eu nem conhecia? De repente a culpa cai sobre mim . Como eu poderia estar animadinha, pensando em meninos, enquanto a carne morta, antes macia e quente, de minha familia apodrecia de baixo da terra? Me senti a pessoa mais suja e futil do mundo.
Levantei da cama, e fui até meu guarda-roupas. De lá retirei a tesoura que eu havia roubado da aula de Trabalhos Manuais. Comecei a golpear com a tesoura a minha pele. Pressionei com força a lâmina no meu braço. Fios vermelhos e quentes brotaram dos cortes. Quanto mais eu pressionava, mais vontade de punir eu sentia. Eu merecia a dor. Eu devia sentir dor.
Novamente, como todas as outras noites, chorei. Mas desta vez não foi só da dor no meu coração, a dor da alma. Alias, eu tenho alma? Não sei. Só sei que a dor que eu sentia nos cortes, não era nada perto do que tinha no meu interior. Ou melhor, do que não tinha. O estado dos meus braços, o sangue escorrendo, tudo isso refletia como num espelho o meu interior.
Deixo cair a tesoura no chão e junto o meu corpo. O tapete claro do quarto, agora estava sujo de sangue e lágrimas. Deitada no chão vejo toda esta sujeira.
- Porra, porra. Vou ter que limpar isso. Saco!!
Desse jeito, no chão, adormeci. Tive o mesmo sonho. A discurssão, a luz, a dor, o fim da minha vida. Até quando irei suportar? Preciso de alguem pra me salver de mim mesma...
Notas finais
Se eu demorar pra postar o próximo capitulo, me desculpem e tenham paciência. Não tenho muito tempo pra escrever.
Bjusss, até o próximo capitulo!
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