Heiress.

14 With love, comes the memories / After the memories, comes the death.


Notas iniciais
ALOOOO Bom-dia amiguinhos como vão? Bom-dia! Mais um doce capítulo para vocês. (morteeeeeeeeeeeees) Boa leitura!

– Não! – Corri até Homer.

Ele estava caído no chão, com sangue saindo de sua boca e de seu nariz. Seus olhos estavam fechados. Ele não estava mais vivo. O tiro havia o acertado de primeira. Direto no coração. Não havia mais esperanças. Eu tocava em sua pele, e lá não havia mais calor; não havia mais vida. Kate estava segurando a cabeça de Homer em seus braços, murmurando coisas impossíveis de entender o que era.

– Kate... – Murmurei. Ela direcionou seus olhos em minha direção. Seu rosto estava coberto de lágrimas. Ela tinha um olhar assustador, e fuzilava-me com os olhos.

– Você... – Disse com um tom ameaçador. – Você matou o Homer!

– E-Eu? Kate, e-eu não fiz nada! Ele...

– Cala a boca! – Gritou. – Você é o motivo de ele ter morrido! Você merece morrer! Vá para o Inferno, sua vaca!

Olhei-a com terror, medo. Mas que diabo é isso? Eu não estava reconhecendo a minha melhor amiga. Acusando-me da morte do Homer? Mas que?!

– Ora, ora, ora... – Steven finalmente se pronunciou. – Vejo que a senhorita Kate gostava do Homer? Hum...

– Isso não é da sua conta, seu merda.

– Elizabeth, venha rápido! – Ouvi Kevin gritar.

Olhei para onde estavam, e vi a camionete ligada. Kevin e Christian estavam na cabine, e os outros na caçamba. Olhei para Homer uma última vez, e mais uma lágrima saiu de meus olhos. Levantei-me rapidamente e corri para onde estava a camionete. Eu tentava subir, porém não estava conseguindo. Minhas forças estavam esgotadas.

– Aonde pensa que vai, Elizabeth? – Kate gritou.

Ainda tentando subir na caçamba, virei minha cabeça para o lado, e olhei-a de relance. Ela havia soltado o Homer. Agora, em seus braços, estava a sua espingarda, apontada diretamente para mim.

– Ei, Kate, o que você está pensando em fazer? – Carol perguntou, aproximando-se dela devagar.

– Não se meta Caroline!

– Kate, isso não lhe leva a nada! – Markus gritou. Ele estava de pé, com um machucado enorme na cabeça, que sangrava.

– Ela matou quem eu amava... Então vou mata-la também! Ela não merece viver!

– Oh, isso está ficando interessante! – Steven exclamou.

– Kate... – Eu disse, sem mudar minha posição. – Você sabe que eu não fiz isso. Foi o Steven quem matou o Homer!

– Eu já mandei você calar a boca! – Gritou.

E então, pela terceira vez naquela noite, mais um tiro fora disparado. Aquele som estava ficando comum aos meus ouvidos. As estrelas não estavam mais brilhantes como antes. O silencio estava pedindo por socorro. Afinal, porque as pessoas matam? Para sentirem-se bem? Para vingarem-se? Para se divertirem? Vai saber, não é?

Mas, então, porque há pessoas que se sacrificam pelas outras? Por amor? Por amizade? Por lealdade? Como iremos saber, não é?

Bianca talvez explique isso para nós. Afinal, ela recebeu o tiro em meu lugar.

Meus olhos, que estavam lacrados, não querendo ver nada da situação, foram abrindo-se lentamente. O tiro fora disparado, porém nada no meu corpo foi atingido. A visão que tive foi a pior de minha vida inteira. Bianca estava em minha frente, com os braços abertos, e sua cabeça inclinada para baixo. Ela foi erguendo o olhar devagar, até encontrar meus olhos. Sua boca sangrava, e seus olhos pediam para serem fechados, para assim, ela poder descansar em paz.

– Chris me disse... Que você se achava uma inútil... – Ela dizia, vagarosamente. Tossiu, fazendo mais sangue sair de sua boca, e consequentemente, sujou-me também. – Lize, acredite... Você é mais útil... Do que pensa... Por isso, nós não... Nós não podemos deixa-la... Morrer...

Perdendo as forças, Bianca caiu de joelhos no chão. Eu não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Larguei-me da caçamba e cai a sua frente. Agarrei seus ombros, fazendo-a olhar para mim novamente.

– Não, Bia, você não pode... – Eu tentava falar, porém não achava as palavras certas. Lágrimas preenchiam meus olhos e percorriam sobre meu rosto.

– Não Lize... Não fale nada... – Ela dizia, com um sorriso no rosto. Seus olhos fecharam-se, porém ela ainda estava viva. Olhei para baixo, o tiro a acertara no abdômen. Muito sangue saía, e se não o parássemos, ela morreria.

– Tragam algo para parar o sangue! Rápido! – Gritei.

– Lize, não precisa... É meu dever, como sua peça guardiã... Protegê-la... – Fez uma pausa. – Só te peço... Um favor... Ok?

