Heartbeat - I wanna be yours

14 Oceans between you and me


Notas iniciais
Boa noite amoreeeessss, dei uma folga nos estudos pra escrever e postar aqui! só não odeiem a bella, ta? haha aproveitem o capítulo! E pra quem ainda não viu, to postando uma história nova, só dar uma olhada no meu perfil! obrigada e boa leitura!! Nome do capítulo: "Oceanos entre você e eu" beijos

— Merda. – Ele esbravejou.

Os olhos de Isabella ainda estavam arregalados e a boca dela estava aberta, puxando o ar pesadamente.

— Você... – Ela começou meio atônita e ele fechou os olhos com força, a segurando pelos ombros.

— Eu não quis dizer isso. – Ele disse com pesar e ela franziu a testa. – Quer dizer, eu quis, mas eu não quis... Ai merda. – Ele continuou confuso. Ela o olhou por um momento e depois piscou várias vezes.

— Eu preciso de um... preciso de um momento. – Ela disse meio encabulada, se levantando e enrolando o lençol ao redor de si, correndo para o banheiro próximo a sala. Ele xingou de novo e passou as mãos pelo rosto.

— Você é um fodido idiota, seu idiota. – Ele disse pra si mesmo, bufando em seguida.

Bella encarou a si própria no espelho do banheiro. Os olhos dela ficaram cheios de água e ela puxou o ar pesadamente. Ele estava apaixonado por ela? Tão rápido?

Se lembra o que ele disse sobre conexão? Que isso não tem um tempo certo?

É, até poderia ser. Mas porra, ela havia acabado de superar uma barreira ali, dormindo com ele pela primeira vez, e como se isso não fosse o bastante, ele a atinge com uma notícia dessas.

Apaixonado.

Ela rolou a palavra nos lábios, sussurrando pra si mesma. Ela podia confiar nele, não podia? Até então ele estava demonstrando muito que estava mudando e que isso não era uma brincadeira. Mas para Bella, infelizmente ainda não era dessa maneira, ou pelos menos ela queria acreditar que não era. Ela gostava da companhia dele -muito-, mas ainda era como se fosse algo superficial. Ele podia ser o cara mais amor do mundo, mas todos eram assim com ela no começo.

O que você sente por ele, Bella?

Ela se perguntou de novo. E isso era algo que ela vinha fazendo muito essa semana em especial. Como ela se sentia sobre ele? Bom, vamos lá. Lista de prós e contras.

Prós:

— Ele é um cara dedicado no hospital,

— É muito carinhoso

— Preocupado

— Engraçado

— Sabe dançar

— Pontual

— Lava a louça depois de cozinhar (e isso era uma ótima qualidade)

— Sempre a elogia

— É um Deus na cama

Contras:

— Era um fodido mulherengo a dois meses atrás

— É um demônio gostoso

E é, ela realmente parou pra pensar sobre o corpo dele por um momento, e o cara era um fodido gostoso, realmente.

Foco, Isabella.

Ok.

Ele bufa demais

— E rola os olhos demais

— É mandão demais

Mas que merda, Bella. Isso lá é defeito de alguém? O cara não tem defeitos.

Ele precisa ter, não é possível.

Não, ele não tem nenhum defeito. Ou pelo menos ela não tinha convivido com ele o bastante pra ver sobre isso. E vamos ser honestos, ela bufa e rola os olhos tanto quanto ele, isso não é um defeito.

Merda cacete porra.

É querida, você esta apaixonada.

Bella balançou a cabeça em negação, se encarando no espelho de novo. Quando ela se sentiu feliz desse jeito? Com Matthew era bom, mas era algo tão perfeito que parecia algo irreal. Com Edward era leve e eles sempre falavam a verdade na cara do outro. Ela nunca tinha tido essa liberdade com ninguém. No fim, ele é um cara mais especial do que ela gostaria. E parte dela queria muito acreditar que ele era o mesmo canalha da faculdade, mas no fundo ela sabia que não, ela sabia que ele estava amadurecendo e que estava virando um homem. Merda, da pra não gostar de um cara desses? Ele precisa ter algum defeito.

Bella, você precisa sair desse banheiro.

Ela respirou fundo de novo, fechando os olhos com força. Ela teria cara pra encarar ele? Ele tinha ficado tão assustado. Ela devia ser uma controladora mesmo, o cara tinha até medo de falar que estava apaixonado por ela. Droga.

A conversa de Esme começou a escoar na cabeça dela. Boa parte de Bella sabia que ela precisava resolver os seus fantasmas e que ela não era mais uma criança, mas ela era covarde demais pra isso.

Se resolver com seu pai? Procurar Matthew e por um fim na história toda? Ela não conseguiria.

Bella, tem um cara que gosta de você no meio da sua sala, sai desse banheiro.

Ela respirou fundo pela terceira vez, tentando aceitar que tinha um homem sem roupa apaixonado por ela deitado no chão de sua sala. Mas não era qualquer cara, era O cara. O cara que tinha consolado ela no hospital, o cara que fazia ela perder o chão quando sorria pra ela. O cara que cuidava dela como se ela fosse quebrar a qualquer momento. O cara que a fazia sentir desejada. O cara que fazia ela se sentir a mulher mais feliz do mundo. O cara por quem ela estava a...

— Bella, você esta bem? Me desculpe, er... Eu sei que isso é complicado pra você, mas já esta trancada ai á uns 20 minutos e eu estou preocupado. – Ele disse afoito do outro lado da porta. Ela suspirou fundo e se olhou uma última vez no espelho, abrindo a porta.

