Heart By Heart

40 And now it’s time to build from the


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês amores. Cara, eu to me sentindo mal pelos comentários, juro que não é por querer. Só estou aqui humildemente escrevendo a história... E outra, vocês são muito dramáticas e de dramática já basta eu. kkkkkkkk' brincadeira, chorem mesmo faz bem. A música do capítulo é It's Time do Imagine Dragons. Eles são foda, sem mais.

"So this is what you meant?

When you said that you were spent?

And now it’s time to build from the

Bottom of the pit"

Ano novo, vida nova. Fui passar as férias de janeiro no Rio, eu precisava me distrair e Bernardo me chamou. Dessa vez fiquei num hotel, fui a vela já que Anna foi com Marcos, e Maira com Guilherme. Passei boa parte dos dias na praia junto com os garotos da banda, eles eram muito engraçados e meus amigos se deram super bem com eles. Finalmente conheci a Hellen, a irmã de Bernardo. Trocamos alguns truques na guitarra, ela me deixou tocar o que foi um milagre, segundo Bernardo. No fundo eu achava que ela que ela estava interessada em mim. Ela era bonita... Ta, ela era linda, mas sei lá, não sei direito o que eu quero.
Na sexta feira resolvemos fazer uma festa na praia em frente à casa de Eduardo, tipo um luau. Com direito a decoração e tudo. O Edu chamou algumas garotas que estava andando pela praia para se juntarem a nossa comemoração.
Bebida e musica foram rolando soltas. Mais tarde o pessoal resolveu fazer uma rodinha de musica.
Eu fiquei responsável pelo violão enquanto o resto ficava cantando. Cada vez mais Hellen se aproximava de mim, toda vez que ela arredava para mais perto, Maira me dava seu olhar de HUUUUUM clássico, eu apenas ignorava e voltava a me concentrar em tocar. De repente virou a sessão amasso, quando todo mundo se "distraiu", eu fui andar pelos rochedos que tinha por ali.
_ Por que você esta fugindo de mim?
_ Quem disse que eu estou fugindo?
Olho para a loira que estava se aproximando de mim, o vento chicoteava seu cabelo pelo rosto dela. Me sento e deixo a garrafa de Vodka ao meu lado.
_ Bom, parece. Sabe meu irmão é afim de você.
_ Eu sei. Ele já me disse.
_ Sabe o que mais? Eu o entendo totalmente. — ela passa as mãos por minha coxa, alisando aquela área.

_ Eu não sei se quero ser entrar nesse joguinho dos dois.

_ Que jogo...

Ela parecia não entender, bom não seria em quem explicaria. Eu não falo ou faço nada, só fico olhando para frente. Ela então empurra meu corpo para trás e se senta em mim. Seu vestido levanta, mostrando alguma parte de sua calcinha branca. