Heartbeat - I wanna be yours
11 The past never leaves us
Notas iniciais
Eles chegaram à emergência afoitos, várias macas já entravam com pacientes, os colocando em diferentes leitos. Isabella correu os olhos pelos pacientes e todos os médicos pareciam estar ali, agindo rápido. Ela encarou uma maca que entrava com um homem e ele pareceu estupidamente familiar. Ela correu até os paramédicos e Edward a seguiu, meio perdido com o que fazer. Havia cerca de 25 pessoas feridas ali e nem todas as ambulâncias haviam chego.
Ela parou na frente do homem e seu coração falhou, assim como o seu ar. A face dela ficou pálida e Edward a segurou pela cintura, a encarando. Ela não tirou os olhos do homem na maca, enquanto um paramédico bombeava ar para os pulmões dele com uma bomba. Sua perna tinha uma fratura exposta e ele tinha um pedaço de vidro no abdome. Ela piscou várias vezes e voltou a si, puxando um carrinho ao seu lado e colocando as luvas. Edward não entendeu nada e a imitou, colocando as luvas também. Quatro enfermeiras chegaram para auxiliá-los.
— Annie, preciso de uma SO, agora! – Isabella ordenou e a enfermeira correu para o balcão, ligando para o centro cirúrgico e mandando separarem a sala. Bella, Edward e as outras enfermeiras estabilizaram o homem e elas correram com ele para o centro cirúrgico. Isabella tirou as luvas cheias de sangue e as observou ir embora, bipando Rosalie para ajudá-la na cirurgia. Edward a encarou com o rosto alarmado.
— Você o conhece? – Ele perguntou preocupado e ela o encarou com a face pálida.
— É o meu pai. – Ela disse fria, antes de sair correndo para a sala de operação. Antes que Edward pudesse segui-la, Jasper chamou seu nome e ele correu até um dos leitos, socorrendo um paciente que estava com hemorragia, pois ele tinha perdido um dos braços no acidente.
Depois tudo virou um completo caos, e todos os médicos do hospital estavam concentrados na emergência. Cerca de 40 pessoas estavam envolvidas no acidente e 3 delas já tinham chego mortas no hospital. Edward mal viu a hora passar enquanto ele pulava de paciente em paciente, e felizmente Esme tinha conseguido dividir os médicos e internos por grupos, os colocando responsáveis por um número de pacientes cada.
Depois de 4 horas de cirurgia a testa de Bella suava e seus braços pareciam que iam sair do seu corpo. Ela sabia que não podia estar naquele centro cirúrgico com o pai, mas dentro da situação, não havia muitas objeções contra isso. Elas terminaram de fazer a sutura abdominal enquanto Benjamin, o ortopedista, terminava de engessar a perna dele. Isabella respirou fundo e analisou a face levemente corada de Charlie, o que a fez querer vomitar. Ela não via o pai desde o acidente e tê-lo ali de repente a fez querer sumir do mundo. Ela, Rosalie e Benjamin saíram da sala, deixando os enfermeiros terminarem o trabalho e leva-lo para a UTI. Benjamin se despediu delas e as deixou sozinhas. Bella lavava as mãos quando Rosalie parou ao seu lado.
— Você esta bem? Sabe que pode falar comigo sobre isso. – Ela disse doce e Bella suspirou, secando as mãos e retirando o chapéu dos seus cabelos, abaixando a máscara em seguida. Os olhos dela encheram de água e Rose soube que ela estava prestes a chorar, abraçando-a em seguida. Mas Bella segurou as lágrimas e se afastou dela delicadamente. Desde o acidente ela não chorava, nunca. A não ser pelo dia 30 de janeiro, apenas ali ela podia chorar.
— O que ele faz em Seattle, Rose? Ele não vem aqui desde... – Um nó se formou na garganta dela e Rosalie assentiu, já sabendo do assunto.
— Eu sei. – Ela suspirou. – Eu não sabia que ele tinha saído da clínica. – Ela comentou preocupada e Bella passou as mãos nas têmporas.
— Nem eu, porra. O que ele faz aqui? Como ele saiu de lá? Que droga, Rosalie! – Ela esbravejou, respirando fundo. – Merda, vamos logo, precisam de nós na emergência. – Ela começou a andar para fora da sala mas Rose a segurou pelo braço.
— Você não acha melhor ir para casa? A maioria dos pacientes estão estáveis e nós podemos dar conta, Bella. Eu sei como isso meche com você. – Ela disse preocupada e Bella bufou.
— Eu preciso ocupar minha cabeça, Rose. Por favor? Não comente com ninguém sobre isso, tudo bem? Vamos terminar o nosso serviço e depois eu vou para casa. – Ela disse exausta e Rosalie suspirou.
