Heartbeats

14 Words of Fire


Notas iniciais
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Dianna’s POV

A quinta feira amanheceu normal enfim. O clima estranho que havia ficado presente dentro de casa algumas vezes foi dissipado depois do meu surto pela cena do dia anterior. Gravar aquele episódio não foi fácil, me preparei durante algumas semanas, visitei alguns hospitais, conheci algumas mães, fiz várias perguntas, e inclusive assisti a um parto real de uma amiga da minha mãe, apesar de que era tudo encenação a cena realmente me comoveu, e os poucos dias que passei no sitio não ajudaram muito. Cheguei em casa aos prantos, no carro com Naya me segurei pra não desabar, em casa já não tive a mesma sorte, porém foi bom falar com alguém e Lea estava ali pra me escutar.

As coisas estavam confusas, eu ainda não havia parado pra pensar na situação com Lea e eu preferia assim, se eu começasse a pensar enfrentaria verdades que eu não estava preparada. Ainda tinha o problema com Naya/Heather/Mark, por incrível que pareça Nay conseguia estar em situação pior que a minha, eu a entendia, a palavra Gay assombrava tanto a mim quanto a ela, a diferença é que ela sabia o que sentia, agora eu? Eu não tinha idéia.

Durante a reunião com o Ryan eles nos soltou a bomba de que durante o resto dessa semana e a semana que vem inteira iríamos ter de trabalhar feito condenados, mais o que podíamos fazer, eram ósseos do oficio. Durante a meia hora eu só conseguia ouvir conferencia de imprensa, jornalistas, premiere, programas de Tv e apresentações, embarcaríamos amanhã cedo no aeroporto e antes mesmo da viagem acontecer eu estava cansada; Como ultima coisa a se fazer propus que todos fossemos pro apartamento onde agente poderia almoçar com calma. Estados Unidos pode ser o país a qual todos idealizam morar, tem toda a sua beleza, mais peca na alimentação, o segredo para que a maioria dos atores e cantores americanos gozavam da boa forma? Muita academia, alimentação a base de vegetais – a maioria ao menos optava por essa forma de vida – e o fato de que existia boa diversidade em restaurantes.

Quando chegamos em casa pedi que Juan – o porteiro do nosso prédio – encomendasse frango, em casa preparei arroz com vegetais, não era o tipo de comida que eu e Lea comiamos mais desde que agente conheceu esse prato sempre tínhamos em casa, preparei uma salada de batata e um molho de tomate a parte. Quando o frango chegou pedi que Naya me ajudasse, ela era uma ótima cozinheira e a maioria dos temperos que tinha em casa era por causa dela, os países espanhóis eram ricos quanto a isso, e ela tinha família em vários lugares, Espanha, México, Cuba. Os ingredientes que a família, avós e tios mandavam ela dividia comigo, gritei da cozinha para que Lea colocasse um CD de musicas latinas a pedido de Naya – o que também foi presente dela – e logo o som de Guajira (I Love U 2 Much) – Yerba Buena soou pelo som no balcão da cozinha, Naya me olhou com um sorrisinho divertido e logo nos movimentávamos pela cozinha cantando e dançando.

Enquanto eu era uma relis aprendiz daquele ritmo, Naya parecia que dançava a vida inteira, os quadris mexiam por si mesmo e eu a imitava, aquela salsa pedia uma comida quente, e enquanto Nay cortava o frango em cubos eu ia colocando os pedaços numa panela com óleo, cebola e alho refogados, o cheiro inundou o apartamento e em menos de segundos vimos Heather, Lea, Mark e Harry na porta da cozinha, Naya que tinha uma faca em mãos subiu a ponta pelo vestido de botões lentamente, vi os quatro arregalando os olhos e soltei uma gargalhada divertida, quando minha amiga queria provocar ela era mestra nisso. Frango quase pronto, só faltava o toque final, páprica e molho de tomate por cima, chamamos o resto dos gleeks e comemos em meio a risadas e brincadeiras; o resto da tarde foi tranqüila e todos só foram embora quando já estava de noite, Lea e eu também não demoramos a cair na cama, foi o tempo de ver um filme, lavar algumas louças sujas e arrumar as malas e em seguida desabamos na cama.

Pela manhã foi como sempre, acordar, se arrumar, engolir um café da manhã improvisado e direto pro aeroporto, pegamos o vôo das sete, de LA até NY eram 5 horas de viagem, como todos estavam morrendo de sono foi fácil dormir apesar do desconforto.