– Claro, Bia, qualquer coisa, qualquer coisa!

– Conquiste meu... Coração... Antes que seja... Tarde... – Tossiu mais uma vez, saindo mais sangue de sua boca. Seu tempo estava esvaindo-se. Apenas um pequeno fio a conectava a vida.

– S-Sim. – Foi a única palavra que consegui pronunciar.

Aproximei-me de seu rosto com cautela. Eu estava nervosa, porém eu devia fazer isso. Era o desejo dela, afinal. Não só dela... Era meu desejo também. Finalmente, depois de tempos insistindo e persistindo, eu cedi. Entreguei-me aos seus encantos. Selei nossos lábios. Foi um selinho calmo e desejável. Finalmente, o coração de Bianca havia sido conquistado. Finalmente, nós havíamos nos declarado. Finalmente, tudo estava completo. Entretanto, vida não é um mar de rosas, não?

– Lize... Obrigada... – Ela sorriu. Lagrimas saiam de seu rosto. Bia perdeu as forças, caindo para trás. – E então, adeus... Esperarei por você... No céu...

– Espera Bia! – Gritei. Segurei seu rosto, tentando fazê-la acordar novamente. – Bia, não... Por favor, não...

– Nós temos que ir, Lize. – Oliver disse, surgindo atrás de mim.

– Não! Eu não vou deixar a Bia aqui!

– Elizabeth. – Kevin apareceu ao meu lado. Olhei para seu rosto. Nada. Nem uma lagrima, nenhum indicio de raiva. – Temos que ir.

Ambos pegaram meus braços e ergueram-me. Colocaram-me a força na caçamba novamente, e então, Kevin voltou para a cabine.

Olhei mais uma vez para Bia. Vê-la era horrível. Ela morrera com um sorriso no rosto, o que me deixava ainda pior. Olhei para Kate. Ela chorava com o Homer em seus braços. Carol tentava conversar com ela, porém não obtinha resultados nem respostas. Markus estava caído no chão. E Steven, o maldito, estava de pé, sorrindo, olhando-me fixamente com um olhar irônico. Devolvi o olhar, fuzilando-o.

Kevin ligara a camionete e nós partimos. Estava um silencio cruel na caçamba, mas ninguém se atrevia a quebra-lo. Oliver estava com Anne em seu colo, ainda adormecida. Lucy estava com lágrimas em seus olhos, e apenas olhava para baixo. Alice segurava a mão de Lucy, querendo confortá-la, porém, também chorava aos prantos. Nós conseguimos sair do parque sem encontrar mais nenhum caçador. Seguimos a viagem para nossa cidade sem nenhuma objeção. O vento frio da noite batia em meu rosto, secando minhas ultimas lagrimas recentes. Consegui me acalmar, e então tomei coragem para quebrar o silencio.

– Lucy – Chamei-a.

– Sim? – Sua voz estava dopada pelo choro.

– O que faremos agora, já que conquistei todas as peças?

– Voltaremos para a sua casa. Lá, Kevin vai contar o seu passado.

– E depois disso? – Insisti.

– Você verá.

Não querendo mais persistir no assunto, eu o deixei morrer ali. Ficamos mais um tempo na estrada, até que pude avistar a cidade. Olhei para as pessoas na caçamba, apenas Lucy estava acordada. Alice estava dormindo em seu colo, e ela acariciava seus cabelos louros.

[...]

Kevin estacionou a camionete e finalmente pude rever a casa em que morávamos. Kevin e Christian desceram na cabine e ajudaram-nos a descer da caçamba. Todos já estávamos de pé, e presumi era seis da manhã, pois o sol já estava bem exposto. Kevin tirou do bolso uma chave, e abriu a porta da casa. Adentramos e eu comecei a observar a casa. Tudo estava como era. Nada foi mudado. Isso me trazia lembranças... Onde tudo começou.

– Saudades daqui – Christian disse, quebrando o silencio que estava instalando-se.

– Não é? – Lucy concordou. – Faz tempo que não venho aqui também.

– Ei, Kevin – Oliver chamou-o. – Onde posso colocar a Anne? Preciso cuidar dela.

– Venha, eu ajudo você – Lucy ofereceu-se.

Os três foram para um cômodo da casa que não podia ser visto da sala, que era onde estávamos.

Sentei-me num sofá, e Kevin, juntamente a Christian, sentaram-se no outro, á minha frente.

– Então... – Comecei. – Conquistei todas as minhas peças.

– Certamente. – Kevin concordou.

– O que fazemos agora?

– Você verá seu passado.

– Como?

– Espere, precisamos de todas as peças aqui.

– Mas... A Bia não tá aqui – Eu disse, com amargura na voz.

–...

Ficamos em silencio novamente. Esperamos até que os três voltassem o que não demorou muito. Anne estava bem, apenas com algumas faixas nos braços e nas pernas. Christian, Kevin e Lucy estavam no sofá da esquerda e eu, Oliver, Anne e Alice estávamos no da direita.