Ele estava ali, em toda a sua glória, a encarando com aquele olhos azuis tão profundos e irritantes. Ela suspirou e passou por ele, voltando pra sala e se sentando no sofá. Ele se sentou do lado dela, um lençol enrolado em sua cintura. Ambos olharam pra frente e suspiraram. Ela se virou pra ele.

— Eu quero saber um defeito seu. – Ela pediu, mordendo o lábio e segurando o lençol firmemente em seu peito. Ele ficou confuso e a encarou.

— O que? – Ele perguntou sem entender.

— É Edward, um defeito. Por que? Não tem nenhum? Já sei, você é um maldito arrogante.

Contras: o cara é um maldito arrogante.

— O que? – Ele perguntou confuso, negando com a cabeça. – Tá louca, Bella? Não sou um maldito arrogante. – Ele disse ofendido. – Sei lá, eu sou um cara muito relaxado, quer dizer, eu era pelo menos, agora eu estou levando as coisas a sério. Eu acho que sou uma pessoa com muito pé atrás com os outros. – Ele deu de ombros. – Com a Esme principalmente, eu fico realmente em negação com ela, e isso é algo muito injusto. – Ele suspirou e ela bufou.

Ok, vamos riscar o “maldito arrogante” da lista.

Contras: maldito arrogante.

Prós: Sabe reconhecer que está errado e não é um maldito arrogante.

— Não tem mais nenhum? – Ela perguntou esperançosa e ele riu.

— Eu falo que estou apaixonado e você quer uma lista de defeitos? – Ele disse confuso e ela rolou os olhos.

— Estou fazendo uma comparação. – Ela disse meio sem pensar, se repreendendo na hora.

— Como? – Ele perguntou confuso, rindo rapidamente. – Estava fazendo isso no banheiro? – Ele franziu o cenho e ela bufou.

Foda-se.

— Sim, eu estava. Estou montando suas qualidades e defeitos na minha mente. – Ela deu de ombros e ele riu.

— E como eu tenho me saído? – Ele perguntou metido.

Contras: é um fodido presunçoso.

— Estou aqui te pedindo defeitos, não? – Ela bufou de novo e ele sorriu, se aproximando e tocando a perna dela.

— Bella, qual o propósito disso tudo? – Ele perguntou carinhoso. Ela sempre foi algo muito confuso pra ele, e sempre fazia coisas que ele nunca podia ver vindo.

— Você sabe que eu não posso te dizer o que quer ouvir, não sabe? – Ela perguntou baixo, suspirando. Ele juntou os lábios em uma linha e suspirou.

— Eu sei, eu não estou te pedindo nada. – Ele disse com pesar e ela fechou a cara.

— Eu sei que não. Mas eu me sinto como se estivesse sendo uma vadia com você, te usando. – Ela disse ainda triste e ele negou com a cabeça.

— Você é absurda, Bella. Eu estou com você por que eu quero, e eu sei as condições. Me desculpe, eu não devia ter falado nada, eu só... Foi o que eu senti no momento e me pareceu certo. Eu sei que você não esta pronta. – Ele suspirou e ela encarou as próprias mãos, olhando a mão dele sobre sua perna. Parecia tão certo, ele ali. Mas ela não estava preparada.

— Eu não quero que seja assim, entende? Que você precise se policiar no que fala e no que sente, não é justo com você. – Ela disse triste, o encarando. – Não quero que se sinta mal por estar... por... – Ela é uma maldita covarde mesmo, nem a palavra ela conseguia dizer.

— Apaixonado, Isabella. E eu não me sinto mal, eu sabia o que isso ia me custar, mas eu apenas não queria mais guardar isso comigo. – Ele deu de ombros. – Não quero que se sinta mal, ok? Vamos ficar numa boa. – Ele disse sereno, mas o nó em sua garganta ainda estava ali. Infelizmente ou não, tê-la pela metade era melhor do que não tê-la, de qualquer maneira. E o pouco que ela estava dando a ele teria que ser o suficiente.

— Não Edward! Não da pra ficar numa boa, qual o seu problema? Você devia estar brigando comigo! – Ela disse áspera, o encarando. Qualquer pessoa no lugar dele daria um chilique.

— Brigando? Por gostar demais de você enquanto eu sou apenas o seu novo caso? – Ele disse irritado e ela bufou. – Olha Isabella, isso já o suficientemente difícil, não torne pior. – Ele disse suspirando, se encostando no sofá.

— Não é apenas o meu novo caso, Cullen. Mas você não pode querer que eu me apaixone em dois meses. – Ela disse irônica e ele bufou.

— Eu me apaixonei em dois meses. Mas se você é fria o suficiente para não acreditar em algo assim, então eu realmente não sei o que eu estou fazendo aqui. – Ele respirou pesadamente, se levantando do sofá e segurando o lençol nos quadris. – Vou pegar minhas roupas. – Ele avisou friamente, subindo as escadas o mais rápido que podia. Ela bufou alto e puxou os cabelos da própria cabeça, jogando as 3 almofadas do sofá no chão, apoiando a cabeça nas mãos.

Não era culpa dela não gostar dele assim, era apenas a vida como ela é. E sem demagogias, ela tinha passado por boas coisas, e não é só um cara aparecer pra ela se derreter toda. Ela já tinha feito isso uma vez e tinha acabado de que forma? Com um vestido de noiva de 5 mil dólares e 6 caixas de papelão na portaria do prédio dele. Ele não podia culpa-la por ser fria a esse ponto!