— Me deixe ir com você? Zafrina esta com o namorado e eu não queria ficar no apartamento hoje. – Ela torceu o nariz. Rosalie dividia um apartamento com Zafrina, que também era médica ali. Quando Bella chegou ao hospital, Rosalie se tornou uma das suas orientadoras e elas viraram grandes amigas. – Nós podemos tomar sorvete e ver alguns filmes? – Ela indagou sorrindo.
— Tudo bem, eu vou adorar sua companhia, Rose. – Ela sorriu minimamente. – Podemos ir? Eu preciso ver sangue. – Isabella comentou nervosa e Rosalie sorriu. Bella era a única pessoa que ela conhecia que se acalmava enquanto mexia em algum paciente, e quando mais sangrento melhor.
— Sanguinária. – Ela comentou divertida e Bella riu rapidamente, ambas saindo da cirurgia e voltando para a emergência.
Quase todas as pessoas já estavam estabilizadas, a não ser por um dos caras que tinha perdido um dos braços e parecia estar em uma situação bem crítica.
Bella e Rosalie entraram na sala e encontraram Edward, Jasper e duas enfermeiras. Elas colocaram as luvas e se aproximaram deles. Bella olhou o homem atentamente. Ele estava sem um braço, com dificuldade de respiração e havia um corte profundo em seu peito que sangrava muito, pelo o que ela pode observar. O seu peito estava roxo e uma das enfermeiras bombeava ar pra os seus pulmões. Edward segurava sua cabeça firmemente e Jasper estava deitado no chão abaixo na maca, mexendo na sua espinha na altura do pescoço. Ela arregalou os olhos.
— O que houve? – Ela perguntou em um sussurro. Uma das enfermeiras segurava as pernas dele. De repente ele começou a gritar de dor e a se mexer. Rosalie correu para as pernas dele e ajudou a segurá-las. Bella segurou o tronco dele, o parando ali.
— Ele estava em um dos carros que foi atingido pelo ônibus. Perdeu um dos braços e o impacto com o painel do carro deixou ele com insuficiência respiratória. No meio da batida uma ferragem do ônibus atingiu a sua espinha e seu peito. – A enfermeira que ajudava Bella a segurar o tronco dele a respondeu, a deixando com os olhos mais alarmados ainda.
— Jasper esta tentando concertar mas se ele se mexer um milímetro pode ficar tetraplégico. – Edward disse em seguida, fazendo ela olhar pra ele de boca aberta. Ele a olhou tão intensamente que ela quis chorar pelo seu pai de novo.
“Você esta bem?” – Ele perguntou sem emitir nenhum som e ela assentiu, segurando o homem pelo tronco. Ela encarou a enfermeira e encarou o abdome dele. Havia um roxo ali e ela tocou levemente. O homem gritou de dor e todos o seguraram mais firmemente.
— Administre dimorf 50mm, ele esta com esplenomegalia também, e os órgãos internos me preocupam um pouco. Com ele mais calmo vai ser mais fácil estabilizá-lo. – Ela pediu para a enfermeira a sua frente, segurando o homem firmemente pelo tronco enquanto ela pegava a medicação. Ele começou a chorar de dor e Bella o encarou, engolindo em seco. – Como é seu nome? – Ela perguntou doce, o encarando. Ele voltou a chorar e tentar se mexer. – Precisa ficar bem parado, ok? Nós estamos aqui para ajudar. – Ela disse calma. – Respire comigo, sim? – Ela respirou fundo e ele a acompanhou, franzindo o cenho um pouco pela dor no tronco.
— Meu nome é Garrett. – Ele disse com dificuldade e Isabella gelou. Ela olhou para Rosalie, que a olhava de olhos arregalados. Era o mesmo nome do seu irmão, o que fez o pulso dela acelerar.
— Certo, Garrett. – Ela disse com dificuldade, engolindo o nó na garganta. A enfermeira administrou dimorf na veia dele e o home pareceu se acalmar. – Me diga o que houve? – Ela questionou calma, respirando fundo.
— Eu estava voltando para Seattle com a minha irmã, você sabe se ela esta bem? – Ele perguntou nervoso, começando a chorar. – Ela esta no último ano da faculdade, Deus. Eu estava dirigindo, diga á ela que eu sinto muito. – Ele disse chorando e Edward segurou a cabeça dele mais firme. Bella sentiu o pulso dela diminuir e seu rosto ficou pálido de novo. Rosalie a encarou preocupada e largou as pernas do homem, deixando a enfermeira cuidar disso sozinha.
— Bella? – Ela se aproximou da amiga, a segurando pelos ombros. A história do homem era ridiculamente parecida com a de Isabella, e porra, ele tinha o mesmo nome do irmão morto dela.
— Rose, eu preciso... – Ela disse com a voz baixa, a cor sumindo totalmente do seu rosto.
— Chamem enfermeiras, agora! – Edward gritou e uma delas bipou a ala de emergência. Rose segurou Bella pelos ombros e acabou tendo que sentar com ela no chão por conta do peso. Ela deu tapas de leve na cara da amiga. Quatro enfermeiros chegaram e um deles pegou o lugar de Edward, estabilizando a cabeço do homem enquanto ele corria até Isabella.