Já havíamos ficado uma vez no Soho Grand Hotel, era um hotel confortável, Ryan sempre reservava os dois últimos andares para o elenco e os diretores. As garotas foram divididas em três quartos e a distribuição saia por papelzinho, o mesmo acontecia com os rapazes, a diferença é que eles ocupavam 5 quartos.

No mesmo dia ainda tivemos uma conferencia de imprensa como Ryan já tinha determinado, era como sempre, perguntas sobre a série, jornalistas em busca do que poderiam esperar da nova temporada, algumas perguntas pessoais – que procurávamos responder com o máximo de cautela possível – apresentações, e uma possível turnê de shows para alguns lugares.

Voltamos era quase de madrugada....no outro dia também tínhamos compromissos e só pudemos aproveitar NY no domingo, Lea foi visitar os pais e ela não havia dito mais sabia que usaria a oportunidade pra que visse o namorado, os outros foram passear, visitar alguns parentes, como eu não tinha parentes fiquei junto com Cory que resolveu aproveitar a tarde andando pela cidade. Voltei tarde e ainda sim só tinha Jenna no hotel, não fiquei esperando que chegasse mais ninguém, deitei na cama e fiquei morta para o mundo.

Na semana que iniciava e ao longo dela tivemos inúmeros compromissos, com o grupo e também individual, meu agente me disse que eu teria participação em dois programas de TV, e um evento da Vogue, ainda tivemos quatro pequenas apresentações que foram impressionantes, sábado tínhamos a premiere, como Ryan sempre dizia nosso trabalho ali era sorrir, posar para fotos e ser a simpatia em pessoa, não contradizemos. Estava tudo calmo, isso foi até chegarmos ao hotel, Ryan e Brad pediram educadamente para que todos fossem para os devidos quartos e pediu que eu e Lea ficássemos, nos entreolhamos apreensivas, e comecei a pensar o que eu tinha feito nas ultimas 24 horas.....uma verdade que todos sabiam mais ninguém comentava era que Sr. Murphy nosso querido diretor era legal até a página dois, e ninguém arriscava descobrir outro lado dele.

— Vocês podem me explicar isso? – Ryan perguntou mostrando uma matéria de revista assim que eu e Lea nos sentamos em duas poltronas do saguão do hotel, o lugar era discreto, e seria melhor do que se fossemos até um dos quartos.

Olhei Lea confusa e peguei a folha levemente amassada das mãos do diretor, no começo o titulo da matéria e em seguida uma foto enorme minha e de Lea tendo um circulo destacando nossas mãos que estavam entrelaçadas durante uma das apresentações que fizemos, passava os olhos por todas aquelas letras e ficava a cada segundo mais horrorizada ao tempo que minha cabeça trabalhava pra que aquilo tivesse sentido.

“Suposto novo Romance em Glee;

Lea Michele e Dianna Agron são co-protagonistas do que agora é uma das séries com maior ascensão de audiência em emissoras de vários países. Sobre casais sabemos do possível envolvimento de Jenna Ushkowitz e Michael Trevino, que atualmente trabalha na série The Vampire Diaries, Heather Morris parece bem firme com o namorado Taylor Hubbell apesar de que não temos mais noticias do casal a algum tempo e ainda há quem diga que a bela Morris tem um caso com Naya Rivera, rumores que elas negam veemente. O elenco de Glee atualmente passa a semana em Nova York para uma série de entrevistas, a premiere da nova temporada e pequenas apresentações, até então não eram fortes os indícios de outro possível casal, porem revemos nossos conceitos ao prestigiarmos uma das apresentações do elenco, particularmente num dos grandes hits de reinterpretação da banda Queen – Somebody to Love, uma de nossas fontes presente no evento nos chamou a atenção para Lea e Dianna que durante a apresentação tinham as mãos entrelaçadas, prestando mais atenção nas duas garotas soubemos de uma cumplicidade inegável entre as amigas, porem mais do que gesto de amizade é possível ver troca de olhares e sorrisos, isso nos leva a perguntar, seria possível um romance entre as duas talentosas atrizes e cantoras? Glee não exatamente preza por relacionamentos heterossexuais já que no elenco temos Chris Colfer, Jonathan Groff e Jane Lynch pra nos mostrar o contrário. É certo lembrar que as duas garotas são comprometidas, Lea Michele tem um sólido namoro com um ator da Broadway Theo Stockman há cerca de 1 ano, embora morem em lugares diferentes Lea em algumas entrevistas deixou claro que isso não é problema no relacionamento dos dois. Dianna por outro lado começou um envolvimento com Alex Pettyfer com quem contracenou no filme “I Am Number Four” que oficializa a ultima etapa de edição em algumas semanas, sobre este ultimo casal não há nada que possamos dizer, ambos os atores são reservados quanto a vida pessoal. Quanto ao possível relacionamento das duas garotas esperamos por pronunciamentos ou flagrantes, porém entre o publico a torcida é forte para que o possível casal seja verdadeiro.”