Rapidamente Edward já descia as escadas totalmente vestido. Ele digitava algo no celular enquanto descia o último degrau. Ela o encarou sem saber o que dizer realmente. Ele virou os olhos pra ela e suspirou de novo.

— Já estou indo, Isabella. Amanhã nos vemos no hospital. – Ele disse frio, indo até ela e beijando sua têmpora rapidamente. Antes que ele chegasse até a porta, ela correu até ele e o segurou pelo braço.

— Como a gente fica? – Ela perguntou ainda receosa. Ele suspirou de novo e se virou para ela, a encarando.

— O que você quer, Isabella? Você sabe que isso depende de você, eu já te disse o que eu sinto. – Ele a olhou mais profundamente. Era cortante ver que o fato dele ter dito que estava apaixonado iria acabar com eles dois.

— Eu quero ficar com você. – Ela disse séria, se aproximando. – Mas eu não consigo lidar com algo mais sentimental. E se isso não for o bastante pra você, então eu sinto muito. – Ela disse calculista e ele suspirou de novo.

— Você só quer sexo sem compromisso? Tudo bem, eu posso fazer isso. – Ele disse respirando fundo, encarando-a. – Tem certeza que quer só isso, não é? Por que eu arrisquei tudo com você, e você esta jogando isso fora. Entende isso? – Ele disse baixo e ela sentiu a dor na voz dele, o que a fez sentir dúvida por um momento, mas logo depois, toda a realidade caiu sobre ela e infelizmente era a coisa certa a fazer.

— Eu sei. – Ela respirou fundo, mudando de assunto. – Então, amigos coloridos? – Ela estendeu a mão pra ele, que riu sem humor e a puxou pela cintura, beijando-a. Eles se separaram depois de um minuto.

— Isso vai ser doloroso, mas sim, amigos coloridos. – Ele respirou fundo, se afastando. – Nos vemos amanhã. – Ele sorriu de novo, mas nunca um sorriso dele tinha sido tão sem vida como aquele. – Tchau, Isabella. – Ele acenou e abriu a porta, saindo pela mesma. Ela se apoiou no batente e viu um táxi amarelo se aproximar. Ele entrou no mesmo e nem sequer olhou pra trás. E nunca doeu tanto nela ver ele ir embora.

Bella fechou a porta e mandou uma mensagem para Rosalie, que respondeu que estaria na casa dela em trinta minutos.

Edward seguiu para casa com sua cabeça explodindo. Ele tinha estragado tudo. Quer dizer, não tinha estragado nada né, por que ele era o único ali que achava que havia algo. Ela só estava interessada em sexo desde o começo, mas ele tinha sido apenas burro demais em achar que algo sairia certo. No começo era tudo leve, mas algo foi crescendo dentro dele e foi apenas impossível de controlar.

Ele chegou em casa e pagou o taxista, se arrastando em direção á porta. Emmett havia lhe mandado uma mensagem, que ia deixar Rosalie na casa da Bella e estava passando para vê-lo. Ele bufou, pelo menos o amigo dele tinha achado alguém legal.

Entrou em casa e andou até a sala, encontrando Carlisle e Esme vendo televisão e tomando um vinho. Ele sorriu e apareceu no campo de visão deles.

— Filho! Como foi? – Carlisle perguntou com um sorriso sacana nos lábios e Esme sorriu pra ele. Mas a cara de ambos morreu ao ver o seu semblante.

— Foi memorável. – Ele sorriu sem humor. – Tem algo para comer, Esme? – Ele disse suspirando e ela franziu o cenho, se levantando do sofá.

— Claro amor, vamos, eu preparo algo para você. – Ela disse doce, indo até ele. Carlisle optou por deixar os dois a sós, Edward vinha se abrindo mais com Esme e vê-lo aceitando-a era algo que o deixava feliz demais.

Eles chegaram na cozinha e ele arrastou o banco, se apoiando no balcão de centro. Ela abriu a geladeira e pegou o suficiente para um sanduíche, montando tudo em silêncio enquanto o observava. Ela estendeu o prato pronto pra ele, que mordeu prontamente, fechando os olhos. Ela sorriu e se sentou na frente dele.

— Comece a falar, Edward. Eu te conheço o bastante pra saber que algo deu errado. – Ela disse preocupada e ele largou o sanduíche no prato, passando as mãos pelo rosto.

— Esta tão na cara assim? – Ele perguntou em uma careta e ela riu rapidamente.

— Esta escrito na sua testa em letras brilhantes. – Ele bufou e ela sorriu pra ele.

— Eu disse que estava apaixonado por ela. – Ele disse nervoso, bufando de novo. – Eu sou um idiota, Esme. Que merda! Ela tinha dormido do meu lado pela primeira vez, porque todas as noites ela apenas me deixava sozinho e ia dormir com o gato no sofá. Mas hoje ela estava lá comigo, e me pareceu a coisa mais certa do mundo ter ela nos meus braços, sabe? E ai eu disse a primeira coisa que veio na minha cabeça, e estraguei tudo. – Ele bufou de novo, seus olhos ardendo. – E eu sou um fodido babaca por querer chorar por isso. – Ele suspirou, passando as mãos pelo rosto de novo, sentindo seus olhos se encherem de água.

