Heaven In Your Eyes
31 Scusa Se Ti Chiamo Amore
Notas iniciais
Amores, dia 10 fazemos dois meses de história. Me ajudem a chegar a 600 comentários? Se conseguirmos, teremos capítulo bônus dia 10 *-*
Meus olhos já não conseguiam mais corresponder a tudo que estava diante de mim. Lágrimas que eu não sabia descrever se eram de tristeza ou alegria começaram a escorrer pelo meu rosto e eu deixei a folha cair no chão apenas o abraçando com toda a força que eu poderia ter.
– Hey, não chore — James sussurrou segurando meu rosto entre suas mãos. Com seu polegar, ele enxugou uma lágrima fujona que escorreu pelo meu rosto – Não dá — Respondi respirando firme na tentativa frustrada de conter o choro — Eu... Eu mal posso acreditar que isso era para mim. – Não só ela como todas as outras. – Sabe que eu vou querer vê-las, não é? — Falei esboçando um pequeno sorriso – Só se aceitar meu convite para jantar. Posso fazer a melhor macarronada da sua vida! — O rosto de James era iluminado por um sorriso maior que o meu, seus dedos agora brincavam com as pontas dos meus cabelos e um brilho dominou seu olhar – Não posso Jay, Emmett não entenderia – Não entenderia os pais jantarem juntos? – Ele não sabe que você é o pai — Argumentei. – Mas um dia vai saber. Venha, vamos lá em cima chamá-lo. – Jay... — Murmurei insegura – Por favor, meu amor. — Ele pediu fazendo dengo, mas para mim havia significado muito mais do que apenas um pedido. – Do que me chamou? — Questionei sentindo meu rosto ganhar uma tonalidade diferente. Eu deveria estar com as bochechas completamente coradas e o compasso desesperado em que meu coração batia denunciava o quanto esperei anos por aquela forma carinhosa de ser chamada. – De meu amor, é o que você é para mim. — James disse tomando minhas mãos com carinho, ele as entrelaçou e por um momento foi como se eu sentisse que foram feitas para estar juntas, quase que moldadas de maneira igual. Sorri ao imaginar que uma aliança poderia ser colocada em nossos dedos e admito que a ideia de um casamento fora muito bem recebida pelos meus sentimentos. — Caso não tenha percebido, Amanda Connelly, eu estou apaixonado por você, eu sempre estive. – Eu também estou apaixonada por você, James — Assumi não apenas para ele, mas para mim mesma. — Passei tanto tempo tentando te odiar, querendo esconder de mim mesma o quanto ainda era afetada por minhas lembranças de nós dois e agora percebo quão estúpida fui. A única paz que encontro é quando estou aqui contigo, quando vejo seu sorriso para mim, quando sinto sua pele em contato com a minha e quando posso finalmente olhar em seus olhos. Sei que eu deveria estar dizendo que te amo por ter mudado, por grandes feitos ou por outra razão romântica, mas eu te amo em detalhes silenciosos. Te amo quando me abraça, quando enxuga minhas lágrimas, te amo quando me olha dessa forma que está fazendo agora ou simplesmente quando vê Emmett e aparece um James que até então eu não conhecia. – Você ainda tem muito a conhecer e eu tenho um mundo a te dar. — Seus olhos focaram os meus. Ah, aqueles olhos! Os olhos mais bonitos e aprisionantes que ela já havia visto. Suas íris absurdamente verdes me hipnotizavam de tal forma que eu poderia permanecer encarando-os por toda a vida. — Mas por enquanto tudo que eu quero é te fazer o jantar. — Ele disse descontraindo e isso me fez rir – Você vai cozinhar? — Perguntei envolvendo meus braços em seu pescoço, me recusava a soltá-lo – Sim, senhora. Farei a minha macarronada, como já disse. – E se eu sentir cheiro de queimado? — Ergui uma sobrancelha divertidamente – Ai pode me deixar de castigo junto com nosso filho quando ele fizer alguma besteira – Nosso filho? — Repeti suas palavras tocando seu nariz com o meu – Nosso, nosso filho. — James reafirmou e deu-me um selinho — Vem, vamos buscá-lo lá em cima. Subimos as escadas