Notas iniciais
E ai gatas, mais um capítulo para vocês.
Férias chegando...
Não aguento mais minha faculdade, e só prova, prova e prova.
Mas de boa, vamos lá amores.
Boa leitura.
O resto do dia foi corrido, ganhei as outras duas provas que disputei e faltava apenas uma para levar a medalha. Eles decidiram adiar a prova final para amanha, então tinha o resto do dia livre. Troquei de roupa e fui encontrar com meus pais, minha mãe me parabenizou rapidamente e saiu para resolver uma emergência no trabalho, meu pai ficou, mas logo encontrou um amigo e começou a conversar. Sai dali e fui para a quadra ver como os meninos estavam e tentar encontrar Maíra, Aline ou ate mesmo a Anna. Vi eles treinando em um canto e sentei ali perto, para ter uma melhor visão do jogo. Eles eram os próximos a jogar e pegariam o perdedor do jogo que estava acontecendo. O time do Rio estava em campo, ou seja, Bernardo estava jogando. Ele estava se preparando para entrar novamente quando me viu. Ele abriu um sorriso e me mandou um beijo, e quando mando outro em resposta, ele levanta dois dedos e aponta para a quadra. Faço cara de paisagem porque não saquei o que ele quis dizer, só fui entender quando ele fez um gol e veio comemorando para o lado da arquibancada onde eu estava sentada. Ele parou na minha frente e gritou: "O primeiro já foi, só falta um". O grupo de meninas que estavam do meu lado quase teve um orgasmo só de ver Bernardo. Elas deram gritinhos quando ele veio aqui perto e me encararam com inveja quando ele saiu. Ah se elas soubessem...
Grito mais um pouco com o jogo e Bernardo faz o segundo gol, dessa vez só aponta para mim e faz um coraçãozinho. Só rio com isso, ele era muito bobo, Meus Deus.
_ Espero que ele esteja apontando para as meninas do seu lado. — diz Aline no meu ouvido me assustando.
_ Porra mô, assim você me mata de susto. Ta igualzinha a Maíra, saindo do além.
Quando falo isso, as garotas do meu lado me dão mais uma encarada, dessa vez era como se quisessem entender a situação toda.
_ Se não estivesse tão interessada no jogo teria me visto chegar.
_ Ah fala sério. É só o Bernardo. Lembra... De Cabo Frio...
_ Eu me lembro, encontrei com ele mais cedo, ele estava sentado ao meu lado enquanto eu estava escutando o discurso da Senhora Hernandez sobre como os jovens de hoje em dia estão se entregando as tentações carnais. — ela diz imitando a voz da nossa diretora. Eu tento, mas não consigo conter o riso. Ela me olha feio e cruza os braços.
_ Não tem graça. Aquela mulher me dá medo, consegui escapar dela com a ajuda do professor e vim te procurar, mas você esta ocupada vendo seu amiguinho jogar. – ela reclama fazendo biquinho.
_ Ei, — deito no colo dela. – Se você for ficar desse jeito eu vou fazer cosquinha. – digo assoprando sua barriga, ela se remexe tentando escapar. — Garota, ainda tem duvidas que eu te ame? Ele pode ser até bonito, mas não é você.
Ela se inclina e quase me beija.
_ Então você acha ele bonito? — ela pergunta e eu levanto exasperada.
_ Poxa Aline, ta de brincadeira né? — ela abre um sorriso e eu levanto uma das sobrancelhas.
_ Tudo bem eu te entendo. Também acho ele bonito... Muito bonito. — ela diz mordendo o lábio num tom provocativo. Filha da mãe, ela ta jogando comigo. Bom se ela quer brincar então eu vou entrar no jogo.
_ O que... Ah deixa para lá. — Me levanto e vou ate a porta que dá acesso à quadra, Bernardo estava ali perto e o chamo. Enquanto ele vem, olho para Aline que esta me encarando com uma expressão de curiosidade com um pouco de fúria, tento esconder o sorriso.
