Heartbreaker
3 Capítulo 3 - Drama de Harley
Notas iniciais
No shopping, Ley quase não comprou nada além de livros e uma blusa que sua mãe insistiu que ela levasse, Ela carregou algumas bolsas e deu opiniões para sua mãe, sabe né?! A pequena insegurança feminina, logo a loira já estava cansada de tanto andar com sacolas.
- Mãe, vamos embora!
- Garota chata! Não te suporto sabia? – A mulher cruzou os braços com dificuldade para achar uma posição boa, seus peitos ‘siliconados’ não permitiam tal ato.
- Eu que não te suporto, agora entendo o porquê da Catarina ser tão rebelde.
- Catarina é uma adulta, já você projeto de...
- CALA A BOCA! Ninguém te aguenta mais! Nem eu, nem meu pai... Catarina fugiu de casa por culpa sua.
As balconistas da loja onde elas estavam olharam pra elas assustadas, Harley olhou em volta e viu a tensão que havia se espalhado, ela sentiu seus olhos esquentarem, ela abaixou a cabeça, pegou suas duas únicas sacolas e saiu do shopping correndo enquanto sua visão embasava por culpa das lágrimas. Enquanto sua mãe não se rendeu esforços para voltar atrás do prejuízo.
Harley andou na rua durante minutos e o caminho era longo, passava pela orla de uma praia, quando alguém segurou o seu ombro com firmeza.
-Ley? Tudo bem? – Disse uma voz familiar.
- Ma-matheus?! – Ela se virou e enxugou os olhos.
- Não, sou eu o Kevin.
A jovem não aguentou o desespero e desabou em lágrimas, ela era oprimida desde pequena pela ‘mãe’ e nunca teve coragem de desabafar com alguém.
- Calma Ley. O que aconteceu?
Ele levou ela até um banco de concreto que havia nas orlas e contou para ele, quando se deram conta já era quase de noite.
- Olha, seu pai vai te matar! Que bom que amanhã é feriado...
- Ah! Já é bem tarde! Eu ainda tenho que voltar andando! – Disse cortando o rapaz e recolhendo as bolsas de compras.
Kevin segurou o seu braço dela deu um sorriso.
- Eu pago sua passagem no busão.
- Busão?
- Ônibus! Nunca andou de ônibus?
-Não, — A loira fez uma cara torta enojada. – Agradeço por isso, já ouvi muita coisa sobre ônibus...
- Wow! Eu vou estar contigo, não confia em mim Loirinha?- Sorriu
- Não sei se devo confiar. — Ela apertou a vista desconfiada do seu sorriso galante.
Ele viu um ônibus passar e parar em um ponto próximo, pegou Harley pelo braço e puxou ela, eles começaram a correr até o ônibus parar, ele entrou, pagou o cobrador. Não tinha mais lugares para sentar, era o horário que muita gente saia cansada do trabalho.
Kevin envolvia a cintura de Harley com uma mão e com a outra segurava na barra de ferro, Harley automaticamente tirou a mão do rapaz da sua cintura e no mesmo minuto o ônibus sacudiu, a loira quase caiu no chão se ele não tivesse lhe puxado pela blusa.
- Haha, parece que você nunca entrou em um ônibus mesmo, segure nesse ferro aqui. – Ela acabou o deixando ficar com a mão envolta em sua cintura, por mais desconfortante que fosse a situação, dois pontos depois e já havia bancos livres para se sentarem.
- Me lembre de nunca contar meus problemas para nenhum idiota, não quero acabar nessa situação de novo.
- Por que eu faria isso?! Estou adorando!
Depois de outros dois pontos eles estavam na rua mais próxima da casa de Harley.
- Chegamos! – Kevin entregou as bolsas de Harley e antes que ele soltasse sua mão da sacola, ele puxou para próximo do seus lábios e deu um beijo suave.
- Me esquece... eca! – Disse constrangida limpando as mãos do beijo do rapaz.
Ela seguiu para casa com um rubor nas bochechas.
Chegando em casa, seu pai se encontrava na sala, em uma poltrona branca tipo couro, ele segurava uma garrafa de vinho. Seus olhos amarelos estavam acompanhados de um leve avermelhado, ele parecia ter chorado como uma criança.
-Pai? Tudo bem?
Seu pai não respondeu, na sala havia uma escada grande de corrimão dourado, de lá desceu Catarina.
-Suba Harley! Venha! – Catarina era diferente tinha cabelos castanhos e olhos escuros, sua pele parecia veludo, tinha algumas poucas marcas no corpo e uma cicatriz bem rente no canto da bochecha, mas escondia com o seu cabelo de cachos rebeldes.
-O que aconteceu?
- Nossa mãe é uma víbora! Por que você sumiu assim? Deixou a gente em desespero! Se você quiser pode vir morar comigo.
-Não posso deixar o papai sozinho com essa...
A porta rangeu e os corações das irmãs quase pularam para fora, a suposta mãe delas entrou no quarto de hóspedes com tudo.
- Então, o que vocês estão falando ai? – Disse a ‘mãe’ das garotas.
