Lea não demorou a se recompor e logo todos voltaram as gravações, milagrosamente a vista de todos a morena se recuperou totalmente do que quer que tivesse e tornou a gravar sem mais problemas. Quase 4 horas depois todos estavam liberados, Lea ainda gravava com Cory em um dos sets mais logo estariam de volta. O resto do elenco estava de volta ao camarim aberto de menos Dianna e Naya, a primeira tinha ido arrumar suas coisas e Naya fora atrás.

— Anda, desembucha Charlie. – pediu chamando a atenção da loira.

— Já não basta a Sarfati ficar me enchendo com isso, você também vai Rivera? – perguntou arqueando a sobrancelha em ironia.

— Ui, chamo nós duas pelo sobrenome é porque ta irritadinha. – sorriu zombeteira – Não, agora é sério, pelo visto se entenderam não foi? Peguei vocês duas quase se comendo no camarim. – respondeu e recebeu uma almofadada na cara a fazendo rir.

— O mania de ficar achando que tem alguma coisa entre eu e ela acontecendo. – bufou impaciente – E sim, agente se resolveu, e o que você viu foi a maneira que eu encontrei de chamar a atenção dela e fazer ela ceder.

— Usando os encantos do Charlie? – perguntou e viu que a loira estava prestes a lhe tacar outra almofada na cara. – Tudo bem, já parei.

Dianna continuava a arrumar suas coisas e Naya se manteve calada com um sorriso nos lábios, naquele momento ela tinha entendido algo que foi tola o bastante pra não ter percebido durante os últimos meses, agora vendo Dianna em sua frente tão despreocupada tinha um desejo quase alucinante de poder ajudar, mais não, era uma coisa que sua amiga teria que ver sozinha.

— Nay, acorda. – a loira estava parada a sua frente estalando os dedos trazendo a latina para a realidade – Vamos? Kevin me mandou uma mensagem, Lea e Cory já estão com eles, só falta agente, parece que querem fazer algo.

— Hm? Ah claro, vem, vamos logo. – sorriu balançando a cabeça, puxou Dianna pelo braço e foram de encontro ao resto do pessoal, seja por extinto ou sexto sentido, mais a loira sabia que muita coisa esperava por essa noite.

— Finalmente chegaram já tava impaciente aqui. – proferiu alto demais quando Dianna e Naya cruzaram a porta sem entender nada – Pronto, agora que as duas chegaram pode falar Mark. – pediu Amber roendo as unhas de excitação.

— Tava pensando de agente fazer alguma coisa hoje, é quinta e amanhã só temos gravações na parte da tarde. – convidou olhando diretamente para Dianna.

— O que eu tenho com isso? – perguntou já sabendo da resposta e revirando os olhos.

— Não dava pra rolar uma social la não lady? – Chris quem perguntou ganhando a atenção de todos, a loira girou os olhos desviando o olhar se mantendo calada.

— Dianna Agron não acredito que não vai ceder sua linda casa.

— Ai, e porque eu tenho que decidir? Lea também mora la. – exclamou inconformada se arrependendo no segundo seguinte.

— Porque Miss Sarfati não dispensa uma festinha. – Heather disse com um sorriso divertido no rosto.

— Lea. – a olhou suplicando por alguma ajuda, mais a morena apenas tinha um sorriso radiante no rosto, tipo de sorriso que fazia Dianna inclusive esquecer o fato de que na sexta da manhã seu apartamento estaria mais parecido com um campo de guerra. – Ta, tudo bem, pode ser la em casa. – reclamou bufando e se jogando no sofá, péssima escolha porque depois disso só sentiu um peso em cima de si, o fato era que todos presentes naquela sala se jogaram em cima dela formando literalmente um bolo humano, no final das contas talvez uma festinha particular fosse uma boa idéia.

— E então, o que teremos para o jantar? – Lea perguntou chegando na sala e se deparando com uma Dianna totalmente esparramada no sofá com um balde de pipocas entre as pernas, enquanto assistia algum filme qualquer.