— Isso foi algo grande, querido. E não se sinta um idiota, é maravilhoso você sentir algo tão nobre por alguém, ainda mais depois de tudo o que você vinha fazendo. Não me leve a mal, eu sou a última a te julgar, mas nós dois sabemos que você estava realmente um maldito festeiro e comedor de mulheres. Mas essa mudança, essa responsabilidade que você adquiriu, e esse sentimento pela Bella, é tudo tão nobre e mostra como você cresceu realmente. – Ela estendeu a mão e pegou a dele sobre o balcão. – Não se sinta um babaca por sentir amor. A única pessoa que perde nisso tudo é Isabella, não você. Vai doer no começo, muito. Mas o amor é assim, as vezes machuca a gente, sabe? E com o tempo isso vai passar querido. Não estou dizendo que vai esquecê-la, mas se ela realmente não quiser nada com você, deve seguir em frente e tentar superá-la. – Ela suspirou e ele respirou fundo de novo, deixando as lágrimas caírem pelo seu rosto.

— Estou cansado, Esme. Eu estudei tanto semana passada, eu me dediquei tanto nas provas, e eu venho me dedicando como um fodido no hospital. E é tudo por ela! Tudo pra mostrar pra ela que eu sou um cara diferente, que ela pode confiar em mim. Mas parece que isso é a mesma coisa que foder várias mulheres, pra ela eu ainda sou a mesma pessoa. E isso é uma grande bosta, sabia? Mas você esta certa. Eu preciso focar em mim mesmo e ver no que isso vai dar. E eu a avisei. Eu disse á ela que ela estava jogando isso fora, e isso nem sequer a abalou. – Ele disse triste, limpando o rosto. – Isso é uma grande merda, sabia? Quando eu me torno um homem decente e me dedico em algo, quando eu finalmente me apaixono de verdade, por que minha ex namorada nunca pode ser comparada á o que eu sinto pela Bella, quando tudo parece estar indo bem, ela joga um grande e pesado balde de água em minha cabeça. – Ela bufou e Esme se levantou, dando a volta no balcão e o abraçando, trazendo a cabeça dele para o seu peito.

— Eu sei querido. Mas você tem que melhorar por você mesmo, não por ela. Eu sei que Bella te incentivou a ser melhor, a se dedicar, mas você precisa fazer isso por você mesmo, se não vai acabar se desmotivando, sabe? E eu amo você Edward, muito. E eu entenderei se quiser mudar de orientadora ou algo assim. Pode contar comigo, filho. Eu sou sua amiga aqui, sim? – Ela sorriu e ele levantou o rosto, a encarando e sorrindo de volta.

— Eu sinto muito, mãe. – Ele disse com toda a honestidade do mundo. Esme sentiu os olhos encherem de lágrimas e segurou o rosto dele nas mãos. – Eu sei que eu sempre fui um imbecil com você, e você nunca mereceu o meu tratamento. É que eu sempre tive tanta raiva no começo, por que minha mãe se foi tão cedo, e logo depois você estava ali, e eu senti como se você quisesse roubar o lugar dela. Eu fui um idiota, me perdoe. Você foi minha mãe quando eu precisei de uma, e ainda é, mesmo eu já sendo um homem. Um homem chorão, na verdade. – Ele disse divertido e ela riu, já chorando. – Você, dona Esme, é mais do que a mulher do meu pai. Você é minha mãe, de verdade. E obrigada por não desacreditar de mim quando todo mundo o fez, e me desculpe de novo. – Ele disse honesto, chorando. Ele a amava, ele sempre a tinha amado. E agora ele via tudo de um jeito diferente. E Esme nunca o tratou como enteado, ele sempre tinha sido o filho dela. E agora, tê-la ali tão maternal e protetora com ele havia mexido em algo em seu peito. Ele não sabia se ter sido magoado pela mulher que ele amava tinha aberto o seu coração, mas algo tinha mudado nele hoje, e ele se sentia pronto para aceita-la como mãe.

— Oh querido, eu amo tanto você. Obrigada por isso. – Ela chorou, o abraçando. Ele a abraçou de volta, beijando sua bochecha. Eles ouviram alguém fungar e olharam para a entrada da cozinha. Carlisle estava ali, com as lágrimas em seus olhos também.

— Vem pai, falta você aqui. – Edward disse doce e Carlisle riu rapidamente, indo até eles e os abraçando. Ele riram juntos e Carlisle beijou a têmpora de Esme, beijando o topo da cabeça de Edward em seguida.

— Estou muito orgulhoso de você, garoto. – Carlisle disse emocionado, dando tapinhas nas costas de Edward. Que riu e abraçou o pai. Pelo menos algo bom havia acontecido no dia.

— Eu também quero abraço! – A voz estrondosa e infantil de Emmett ecoou na cozinha e eles riram. Ele se aproximou e abraçou os três. – Relaxa Ed, você vai achar outra gostosona! – Ele disse triste, dando tapas nas costas do amigo.

— O que? – Carlisle perguntou confuso.

— Emmett, esse não é o assunto. – Edward repreendeu, bufando.

— Ah, foi mal cara. – Ele disse sem graça. – Mas seja o que for, to contigo. – Ele disse sorrindo e Edward riu, balançando a cabeça. Emmett podia ser um tapado, mas era o mais honesto e transparente que Edward tinha, o único que não tinha abandonado ele quando perdera suas coisas. Na faculdade, quando ele ficou sem o carro e sem o apartamento, todos se afastaram dele, menos Emmett.

Eles se separaram e Carlisle e Esme voltaram para a sala. O relógio já marcava 17h e os pubs abririam em uma hora e meia, e Edward tinha algo pra isso. Ele terminava de comer seu sanduíche quando Emmett se sentou no banco em frente a ele.

— Rose comentou comigo o que a Bella comentou com ela o que aconteceu com vocês. – Ele disse sério e Edward quis rir pelo jeito que ele havia falado. – Eu sinto muito, cara. – Ele disse triste e Edward respirou fundo.