— Deixe comigo. – Ele disse a Rosalie, que correu para o homem na maca, pois ele entrava em parada cardíaca. Ele verificou o pulso de Isabella, deitando ela no chão e elevando suas pernas. Depois de alguns segundo ela voltou, piscando algumas vezes. Ele soltou as pernas dela e a ajudou a sentar no chão. Ele segurou o rosto dela nas mãos e a encarou preocupado. Ela tirou os olhos dele e encarou Rosalie, que colocava um desfibrilador no peito de Garrett. Jasper já tinha levantado do chão e a prioridade era mantê-lo vivo. Rosalie deu um choque no peito dele novamente, e logo depois a máquina apitou alto, indicando que ele havia morrido. Isabella se levantou do chão, ainda tonta e cambaleou até ele, segurando em seu peito e fazendo massagem cardíaca ali.
— Você não pode morrer! – Ela gritou, continuando a colocar toda sua força ali. Edward fez menção para pará-la mas Jasper o segurou, negando com a cabeça. Ele fez sinal para os enfermeiros saírem e só ficaram Rosalie, Jasper, Edward e ela ali.
Seus braços doíam mas ela não podia deixar que ele morresse. Não podia deixar que alguém perdesse o irmão como ela. Ela deu socos no peito do homem, sem receber resposta alguma. As lágrimas caíram do seu rosto quando ela realmente cansou, apoiando as mãos sobre ele e o encarando.
Rosalie tinha os olhos úmidos e uma mão estava em sua boca, tentando impedir seu choro. Jasper á olhava triste, assim como Edward, que não entendia aquilo muito bem. Depois de alguns segundos Rose andou até ela, segurando em seus ombros. Jasper foi até as duas e delicadamente tirou as mãos de Bella de cima dele. Edward não atreveu se aproximar pois tudo ainda estava sendo digerido por ele.
— Vamos querida, eu vou lavar você. – Rosalie disse doce, a segurando pelos ombros. Bella ainda encarava o homem com os olhos arregalados, as lágrimas descendo pelo seu rosto e ela sequer conseguia piscar. Suas mãos estavam cheias de sangue, assim como o seu jaleco.
— Rosalie. – Ela disse com a voz fraca, chorando mais ainda.
— Eu sei querida, tudo bem. – Ela disse chorando também, acariciando os cabelos de Isabella. Ela se lembrava muito bom do dia que Bella tinha chego ao hospital com Garrett. Jasper estava lá também, então tudo era compreensível para eles.
Jasper e Rosalie se entreolharam e ele a ajudou a afastá-la do homem. Edward, que já tinha voltado do seu torpor, se aproximou deles e a segurou pela cintura. Jasper se afastou para que ele chegasse até ela.
— Amor. – Ele segurou o rosto dela nas mãos, fazendo os olhos de Bella saírem do homem e olharem pra ele. Ela ficou estupidamente mais frágil e seus lábios tremiam quando ela voltou a chorar. – Pode deixar comigo, Rosalie. – Ele disse firme, a segurando pela cintura e a tirando da sala. Ele andou com ela até um dos vestiários e trancou a porta, andando até um dos chuveiros. Ela não disse uma palavra então ele continuou em silêncio, retirando suas luvas com sangue e o seu jaleco.
Ela o encarava com os olhos arregalados, ainda chorando. Ele retirou as próprias luvas e o jaleco, os colocando de lado também. Edward andou até uma estante e pegou uma toalha, voltando para ela. Ele parou em sua frente e ela o encarou triste, andando até ele e o abraçando apertado, afundando o rosto em seu peito. Ele colocou a toalha de lado e acariciou os cabelos dela, a ninando. Depois de alguns minutos assim ela se afastou. Seu rosto já não tinha nenhum resquício de choro e ela se manteve séria. Ele a encarou e acariciou sua bochecha.