_ Hey. — ele exclama enquanto chega perto levantando a camisa para secar o rosto. Tento não repara, mas parece que meus olhos tem vida própria.
_ Ei, jogou muito. Eu até te abraçaria pelo bom jogo, mas você esta suado, então deixa para depois.
_ Ah para, é tudo água, depois é só entrar na piscina. — ele tenta me abraçar, mas fujo antes, rindo. Pego uma garrafinha de água que estava ali perto e ameaço tacar nele. – Ok, eu parei... – ele levanta as mãos num gesto de rendição, mas depois bagunça o cabelo que estava molhado e respinga em mim. — Estava vendo sua prova antes do jogo, amanha não tem para ninguém. Já ganhou.
_ Quem me dera fosse fácil assim. Mas gosto de coisas que me desafiam.
_ Também, e por isso que continuo jogando futebol. É desgastante, mas quando faço um gol é incrível e me motiva ainda mais.
_ Mas você parece se sair bem, fez ate dois gols.
_ De presente para você, cumpri minha promessa.
_ Foram mesmo para mim? As meninas do meu lado estavam mais interessadas neles. — digo para encher o saco dele, mas ele só ri e abre um sorriso.
_ Meu ego de conquistador está sendo massacrado por você, só que mesmo assim aqueles gols foram para você. Só não deixa sua mulher saber. — ele pisca , mas depois para e enruga a testa. — An, Falando nisso... Nanda, posso te perguntar uma coisa?
_ Pode.
_ Er... Você e a Aline brigaram?
_ Não, por quê?
_ Então por que ela ta quase se esfregando com aquele menino ali?
_ Onde... Merda.
Virei o rosto, mas desejava não ter olhado. Aline estava conversando com o primo de Diego. Era um cara que tinha entrado para substituir o primo, que tinha machucado o braço. O menino, vulgo Thiago, provavelmente não conhecia a historia por volta de nós duas, diferentemente do resto do time que ficavam alternando os olhares entre mim e Aline. Sorrio, mais por não acreditar que ela estava fazendo isso do que por achar graça, e vou ate lá perto. Paro do lado do Guilherme e falo numa altura suficiente para ela escutar.
_ Sabe Gui, gente imatura é foda. – ela vira o corpo todo ficando de costas para mim.
_ Oi? – ele pergunta ainda sem entender.
_ É, eu não entendo esse povo que só sabe PROVOCAR. Tá precisando de uma lição daquelas sabe.
_ Não sei qual é o problema, mas acho que essa tal “pessoa” não se dá conta que ta lidando com outra mais criança ainda. — Guilherme fala e me olha como se dissesse “não to a fim de entrar nesse joguinho”.
_ Ah qual e? Se não vai ajudar também não atrapalha. – digo indignada com ele por não me ajudar.
_ Toma trouxa. — escuto atrás de mim.
Me viro e olho para Aline que estava com uma expressão confiante, ao seu lado estava um Thiago muito sorridente. Vou ate perto deles, Aline da alguns passos para trás.
_ Meu amor, só te vejo atrevida assim uma vez no dia, e geralmente acontece mais tarde, quando estamos sozinhas. — ela pediu por tudo isso, só estou jogando com minhas armas.
Ouço alguns ruídos vindo de onde os garotos estavam, não tinha tantas pessoas ali então nem liguei muito de falar aquilo. Já ela parecia um pimentão de tão vermelha que ficou, toda aquela confiança que ela tinha sumiu. Abro um sorriso maroto e fico olhando para ela com ar de desafio, quem nos interrompe é o Thiago.
_ Boiei legal.
_ Vou te explicar, esse ser ai na sua frente... — aponto para Aline que me dá um olhar mortal. Vou dando mais alguns passos em direção a eles. – Ela é minha namorada, e ela ta fazendo um papel ridículo de pessoinha ciumenta revidando na mesma moeda. Então, meu caro colega, se eu fosse você tirava seus dedinhos dela agora, senão eu tiro para você.
Ele resmunga e sai de perto.
_ Para Nanda, que merda. Não precisava falar aquilo. Você que saiu para ficar admirando o tanquinho do Bernardo e eu só queria te provocar. Eu só estava brincando, não era para você ficar com raiva. Não precisava fazer isso e ameaçar metad... — a interrompo com um beijo. Ela me olha surpresa e abro um sorriso.
_ Calou a boca? Se você não ficasse tão fofa quando esta com ciúmes eu provavelmente estaria uma fera agora. Entendi seu recado. Prometo que o único tanquinho que vou admirar é o seu... Eu juro. — Digo cruzando os dedos e os beijando. — Já admirava, só que agora só tá provado PARA T ODO MUNDO ESCUTAR.
_ VÂO LOGO PARA UM QUARTO. – Grita Guilherme acompanhado de mais algumas vozes.
_ Cara, se eu não fosse tão louca por você, eu já teria te matado Fernanda.
_ Também te amo, coração. – digo dando um selinho nela. – Agora, se seu ataque de ciúmes acabou, posso curtir o jogo dos meninos ao lado da minha namorada linda, sexy e divertida?
Ela revira os olhos e segura minha mão me puxando para perto dos meninos.
_ Mano, elas são sempre assim? — pergunta Thiago
_ Sempre. — exclama o time todo em coro, acho que nem eles esperavam isso já que começaram a olhar um para a cara do outro e depois riram. Nós duas também nos juntamos a eles e depois fomos para a arquibancada quando o jogo estava para começar. Maira estava sentada na primeira fila gritando enquanto os meninos entravam na quadra.
_ Viu só amor, quero você assim amanha quando entrar na piscina. Motivação é tudo.
_ Se você fizer por merecer, quem sabe. — ela diz se sentando.
_ Ah molier, você faz o que eu quero e pron...
_ Vocês duas podem parar já. — Maira se vira para a gente, nos fazendo calar. — Prestem atenção no jogo ou vão para outro lugar.
_ Hum... Nojenta. — mostro língua e ela me encara friamente. — Ta bom, eu parei. E ai, cadê a Anna?
_ Acho que ela foi para casa, ela me disse que precisava conversar com os pais dela. A situação dela esta complicada.
_ Me sinto mal por ela, apesar de ter uma parte minha que acha certo. Eu sei que parece confuso e errado, mas... Para tudo existe uma consequência, ela sabe bem disso. — digo sentando ao lado de Aline e passando meus braços por seus ombros.
_ Mas pelo menos ela se arrependeu e pediu desculpas. — diz Aline
_ Foi um grande passo para ela, queria que ela tivesse se arrependido antes de ficar grávida. — Maira fala e se levanta num sobressalto. — GOOOOOOOOL.
Giovanni fez um gol e o ginásio todo vibra. Logo o assunto sobre Anna acaba e nos concentramos no jogo dos garotos. Eles ganharam esse jogo e mais um. E se classificaram para as semifinais.
O primeiro dia de campeonato acaba lá pelas 19h, dava para perceber a expressão de tristeza no rosto de algumas pessoas, enfrentar uma viagem e não conseguir boa pontuação deve ser entristecedor.
Meus pais me ligaram e pediram para convidar todos para ir a uma pizzaria. Eles e vamos cada um para sua casa se preparar. Ligo para Anna também, ela fica feliz pelo convite e diz que nos encontra lá. Meus pais já estão arrumados quando chego e, por um milagre, me arrumo em cerca de 30 minutos. Deixo meu cabelo solto e ponho uma das minhas blusas favoritas, era uma blusa do RED HOT CHILI PEPPERS antiga do meu pai, ele ganhou no primeiro show em que ele foi da banda, eu dei uma personalizada na blusa, cortei as mangas e um pedaço da gola, e coloquei pedaços de renda na lateral. E uma velharia, mas eu a adoro. Para completar o look coloco uma legging branca com riscos em metálico e uma sapatilha preta com spikes. Estava no estilo roqueiro e gostei do visual quando me olhei no espelho.
Bato na porta de Guilherme para chama-lo e quem abre é sua mãe.
_ Ei tia Ingrid.
_ Nanda, que bom te ver. — diz ela me abraçando.
_ Também tia, quase não nos vemos e olha que somos vizinhas. — ela ri junto comigo.
_ E o trabalho minha filha, e você nem vem aqui direito. Pode vir mais.
_ Vou sim, só que você ta sempre trabalhando. Olha nós estamos indo para uma pizzaria, por que não vem com a gente? Bom que põe o papo em dia com minha mãe.
_ Boa ideia minha filha. Estava pensando em aparecer lá por esses dias mesmo. Só vou trocar de roupa... Um minuto. Quer entrar?
_ Vou ir lá chamar o princeso do Guilherme.
Ela entra e vai para o quarto se trocar, enquanto isso eu vou ate o quarto de Guilherme. Abro a porta sem nem bater.
_ Posso saber o porquê de você ainda não estar arrumado?
_ Bater é bom sabia? — ele diz me olhando do espelho. Rio e me sento na cama dele.
_ Te falei que a gente ia sair às 20h30min. Já são 20:45 e você ainda ta arrumando o cabelo.
_ Eu tenho que deixar ele style. É muito importante.
_ O importante é você usar uma calca, não apenas essa sua cueca ai. — aponto para sua cueca de patinho, eu dei para ele no inimigo oculto do ano passado.
_ Essa cueca aqui é o meu charme, ela ajuda na sedução. Pergunta para a Maíra. — ele diz fazendo uma dancinha um tanto idiota. Reviro os olhos e me deito na cama dele e fico olhando para o teto, ali tinha algumas fotos e os pôsteres das suas bandas favoritas, conhecia aquele quarto inteiro como se fosse meu.
A mãe de Guilherme bate na porta alguns minutos depois,ela já estava arrumada enquanto ele mesmo estava calcando o tênis.
_ Cara, tu ta muito lerdo, sua mãe já ta pronta e você não.
_ Ah, me deixa quieto, ser irritante. To pronto, vamos? — ele pergunta fazendo uma reverencia barata em direção à porta. Comento um
aleluia e ele mostra a língua para mim. A mãe dele só ri já esta acostumada com nossas provocações. Meus pais adoraram a ideia de ela ir, minha mãe ate foi com ela no mesmo carro, meu pai só concordou e se contentou com a minha companhia e a de Guilherme.
Somos os primeiros a chegar à pizzaria, as duas chegaram logo depois. Escolhemos um lugar e juntamos algumas mesas. Maíra não demora a chegar, cumprimenta todo mundo e se senta entre Guilherme e eu. Aline chega junto de Giovanni. Meu pai adorava Giovanni, sempre adorou e deu um abraço nele, e é claro, na minha namorada também. Ela se senta ao meu lado e me da um beijo na bochecha.
_ Ei. — ela sussurra ignorando toda a conversa na mesa.
_ Oi. — digo pegando a mão dela.
Anna e a ultima a chegar, minha mãe me olhou de relance surpresa, só sorri e abracei Anna. Estava completa nossa mesa, a conversa rola solta e todo mundo estava feliz ali, Anna voltou a ser aquela de sempre, brincalhona e engraçada. Fiquei feliz de ver que ela estava conversando e brincando com Aline, eu ficava observando aas duas e pensando no quão impossível era a possibilidade que isso pudesse acontecer. O clima ficou bom ate certa parte da noite, Anna pediu licença e se retirou da mesa, achei estranha a atitude dela. Ela estava feliz ate alguns instantes atrás e agora, fechou a cara e saiu. Maira sacode meu braço e aponta para uma mesa em um canto atrás de mim, ali estava Marcos. Parecia que ele não tinha nos visto, mas Anna viu e com certeza deve ter reparado no fato de ele estar com outra menina.