-Nada Helena... Só de uma mulher ridícula que usa o pai dos outros pra ficar bonita e fútil! – Catarina foi aumentado o tom de voz, e ficando com o maxilar tenso enquanto falava com a mulher que apenas continuava de nariz em pé. – Eu vou Ferrar com a sua vida sua mulher suja! Vem Harley, você vai ficar no meu apartamento!
Catarina puxou a irmã brutalmente enquanto Helena dava suas palavras finais:
- Aquele lugarzinho?! Hahaha!
Catarina invadiu o quarto da Loira, ligou para o seu marido e avisou de tudo, ele passaria logo, já era quase meia noite.
Seu pai havia implorado para não deixa-lo sozinho, e de modo grosseiro Catarina respondeu ele. Algumas lágrimas rolaram o rosto de Harley, foi o bastante pra ficar com o rosto bem vermelho.
Enquanto isso na casa dos Sulivers, Elise tinha a louca idéia de ir atrás do seu antigo mestre, é, Kano não apenas um irmão de consideração como um brilhante Sensei*, ela estava apenas se preparando para isso.
Logo de manhã a jovem não pensava em outra coisa, precisava sair. Noite passada recebeu um SMS da sua amiga querida as 3:35 da manhã com um novo endereço. Elise foi atrás e no caminho viu uns enfeites para celular, muito bonitos pelo bom olhar de Lissy e comprou para amiga um adesivo para capa de um gato branco e a dela era de um gato preto, aqueles gatinhos eram como Ying e Yang: Eram diferentes, mas sem um o outro não vivia, e aqueles gatinhos representariam o elo espiritual.
Quase chegando ao endereço deu uma estudada na rua que estava e do outro lado da calçada que ela iria atravessar estava João, — Mais outro rapaz de que a jovem já havia iludido. — Ela ficou desconfortável, recolheu os ombros por instantes segurando a sacola com ansiedade e atravessou correndo, tentou passar com ele como um raio mas tropeçou e caiu no chão chamando atenção das pessoas na rua inclusive de João, que se aproximou da jovem e percebeu seu jeans rasgado.
- Tudo bem? – Falou o mulato preocupado estudando o seu corpo, mas quando seus olhos de bateram um brilho tomou conta dos olhos dela que fechou os mesmos e sacudiu a cabeça concordando com a cabeça, ela levantou com a ajuda do rapaz agradeceu de bochechas rosadas e correu.
João olhou para o chão e encontrou algo, pegou do mesmo, deu uma olhada, pensou olhando para a garota que corria e deu de ombros colocou em seu bolso e continuou seu caminho.
A rua que Harley morava era na verdade um condomínio, condomínio Grey, as casas eram iguais em base, mas se tornavam diferentes com os objetos e enfeites que cada morador colocava, o Numero de Harley era 125 ela tocou a campainha e ninguém respondeu, ela tocou de novo e alguém abriu a porta, um homem jovem alto, músculos definidos sobre a pele nua levemente bronzeada. Elise conhecia bem esse rapaz, marido de Catarina, tão jovens e já casados, não eram oficialmente casados, gostavam de se considerar assim já que viviam juntos há um ano.
-Oi, a Leyle não está. – Disse enquanto mexia no cabelo preto e arrepiado, o que faria qualquer garota suspirar, babar e dar gritinhos histéricos. Era um charme sexy natural, Elise apenas observava e tentava não mostrar desejo pelo rapaz seis anos mais velho. – Quer entrar e esperar?
Ela cruzou os braços acompanhando um suspiro, e entrou na casa.
Por dentro era arrumado tirando a prateleira de livros, a guitarra e cadernos de musicas do Castel, a sala era um lugar com o espaço bastante para um sofá de três lugares, Televisão e uma mesinha de centro, confortável até, ele se jogou no sofá esperando que Lissy sentasse, ela sentou-se.
Castel estava sem blusa e isso atiçava o hormônio de qualquer garota, Lissy virou o rosto.
-Vá botar uma camisa. Por favor!
O rapaz riu tranquilo e segurou seu rosto pelo queixo trazendo Lissy mais para perto dele.
- Por que eim gatinha?
Elise tentou empurrar seu peito sarado para longe, mas o quanto mais ela insistia mais ele puxava-o para próximo e ela se desesperava por dentro, quando seus rostos estavam próximos o bastante para saberem sua respiração Castel fechou os olhos e foi aproximando seus lábios aos dela, que por sorte estava com o pé livre e pisou.
- hahaha, não sabe brincar patricinha? Acha mesmo que eu ia beijar você? – Disse, cínico.
-Vá logo arranjar uma blusa!
O rapaz subia as escadas enquanto provocava a jovem com palavras cínicas, ficaram nesse joguinha a manhã quase inteira. Sacudia o cabelo com a mão ou se espreguiçava jogando charme e ela rejeitava suas brincadeirinhas.
Já era uma da tarde e Harley ainda não havia chegado.
- Tenho algo para te mostrar! Vem no meu quarto?
Elise suspeitou no começo, mesmo assim acompanhou Castel.
Notas finais
Por favor comente ou ajude a divulgar a minha história, pois é do fundo que chegamos ao topo!
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