Heiress.

12 Tomorrow.


Notas iniciais
Olá! Sinto muito pelo atraso, pessoal. ;u; Não era minha intenção atrasar tanto tempo, mas eu estava sem inspiração. E então? Prontos para verem a continuação dessa maravilinda história? Boa leitura! ~

Acordei com uma forte pontada na cabeça. Meus olhos iam se abrindo lentamente, enquanto tentavam focar no ambiente pouco iluminado em que eu estava. Quando finalmente acordei, vi Lucy ao meu lado. Tentei me levantar, mas eu estava sem forças.

– Lu... cy... – Chamei-a. Minha voz saia fraca, rouca, cansada. Minha boca estava seca, e eu sentia meus lábios rachados.

– Lize! – Exclamou ela, direcionando seu olhar para mim. – Você finalmente acordou! Como se sente?

– Água...

– Claro.

Levantou-se do lugar onde estava e pegou um copo de água. Quando voltou, pegou em minha nuca, fazendo-me ficar inclinada. Posicionou levemente o copo em minha boca e eu recebi o liquido refrescante.

– Você está bem? – Perguntou-me. Retirou o copo de meus lábios e deitou-me novamente.

– Acho que sim – Respondi normalmente. Eu estava me recuperando aos poucos. – Onde estamos?

– Ainda estamos no parque.

Consegui, com esforço, ficar sentada. Analisei com cuidado onde estávamos. Não era mais a sala do Steven. Era um quarto, com cinco camas. Ao meu lado esquerdo, tinha duas camas, e ao lado direito, mais duas. Na segunda cama do meu lado direito estava Oliver, dormindo. E ao seu lado, Bianca, dormindo também. Lucy estava sentada em uma cadeira, do lado da minha cama. No cômodo, tinha mais três portas. Era vazio, sem cor, totalmente cinza. As camas eram cinza claro, com cobertores cinza escuros. As portas, as paredes e o chão, cinza. Era um local sem vida.

– Quando a Bia apareceu? – Pedi para Lucy. Inclinei-me, estendendo minha mão para tocar o rosto róseo de Bianca, mas senti uma pontada em minha cintura, então recuei instintivamente. Olhei para a mesma e notei faixas brancas a circulando.

– Há cinco dias.

– Há quanto tempo estamos aqui?

– Seis dias. Você está dormindo há cinco noites seguidas, Lize. Eu já estava preocupada...

– Espera! – Exclamei. – Há seis dias? Sério? Onde estão os outros? Conte-me tudo, Lucy!

– Calma... – Disse. Sentou-se ao meu lado da cama e pegou em minha mão. – Vou lhe contar. Depois que você salvou o Oliver, o que foi um grande ato heroico, o Jorge, aquele grandalhão, foi punido pelo Steven.

“E então, quando Jorge foi punido, Steven ficou sem saber o que fazer conosco. Você estava desmaiada, Anne estava muito machucada e Oliver havia entrado em transe. Kevin, Christian e eu estávamos muito assustados, nós não falávamos nada. Não tínhamos forças. Steven chamou enfermeiros, que pegaram você, colocaram-te em uma maca, e saíram com você para outro lugar. Nós ficamos naquela sala mais três horas. Os caçadores que haviam capturado a Alice chegaram à sala, e ela não desgrudou de mim por nenhum momento. Ela não estava machucada, graças! Tempo depois que a Alice havia chegado, Homer e Kate trouxeram a Bia. Ela estava com cortes nos braços e nas pernas, mas ela explicou que foi apenas os cortes das arvores, então, ela não havia sido machucada pelos caçadores como a Anne foi. Depois de Steven pensar muito, ele decidiu nos prender numas cabanas mais longes do parque. Eu, Alice, Kev, Chris, Oliver, Bia e você ficamos na mesma cabana, claro. Steven disse que nos serviria as refeições diariamente, de acordo com o horário certo, quer dizer, almoço ao meio-dia, café da manhã às sete da manhã e a janta às oito da noite. Só temos essas três refeições. No geral, é apenas isso. Nós não fomos maltratados nem nada do tipo, porém, a Alice chora todas as noites. Ela está muito assustada.”