— Eu estava no meu último ano de medicina quando vinha com Garrett para cá. O meu pai queria que eu fizesse minha residência em Cambridge, mas o seu pai tinha me falado tanto de Seattle que eu não pensava em nenhuma outra coisa. – Ela sorriu sem humor, falando baixo demais. – Meu irmão sempre sonhou com a faculdade daqui, ele queria fazer artes. – Ela sorriu triste de novo. – Mas o nosso pai nunca aprovou nada, então quando ele viu a minha oportunidade de Seattle não pensou duas vezes antes de vir comigo. Garrett era dois anos mais velho que eu, já tinha terminado advocacia, que era o que o meu pai queria para ele. Nós brigamos feio com o meu pai antes de sairmos de casa. Ele sempre foi muito controlador e o sonho de Garrett era sair de lá. Desde que minha mãe morreu meu pai só se tornou pior conosco. – Ela suspirou, engolindo em seco. — Quando estávamos vindo para cá, a estrada estava com muita chuva. Garrett dirigia e nós estávamos rindo, cantando uma música juntos. Ele sempre foi muito atento na estrada, mas esse dia estava realmente difícil, então ele reduziu bem a velocidade e nós estávamos vindo calmamente. Nós já tínhamos comprado a casa que eu moro hoje, e ele estava tão animado com a nova faculdade que eu senti como se fosse a decisão certa, mesmo deixando o meu pai para trás. – Ela suspirou de novo e mordeu o lábio inferior, segurando o choro. – Ele dizia algo engraçado sobre esquilos quando um caminhão perdeu a direção e colidiu com a gente. Ele estava dirigindo então a batida foi muito mais forte nele do que em mim. Só deu tempo dele me olhar pela última vez com os olhos arregalados. O nosso carro voou longe e eu desmaiei na hora. Logo depois eu acordei no hospital e Esme estava comigo. Eu perguntei á ela sobre o meu irmão mas ela não me dizia nada. Logo depois veio o seu pai e ele também não me dizia nada. – Ela suspirou e ele a encarou triste, segurando em suas mãos. Ela suspirou pesadamente. – Só a noite eu fui descobrir que ele tinha morrido e que tinha deixado algo pra mim. – Ela colocou a mão dentro da blusa e tirou uma corrente com uma medalha. Era redonda e a cor era vermelha em sua volta, uma bola azul em seu centro. Havia algo escrito mas Edward não conseguia ler. – Ele pediu desculpas pra mim pelo acidente e pediu que eu usasse o colar como proteção, por que ele sempre estaria onde o colar esta. – Ela sorriu sem humor, o encarando de novo. – Eu não consegui hoje, com aquele homem. Foi tudo tão igual como foi comigo, e ele tinha o mesmo nome que o meu irmão, e ver ele morrendo ali me fez pensar na irmã dele e em como eu me senti. – Ela suspirou de novo e encarou o chão. Ele sinceramente não sabia o que dizer, então ele a abraçou, fazendo-a sentir segura pela primeira vez no dia. Ela se separou dele e o encarou de novo.
— Se lembra quando eu fiquei uma semana sem aparecer? Quando você me visitou? Naquele dia era aniversário de 2 anos da morte dele, e eu apenas não conseguia lidar com nada, me desculpe. – Ela disse, voltando a chorar e o abraçando. Ela se sentia uma ingrata por ser tão rude com ele naquele dia, e caramba, ter ele ali tão protetor e preocupado fazia o coração dela amolecer novamente.
Depois do acidente, o pai dela só veio para Seattle para culpa-la por dar ideias a Garrett, o que sempre a fez se sentir culpada por tudo. Depois, sem a mulher e o filho que ele tanto amava, Charlie se afundou em bebidas e Bella terminou o internando em uma clínica de reabilitação. Ela não falava com ele desde o enterro de Garrett e ter o pai ali depois de dois anos também doía nela mais do que ela gostaria.
— Eu sinto muito, amor. Eu honestamente sinto. – Ele disse triste, a abraçando apertado e beijando o topo da sua cabeça. – Você quer algo? Eu posso te levar para casa. – Ele disse preocupado e ela sorriu, limpando o rosto.
— Eu vou para casa com a Rosalie quando o nosso plantão acabar, não deve demorar muito. – Ela disse, encarando o relógio em seu pulso. Ele retirou o óculos de grau dela e limpou em sua blusa, sorrindo para ela. O rosto dele ficou embaçado, mas aquele com certeza era o borrão mais lindo que ela já tinha visto em sua vida.
Ele colocou os óculos em seu rosto de novo e ela sorriu minimamente.
— Ela vai dormir com você? Não é bom ficar sozinha hoje, baby. – Ele disse carinhoso e ela sorriu de novo, beijando sua bochecha.
— Ela vai dormir comigo, sim. – Ele franziu o nariz e ela sorriu de novo. – O que foi? – Ela segurou o rosto dele nas mãos, o encarando.
— Eu estava na esperança que você fosse ficar comigo. – Ele deu de ombros. – Eu queria mimar a minha garota, você sabe, ela foi um pouco rude comigo da outra vez. – Ele disse brincando mas ela sabia que era verdade. Seu rosto ficou triste e ela mordeu lábio inferior.
— Me desculpe, Edward. Desculpe ser tão dura e chata com você, eu apenas... – Ela suspirou. – É difícil para mim, você entende? Depois do Garrett eu me tornei interna aqui e conheci Matthew, então ele praticamente me abandonou no altar e depois disso é apenas difícil pra mim, não é sua culpa. – Ela disse triste e acariciou a bochecha dele. – Você é maravilhoso comigo, sinceramente. Mas o problema é comigo, e não é apenas alguma frase montada, é a verdade. – Ela disse séria e ele sorriu de canto, beijando a testa dela.