— As vezes não era pra ser Emm. – Ele deu de ombros. – Ela quer continuar só fazendo sexo, mas eu não sei se consigo lidar com isso sem me apaixonar mais, sabe? É complicado. – Ele disse nervoso, passando uma das mãos pelo cabelo e mordendo o seu sanduíche.

— Eu imagino Edward, mas você precisa ver se vale a pena, sabe. As vezes você se afasta um pouco dela e acaba encontrar outra garota, quem sabe. Rose já me contou que tem um monte querendo dar pra você no hospital. – Ele disse divertido, dando um soco de leve no ombro de Edward, que riu sem humor.

— Talvez. – Ele suspirou. – Mas eu acho que sei lá, agora eu gostaria de ficar com alguém tranquilo, sabe? E eu achei que poderia ter isso com a Bella, mas a vida parece estar me testando ainda. – Ele bufou. – Agora eu vou me focar na faculdade, pra poder me formar em 6 meses. – Ele disse animado. No fim, acabar a faculdade seria a maior vitória dele.

— Isso é bom, Edward. – Emm disse sorrindo. – E eu quero ver meu amigo gostoso fodido de beca pegando seu maldito diploma! – Ele disse animado, gargalhando, o que fez Edward rir. O cara sabia como animar ele, de verdade. – Nós podemos ir até a Califórnia e ficar um mês lá surfando e escalando, como a gente costumava fazer. – Ele disse sorridente e Edward sorriu, foram ótimos tempos.

— Isso seria bom, Emm. Mas hoje eu quero apenas encher a minha cara de otário com muita bebida no Quinn’s. – Ele disse cansado, dando a última mordida em seu sanduíche. Emmett o encarou triste e suspirou, se levantando.

— Vamos camarada, vamos encher esse seu traseiro de muita cerveja. – Ele deu tapinhas nas costas de Edward, que sorriu sem humor e se levantou da bancada, lavando o prato na pia e colocando no escorredor.

— Eu vou apenas tomar um banho e já vamos. – Ele disse e Emm assentiu. Os dois subiram e Emmett se sentou na mesa de Edward, abrindo seu Mac e colocando um rap pra tocar. Edward riu e foi até o banheiro.

Ele tomou um banho rápido e em 20 minutos já estava em seu armário procurando algo pra vestir. Ele colocou uma calça skinni clara, uma blusa branca e uma jaqueta preta de couro por cima, vestindo seu all star e colocando o colar de sua mãe no seu pescoço. É uma corrente comprida que tinha uma chave de prata pendurada. Quando ele era pequeno, ela tinha comprado um coração com fechadura e tinha dado a chave á ele.

Bagunçou os cabeços no espelho e passou um perfume, parando ao lado de Emmett, que cantava algum rap de um jeito muito errado.

— Porra, esta me humilhando, seu merda. – Emmett disse se fingindo de ofendido. Edward riu e bateu nas costas dele.

— Vamos logo. – Ele pegou a carteira e o celular, colocando-os nos bolsos. Emm desligou o computador e eles saíram do quarto, descendo para o andar de baixo. Emmett digitava no celular enquanto Edward ia se despedir dos pais. Eles deram um rápido tchau e Edward chamou um táxi, por que hoje ele com certeza ficaria sem condições de dirigir.

Eles entraram e o motorista dirigiu até o Quinn’s, chegando lá rapidamente. Chegando lá, na frente do pub havia uma grande placa dizendo que hoje era dia de karaokê. Edward gemeu em desaprovação e Emm bateu palmas.

— Merda. – Edward sussurrou e eles pagaram o táxi.

Entraram no pub e se sentaram nos bancos da parte do fundo. O pub já estava relativamente cheio e Edward olhou ao redor, se girando no banco e ficando de frente para o bar. Emmett não saia do maldito celular, então ele bufou de novo e se virou para o barman.

— Um Bourbon pra começar, por favor. – Ele pediu com cara de poucos amigos e o homem assentiu. Em pouco tempo o copo já estava em sua frente, então ele o virou em um gole.

— Uow, começamos bem. – Emmett riu. – Uma cerveja, por favor! – Ele pediu ao garçom, se virando para Edward de novo.

— Você via ficar nesse maldito celular mesmo, Emm? Achei que tinha vindo pra me animar. – Edward disse emburrado, sinalizando para o barman encher seu copo de novo. Ele trouxe a cerveja de Emmett e repôs o copo de Edward, que bebeu em um gole.

— Calma cara, isso sou eu te animando! – Ele estendeu o celular na direção de Edward, que não entendeu nada. Emmett bufou e foi até o palco. Ninguém tinha começado a cantar ainda, mas o plano dele era que isso começasse agora. Eu falou com um dos funcionários, escolhendo a música que ele queria. Subiu no palco e pegou o microfone. Edward pediu uma cerveja, pegando-a e se virando para o amigo, que estava em cima do palco. Ele riu e Emmett sorriu de volta.

— Boa noite galera! Hoje eu estou aqui pra animar meu amigão Edward, então vou começar com uma música bem show de bola. – Ele disse sorridente e a introdução de “I want it that way” dos Backstreet boys começou a tocar. Edward gargalhou e todos bateram palmas.

— You are my fire, the one desire, believe when i say, i want it that way! – Emmett cantou sério, fazendo sinal de fogo com as mãos na palavra “fire” e fazendo o número um em “one desire”. Todos bateram palmas e Edward gargalhou de novo.