Quando terminei de ler era evidente que eu estava em estado catatônico. Recebi um copo com água de Ryan e só então tive coragem de olha-lo, ele parecia tranqüilo apesar da feição séria, sequer arrisquei um olhar a Lea mais percebi que ela tremia ao sentir a perna dela balançando freneticamente contra a minha vez ou outra, respirei fundo algumas vezes começando a ouvir a voz grave e serena de Ryan.

— Olha garotas, eu não tenho nada haver com a vida de vocês, é só uma nota em uma revista mais eu sei que uma simples nota como essa vai repercutir em vários outros meios. O que vocês fazem ou deixam de fazer é com vocês desde que não afete a série negativamente. Se o que dizem aqui é verdade ou não pouco me importa, mais é bom vocês se pronunciarem...não é a primeira vez que eu tenho problemas com isso, com as duas é a primeira vez, eu sei que há rumores em sites de fofocas mais a partir que isso toma a dimensão de sair em uma revista começa a ser algo que temos que prevenir, já tive essa conversa com Naya e Heather, só que diferente de vocês elas não ignoravam o fato e desmentiam tudo, principalmente em função do relacionamento das personagens, quando boatos surgiram sobre Mark e Naya eles também se pronunciaram negando tudo, Lea você também passou por isso com o Jonathan e isso porque não sabiam que ele era Homossexual assumido, agora eu vou pedir pras duas arrumarem um meio de esclarecer essa história.

— Ryan você não acredita no que eles dizem aqui não é? Eles nem sequer tem argumentos e essa revista é de pouco prestigio. – Falei furtiva, estava nervosa com todas essas insinuações e Lea não mexia um músculo pra me ajudar, que diabos, qual era o problema dela afinal?

— Sim Dianna eu sei que não é uma revista que tenha boa circulação, mais eles tem um ponto aqui, o porque de somente as duas de mãos dadas, e justamente nessa musica, as pessoas podem muito bem ligar um fato no outro e tirarem suas próprias conclusões.

— Isso não é verdade, o que diz aqui é mentira, por deus, eu não tenho nada com a Lea, ela tem namorado e eu também.

— É bom que realmente não seja verdade, independente de orientação sexual aqui eu não quero relacionamentos entre atores, e se acontecer, eu estou pouco ligando se estiverem a ponto de se matar caso aconteça algo, desde que fora dos estúdios todo mundo esteja com cara feliz e não atrapalhe nas filmagens. – Ryan disse em tom sério, ficamos todos em silencio durante alguns segundos até ouvir a voz dele outra vez. – Olha, decidam o que vão fazer, espero uma solução amanhã, agora vão dormir, está tarde, vocês estão cansadas e amanhã temos um ensaio fotográfico a tarde.

Acenei com a cabeça e saí dali sem dirigir mais uma palavra sequer que fosse. Lea veio atrás de mim e também não disse nada, no tempo que ficamos dentro do elevador o clima pareceu ficar pior ainda, ela não me olhava e eu também não fazia questão de olhar ou falar alguma coisa. Quando a porta daquele maldito elevador abriu eu pude respirar de verdade, comecei a ficar feliz de verdade quando pensei que fosse ter um pouco de paz, isso foi até eu ouvir a voz contida de Lea.

(Sugiro que escolham a musica e caloquem pra tocar agora)

— Dianna agente precisa conversar. – A voz era sim contida mais muito firme, suspirei uma vez, e outra, na terceira eu esfreguei os olhos com irritação e a olhei, ela tinha os olhos cristalinos que por um segundo me desarmara, respirei fundo e indiquei o quarto com a cabeça e entrei com ela ao meu encalço.