_ Já volto. — falo saindo da mesa antes que alguém pergunte o por que. Vou ate o banheiro e procuro por ela.
_ Anna? Esta aqui?
Ouço um fungado vindo da ultima cabine. Vou ate lá e paro na porta.
_ Anna, fala comigo.
_ Não posso Nanda. E tão complicado olhar para ele, só tenho vontade de me jogar nos braços dele, mas como se nos dois nem conversamos mais... – ela funga e continua. — E ele também esta com outra. — percebo a dor nas suas palavras quando ela fala.
_ Me deixa entrar vai. — espero por algum movimento, como não acontece nada, tento de outra forma. — Um dia você teria que enfrentar isso. Você decide se vai ser hoje ou depois. Você não tem que cumprimenta-lo se não quiser, ele não nos viu. Não vou te forçar a ir.
Um silêncio se estabeleceu no banheiro. Não se ouvia nada, sentei na bancada da pia e fiquei esperando, algum tempo depois ela sai da cabine. Aquele ar feliz tinha evaporado, só ficando uma expressão de tristeza.
_ Nanda, você... Você acha que existe alguma chance de ele me perdoar e a gente voltar? — ela pergunta cabisbaixa.
_ Por que não? — respondo simplesmente, ela me olha como se fosse louca. — Se eu te perdoei por que ele não faria?
_ Sei lá, ele ta com outra garota, eu to grávida, e talvez ele nem goste mais de mim, pode ser que ele guarde remorso...
_ Pode parar, — eu interrompo antes que ela continuasse a falar e falar. — Você nunca foi insegura assim, não pode ter mudado tanto. Se tem algo que eu aprendi com você é que quando se quer algo, você corre atrás com todas as.forcas e não fica criando impedimentos,
"talvez isso... e se aquilo...". Se ele não quiser, parte para outra.
_ Você esta certa, só que é tão difícil. — ela se encosta ao meu lado colocando a mão na barriga. — Ele sempre falava de crianças, que a gente ia se casar, passar alguns anos viajando sem rumo e que, quando achássemos um lugar em que a gente se identificasse e gostasse, iríamos morar ali e aumentar a família. Três crianças e um cachorro, porque ele sabe que odeio gatos. — ela ri, mesmo que estivesse com lagrimas nos olhos. — Eu olhava para ele e falava “Quem disse que vou casar com você?", era só uma brincadeira. Tinha certeza que se ele me pedisse em casamento de verdade eu aceitaria sem pensar duas vezes. Ele me entendia de uma forma única. Eu nunca disse que o amava, mesmo que ele tenha me dito algumas vezes, e eu me arrependo. Depois que o conheci nunca mais pensei na minha vida sem ele, e de um dia para o outro, minha vida virou de cabeça para baixo. Eu o amo Fernanda. MERDA, EU O AMO. — ela grita. — Eu toparia ir morar embaixo de uma ponte, sendo que fosse com ele. Ele é o pai que eu queria para meu filho, um exemplo, não aquele pedaço de merda do Carlos.
_ Eu te entendo, — nesse ponto eu já estava emocionada, duas cascas grossas se derretendo. Quem diria... — e assim que me sinto em relação à Aline. Ela se tornou meu porto seguro, no meu futuro também me imagino com ela ao meu lado. Se você o quer, sai daqui agora e vai lá e diz isso tudo que acabou de dizer.na.cara dele.
_ Quer saber, você tem razão. — ela respira fundo e olhou para a porta decidida.