– E a Anne? Onde ela está?

– Bem, ela... – Desviou o olhar.

– Conte-me!

– Ela está em outro lugar. É como se fosse uma prisão. Os caçadores mostraram para nós. É uma cabana de concreto, com uma porta de ferro, com apenas uma janelinha para Anne receber as mesmas refeições que nós recebemos. Ela está lá porque fugiu.

– Nós não podemos visita-la?

– Não.

–... – Fiquei cabisbaixa. Eu não podia acreditar. Nós estávamos vivendo um pesadelo! Lagrimas queriam sair de meus olhos, mas eu as segurei. Eu precisava ser forte. – Há quanto tempo Oliver está dormindo?

– O mesmo tempo que você, cinco dias.

– Onde estão os outros agora?

– Kev e Chris estão trabalhando. Eles não aguentam ficar aqui, então, ficam arrumando a grama do parque. Claro, há sempre três caçadores inspecionando o trabalho deles, cuidando-os para não fugirem e tal. E Alice, hum... Acho que ela está no banheiro... Alice! – Gritou a Lucy. – Venha ver quem acordou!

Nesse exato momento, uma das três portas se abriu. Lá estava Alice, com seus cabelos louros despenteados, uma expressão curiosa no rosto, e seu vestido, que usara fazia tempo, todo sujo. Só nesse momento percebi que nós estávamos com as mesmas roupas. Há mais de seis dias.

– Me chamou Lu? – Perguntou. Que saudade de ouvir essa voz meiga e doce... Quando ela me olhou, um sorriso tomou conta de seus lábios, e então, ela correu para meu colo. Consegui pegá-la com esforço, pois as feridas ainda estavam doloridas. Eu sentia a garota chorar. Nós não tínhamos coragem de nos desfazermos do abraço. – Lize! Lize, você está viva!

– Eu estava com saudades, Alice... – Murmurei. Afaguei seus cabelos. Ela, então, desfez-se do abraço. Lagrimas molhavam seu rosto. Limpei-as com meu polegar. – Como você está?

– Com fome! Eles não nos servem comida regularmente! – Reclamou. – Eu odeio esse lugar, Lize! Eu quero ir para casa!

– Nós iremos Alice, nós iremos... – Murmurei. Olhei para Lucy. Seu olhar estava distante, como se estivesse viajando no tempo.

Eu ia me pronunciar, porém ouvi a porta se abrir. Kevin e Christian apareceram.

– Kev! Chris! – Exclamou Lucy.

– Chegam... Elizabeth! – Disse Kevin. A me ver, correu em minha direção. Seus olhos estavam brilhando, seus lábios formavam um sorriso gentil, era a primeira vez que eu o via sorrindo dessa forma. – Como você está? Se sente bem? Sua ferida dói? Quando acordou?

– C-Calma, Kevin... Eu estou bem. Não, a ferida não dói. Acordei faz pouco tempo.

– Estou tão feliz... – Murmurou ele.

– Olá, Elizabeth – Christian me cumprimentara. Ele não demonstrava, mas estava contente em me ver.

– Olá!

– Como foi no trabalho? – Perguntou Lucy.

– Cansativo... – Disse Christian. – Aliás, Elizabeth, nós nos encontramos com os seus amigos... O Homer e a Kate. Eles queriam falar com você.

– É mesmo! Eles vieram falar conosco hoje – Complementou Kevin. – Eles querem que você vá trabalhar um dia conosco, que então, eles vão falar com você. Que bom que acordou!

– Querem falar comigo, é? – Murmurei. – Tudo bem...

[...]

Na manhã seguinte, eu estava completamente disposta. Combinei com Kevin e com Christian que eu iria trabalhar com eles, para que eu pudesse conversar com Homer e Kate. Bianca e Oliver continuaram desacordados. O único gesto que Oliver fez, foi chamar por sua irmã.