até o quarto de James. Apesar de ter outros quartos na casa, ele ainda não estava preparado — em questões de espaço — para receber Emmett em um quarto próprio e eu preferia que isso não fosse feito até mesmo para não levantar suspeitas sobre o pequeno. Escutavamos o som da televisão extremamente alta em algum programa bobinho, mas assim que chegamos ao cômodo encontramos Emm dormindo sobre a cama em posição fetal. Seu polegar estava na boca e ele dormia tranquilamente, fazendo seu tórax subir e descer com sua respiração lenta. – Acho que nosso filho está colaborando para deixar os pais sozinhos — James sussurrou abraçando-me pelas costas, o nariz encostado em meu ouvido, seu hálito quente em meu pescoço. — Você não vai acordá-lo, não é? – Não, eu não vou. Posso apostar que deu um calmante pro menino só para me prender aqui — Brinquei enquanto acariciava seus braços com as pontas das minhas unhas, deixando-o arrepiado – Teria sido uma boa ideia, pena que não considerei antes! — Jay respondeu arrancando-me uma risada — Espera um pouco amor, vou ao menos cobri-lo. Fiquei abismada observando-o ir até o closet e pegar uma coberta. James o cobriu com tanto carinho, se preocupando em deixá-lo aquecido e depois pegou algumas almofadas colocando ao seu redor em forma de proteção. – Para que isso? — Apontei para as almofadas – Para ele não cair da cama, ele pode se mexer durante o sono. – Já disse que você é um pai protetor? — Falei puxando-o pelo quadril e dando-lhe um selinho
– Já, mas quero te ouvir dizer que sou um marido protetor. – Calma, Diamond, você está apressadinho demais. — Respondi dando-lhe outro pequeno beijo, dessa vez no canto da sua boca – Não vai parar de me beijar, é? — Questionou guiando-me para fora do quarto ainda de frente para mim. Nossos corpos não se separavam e eu dava minúsculos passos para trás com receio de tropeçar em algo – Não, mas você pode parar de andar desse jeito comigo. Eu vou cair Jay. — Respondi afastando nossas bocas – Não vai não, eu estou contigo. — Ele disse dando mais um passo a frente e eu podia já ver a escada próxima demais – Jay, eu estou falando sério. Você vai me fazer rolar a escada! — Falei um pouco mais séria olhando sobre meu ombro para trás – Juro que não vou e sabe por que? – Por que? — Perguntei revirando os olhos, mas sua resposta foi expressada em atos e não em palavras. James me pegou no colo e desceu as escadas comigo arrancando-me algumas gargalhadas um pouco altas. Comecei a dar alguns tapas em seu ombro ainda incrédula com sua loucura e ele parou comigo no meio da sala olhando-me de forma tão divertida como se estivesse com um brinquedo nos braços. — Você é louco! Poderiamos ter caído os dois! – Eu cairia por você quantas vezes necessárias — Ele respondeu debochando com a voz imposta como se tivesse declamando um poema – Besta, nem parece que tem quase trinta anos na cara. – Na cara não amor, isso é só cronológico. Continuo aparentando ser mais novo! – Tá, senhor convencido, pode por favor me colocar no chão agora? – Só se você disser que eu sou bonito. — Um sorriso um tanto quanto convencido apareceu em sua boca, deixando-o ainda mais sedutor – Humilde você, heim! Digo se me colocar no chão. – Primeiro o elogio. – Jaaaay — Resmunguei — Vai ficar me segurando até que horas? Eu sou pesada, caramba! – Não é não. Quer que eu te levante um pouco mais? – NÃÃÃO! — Me desesperei, vai que ele me derruba! – Confia em mim, não vou te deixar cair. — Ele disse andando comigo pelo cômodo como se eu fosse um bebê em seu colo – Quem disse que não confio? – Hm, então confia? Tem feito excelentes escolhas, Connelly. – Você que as fez quando foi atrás de mim na casa do Logan. – É, você tem razão! — Ele disse guiando-me até o sofá e me colocando devagar sobre o mesmo. James subiu seu corpo aos poucos sobre o meu, o que fez meu