Quando ela deu passo, a porta do banheiro foi aberta. Era a menina que estava com Marcos, ela fica ao nosso lado, usando a pia. Anna olha para mim e depois para a garota, que percebe os olhares e nos olha como se fossemos malucas.
_ Algum problema? — a garota pergunta.
Anna parecia que ia fazer algum comentário sarcástico, mas eu falo antes dela.
_ Não, nenhum.
_ Mesmo? Então por que ela esta me olhando desse jeito?
_ Por nada. — Anna diz abrindo um sorriso. Ela volta a andar ate a porta, antes de sair olha para a gente e diz. — Você ate que e bonitinha, queria me sentir mal pelo o que vou fazer, mas não consigo me sentir assim.
E então ela sai, a menina olha para mim esperando alguma explicação, eu apenas dou de ombros enquanto descia da bancada.
_ Perdi algo? — ela pergunta para mim enquanto ia atrás de Anna.
_ Deixa para lá, se fosse você preparava para chamar um taxi, vai precisar.
_ Por que eu precisaria de um táxi. Vim com meu primo e...
_ Calma, você não esta namorando com o Marcos? – pergunto surpresa.
_ An... Não. Me mudei para cá hoje e ele estava me mostrando a cidade. Você o conhece?
_ Conheço, e aquela garota que estava aqui é a ex-namorada dele. Por isso ela estava te encarando, estava com ciúmes dele.
_ Por isso eu tinha a impressão que eu a conhecia de algum lugar. Bom, ela não precisa ter ciúmes, primeiro porque ele é meu primo e segundo... Bem, eu sou lésbica. — ela diz a segunda parte com toda a naturalidade. Gostei. — E meu primo ainda gosta muito dela, ele já me contou sobre ela varias vezes.
_ Legal, ela foi se declarar e pedir desculpas para ele. Por isso, já chamava um taxi, só por precaução.
_ Vou deixar eles conversando então. Bom, obrigada pela dica... — ela faz uma pausa, só depois me dou conta que tenho que me apresentar.
_ Fernanda.
_ Sou Nina. Algo me diz que, se os dois voltarem, vamos nos encontrar muito por ai — ela fala e entra em uma cabine.
Eu saio do banheiro e quando cheguei lá fora vi Anna sentada na mesa de Marcos. De onde eu estava não conseguia ver a reação de Marcos, ele olhou para trás na minha direção quando Anna apontou, eu apenas acenei com a cabeça e fui para a nossa mesa.
_ Poxa Nanda, tomou activia foi? — brinca Guilherme quando me vê.
_ Não, só tomo GREGO. É mais gostoso. — digo passeando os braços pelo pescoço de Aline, ela encosta a cabeça na minha barriga e eu beijo seu cabelo.
_ O que aconteceu? Anna passou correndo por aqui e foi direto para a mesa do Marcos. — Aline que pergunta, mas, pelo silêncio que estava na mesa, desconfiava que todo mundo também estava curioso para saber.
_ Convenci ela de ir lá falar com ele, ela só fez o que estava doida para fazer.
_ Mas...
_ Esqueçam ela, se quiserem saber mais vão ate lá e perguntem. — digo me sentando. — Quero sobremesa. Tem pizza doce e... — olho no cardápio, e advinha?! ... — An, e pizza doce. Acho que fico com pizza doce. Alguém mais?
_ Pra mim não, obrigada. — diz Ingrid, minha mãe também não quer. Dietas: acabando com os prazeres da vida.
Comemos e ninguém mais tocou no assunto Anna, apesar de todo mundo querer perguntar.
_ Vou embora com Marcos. — Ela fala andando ate a mesa se despedir, sua expressão não revelava se a conversa foi boa ou não. — Obrigada pelo convite, foi ótimo.
_ Ok, a prima dele já foi? – pergunto dando ênfase no
prima, querendo saber se ela ja sabia desse fato.
_ Já, ela foi na mesa se despedir. Foi embora de taxi.