Eu estava com raiva. Raiva desse parque, raiva da Kate, raiva do Homer, raiva de tudo.

Eu não conseguia acreditar que os meus melhores amigos desde a minha juventude, iriam me trair assim. Eu não queria vê-los, mas era uma boa oportunidade para dizer-lhes o quanto eu estava furiosa.

Nós três éramos os únicos acordados, e então, fomos comer. Eu não dizia nada no caminho, assim como Kevin e Christian. Mas então, a minha curiosidade foi mais alta.

– Quando começamos a trabalhar?

– Daqui a pouco. – Respondeu-me Kevin. – Steven e mais cinco caçadores vão nos revistar.

– Por quê? Não tem como termos alguma arma aqui. E também, seria suicídio, pois somos apenas em três, contra mil deles.

– Vai saber – Christian deu de ombros. – Precaução?

– Idiotas... – Murmurei.

– Oh. Vejam quem acordou! – Ouvi a voz irritante de Steven. Olhei em seus olhos e a raiva me possuiu. Eu queria voar no pescoço do garoto, mas consegui me controlar. – Como vai você, senhorita Morgan?

– Vai á merda, Steven.

– Oh! Que ousadia! – Exclamou. – Jorge, Morgana, reviste-os.

E então, o brutamonte do Jorge, mais uma garota de cabelos louros, encaracolados, vieram em cima de nós. Olhei para Jorge com repugnância. Minha vontade era de saltar no pescoço dele e esganá-lo até ele pedir por socorro. E ninguém ia ajuda-lo, claro. A garota começou a me revistar, enquanto Jorge revistava os meninos. Ela passou as mãos pelos meus braços, pelo meu tronco, busto, cintura, coxas, pernas e revistou dentro do meu sapato. Não encontrando nada, levantou-se e fez um sinal para Steven. Jorge fez o mesmo.

– Muito bem – Steven disse. – Podem começar o trabalho.

Viraram-se e começaram a andar.

– Espere!

– Oh. Alguma pergunta senhorita Morgan? – Steven virou-se para mim novamente.

– Quero ver a Anne.

– Querer não é poder, querida. – Disse. – A senhorita Stouff está repousando em bons aposentos. Pode confiar em mim.

– Me diga, no mundo em que vivemos como é possível uma herdeira confiar em um caçador? Poupe-me, querido.

– Oh. Ótimo argumento. Pois bem. Quando você terminar seu trabalho, poderá ver a senhorita Stouff. Mas, apenas você. Não quero o irmão dela junto á ti.

–... Tudo bem.

– Ótimo. – Virou-se novamente e seguiu seu caminho.

– Como você conseguiu Elizabeth? – Kevin indagou.

– Não sei... – Murmurei. – Ele deve ter certa confiança em mim. Ele sabe que eu sou, de fato, inofensiva.

– Entendo... Bem, vamos começar o trabalho.

Pegamos ferramentas – enxadas, máquina de cortar grama, tesouras – e partimos para a grama verde e viva do parque. Não demorou muito e quatro caçadores já apareceram. Todos estavam com capuzes cobrindo-os até a metade dos olhos, e havia também armas em suas mãos. Mais especificadamente, espingardas. Kevin, Christian e eu começamos a fazer o trabalho. Ninguém falava nada; apenas o som das ferramentas batendo de encontro á grama era ouvido. Eu estava fazendo meu trabalho calmamente, porém, estava muito concentrada. Meu serviço era cortar a grama, então, claramente, eu usava a máquina de cortar grama. A grama estava limpa; nenhum lixo, nenhuma pedra, nenhuma sujeira.

– Ei.

Ouvi uma voz. Não me importei. Apenas segui fazendo meu trabalho.

– Elizabeth!

Desliguei a máquina e olhei em volta. Tudo estava normal. Ótimo, agora estou ouvindo coisas! Que demais. Liguei a máquina novamente e segui meu trabalho. De repente, a máquina começou a fazer um barulho alto; como se fosse um estrondo. Desliguei-a imediatamente e analisei suas lâminas. Havia uma pedra no meio.