— Tell me why?? – Ele gritou, imitando os backstreets no clipe, o que fez todo mundo rir e cantar com ele.

Depois de alguns segundos, quase todos do pub estavam de pé cantando com ele. Edward estava rindo em seu banco, gritando a música como todos ali. A música terminou e todos bateram palmas. Edward assobiou e Emmett mandou beijos pra plateia.

— Agora que eu mostrei meus dotes, quero chamar meu amigo gostoso pra cantar! Edward, vem ca! – Ele apontou para Edward, que riu e negou com a cabeça. O bar todo olhava pra ele, o que o fez querer matar Emmett. Todos o incentivaram, então ele acabou indo até lá. Havia um banco e um violão no fundo do palco. Ele pediu para um dos funcionários se podia usar e esse assentiu, então Emmett deu dois tapinhas nas costas dele, o encorajando. Ele se sentou na cadeira e ajeitou o violão no seu colo, descendo o microfone na altura do seu rosto, colocando sua cerveja no chão. Todos bateram palmas e ele sorriu envergonhado.

— Boa noite á todos. Vai ser algo mais calmo que o show de Emmett. – Ele disse divertido e as pessoas riram. – Essa música é algo sobre como eu me sinto, então desculpem se for algo depressivo demais. – Ele sorriu sem humor e começou a tocar os primeiros acordes de “Lost Stars” e algumas pessoas se sentaram, outras se abraçaram e ele suspirou, começando a cantar.

Please don't see (Por favor não veja)

Just a boy caught up in dreams and fantasies (Apenas um garoto preso em sonhos e fantasias)

Please see me (Por favor me veja)

Reaching out for someone I can't see (Tentando alcançar alguém que eu não consigo ver)”

Ele começou a letra e tudo caiu sobre ele, formando um nó em sua garganta. Ele fechou os olhos e se concentrou em não surtar e manter sua voz afinada.

Take my hand (Pegue minha mão)

Let's see where we wake up tomorrow (Vamos ver onde acordaremos amanhã)

Best laid plans (Os melhores planos)

Sometimes are just a one night stand (As vezes são apenas uma noite sem compromisso)

I'll be damned (Vou ser condenado)

Cupid's demanding back his arrow (O cupído esta exigindo sua flecha de volta)

So let's get drunk on our tears (Então vamos ficar bêbados de nossas lágrimas)"

E era isso realmente, ele estava condenado por estar apaixonado por ela no final das contas. Seus olhos continuavam fechados enquanto ele cantava, então eles se abriram, encarando a multidão. E antes que ele pudesse fechá-los de novo, Isabella estava ali na frente, encarando-o com o rosto triste. Ele respirou fundo e a encarou de volta.

“And God, tell us the reason (E Deus, nos diga o motivo)

Youth is wasted on the Young (Da juventude ser desperdiçada nos jovens)

It's hunting season (É época de caça)

And the lambs are on the run (E os cordeiros estão em corrida)

Searching for meaning (Procurando por um significado)

But are we all lost stars (Será que todos somos todos estrelas perdidas)

Trying to light up the dark? (Tentando iluminar a escuridão?)”

Ele não tirava os olhos dela enquanto tocava, e Isabella continuava o encarando, mordendo o lábio inferior e abraçando a si própria. Ele suspirou de novo e continuou.

“Who are we (Quem somos nós)

Just a speck of dust within the galaxy (Apenas um amontoado de poeira no meio da galáxia)

Woe is me (Ai de mim)

If we're not careful, turns into reality (Se não formos cuidadosos, se transformará em realidade)


Don't you dare (Não se atreva)

Let our best memories bring you sorrow (Deixar que nossas melhores memórias te tragam tristeza)

Yesterday, I saw a lion kiss a deer (Ontem, eu vi um leão beijar um cordeiro)

Turn the page (Vire a página)

Maybe we'll find a brand new ending (Talvez encontremos um novo final)

When we're dancing in our tears (Quando estivermos dançando em nossas lágrimas)”

Ele sorriu sem humor enquanto ela o encarava. Aquilo era tão sobre eles que fazia o peito dele doer um pouco.


“And God, tell us the reason (E Deus, nos diga o motivo)

Youth is wasted on the Young (Da juventude ser desperdiçada nos jovens)

It's hunting season (É época de caça)

And the lambs are on the run (E os cordeiros estão em corrida)

Searching for meaning (Procurando por um significado)

But are we all lost stars (Será que todos somos todos estrelas perdidas)

Trying to light up the dark? (Tentando iluminar a escuridão?)”

Ele a encarou mais profundamente e viu os olhos dela se encherem de lágrimas, e os dele deviam estar na mesma forma. Mas agora, ela era apenas uma estranha com quem ele ia pra cama. Se era sem sentimento que ela queria, sem sentimento ela teria. E ele ia tentar ser o cara mais frio do mundo. Depois de terminar a música, é claro.

“I thought I saw you out there crying (Eu achei ter visto você lá fora chorando)

I thought I heard you call my name (Eu achei ter escutado você chamando o meu nome)

I thought I heard you out there crying (Eu achei ter escutado você lá fora chorando)

Just the same (Do mesmo jeito)”

Nesse momento ela realmente chorou, limpando o rosto e ainda o encarando. Ele fechou os olhos de novo, tentando conter o próprio choro e manter a voz equilibrada


“And God, tell us the reason (E Deus, nos diga o motivo)

Youth is wasted on the Young (Da juventude ser desperdiçada nos jovens)

It's hunting season (É época de caça)

And the lambs are on the run (E os cordeiros estão em corrida)

Searching for meaning (Procurando por um significado)

But are we all lost stars (Será que todos somos todos estrelas perdidas)

Trying to light up the dark? (Tentando iluminar a escuridão?)”