_ E ai pessoal. — diz Marcos chegando perto da mesa. Ele cumprimenta os meninos com um toque, e acena para o resto.
_ Quem é vivo sempre aparece né Marcos. — diz Maira. — Você sumiu, tem tempos que não te vejo. Está ate mais gordo.
_ Aiai. Foi mal, o trabalho na firma triplicou e estava complicado ter uma folga.
_ Ahã, sei. — ela fala rindo.
_ To falando, moca. Vamos? — ele pergunta para Anna.
_ Claro, nos vemos depois. Tchau.
Todo mundo se despede dos dois, olho para eles saindo e o vejo pegando a mão dela, sorrio com essa atitude. Parece que alguém se deu bem.
Ficamos por ali por mais um tempo e depois fomos embora. Meus pais falaram que estava tarde e que Aline poderia dormir lá em casa. Eu não gostei nem um pouquinho... Imagina.
_ To morta. — digo caindo na cama.
_ Você nem fez nada menina, deixa de preguiça. — diz Aline trancando e se encostando na porta.
_ Vem me animar então. — digo abrindo um sorrisinho. Não preciso pedir duas vezes, ela já esta em cima de mim, me beijando intensamente. Desamarro o lenço que estava no seu cabelo, o deixando cair sobre nos, coloco uma mão nele e.a outra descendo pelo seu corpo.
_ Quero tentar uma coisa. — ela diz quando nos afastamos.
_ O que?
_ Levanta, fecha os olhos e coloca as mãos para frente. — ela pede e eu faço hesitante.
_ Não precisa ter medo, eu não mordo. — ela sussurra perto do meu ouvido.
_ Mentira, e meu corpo pode provar.
_ Não e nada que você não queira. Agora fica caladinha. — ela retruca. — E fecha os olhos.
A obedeço sorrindo. Ela puxa minha blusa e levanto os braços para ajudar, ainda sem entender direito. Sinto algo macio em volta dos meus pulsos, e também sobre meus olhos. Ela começa a passar as mãos pelo meu corpo.
_ O que você vai fazer?
_ Você vai ver, ou melhor, sentir. — fico nervosa e um tremor passa pelo meu corpo. Ela me senta na cama e tira minha sapatilha e depois minha legging.
_ Agora você vai esperar ai, já volto. — ela fala e ouço o barulho da porta e a voz de Aline perguntando algo. Fico ali sozinha tentando descobrir o que ela esta planejando. Não consegui pensar em nada. Alguns minutos depois ela volta. Ouço a barulho de zíper sendo aberto, queria ver o que ela estava fazendo. A cama afunda quando ela sobe, sinto sua respiração perto da minha boca e me arqueio tentando encontrar a sua boca.
_ Me conta o que você vai fazer, eu estou quase morrendo de curiosidade.
Escuto a risada dela sobre mim, ela deve estar adorando me ver assim. E então ela me dá um beijo. Quando eu tento aprofundar ela se afasta de mim, suspiro alto para mostrar minha indignação.
_ Se lembra do que falei mais cedo, antes da diretora nos pegar? — estava difícil me concentrar nas suas palavras enquanto ela passava sua mão pela minha barriga e me dava beijos pelo pescoço.
_ N-Não. — falo com a voz um pouco falha.
_ Pois bem, eu te falei que chegaria a vez em que eu me vingaria pelas suas provocações. Você foi uma menina muito malvada. Vou te mostrar como eu cuido disso.
_ Isso e um castigo. Vai fazer o que, me bater? – pergunto me segurando para não cair na risada.
_ Você vai ver...
Ela sussurra e abocanha um dos meus seios ou mesmo tempo que coloca a mão pela minha calcinha, me penetrando.
PUTA QUE PARIU...
Notas finais
É isso ai minhas lindas. Já sabem, voltei e os comentários também tem que voltar certo?
Leitores fantasmas, apareçam.
Nós vemos na próxima, Beijos.
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