— Eu sei, linda. E eu entendo você, agora mais do que antes. Mas eu não vou me afastar por causa disso, você deve saber. – Ele disse sorrindo e ela sorriu de canto. – Eu quero poder te dar algo feliz quando você se sentir triste, sabe? – Ele disse com carinho e ela sorriu mais abertamente. – Alguma chance de você dispensar a sua amiga e ficar abraçada comigo a noite toda? – Ele perguntou esperançoso e ela levantou uma sobrancelha.
— Abraçados? – Ela perguntou desconfiada e ele bufou.
— Talvez eu roube alguns beijos ou outras coisas. – Ele deu de ombros e ela sorriu, o abraçando pelos ombros e cruzando os braços em sua nuca, os aproximando.
— Desculpe. Eu tenho uma proposta de potes de sorvete e filmes românticos vindo de Rosalie. É algo irrecusável. – Ela deu de ombros também e ele pareceu pensar um pouco, a abraçando pela cintura.
— Hmm, eu posso lhe dar uma contraproposta? – Ele indagou e ela sorriu, assentindo. – Meu lindo corpo nu em sua cama, sorvete sobre mim, você me lambendo e filme pornô. – Ele disse sério, contando os dedos na frente dela enquanto dizia sua proposta. Ela riu alto e negou com a cabeça, o encarando. – Qual é amor, é bem melhor do que filme triste com a Rosalie, não acha? – Ele perguntou divertido e ela sorriu, o encarando e lhe dando um rápido beijo.
— Eu fico maravilhada com a sua capacidade de afastar as coisas ruins de mim. – Ela disse tímida e ele sorriu, beijando o nariz dela.
— Fica comigo hoje, Bella. – Ele pediu manhoso e ela franziu o cenho.
— Não posso, campeão. Já prometi para Rose e ela vai ficar brava comigo se eu cancelar. A colega de quarto dela vai levar o namorado para casa e ela esta irritada sobre isso. – Ela disse reclamona e uma luz pareceu se acender na cabeça dele.
— O que acha que eu ir com Emmett até sua casa, então? Podemos inventar algo para fazer. Emmett é um babaca sem noção e eu tenho certeza que ele não vai te deixar chorar, e além do mais, eu acho que ele gostaria da Rosalie. – Ele levantou as sobrancelhas e ela pareceu pensar no assunto, sorrindo.
— Rosalie pode se interessar sobre isso... Vai cozinhar pra nós? – Ela perguntou sorrindo e ele a encarou confuso. – O que? Esme me fez uma bela propagando de você antes de nos conhecermos, e eu ouvi dizer que você cozinha bem. – Ela deu de ombros e ele sorriu.
— Dona Esme não dorme no ponto, né? – Ele suspirou e depois riu. – Isso é um sim? – Ele perguntou esperançoso.
— Eu preciso falar com Rose antes. – Ela torceu o nariz, se afastando dele e pegando o celular no bolso. O surto que ela tinha tido já tinha passado quase totalmente, e Edward fazia um bem ridículo á ela, algo que a deixava até assustada.
Ela abriu a conversa com Rosalie e começou a digitar. Edward apoiou um dos braços na parede atrás dela, encarando o celular.
“Estou com Edward e já estou melhor. Tenho uma proposta para hoje.” – Ela enviou e ele já viu a palavra “digitando” em cima.
“Que bom, querida. Ele parece gostar de você. O que tem pra mim?” – Ela enviou rapidamente e Edward sorriu, a encarando. Ela não olhou para ele mas ele viu o sorriso em seus lábios.
“Ele sugeriu ir lá em casa com um amigo hoje, vai fazer um jantar para nós e podemos fazer algo os quatro. Sua folga é amanhã também?” – Ela enviou, mordendo o lábio inferior. Felizmente no hospital, eles faziam um plantão e folgavam um dia. Era um perfeito 12/24. Rosalie voltou a digitar rapidamente.
“Um amigo, hmm. Você sabe como ele se parece? Por que honestamente, você já esta bem servida, querida.” – Ela mandou e Bella riu, assim como Edward que lia tudo.
“Eu já o conheço e ele é bem bonito, acho que combina demais com você.” – Ela enviou e Edward limpou a garganta. Ela o encarou confusa.
— Ele é bem bonito, então?- Ele perguntou ciumento e ela riu, lhe dando um selinho rápido. O celular dela apitou e ela encarou a tela.
“Se você diz, por mim esta bem. Só vou passar em casa ao final do plantão e pegar algumas roupas. É a minha folga também, graças a Deus.” – Ela mandou e Bella sorriu.
“Ok, vou avisá-lo. Beijos.” – Ela mandou uma carinha feliz e um coração, bloqueando o celular e o guardando no bolso.
— Conseguiu a sua noite, campeão. Mas por favor, se comporte, sim? – Ela disse sorrindo e ele sorriu abertamente, encarando o relógio, que marcava 19:30.