Ele terminou a última parte, dando os últimos acordes no violão e respirando fundo, abrindo os olhos de novo. Ela estava ali ainda, o encarando. Ele sorriu para as pessoas o aplaudindo e pegou sua cerveja do chão, terminando de beber tudo em um gole enquanto a encarava.

Desceu do palco e Emmett estava ali, o abraçando e dando tapas em suas costas. Ele o abraçou de volta e desviou o olhar de Isabella, olhando em direção a nada especificamente.

— Não acredito que a chamou, Emm. – Ele disse magoado e Emmett suspirou, não o soltando do abraço.

— Desculpe Edward. Eu estava conversando com Rose sobre você, ela me disse que tinha falado com Bella e ela apenas quis vir te ver. – Ele disse e Edward bufou.

— Eu não queria vê-la, Emm. Achei que soubesse disso. – Ele disse frio, se afastando de Emmett e voltando para o bar, se sentando em um dos bancos e pedindo uma nova dose de Bourbon.

— Foi lindo você tocando. – Uma voz feminina falou ao lado dele, e para sua surpresa – ou não – não era Isabella. Ele sorriu sem humor e se virou para a garota ao seu lado. – Meu nome é Elena, prazer. – Ela disse simpática e ele sorriu de volta.

— Edward. – Ele sorriu mais simpático. – E obrigado, eu não toco á um tempo. – Ele deu de ombros e ela sorriu. A mulher era linda, realmente. Tinha cabelos lisos até a altura dos seus seios e eles eram marrons. Seus olhos eram castanhos e seu rosto era bem delicado. Mas infelizmente, ele não conseguia olhar qualquer mulher e não compará-las com Isabella, e todas sempre perdiam pra ela.

— Isso é sério? Foi realmente maravilhoso, parece profissional. – Ela disse anima e ele sorriu mais abertamente.

— Obrigado, mas eu não sou realmente bom. – Ele sorriu de volta, bebendo a dose de Bourbon em um gole só.

— Estamos tentando nos embebedar? – Ela comentou divertida e ele riu rapidamente.

— Eu certamente tenho algumas coisas à esquecer. – Ele disse suspirando e ela o encarou.

— Um amor não correspondido? – Ela perguntou sorrindo de canto e ele fez uma careta.

— Você é uma vidente? Quanto custa para ler minha mão? – Ele perguntou divertido e ela riu.- Infelizmente sim. – Ele suspirou e ela sorriu triste.

— Eu sei como é, eu apenas vim aqui pra esquecer alguém também, mas a sua música acabou me deixando um pouco deprimida. – Ela disse divertida e ele riu.

— Me deixe te pagar uma cerveja e podemos dançar Macarena, assim da pra passar uma borracha nisso. – Ele sorriu e ela riu, então ele pediu duas cervejas e o garçom logo entregava aos dois.

— Um brinde aos amores que nunca teremos! – Ele estendeu a cerveja na direção dela, que estendeu de volta.

— Um brinde aos otários que perderam duas pessoas maravilhosas como nós. – Ela disse sorrindo e eles brindaram, bebendo um gole de cerveja.

— Atrapalho? – Antes que ele pudesse terminar de engolir, Isabella estava ali. Ele podia distinguir a voz dela dentre centenas de timbres diferentes. Terminou de engolir sua cerveja e a encarou. Ele poderia ser grosso e dizer a ela que estava atrapalhando, que ele estava conversando com uma garota legal e que ela deveria ir embora. Mas nada disso saiu de sua boca.

— Olá Dra. Swan. – Ele sorriu sem humor. – Elena, essa é minha chefe, Dra. Swan. Sou interno dela no hospital central. – Ele a apresentou formalmente, a fazendo piscar os olhos várias vezes em surpresa.

— Você é médico? Que maravilhoso! Eu sou médica no hospital infantil em Sand Point Way aqui em Seattle. – Ela disse animada, se virando para Isabella. – Como vai Dra.? Sou Elena Gilbert, prazer. – Ela disse simpática e Bella forçou um sorriso, pegando a mão estendida e a cumprimentando.

— Que coincidência. – Bella disse fingindo animação. – Edward foi encontrar justo uma médica nesse enorme pub, parece um grande carma não é, camarada? – Ela perguntou sarcástica. – Ou apenas você goste de doutoras. – Ela disse ainda debochada e ele riu.

— Na verdade não, eu apenas gosto de mulheres que não são covardes. – Ele disse rude e Elena pigarreou, rindo nervosamente.

— Eu vou falar com uma amiga minha, Edward. A gente se vê. – Ela disse simpática e ele sorriu, assentindo. Bella observou a mulher sair e revirou os olhos, se sentando no lugar que ela estava. Ele se virou para o bar e terminou de beber sua cerveja, pedindo outra.

— Não sou covarde. – Ela disse brava e ele riu sem humor, dando um gole na nova cerveja.

— O que faz aqui, Bella? – Ele perguntou bravo, a encarando.

— Vim ver você. – Ela deu de ombros e ele riu de novo.

— Você costumava visitar os caras com quem apenas fodia? – Ele perguntou rude e ela bufou.

— Isso realmente não vai dar certo, não é? – Ela perguntou cansada e ele bufou.

— Talvez não. Me desculpe não ser insensível. – Ele disse sarcástico e foi a vez dela de bufar, fazendo uma careta em seguida.

