Entrei com a caixa de primeiros socorros no quarto de Finn que era parecido com o meu, a não ser pela bagunça de roupas jogada por todos os lados. Ele está deitado na cama como se arranhos e mordidas o deixassem impossibilitados. Me sento na cama e abro a caixa.
-O que achou do meu quarto? - Finn me pergunta.
-Organizado. - Eu falo ironicamente e ele ri.
-Você poderia me ajudar a arruma-lo. - Ele fala e eu reviro os olhos enquanto jogo um pouco de água oxigenada em um algodão.
-É uma oferta e tanto. - Eu falo e passo o algodão nos arranhões e ele geme. - Mas não, obrigada.
-Você já foi enfermeira? - Finn me pergunta e eu rio.
-Fui garçonete e ajuda os chefs quando eles se cortavam. - Eu explico.
-Garçonete hein! - Finn fala sorrindo. - Sexy...
-Se você considera servir mesas e ser humilhada publicamente quando as lideres de torcidas apareciam excitante, você tem sérios problemas... - Eu falo.
-Elas faziam isso com você? - Finn me pergunta.
-Sim... - Eu digo quando termino de limpar os arranhões.
-Sabe... - Finn fala e eu molho outro algodão colocando na mordida de seu braço, ele geme. - Eu poderia te ajudar a se vingar.
-O que? - Eu pergunto assustada e termino de limpar o seu braço me levantando. - Ah, não obrigada.
-Eu preciso recompensar você, por ter me ajudado. - Ele fala se levantando e vindo lentamente até mim.
-Não precisa. - Eu falo e bato as costas na parede.
-Que tal um jantar? - Finn me pergunta e sorri.
-Eu não... - Eu digo e ele se aproxima e pega meu queixo levantando minha cabeça para apoia-lo.
-Por favor. - Ele sussurra. - Sei que gosta de idiotas.
-Tudo bem. - Eu digo. - Agora me solta.
Eu o empurro e saio do quarto dele e ouço um "Isso!" e reviro os olhos.
Ah Deus, o que eu estou fazendo?