— Nós saímos em meia hora. Eu vou até em casa tomar banho e avisar Emmett. Nós vamos passar no mercado e eu chego em sua casa por volta das 21? – Ele indagou em duvida e ela sorriu.
— Parece ótimo. – Ela sorriu e ele a beijou novamente. Alice e Jasper estavam de plantão até as 5 da manhã, o que impediu Bella de os convidar também. Ela e Edward se limparam e eles pegaram novos jalecos, voltando para a emergência. Tudo parecia em seu lugar, então Isabella terminou alguns relatórios e logo depois os três saíram. Edward bateu o ponto primeiro, se despedindo de Bella e Rosalie e correndo para casa. Elas se arrumaram e saíram em seguida. Bella parou na casa de Rosalie e a esperou pegar suas coisas. Por volta das 20:30 elas já estavam na casa de Bella. Elas subiram e Rose tomou banho no quarto de hóspedes enquanto Bella tomava em seu próprio. 20 minutos depois ambas tinham saído do banheiro e colocavam suas roupas.
Bella secou os cabelos e Rosalie fez um coque, se deitando na cama dela. Ela brincava com Hannibal quando Isabella desligou o secador, a campainha tocando em seguida. Rosalie ficou tensa e Bella a olhou.
— Esta bem? – Ela perguntou divertida, colocando um elástico no pulso e saindo do quarto, Rose a seguiu.
— Nervosa, sei lá. Desde o Riley eu não fiquei com mais ninguém, não que eu queira o amigo do Edward, eu nem conheço ele, mas bem, sei lá Bella... – Ela disse nervosa e ela riu, chegando ao pé da escada e encarando Rosalie.
— Só seja você mesma, Rose. – Ela disse doce e Bella foi até a porta. Rosalie parou na sala e se deitou no sofá, ligando a tv no futebol americano. Ela e Bella tinham se tornado amantes do esporte por causa de Jasper.
Ela abriu a porta e Edward estava sorridente atrás dela. Ele a olhou de cima a baixo e seu sorriso aumentou. Ele a abraçou pela cintura mesmo com sacolas no braço e cheirou o pescoço dela, beijando o mesmo em seguida.
— Oi. – Ele sussurrou e ela sorri.
— Oi. – Ela disse tímida, beijando a bochecha dele.
— Vocês não perdem tempo eihn? Ae Edward, pegou a mademoiselle. – Emmett disse divertido, chamando ela como no dia que eles se conheceram. Bella gargalhou, se soltando de Edward. Ele foi até a sala e cumprimentou Rosalie. Emmett a abraçou apertado, quase a tirando do chão. Ela riu e ele a soltou. – Como vai, Bella? O Edward fala de você o tempo todo, já cansei de ouvir seu nome! – Ele disse descarado e Edward gritou o nome dele da cozinha, fazendo Bella rir. Ele entrou na casa e Bella fechou a porta. Rosalie já estava de pé, esperando por ele.
Emmett parou por um momento, a encarando e ficando de boca aberta. Rosalie o encarou com um grande sorriso e Bella foi até a cozinha, abraçando Edward pela cintura e beijando o pescoço dele. Eles se viraram e encararam os dois na sala. Emmett ajoelhou e pegou a mão de Rose, dando um beijo demorado ali. Bella riu e Edward negou com a cabeça, se virando para a pia de novo, ela parou do lado dele.
— O que temos para hoje, chefe? – Ela perguntou sorrindo e ele sorriu abertamente de volta.
— Eu queria comer abacaxi. – Ele disse, encarando o pijama dela e fazendo Bella rir. – Mas infelizmente vou ter que me contentar com risoto de camarão, filé mignon ao molho mostarda, vinho branco e brownie de sobremesa. – Ele disse sorrindo, arrumando as coisas no balcão.
— Oh meu Deus, eu arrumei um homem prendado demais. – Ela abraçou ele pela cintura e beijou seu ombro. – Se você me disser que no final lava a louça eu não sei o que eu sou capaz de fazer. – Ela disse séria e ele riu.
— Bella, me respeite. Eu podia ser um mulherengo mas eu nunca fui um porco. Inclusive eu sempre lavei minhas cuecas, obrigado. – Ele disse sorrindo e ela gemeu.
— Caramba, eu quase gozei aqui, Edward. Vamos nos casar. – Ela disse rindo e ele sorriu, se virando pra ela e a segurando pelos longos cabelos pretos, lhe beijando. Logo depois Emmett assobiou, entrando na cozinha com Rosalie. Eles se separaram e Bella riu tímida, revirando os olhos para ele.
— Vocês não perdem tempo mesmo, eihn? Se quiserem, eu e Rose podemos ir para outro cômodo. – Ele disse íntimo demais e Bella percebeu que eles estavam de mãos dadas. Ela encarou uma sobrancelha para a amiga, que deu de ombros.