– Ei, você! – Ouvi um grito. – Você está tentando arrancar as lâminas?

– O que? Não!

– Cale a boca, maldita herdeira – Dois caçadores vieram em minha direção e pegaram em meus braços com certa força. – Você vem conosco. Markus, Caroline, vocês cuidam desses outros dois aí.

– Ei! Parem com isso! Eu não fiz nada! – Comecei a me debater, mas era impossível sair dos braços deles. Ambos começaram a andar, me arrastando junto, e jogaram-me de encontro á uma arvore.

– Elizabeth. – Ouvi o maior dos dois me chamar. E então, reconheci-o. Era Homer.

– Homer?

– Sim, sou eu. – Pegou seu capuz que cobria seu rosto e o tirou. Pude ver sua face novamente. O olhar triste tomava conta de seus olhos. – Pode tirar agora, Kate, não há ninguém nos espionando.

– Kate?

– Sim, Lize, sou eu – Finalmente, havia tirado seu capuz também.

– Vocês... – Eu tentava falar, mas não havia palavras para mim. Eu estava decepcionada com eles. Ambos haviam me traído.

– Nós sentimos muito, Lize! – Kate foi a primeira a se pronunciar. – Nós não queríamos maltratar suas peças, não queríamos maltratar você!

– Nós não sabíamos que vocês estariam com o objetivo de vir para esse parque... – Homer disse.

– Nós não queríamos vir! – Exclamei. – Foi uma ideia do Christian! Nosso objetivo era voltarmos para a nossa casa...

– Sentimos muito, Lize...

– Tudo bem. – Eu disse ríspida. – Vocês não podem fazer nada, afinal.

– Ah, podemos.

– Podem?

– Sim – Pronunciou Homer. – Eu e Kate somos chefes daqui. Não como o Steven, claro, mas nós mandamos em tipo, todos os caçadores-mirins daqui. Então, quando descobrimos que era você e suas peças os invasores daqui do parque, eu e Kate nos sentimos muito mal.

– E nós passamos noites em claro, sem conseguir dormir – Kate completou. – Nós queríamos a todo custo ajudar você, Lize, e veja o que aconteceu! Então, eu e o Homer pensamos num plano para ajudar você e suas peças.

– Plano?

– Sim. Há num total, seiscentos caçadores aqui. Todas as horas, eles ficam revezando horários. De noite, há cinco caçadores inspecionando o quarto onde você e suas peças estão. Amanhã á noite, serei eu, Kate, Markus, Caroline e Ariana no turno – Explicou-me Homer. – Nós já conversamos com eles, e todos toparam. Nós vamos ajudar vocês á fugirem.

– Como?

– Vocês saiam do quarto ás três horas da manhã. Nós vamos esperar vocês com uma camionete. Pegaremos vocês e depois vamos pegar a outra garota... Anne, não é?

– Sim.

– Enfim. Pegaremos vocês e sairemos do parque. Depois, vocês ficam com a camionete e voltam para a cidade. Tudo certo para você?

– É um bom plano – Admiti. – Mas você pensou nos detalhes?

– Claro. Eu e Kate conhecemos esse lugar como a palma das nossas mãos. Nós temos a chave da cela da Anne. Está tudo certo. Ninguém fica inspecionando a cela da Anne; eles já sabem que ela não pode fugir. Você a verá hoje, certo? Informe para ela sobre o plano.

–... Certo – Eu disse. Meu cérebro ainda estava analisando e adquirindo as informações sobre o plano. Era um bom plano de fuga, mas, claro, sempre há problemas e detalhes. – Vou falar com o pessoal.

– Então está decidido! – Kate exclamou. – Agora, Lize, vamos voltar ao trabalho.

[...]

O trabalho já havia acabado e nós três estávamos “em casa”, por assim dizer. Bia havia acordado; o que era ótimo. Jantamos e contei para eles sobre o plano de fuga do Homer e da Kate. Todos me escutaram com muita atenção, gravando cada palavra que saia de minha boca.