– Estão todos aqui. – Falei.

– Vamos começar... – Disse Kevin. – Como você já sabe, eu e Bianca somos suas Peças Guardiãs. Ajudamos você a conseguir conquistar todas as suas peças, e agora você já está com o seu colar completo. Você não se lembra do seu passado desde os nove anos, certo?

– Sim, certo.

– Você está tendo, algumas vezes em seus sonhos, visões de sua mãe e de seu pai verdadeiros, certo?

– Correto.

– Agora você verá exatamente o que aconteceu com você, seu pai, e sua mãe.

“– Olhe como ela é linda, Jeff! – Uma mulher dizia. Ela tinha cabelos castanhos e olhos da mesma cor. Ao seu lado, estava um homem, com cabelos também castanhos, porém seus olhos eram azuis como as aguas cristalinas de um oceano.

– É a nossa garotinha... – Ele sorria com ternura. E então, vi pequenos braços movendo-se a minha frente. Presumi, com isso, que eu era um bebê. Eu estava relembrando coisas que eu nem sabia que existiam. A mulher era minha mãe, e o moço ao seu lado, Jeff, meu pai.

– Como ela irá se chamar? – A mulher perguntou.

– Elizabeth... Laura, ela será nossa Elizabeth.

Laura? Então era esse o nome de minha mãe? De repente, tudo se tornou preto, escuro. Não demorou muito, logo eu estava revendo meus pais. Dessa vez, eles estavam sentados no chão, um ao lado do outro, com os braços abertos.

– Venha, Lize, venha até a mamãe! – Laura dizia.

– Você consegue, dê seus primeiros passos! – Jeff sorria.

Mais uma vez, eu estava vivenciando coisas que nunca lembrei que existiam. Eu deveria ter um ano, por aí, para estar tentando andar. Eu tentava andar com dificuldade, por causa do meu corpo frágil e a falta de equilíbrio, porém meus pais me motivavam o que me dava segurança.

Mais uma vez, o breu veio em meus olhos. Mas da mesma forma que antes, saiu rapidamente, e logo outras lembranças tornaram-se vida. Vi Laura ao meu lado, sorrindo para mim.

– Hoje é seu primeiro dia de aula, Lize, então não chore! – Ela tentava me acalmar. Eu deveria ter sete anos, para estar entrando no ensino fundamental.

– Nós estaremos aqui esperando você quando a aula acabar! – Jeff disse do meu outro lado.

– Vamos, vamos! Você não vai querer se atrasar, não é?

Escureceu novamente. E a ultima lembrança veio à tona. Nós três estávamos num carro, com Jeff no volante, Laura ao seu lado, e eu nos bancos traseiros. Eu pedia para onde estávamos indo, mas as respostas que eu recebia não eram claras.

– Nós estamos nos mudando, amor – Laura disse, virando-se para me ver.

– Mas porque, mamãe? Eu gostava dos meus amigos de lá! – Ouvi-me dizer.

– Filha, quando você crescer, entenderá que estamos fazendo isso para o seu bem – Jeff disse, sem olhar para mim.

Olhei para o lado, e vi que nevava muito. Fiquei emburrada, cruzando os braços e bufando sem parar.

– Elizabeth, não faça isso! – Laura dizia, tentando acalmar-me. – Quando chegarmos, daremos um crepe para você!

– É serio? – Exclamei feliz. Aproximei-me de meu pai. – É serio papai?

– S-Sim, filha, mas não fique tão perto assim, senão o papai não se concentra na estrada.

Mais uma vez, tudo se tornou preto. E, antes de eu abrir os olhos novamente, a última coisa que vi foram três caixões, um ao lado do outro, cada um com um nome em cada: ‘Laura Wallace’, ‘Jeff Wallace’ e o último, ‘Elizabeth Wallace’.”

Abri os olhos, voltando para a realidade. Ninguém estava na sala. Eu estava sozinha.

– Kevin?! – Chamei-o, gritando. – Oliver?! Anne?! Lucy?! Chris?! Alice?! Cadê vocês, pessoal?

– Nós estamos aqui. – Virei-me para trás.

Lá estavam todos. Porém, eu não acreditei no que vi. Era mais surreal do que o mundo em que vivíamos.

Notas finais
Vocês vão me matar, eu sei. Eu não devia ter matado a Bia, eu sei. I'M SO SORRY QAQ Não me joguem pedras, peoples... Más notícias, más notícias! Provavelmente, o próximo capítulo será o último. Não tenho certeza, mas é provável que seja. Eu sei, eu sei, a fic foi bem pequena. ;-; Mas eu não consigo fazer uma fic muito grande. q Enfim. Eu sinto muito se decepcionei alguém nesse capítulo, não foi a intenção. ;^; Para as/os fãs de Bize, Biabeth, ELizabeth e Bianca, aposto que vocês piraram, não é? UAHEUH (o título do capítulo ficou extremamente grande ._.) É ISSO PAIXÕES! Mandem reviews, please! Adoro responde-los IASJFAIHFNA Beijinhos, até o próximo!