Heart By Heart
8 Little darling, the smiles returning to the faces
Notas iniciais
_ Formando grupos de quatro pessoas. — diz a professora de inglês entrando na sala. Sentamos então, Maíra, Anna, e eu. Falta um, olho para Aline e vejo que ela já tem grupo então chamo Lucas para sentar com a gente.
_ Bom, — a professora continuou explicando — turma o trabalho é o seguinte. Cada grupo terá que fazer um tipo de comida. Vocês teram que fazer uma pesquisa sobre de onde vem o prato que vocês escolheram e colocar a receita em inglês. Depois irei fazer algumas perguntas sobre o desenvolvimento e ao fim da apresentação poderemos degustar aqui na sala. É para segunda. Podem usar o resto da aula para pensarem em pratos.
Lucas começa a fazer suas usuais brincadeiras de mau gosto. Ele diz que se recusa a participar porque cozinhar é coisa de mulherzinha, e seus amigos riem e acenam com a cabeça. Idiotas, só sabem pensar nos músculos e não fazem nada para trabalhar o cérebro. Ele e Anna começam a discutir, e quando ela ameaça colocar o pirulito que estava chupando em lugares não muito agradáveis do corpo dele, Lucas e os outros se calam.
_ An-ham. — ouvimos um limpar de garganta e nos viramos para ver a professora nos olhando com uma cara não muito amigável. — Senhorita Fernandes, acho bom controlar melhor suas palavras. — Lucas faz um barulho de como fosse rir e a professora lança um olhar para ele, que o faz encolher. — Você também Lucas. Acompanhem-me os dois, vou muda-los de grupo já que não conseguem conviver em paz.
Os dois se levantam e seguem a professora ate sua mesa.
_ Cíntia — ela diz e uma menina de óculos, com quem não converso muito, olha para ela — você poderia trocar de lugar com o machão aqui?
_ Sim senhora. — A menina pega suas coisas e vem ate nós e se apresenta animadamente. — Oi meninas, sou Cíntia. Sei que nós nunca conversamos, mas espero que a gente se de bem e...
Paro de ouvir quando ouço outro nome sendo chamado.
_ Aline querida, você também pode ir para aquele grupo no lugar da Anna?!
Os meninos do grupo de Aline protestam, mas ela diz algo que os cala. Pega seus matérias e vem até nossa mesa.
_ Ei. — ela diz olhando pra mim e depois para as meninas e abre um sorriso. — E ai, já decidiram o que vão fazer?
_ Ah, pergunte a chefe aqui — diz Maíra apontando para mim. — Eu não sei cozinhar mesmo. Prefiro ficar com a parte teórica.
_ Eu também prefiro. — Diz Cíntia.
_ É pelo visto sobrou para gente botar a mão na massa Aline. — digo rindo. — Só não garanto que sei cozinhar.
_ Não ligo de cozinhar, faço sempre em casa. E sobre você, aposto que sabe usar as mãos
direitinho. — diz e me da uma piscada. Sinto meu rosto esquentar e as meninas não entendem nada. Peco para ir ao banheiro e saio. Um pouco depois recebo um sms dela.
Você vermelha é muito fofa. Kkk Mas pensa muita besteira, falei aquilo na melhor das intenções.
Acho que você podia ter deixado a piscada de fora. Kk Tenho certeza que sim Line. Os meninos pareceram que não queriam que você saísse de lá. U.u
Sem ciúmes ook' kkkkk brincadeira. E claro ué, ali ninguém sabe cozinhar, só eu. Mas agora que tenho uma assistente...
Que assistente... Conheço nenhuma não...
Tá, tá sei. Mas que tal voltar para a sala. A propósito, você tá conversando comigo do banheiro?
Não né, to do lado de fora do banheiro. Mais precisamente, perto do bebedouro.
_ Mentirosa. — dou um pulo de susto quando ouço sua voz perto do meu pescoço. — Você está
encostada na porta do banheiro.
Ela diz e vai me empurrando pelo banheiro e tranca a porta.
_ E por ter mentido... — ela me encosta na porta e me beija. Não sabia o quanto queria um beijo dela, entrelacei minhas mãos no seu pescoço e a puxei pra mim. Separamos-nos quando faltou o ar e ela foi trilhando beijos até meu pescoço, quando viu o chupão de ontem à noite, deu um beijo e sorriu.
_ Digamos que eu não me lembro de ter feito isso. E não, eu não me arrependo.
E me beijou novamente. Fui colocando minhas mãos por dentro de sua blusa, arranhando suas costas. Ouvimos uma batida na porta e nos afastamos.
_ Espera um segundo — Aline grita e vira pra mim. — queria muito continuar, mas você vai ter que fingir que está com cólica. E tampe esse chupão.
Jogo o cabelo para frente e tento fazer uma cara dor. Aline, que ja estava se dirigindo pra porta, olhou para mim e começou a rir.
_ O que foi? — pergunto confusa
_ Eu disse para você fazer cara de dor por causa da cólica, não para parecer que tem um demônio dentro de você dançando ragatanga.
Mostro língua para ela e ela se volta para a porta. Quando abre, tem duas meninas e a surpevisora lá fora.
_ Até que enfim meninas. O que vocês estavam fazendo ai dentro? — a surpevisora pergunta para nós, enquanto aas meninas entram correndo no banheiro.