— Melhor agente conversar na sacada, é o único lugar que da pra ter privacidade e eu não quero acordar as meninas. – Murmurei baixo ao ver as meninas amontoadas no chão e em cima da cama, aparentemente elas levaram a sério sobre dormirem essa ultima noite num só quarto.

— Ok. – Lea assentiu, tirei meus sapatos antes e ela me seguiu no gesto, peguei uma latinha de cerveja no frigobar e fui até a sacada, se era pra conversar com ela que eu tivesse pelo menos um pouco relaxada. – Ryan também me pegou desprevenida com essa matéria e nem por isso eu surtei como você, Dianna você sabia dos rumores que rolava sobre nós e nunca ligou, inclusive fazia piadas disso, não entendi o motivo do surto que você deu, parece que é até um crime sair uma matéria dessas sobre agente.

Olhei Lea espantada, eu a conhecia bem o suficiente pra notar a ponta de mágoa na voz dela, respirei muito fundo pra não gritar. Quando eu acho que vai ficar tudo bem sempre vem alguma coisa pra estragar tudo.

— O que quer dizer? – Perguntei arqueando a sobrancelha, ela não se faria de magoada se não tivesse um ponto.

— É tão ruim assim existir rumores entre agente? Claro, isso é comigo ou é com todo mundo?

— Você ta ficando paranóica. – Ri em descrença.

— Já comentaram de você com outras pessoas, com o Cory e com a Naya também, apesar de que foi uma única vez e os rumores foram pequenos você agiu como se não fosse nada demais, e dessa vez você surtou.

Se eu parasse bem pra pensar era verdade, mais agora não era eu e Cory ou eu e Naya o que importava, era eu e Lea.

— Ryan não veio falar das outras vezes. – Tentei defender o que eu dizia mais ela não comprou a idéia.

— Não justifica, você ficou ofendida ao ponto de contradizer parecendo que o problema era comigo, como se com outras pessoas estivesse ok, mais comigo é um problema. – Indignou-se abaixando a cabeça, mordi o lábio pra conter a minha mão que queimava por tocar o rosto dela. – Eu entendi que o que agente passou no sitio e o beijo la no apartamento foi só um momento e que não significava nada sério, mais não te da o direito de agir como você agiu.

— Le, você não entende a gravidade disso não é? O que aconteceu no sitio foi um erro, não devia ter acontecido, você e eu temos namorado, agente não podia...

Fui interrompida pela forte pressão contra meus lábios. Demorei meio segundo pra entender que Lea estava me beijando, e demorei a outra metade do tempo pra corresponder ao beijo. Ela tinha as mãos firmes sobre a minha nuca e a língua assaltava a minha com brutalidade, era fácil acompanhar o beijo quando eu também delirava de vontade de fazer aquilo. Era errado, era complicado, mais quando você anseia tanto por um beijo e finalmente o tem tudo que se pode fazer é jogar tudo pra cima e aproveitar e foi o que eu fiz. O problema do beijo era que ele era vingativo, era bom, era excitante mais era um beijo que machucava.

— Para de falar se for pra me machucar. – Ouvi a voz dela assim que a boca desprendeu da minha, as lagrimas desciam com urgência e eu senti a boca amarga com aquilo. – Se isso é tão errado para de retribuir, amanhã vou desmentir tudo o que disseram pra você parar de me ferir. Só escuta uma coisa Dianna Agron, o que aconteceu no sitio significou e ainda significa. – Lea terminou de falar e saiu da minha frente num piscar de olhos, fiquei pensando no que ela me disse enquanto detonava com a garrafa de cerveja, o que ela disse doeu porque era verdade, o que aconteceu significou e ainda significa, só que eu não conseguia pensar naquilo e desejava que passasse sem conseguir pensar até estarmos em LA de novo.

Fui deitar com as palavras de Lea ainda rondando na minha cabeça, naquela altura não me importava se qualquer uma das meninas tivesse visto alguma coisa, só fiz deitar na cama ao lado de Heather e dormir, e esperava não acordar tão cedo.