— Cale a boca Emmett, e venha me ajudar. Hoje as moças não vão tocar em nada, elas merecem descanso. – Edward disse sorrindo e Bella abraçou ele de lado, sussurrando em seu ouvido.
— Um dia você pode cozinhar para mim só de avental? Sem nenhuma roupa por baixo. – Ela disse safada e ele gargalhou, começando a cortar os tomates.
— Eu adoraria, querida. – Ela riu então se separou dele, indo sentar ao lado de Rosalie na bancada. Ele e Emmett colocaram aventais e começaram a cortar os legumes, preparando tudo.
Hora ou outra ele perguntava a Bella onde estava as panelas, as facas e outras coisas. Eles seguiram conversando e escutando Emmett contar histórias engraçadas sobre os dois. O vinho quase saiu pelo nariz de Bella e de Rose quando elas gargalharam.
— É sério, meninas. A minha bunda nunca se acostumou tanto com o vento como naquele dia. – Emmett disse triste e elas riram de novo. Ficou um rápido silêncio e alguém na tv gritou. Rosalie encarou Bella enquanto elas ouviam a tv.
— É um touchdown! Os Seahawks marcam mais um ponto contra os Broncos, deixando o placar de 40 á 8. É uma grande lavada, pessoal. – Elas gritaram juntas e correram para a sala. Edward e Emmett foram atrás.
— Porra, o Sherman esta fodidamente brilhante nessa temporada! – Bella disse animada, revendo o touchdown do time delas. Rosalie sorriu, também encarando a tv.
—O Lockett esta como um bom receiver para você? Eu tenho umas dúvidas grandes. – Ela disse pensativa e Bella concordou.
— Eles podiam trocar o Lockett pelo Kearse, o cara esta maravilhoso de wide receiver, mas eu não acho que os Broncos tenham alguma chance. – Bella disse dando de ombros e elas se viraram para voltar a cozinha. Os dois estavam parados, encarando-as de olhos arregalados.
— O que foi? – Rosalie perguntou alarmada.
— Vocês são quentes, porra! – Emmett disse rindo. – Vocês são garotas e vocês entendem para a porra sobre futebol. – Ele disse sorrindo encarando Rose, que sorria de volta.
— Nós começamos a assistir por causa de Jasper, não é grande coisa. – Bella deu de ombros, voltando para a cozinha. Edward foi atrás dela.
Ela se apoiou na bancada e bebeu um gole do vinho. Ele se aproximou e abraçou ela pela cintura, beijando suas costas. Ela sorriu e se virou para ele.
— Eu achei que não tinha mais nada que fosse me excitar tanto quanto você falando em termos médicos, mas porra, você falando sobre futebol é definitivamente mais sexy. – Ele disse bobo e ela riu, o segurando pelos ombros.
— Você falando assim me faz questionar o tipo de garotas que você saia. Honestamente, você se impressiona muito fácil. – Ela torceu o nariz e ele riu.
— É, eu não era um cara muito seletivo. – Ele franziu o cenho. — Quando eu conversava com elas era sobre coisas tão fúteis que as vezes eu queria vomitar. – Ele tremeu um pouco, balançando a cabeça. – Mas isso é passado, Bella. – Ele disse doce, arrumando o cabelo dela atrás da orelha. – Hoje eu só tenho olhos para uma médica boca suja, mandona, fodidamente linda e inteligente. Eu acho que Deus me ama ou sei lá, sou um bastardo sortudo. – Ele deu de ombros e ela riu, beijando a bochecha dele.
— Sim, você é. – Ela disse rindo e eles se separaram quando Emmett e Rose entraram na cozinha. Ela limpava a boca e Bella a encarou com uma sobrancelha erguida.
Ela realmente não perde tempo, safada.
Eles terminaram o jantar e Edward tirou os brownies do forno, colocando em cima do fogão. Bella e Rose arrumaram a bancada e eles colocaram a comida ali. Emmett se apressou para sentar ao lado de Rosalie e Edward se sentou ao lado de Bella. Ele serviu vinho para os três e logo depois eles já atacavam a comida. Bella gemeu quando colocou o primeiro garfo de risoto da boca. Puta que pariu, o cara realmente sabia cozinhar. Havia algo de errado com ele? Ele se aproximou dela.
— Se continuar gemendo assim nós vamos terminar o jantar na sua cama, baby. – Ele sussurrou no ouvido dela e ela sorriu safada, colocando um pedaço de carne na boca enquanto olhava para ele, lambendo o garfo em seguida. Ele grunhiu e Emmett gargalhou, ganhando a atenção deles.
— Vocês sabem, isso daria um belo filme pornô, não é Rose? – Ele disse rindo e ela o acompanhou. – Oh, eu estou com fome de outra coisa, tigrão. – Ele disse, imitando uma voz de mulher arrastada. – Oh sim, eu tenho algo aqui perfeito para a sua boca, vem buscar o seu jantar, gostosa. – Ele engrossou a voz, imitando um homem. Rosalie gargalhou e Bella mostrou a língua pra ele, antes de rir também. Edward revirou os olhos e riu.