_ Desculpa Rosário — Aline começa — é que minha amiga aqui teve cólica e mal estava conseguindo andar. Trouxe ela aqui para jogar um pouco de água no rosto, de repente ela deitou no chão e começou a chorar. — ela faz aquela cara de inocente que faria me jogar de um precipício se ela pedisse. Ela era tão linda e só eu sabia o quanto disso é verdade.
— Não sabia como reagir diante disso, então fechei a porta para que ninguém visse o show dela lá dentro.
_ Você tá melhor agora? Quer pedir para sua mãe vir te buscar?
_ To melhor Rosário. — digo fazendo um pouco de mal estar.
_ Tudo bem. Podem voltar para sala. E menina, se a dor voltar, vá ate minha sala. Pela sua cara, essa sua cólica parece ser das piores.
_ Obrigada.
Ela espera a gente se afastar e vai para sua sala. Quando viramos o corredor começamos a rir. Rimos tanto que realmente comecei a sentir dor. Voltamos para a sala e nos sentamos, a professora estava conversando com uma turma e nem notou nossa presença, já as garotas nem tanto.
_ Por onde vocês estavam? — Maíra perguntou.
_ Ué gente, acredita que tinha uma menina no banheiro que estava quase agonizando de tanta cólica.
Elas riem. Decidimos fazer uma torta de banana e logo o sinal bate. Graças a Deus hoje e sexta, combino de sair com Aline para comprar os ingredientes mais tarde. Aline vai embora e sobramos nos três lá fora esperando Guilherme sair.
_ Vocês estão bem amigas né — comenta Anna deitando a cabeça no meu ombro.
_ Sem ciúmes Anna. — digo e rio. — Ela estava comigo ontem quando tudo rolou, a gente conversou e nos demos bem.
_ Com quem você se deu bem? — pergunta Guilherme chegando até nos.
_ Com Aline. A gente vai fazer um trabalho juntas. — Diz Maíra enquanto Guilherme senta ao seu lado no muro.
_ An, ta andando bastante com ela né.
_ Você também não né Gui. Gente, ela e só minha amiga e ela é muito legal. Deviam tentar conhecê-la.
_ Eu a conheço muito bem, não tenho nada contra essa amizade, mas é que até ontem vocês nem conversavam, agora are em festa de família já foi e dormiu na casa dela.
_ Isso não tem nada a ver gente. Cara, ela gosta de TMI! Isso já é um ponto para virarmos grandes amigas. E Guilherme, como você sabe que dormi na casa dela? Não comentei com você.
_ Eu contei para ele ontem. — diz Maíra sem jeito. — Ontem ele passou lá em casa, depois que saiu da festa e me contou do que rolou. Ele estava comigo quando te mandei a mensagem.
Olhei para Anna que também não parecia saber desse detalhe. Olhamos para eles com aquela cara de “HUUUM". Hoje, tinha percebido que eles estavam muito juntos na hora do recreio, fora os olhares que eles davam um para o outro durante o tempo que estavam juntos, eu estava muito concentrada na Aline pra ligar os pontos. Acho que não foi apenas eu que tive uma boa noite.
_ Meninas, é... Vamos andando então?! — diz Guilherme mudando de assunto.
Começamos a andar de volta pra casa enquanto Anna e eu, ficamos enchendo o saco dos dois.
_ Tinha me esquecido do quanto vocês são chatas. — Diz Maíra e Anna vem tentar abraça-la, só que ela sai correndo, se despedindo da gente e a outra vai atrás.
Olho pra Guilherme rindo e vejo seu rosto. Ele ta evitando meu olhar e essa e minha confirmação que rolou algo ontem.
_ GUILHERME LAMBERTUCCI DE FREITAS! O que você fez? — pergunto fingindo uma cara brava.
_ Tá eu confesso. Eu fui lá ontem e a gente acabou ficando.
_ Aleluia heim. — digo e ele olha pra mim confuso. — É que ela gosta de você Gui, e como o idiota que você nunca percebeu.
_ Por que você nunca me disse nada Nanda? Eu também gosto dela, mas sempre achei que ela fosse afim do Daniel.
_ Ta de brincadeira né. Podia ter me falado, eu dava de cupido. Mas você sabe que ela é menina pra namorar, não é um pente e rala igual essas outras vadiazinhas por ai. — ele me olha assustado e eu rio. — eu manjo das coisas filho. Agora é serio não a machuque, senão eu e a Anna vamos aparecer na sua casa à noite a meia noite e chutar o Alfredo.
_ Colocar meu X Box no meio é sacanagem, você sabe né. Mas nunca iria fazer isso com ela, ela é tão linda, inteligente e gente boa. Ontem, nem ligou de chamá-la na madrugada e me tratou super bem. Eu a vi lá, conversando comigo e nem pensei direito e a beijei. Foi maravilhoso. Ta isso ficou muito meloso.
_ Ih tá apaixonado, tá apaixonado. – digo batendo com o meu ombro no seu.
_ Vamos logo Cupido. – ele ri e me puxa.
Fomos andando até em casa e nos despedimos na porta. Quando entro em casa, vejo que tem alguém me esperando, sentado na sala...
Notas finais
Mesmo esquema - Reviews = Izzy very happy
Tchau, beijos
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