É impressionante que existe cenário pra todos os tipos de problema, quando minha avó paterna faleceu o tempo estava diferente, o céu se pintou de laranja enquanto o sol ia se pondo, eu lembro muito bem que tinha uma brisa gostosa de sentir, era o tempo preferido da minha avó. Se eu parar pra pensar, quando meu melhor amigo se mudou de cidade quando eu tinha 12 anos o tempo estava extremamente quente, passei semanas odiando o verão porque naquela época eu só queria que chovesse pra fazer a combinação perfeita pro meu estado de espírito. No domingo sucessor ao fatídico dia em que eu tive a pior briga com a minha melhor amiga o tempo estava nublado, fazia um frio horrível e era o tempo perfeito pra ficar abraçado com seu namorado, seu melhor amigo ou seus pais. Só que eu estava em plena NY, sem meu namorado, melhor amigo ou família, em um estúdio fotográfico com meus colegas de elenco sendo obrigada a sorrir pra uma câmera, brigada com a minha melhor amiga e como se não bastasse com fome e frio. Era o tipo de dia em que ninguém ficava perto de mim porque eu ficava com humor azedo como dizia Amber, eu tinha tendência a ficar grossa quando estava de mau humor, ainda existia as exceções que apesar de saber que mesmo sem querer eu cometia grosserias iam falar comigo, a exceção nesse caso era Heather.

— Dianna, está tudo bem? Está séria, não brincou, não riu, Brad estava quase te batendo porque você estava sorrindo forçado nas fotos.

— Estou bem HeMo, só muita coisa na cabeça. – Forcei um sorriso que foi correspondido com um sincero da parte dela...Heather ficou me olhando como se pudesse ver através de mim, eu detestava isso porque ela sempre sorria gentil do jeito que está fazendo agora. Heather de vez em quando eu odeio você. – Não me olha assim.

— Você e Lea brigaram outra vez. – Não era nem de longe uma pergunta, a olhei com a sobrancelha arqueada esperando que ela continuasse. – Vocês tem que parar com isso, o clima já ta ruim o bastante dentro do grupo. – Murmurou baixando a cabeça enquanto sentava ao meu lado.

— Naya? Vocês ainda não conversaram?

— Sua amiga é uma hipócrita e egoísta. – Arregalei os olhos quanto ao tom ferino de Heather, a ouvi suspirar enquanto continuava com calma. – To abrindo mão do meu namoro por causa dela Di, eu já cansei de repetir o quanto eu a amo e não surtir efeito, eu sei que ela beijou o Mark enquanto estava comigo, mesmo que o que agente tenha não seja formal é errado ela ficar com outra pessoa, ainda mais sendo o Mark. Ando fugindo do Taylor como o diabo foge da cruz, eu não deixo ele me tocar e mal retribuo os beijos porque fico me sentindo culpada, mais ela parece que não se importa. – Murmurou tristonha, me partia o coração ver Heather daquele jeito.

— Ela se importa, ela só tem medo. – Falei cautelosa, eu sabia que Naya tinha toda a culpa, ainda assim eu não podia julgá-la.

— As pessoas precisam aprender a superar os próprios medos.

Era impressão minha ou Heather jogou uma indireta com essa frase? Iria questionar se ela não tivesse saído me jogando um beijo, cocei os olhos em cansaço, tomei um copo de água gelada e voltei as malditas fotos, meia hora depois estávamos indo em direção ao hotel, arrumar nossas coisas e irmos embora.

Como Lea havia dito, convocou um jornalista antes de sairmos de NY e desmentiu os rumores entre mim e ela, vinha com o mesmo discurso de sempre, éramos melhores amigas, estávamos longe da família e éramos a coisa mais próxima que agente tinha de uma e era exatamente por isso que éramos carinhosas uma com a outra mais que só havia amizade entre nós e era completamente fiel ao namorado. No avião procurei sentar o mais longe possível dela e sentei perto de Amber que era a pessoa mais neutra dentro do grupo. As 5 horas de volta foi um verdadeiro tormento e meu iPod ficou ligado no ultimo volume, e a propósito eu iria trocar todas as faixas que eu tinha ali, isso porque metade das musicas que eu tinha eram as mesmas que Lea venerava.

Quando chegamos em casa era 20h15min, eu poderia dizer que estava morta pro mundo se não fosse pelo meu estomago me contradizer. Fui tomar um banho leve antes de preparar algo pra comer e quando cheguei na cozinha vi um pacote de cereais e a cesta de frutas remexidas, suspirei em frustração, a um tempo atrás eu encontraria algo pronto no balcão da cozinha, agora eu tinha que me virar, fiz um café extra-doce e comi um bolo industrializado vegano que tinha pelo armário, ainda pensei em ver televisão no meu quarto mais em menos de cinco minutos eu estava em décimo quinto sono.

Fim do Dianna’s POV