— Por que não pode ser simples? Por que você tem que complicar tudo? – Ela perguntou nervosa e ele se virou na direção dela.

— Eu não estou complicando, Bella. Por que VOCÊ não entende que eu estou apaixonado por você e isso é doloroso? – Ele disse triste e ela suspirou.

— Me desculpe não ser o que você procura. – Ela sussurrou e ele pegou a cerveja do balcão, deixando notas ali.

— Você realmente não é. – Ele disse frio, se levantando e andando pelo pub, procurando por Elena. Ele encontrou a mesa dela e se aproximou. Ela o encarou surpresa, mas logo sorriu.

— Posso me redimir te convidando para uma dança? – Ele perguntou gentil e ela assentiu. A cerveja foi colocada na mesa e ele acenou para a amiga dela, pegando na mão de Elena e a levando próxima ao palco. Psycho Killer dos Talking Heads começou a tocar e eles estavam no meio da pista, sussurrando a música e dançando no ritmo.

— Aquela era sua namorada? – Elena perguntou desconfiada e ele bufou.

— Ela quem me deu um fora, sim.- Ele revirou os olhos e ela riu.

— Ela pareceu ciumenta comigo ali. – Ela disse envergonhada e ele riu, se aproximando dela e tocando levemente um lado de sua cintura.

— Eu duvido que ela sinta algum ciúme. – Ele deu de ombros. – Mas me diga, médica, hm? – Ele perguntou sorrindo e ela sorriu de volta, apoiando uma das mãos no ombro dele.

— Pediatra. – Ela disse orgulhosa e ele sorriu. – E você é um interno? Quantos anos tem? – Ela perguntou desconfiada e ele riu.

— 26. – Ele disse apreensivo e ela fez uma careta. – O que? É tão mais velha assim? – Ele perguntou divertido e ela riu.

— Mais respeito, eu poderia ser sua avó. – Ela disse teatral e ele riu. – Faço 30 anos hoje. – Ela bufou e ele sorriu.

— Meus parabéns, caramba! – Ele disse animado e ela fechou a cara.

— Ganhei uma bela traição de presente de aniversário, isso com certeza vai ser memorável. – Ela comentou sarcástica e ele suspirou.

— Que merda! O que o canalha fez? – Ele perguntou bravo e ela bufou, o que o fez lembrar de Isabella. Ela ficava linda quando bufava, quando qualquer outra pessoa fazia isso era algo tão sem graça.

— Eu cheguei em casa mais cedo para comemorarmos e ele estava na nossa cama, com outro homem. – Ela disse magoada e Edward arregalou os olhos, a encarando de boca aberta.

— O que? – Ele perguntou alarmado e ela riu da cara dele.

— Sim, um fodido homem! E Deus, ele era o ativo. – Ela disse com cara de desgosto e Edward teve que rir, sendo acompanhado por ela, que gargalhava. – Eu estou rindo para não chorar aqui. – Ela disse e eles riram mais.

— Deus, isso é realmente chocante, desculpe. Você é uma mulher bonita. – Ele comentou e ela sorriu.

— O cara que ele estava pegando era um gato também. Talvez se eu deixasse a minha barba crescer... – Ela disse pensativa e ele riu.

— Não combinaria. – Ele fez uma careta e ela riu.

— Acha que não, cara? – Ela perguntou com voz de homem e eles riram juntos.

Edward só foi perceber que a música já era outra quando Bella tocou um dos seus ombros, fazendo ele se separar de Elena.

— Pode dançar comigo? – Ela pediu envergonhada, mordendo o lábio inferior. Ele suspirou e Elena se soltou dele, se aproximando de seu ouvido.

— Resolva o que tiver de resolver. – Ela sussurrou pra ele, que sorriu. Elena se afastou e Bella se colocou na frente dele, que prontamente a segurou pelos quadris e aproximou o corpo dos dois. Ela o abraçou pelos ombros e as bochechas deles se uniram. E nada nunca foi tão certo como tê-la ali. Quando ele finalmente parou para perceber, Far Away no Nickelback estava tocando, o que o fez rir sem humor.

— Essa música é ridiculamente propícia. – Ele bufou e ela sorriu triste, abraçando-o.

— Por favor me desculpa, Edward. – Ela disse com a voz trêmula, segurando o choro. – Só não seja frio comigo, por favor. – Ela pediu chorando e ele suspirou, a abraçando mais forte.

— Tudo bem Bella, desculpe. – Ele pediu triste e ela o encarou, mordendo o lábio inferior. Ele limpou uma lágrima do rosto dela e sorriu tristemente. – Somos duas bagunças, amor. – Ela assentiu triste e colou a testa na dele. Eles ficaram ali, dançando lentamente ao som de Nickelback.

“Believe it Hold on to me and, never let me go (Acredite nisso, se segure em mim e nunca me deixe ir)

Keep breathing (Continue respirando)

Cause I'm not leaving you anymore (Porque eu não estou mais te deixando)

Believe it Hold on to me and, never let me go (Acredite nisso, se segure em mim e nunca me deixe ir)”

Um sussurrou o final da música por outro e tudo se encaixou ali. Por mais que ele quisesse colocar um grande foda-se nisso, não era possível. Á essa altura, frente a tudo o que ele sentia, seria impossível deixa-la agora. E Bella, mesmo sendo uma covarde, também seria incapaz de deixa-lo agora. Por que sim, ela precisa dele. E sim, ela esta apaixonada.

Notas finais
comentem muitoooooo que eu tento voltar antes de sexta feira! Música do capítulo: Oceans - Seafret Beijooos