Heaven In Your Eyes

16 So, this is the end?


Notas iniciais
Capítulo que vai dividir opiniões, ui! rs Meninas, to adorando os reviews que tem deixado reclamando, dando sugestões e dicas. O que tem me deixado muito contente é que muitas estão sugerindo coisas futuras que já iam acontecer (falarei particularmente com cada uma para não haver spoiler kkkkkkk). Continuem sempre pontuando, porque assim posso alterar algumas coisas e seguir agradando. Sei que algumas vão dizer: Poxa, mas a semelhança do Emm com o Jay não era enorme? SIM, é grande. Mas vocês também não querem uma xerox autenticada, certo? rs O cabelo é parecido, os olhos são idênticos e dá uns traços sim, mas ele também parece com a mãe povo de Deus kkkkk A Amanda consegue achar semelhanças nítidas porque é mãe, mas até agora na história só a Ingrid percebeu (calma né gente, o menino não é um exame de DNA ambulante kkkkkk) e o James apesar de saber que tinha algo estranho no garoto, ainda não se deu conta. Ele está cego de ciúmes, então só o que deu um alerta foi o lado paterno dele. Fiquem ligadas pra saber como ele vai descobrir a verdade e leiam esse capítulo que eu adorei fazer (adoro uma polêmica kkk). LEMBRANDO QUE SUGESTÕES E RECLAMAÇÕES são sempre bem vindas! Um beijão :*

– Mas mamãe... — O menino respondeu e um punhal atravessou meu peito. Mamãe? Meu coração acelerou descompassadamente, ora parecia uma taquicardia, ora parecia que iria atingir sua potência máxima e parar. Então Amanda havia sido mãe?

— MÃE? — Eu gritei e dei um passo a frente. Estava furioso e um turbilhão de pensamentos invadia meu cérebro com uma enxurrada de informações. Eu estava me afogando em dúvidas e Amanda acabara de trazer junto com aquele garoto a tsunami que viria a ser o golpe final.

— James, eu posso explicar tudo isso! — Ela disse correndo até mim. Emmett agora já estava um pouco mais distante assistindo à cena com curiosidade. Eu podia perceber que Amanda não conseguia se decidir entre correr para mim ou pegar a criança em seu colo, mas estava pouco me importando para suas escolhas, eu precisava de uma resposta.

— EXPLICAR? Acha mesmo que pode explicar? Hun? — Gritei chegando mais perto dela, minhas palavras eram como tapas em sua face, ricocheteando com amargura. Eu estava me descontrolando, ficando violento e jamais achei que poderia ficar dessa maneira com alguém que amava, com a mulher que jurei tratar como uma rainha assim que voltasse para mim. Fechei minhas mãos em punho sentindo as veias em meus braços sobressaltarem, ela havia mesmo sido uma puta.

— Jay, por favor, deixa eu te contar a verdade! — Amanda tocou meu antebraço e ao contrário do que imaginei, seu toque não causou uma sensação agradável. Em qualquer outro momento, seus dedos em minha pele teriam sido como morfina, no entanto, agora era como injetar uma alta dose de adrenalina. Diante dos meus olhos passou-se a cena na qual estávamos discutindo em frente à minha casa, ela acusava-me de traição e eu, culpado, tentava ainda assim contradizer. Eu estava me sentindo traído e finalmente pude entender o maldito do Karma que tanto falam. Acredite, tudo que você fez a alguém no passado ainda será feito contigo no futuro.

— Amanda! Amanda, finalmente te encontrei! — Kendall vinha correndo em nossa direção, mas parou assim que nos viu, pelo visto ele também estava procurando pelo bastardo.

— Tire o Emmett daqui! — Ela pediu a ele com a voz embargada

— Mandy, você não vai... — Ele tentou alertá-la aproximando-se com cautela

— Sim, eu vou contar a verdade, agora tira o meu filho daqui.

Tudo parecia estar ocorrendo em um mundo paralelo do qual nós dois não fazíamos parte. Eu sequer pude perceber Kendall tirando a criança. Amanda mantinha seus olhos suplicantes por perdão fixos em meu olhar e eu só conseguia encará-los buscando por perguntas. Puxei meu braço assim que nos vi a sós e dei um passo para trás.

— Como? Como você pode? — Virei-me de costas para ela passando as mãos em meu cabelo deixando-os bagunçados e logo voltei a encará-la — Eu passei seis anos da minha vida. SEIS ANOS, PORRA! Esperando por você, chorando por você, aguardando a tua volta.