— Você é um fodido invejoso, isso sim. – Edward disse á ele, recebendo um dedo do meio. Emmett passou um braço pelos ombros de Rose e a trouxe para perto, a beijando descaradamente. Bella e Edward abriram a boca em surpresa e depois gritaram um “uow” em uníssono. Emmett riu e deu um beijo na bochecha dela.
— Como eu posso ser um fodido invejoso com uma mulher como essa, seu imbecil?! – Ele disse debochado e Edward riu.
— Vocês são rápidos, porra! – Bella disse desacreditada e Emmett riu mais.
— Nós? Você pegou no pau dele 10 minutos depois de conhecê-lo, Bellinha. – Ele disse descarado e Bella gargalhou alto, lhe dando o dedo de novo.
Eles terminaram de comer no meio de piadas e muito vinho. Edward e Emmett tiraram a mesa e trouxeram a sobremesa, pegando sorvete no freezer. Emmett e Rose se serviram e foram para a sala.
Edward serviu um prato para Bella e foi pegar um para si, mas ela empurrou para longe e lhe entregou uma colher, colocando o prato no meio dos dois. Ele sorriu e trouxe o banco dela para mais perto, acariciando sua coxa sob a calça. Ele pegou um pedaço de brownie com sorvete e deu na boca dela, como no primeiro encontro deles. Ela riu e lambeu o lábio inferior.
— Hmm, isso é bem delicioso, sério. Você vai cozinhar pra mim sempre que vier aqui, campeão. – Ela disse sorrindo e ele limpou um pouco de sorvete do canto da boca dela, lambendo o dedo em seguida.
— Se você me quiser por perto, eu posso cozinhar pra você todos os dias. – Ele disse doce e ela suspirou.
— Edward... – Ela o repreendeu e ele bufou, a abraçando pelos ombros.
— Eu sei, eu sei. Ir com calma, né? Eu posso fazer isso. – Ele disse determinado e ela riu. – É sério Bella, você é a primeira mulher que eu gosto em um grande tempo e isso é importante. – Ele disse sério e ela suspirou.
— A gente se conhece á uns 16 dias, você não acha isso estranho? – Ela perguntou nervosa e ele sorriu, beijando o ombro dela.
— Não. – Ele sorriu. – Eu acho que quando achamos a pessoa certa é algo mais forte do que nós mesmos e do que o tempo. Acho que quando aquela eletricidade acontece, pode ser em um mês, uma semana ou em duas horas, mas a gente sabe quando é verdadeiro e quando é mais do que algo passageiro. – Ele deu de ombros. – Eu senti isso por você, Bella. E porra, isso tira o meu sono desde o dia que eu te conheci... – Ele disse suspirando e ela colocou um braço em volta do pescoço dele, o puxando para perto e o beijando.
Que droga, merda! Ele precisa ser tão perfeito assim?!
— Ei, pombinhos, vai começar um filme de terror aqui! – Rosalie gritou da sala e eles se separaram. Ele deu um selinho nela e sorriu.
Eles guardaram tudo e foram até a sala. Era algum filme sobre exorcismo, então Bella se sentou ao lado de Edward no sofá, se encolhendo nele. Ela tinha um fodido medo de filmes assim, porra.
— Edward... – Ela sussurrou, abraçando ele pelo pescoço.
— Hmm. – Ele respondeu sem tirar os olhos do filme.
— Eu estou com, hm... Medo. – Ela sussurrou e ele a encarou de sobrancelhas erguidas.
— Isso é sério? – Ele perguntou surpreso e a mulher no filme começou a falar em línguas diferentes. Ela tremeu e se aproximou dele, virando o rosto ao máximo que podia para longe da tv.
— É. – Ela disse nervosa e ele a abraçou, a trazendo para o colo dele. Ele cobriu os dois e a aconchegou ali.
— Esta tudo bem, linda. É só um filme idiota. – Ele bufou e a encarou, sorrindo. – Eu te protejo, baby. – Ele piscou e ela riu, afundando o rosto no pescoço dele quando uma voz de criança começou a falar em uma língua diferente.
— Porra, crianças não. – Ela gemeu e ele riu, a abraçando e beijando o topo da cabeça dela.
— Eu vou devorar você, Isabella. – Ele disse com uma voz sombria e ela fez uma careta.
— Para, seu idiota! – Ela disse brava, cruzando os braços. Ele riu e beijou a têmpora dela.
— Quer subir? A gente pode assistir algo no seu quarto. – Ele sugeriu e ela sorriu de canto.
— Só vamos assistir tv, campeão. Nem se anime demais. – Ele riu e eles levantaram, saindo da sala e subindo para o quarto dela.
Oh sim, a noite ia ser fodidamente longa e as bolas dele já estavam ficando roxas novamente.
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