– E então? O que vocês acham? – Pedi.

– É um plano excelente. – Admitiu Kevin. – Porém, muitas coisas podem dar errado.

– Alguns caçadores podem estar fazendo vistoria... – Christian opinou.

– Jorge pode nos ver... – Lucy disse.

– Eu gostei! – Alice exclamou. – Quero sair daqui rápido!

– Certo. Nós faremos isso – Kevin se pronunciou. Ele era como um líder. E nós apoiávamos isso. – Já comecem arrumando as malas.

– Aliás, Elizabeth, como foi sua visita com a Anne? – Chris perguntou-me.

– Bem...

“Jorge e mais quatro caçadores buscaram-me no refeitório. Eles me levaram até um lugar mais isolado do parque, onde só tinha arvores e plantas. Mais para o fundo, tinha uma prisão. Jorge abriu a única porta que havia ali e nós entramos. Lá era imenso. Muitas portas de ferro decoravam o imenso corredor em que nós andávamos. Enfim, paramos numa sala com o numero 1786, que era a cela da Anne, do lado esquerdo do corredor estreito. Jorge disse que eu tinha cinco minutos para falar com ela, e isso já era suficiente. Quando adentrei a cela, o que vi não foi agradável. Anne estava deitada numa ‘cama’ de cimento, com apenas um travesseiro e uma coberta fina. Na cela, apenas havia a cama e um banheiro, em bom estado. Quando ela percebeu minha presença, pude notar sua palidez. Seus cabelos negros estavam desarrumados, seus olhos estavam sem vida, suas roupas, rasgadas. Ela havia emagrecido, e muito. Seu rosto afinou, seus braços e pernas perderam as forças e ela não conseguia pronunciar nada. A primeira coisa que fiz foi abraça-la. Mesmo puxando-a com força, ela não retribuiu meu abraço. Não porque não queria, era porque não tinha forças. Contei á ela sobre o plano, e, com muito esforço, ela conseguiu concordar acenando a cabeça. Eu estava feliz por vê-la, mas estava com raiva de Steven. Queria jogá-lo na parede e mata-lo. Eu não conseguia admitir tal tratamento com a Anne. Antes de sair da cela, pedi á Anne se eles haviam maltratado ela após o primeiro dia em que chegamos aqui, e, com alivio, ela me disse que não. Depois, Jorge apareceu, pegou-me com força pelo meu braço e arrastou-me para fora da prisão, acompanhado de seus outros companheiros.”

– Pobre Anne... – Lucy choramingou.

– Vamos dormir pessoal – Kevin se pronunciou. – Amanhã será o dia, precisamos estar bem dispostos.

– E o Ol? Ele ainda não acordou! – Alice exclamou.

– Caso ele não acorde, nós o levaremos no colo. – Christian respondeu-a.

Deitamo-nos em nossas respectivas camas e preparamo-nos para dormir. Olhei para Bianca. Mesmo com a pouca luz, eu conseguia enxerga-la. Ela não havia falado nada desde que acordara, mas eu sabia que ela estava triste, com medo, apavorada. Agarrei sua mão, mesmo estando em camas diferentes, e apertei-a, dando confiança para ela. Vi-a sorrir, e assim dormimos, com as mãos dadas.

Amanhã será o dia;

O dia que nós vamos fazer historia.

O dia em que seremos livres;

Livres desse parque,

Livres desse inferno.

Notas finais
Bah. Será que esse plano vai dar certo? Ou será que o Jorge vai aparecer e vai causar polêmica na fuga? Ele já causa polêmica, acho meio impossível causar mais. UAHUE. Quero opiniões, docinhos! Vocês notaram? Bianca é a única que não está conquistada ainda. Como vocês acham que a Elizabeth terá que conquistá-la? Quero opiniões! Ah, sim! Quase esqueci. Boas-vindas á leitora nova que deixou de ser fantasma, lauriane bergamo figueiredo! Bem-vinda! Até o próximo! (Prometo não demorar tanto).