— Hn? – perguntou sem despregar os olhos da televisão aonde acontecia o estupro de uma personagem, Dianna mal piscava os olhos e Lea precisou entrar na frente enquanto era atingida por 4 pedras na mão, ou melhor 4 pipocas.

— Hey, eu to assistindo filme. – reclamou a loira enquanto ainda lhe tacava algumas pipocas.

— E eu tentando conversar com você. – indignou-se, desligou a TV vendo uma Dianna arregalando os olhos ao que ela soltou um sorriso cínico. – E então, o que teremos para o jantar? – repetiu a pergunta de braços cruzados.

— Ta em suas mãos cozinhar alguma coisa para os nossos queridos amigos. – respondeu com as sobrancelhas arqueadas em sinal de descaso.

— Ah Di, ainda ta brava porque a festinha vai ser aqui? – perguntou se aproximando da loira e sentando a seu lado, porém sentada no chão.

— O que acha Lea Michele? Depois quem vai ter que limpar a bagunça sou eu. – cruzando os braços, e na face um bico ganhava os lábios avermelhados.

— Jura que é somente por isso Charlie? – Lea perguntou adotando a postura da loira e cruzando os braços. – Eu ajudo então.

— Claro, como ajuda todas as vezes. – grunhiu irritada. – Ok, tudo bem, não vou me irritar com isso, já não tive um começo de dia muito bom, peça alguma coisa pra comer no restaurante, você bem sabe que eles vivem reclamando pelo fato de sermos vegans e não ter um pedaço de algum animal no meio da comida. – pediu suspirando.

— Tudo bem, nem me arrisco a cozinhar, sabe que sou um desastre....mais, o que você tem? parece realmente irritada, achei que já estava tudo bem entre agente. – perguntou acariciando os cabelos de Dianna, a loira sorriu ao sentir o carinho, segurando a outra mão de Lea a levando de encontro aos lábios depositando um breve beijo.

— E estamos, não sei o que eu tenho, sinto como se algo tivesse me incomodando. – Respondeu engolindo em seco, a sensação do estomago se contraindo voltou com força e se não tivesse respirando fundo a sensação de vomito estaria presa a garganta.

— Eu acho é que a senhorita anda muito carente sabia. – sorriu divertida se levantando e pulando em cima de Dianna que a olhou com divertimento. – Acho ainda que, esse mal humor todo foi porque eu nem sequer te olhei hoje, eu sei eu sei, você não vive sem meus carinhos. – sorriu presunçosa.

Quem olhasse de fora pensaria muita besteira quando visse a cena em que ambas se encontravam, Lea estava sentada por cima do ventre de Dianna, as pernas uma de cada lado do corpo da loira, os cabelos caindo pelo rosto, e as mãos estavam segurando os braços de Dianna no topo da cabeça e ela mordia sedutoramente o lábio inferior, posição extremamente sugestiva, mais que pra elas não significam nada, ou era isso que as duas tanto afirmavam pra si mesmas.

— Fico impressionada com a sua humildade. – Dianna disse irônica mais sem conter um sorriso, conseguiu se despender dos braços de Lea e suas mãos foram parar na cintura da mesma.

— Humildade é meu sobrenome meu amor. – sorriu travessa, Dianna deu um sorriso leve mascarado por um arrepio que invadiu a pele de seu pescoço sem permissão.

— Eu percebi..... – Dianna parou de falar por um instante olhando os olhos de Lea, percebendo que a garota também lhe devolvia o olhar ela desviou para a boca da mesma, era difícil manter contato visual, não acontecia só com a morena, era com as pessoas em geral, era como se elas pudessem ler sua alma, decifrar seus medos, seus segredos, por isso sempre procurava fixar o olhar em outra coisa e dessa vez o os olhos esverdeados foram de encontro a boca rosada de Lea, e se pegou pensando que talvez, somente talvez desejasse um encontro de seus lábios com o da melhor amiga. – Ée, eu não sei você mais eu to com fome. – murmurou virando Lea no sofá e saindo quase aos tropeços até a cozinha, a morena ficou sem entender, mais não perguntou nada, o dia pelo visto tinha começado e parecia terminar ao contrário.