— James, eu... — Ela disse indo para um canto, estávamos atraindo a atenção de quem passava na rua, apenas a segui — Eu tentei te dizer, mas não achei que fosse encarar bem.

— Dizer o que? Hun? Me dizer que mal foi embora daqui e não conseguiu segurar a buceta? Que eu passei tempos esperando por você para que você encabeçasse um relacionamento e tivesse um filho quando eu estava acreditando que você ainda estava sofrendo por nós dois? — Mordi minha boca, eu não iria chorar por uma qualquer, eu sou homem, porra!

— Você não tem o direito de falar assim comigo — Ela diminuiu o tom de voz e olhou para baixo incapaz de me encarar

— Você que não tinha o direito de mentir para mim, de dizer que tinha me contado toda a verdade, de me fazer confiar em você e tentar me redimir pelos meus erros do passado quando na verdade você quebrou todas as promessas que tínhamos um com o outro.

— Promessas? Que promessas? Você foi o primeiro a quebrá-las quando me traiu, ou já se esqueceu? — Ela pôs a mão direita na cintura e finalmente ganhou força

— NÃO, EU NÃO ME ESQUECI DE CARALHO NENHUM! — Me alterei novamente e dei mais um passo a frente, estávamos cara a cara gritando um diante do outro o que já estava entalado há muito tempo em nossas gargantas.

— Pois você deveria ter se lembrado antes de julgar sem saber.

— E o que eu não sei? Me diz! Porque até onde eu sei você dizia que seria só minha, que formaríamos uma família, que VOCÊ ME DARIA UM FILHO! E sabe o que eu tive que ouvir? Tive que ouvir aquele moleque dizer na minha cara sobre o pai dele e sobre como ele o educou bem.

— CALA A BOCA! — Ela gritou segurando os cabelos nas mãos como se fosse arrancá-los — VOCÊ NÃO SABE DE NADA, VOCÊ NÃO SABE PORRA NENHUMA.

— Não sei? VOCÊ É UMA VAGABUNDA, AMANDA! — Antes que pudesse terminar a frase, já havia sentido o ardor em meu rosto. Deixei que minha face se inclinasse para a esquerda com a força do tapa e apenas respirei fundo.

— Você nunca mais vai falar comigo assim! Já permiti que me desrespeitasse há seis anos atrás e não vou deixar que o faça de novo. EU SÓ FUI EMBORA PORQUE VOCÊ ME FEZ IR e você tá sendo um canalha por achar que eu faria isso com você. — Ela gritou um trecho deixando as lágrimas escorrerem por seu rosto. Por favor, o que eu menos precisava nesse momento era drama ou mais mentiras.

— TE DEIXEI IR? VOCÊ PODIA TER IDO PRO INFERNO. Você não merece que eu tenha mudado, não merece que eu tenha tentado e não merece certamente nada do que senti por você.

Dei novamente um passo para trás afastando-me de Amanda. Ela permaneceu estática e encarou o chão como se estivesse pensando duas vezes a respeito de alguma coisa.

— James... — Ela sussurrou baixinho, mas lhe dei as costas e comecei a andar — Jay... — Amanda tentou mais uma vez e eu pude senti-la vindo atrás de mim

— O que quer? — Perguntei apenas pausando meu andar, eu não voltaria a encará-la depois de tudo isso.

— Há seis anos atrás eu fui embora te privando de me dizer muitas coisas e de saber muitas coisas também. Não faça a mesma tolice que eu, não vá embora agora sem que eu possa te dizer o que preciso.

— Eu não tenho mais nada para ouvir de ti.

— Jay... — Senti a ponta dos seus dedos em meu ombro, mas não recuei. — Eu preciso te dizer que...

— Vá embora Amanda e deixe-me ir também. Dessa vez, por favor, só não volte.

Andei mais uma vez para frente fazendo com que sua mão saísse do meu corpo. Segui meu caminho dessa vez tendo a certeza de que ela já não mais me seguia. Como eu pude ser tão estúpido? Acreditei que Amanda estava pronta para ser minha, que constituiríamos uma família, que nos reconciliaríamos com nós mesmos, com o passado e poderíamos — quem sabe — até mesmo nos casar. Quanta bobagem, ela já havia entregado seu amor a outro alguém enquanto eu estava preso em uma mulher que não existe mais. Eu mudei e isso era um fato, mas Amanda também havia se transformado com o tempo e eu não consigo mais reconhecer a mulher que tirou de mim o desejo de ser pai, de engravidá-la e de fazê-la minha por inteiro.