coração acelerar — Sabe qual a minha outra escolha certa? Você. Seus lábios tocaram os meus mais uma vez, agora com um pouco mais de intensidade que a anterior. Apoiei minha mão em sua nuca arranhando-a de leve enquanto nossas línguas bailavam em uma sincronia perfeita. James não deixava o peso de seu corpo sobre o meu e isso de alguma forma me causava estranheza porque eu precisava tê-lo colado a mim, atado de alguma maneira mesmo que fosse apenas pele a pele. Prendi seu lábio inferior entre os meus dando uma mordida um pouco forte e sensual enquanto minhas pernas já envolviam seu quadril. Eu sabia o que estava por vir e cada parte de mim ansiava desesperadamente por isso. – Merda! — James vociferou quando o celular no bolso de seu jeans tocou – Ignora — Murmurei tentando encontrar seus lábios novamente, mas o som estridente não parava – Preciso atender, Mandy, desculpe. — Ele disse passando as mãos pelos cabelos e sentando-se ao meu lado após pegar o celular — É o viado do Logan! — Me informou olhando o visor – Tudo bem, atende porque pode ser importante — Concordei e logo em seguida o vi atendendo no viva voz.– Quer morrer agora ou mais tarde? — James perguntou evidentemente brincando, mas sua voz parecia séria – Por qual razão você me mataria? Estou salvando uma noite solitária sua. – Não tão solitária assim, Logan. – Como assim? Carlos está ai, é? – Carlos? E desde quando eu sou gay, cacete? – Espera, como eu poderia estar lá se eu estou aqui — Ouvimos a voz de Carlos ecoar – Eu estava ironizando, Los. — Logan explicou para ele – Posso saber o que vocês dois estão fazendo me ligando as 20h30 e atrapalhando a minha noite? – Hmmmm, atrapalhando a noite é? Quem tá ai? Quem tá ai? — Foi a vez que Carlos pegar o telefone – Vocês são tão fofoqueiros, parecem mulheres. — Jay disse revirando os olhos – Se eu descobrir, eu ganho uma noite de amor? — Los respondeu com a voz afeminada, o que gerou uma gargalhada coletiva. – Com certeza, docinho, com o Logan. — James entrou na brincadeira – Não mesmo, o noivo é meu — Dessa vez Ingrid se pronunciou . – Eu que estou aqui, gente. Nossa, como vocês são inconvenientes! — Respondi um pouco constrangida – POR ESSA EU NÃO ESPERAVA! — Carlos gritou vitorioso – Espera, nós atrapalhamos vocês? — Agora era a vez de Ingrid — Bem feito, eu sabia que não ia perder a oportunidade de dar o troco – Troco? — James me olhou sem entender – Eu atrapalhei ela e o Logan — Respondi encolhendo os ombros – A questão é: nós estamos indo para ai. — Loggie disse– Oi? Cuma? Não estão não. — James esquivou-se – Estamos sim. O cachorro pulguento do Carlos não larga a gente e nós três não temos chance nenhuma de fazer um ménage então vamos até ai para enchermos a pança as suas custas, que tal? – Logan, quer ir se foder? — Jay o respondeu dando uma gargalhada, ele me olhava como quem dizia "eu mereço" e eu apenas sorri em resposta. – Não, amor, deixa eles virem. Vai ser bom passarmos um tempo juntos como antigamente! – AMOR? ELA O CHAMOU DE AMOOOR? AAAAAH! — Ingrid gritava histéricamente e eu tinha certeza que Logan estava tampando os ouvidos – Chegaremos ai em alguns minutos, ok? Só esperem eu calar essa louca. – Hey Mitchell, eu escutei isso! — Ingrid parecia irritada – Vai apanhar da noiva. — Jay comentou dessa vez para mim – Ah vai e essa eu vou querer ver — Respondi gargalhando e ele juntou seus lábios nos meus em um selinho – Até mais tarde, seus favelados, e não cheguem tarde aqui. – Pode deixar! Eu estava ansiosa para reunir todos novamente, sentia falta da nossa adolescência onde podiamos simplesmente perder tempo juntos sem preocupações ou receios. Ainda assim, meu coração sentia falta de Kendall por perto, ele pertencia à aquele grupo tanto quanto eu e eu mal podia esperar para trazê-lo de volta.
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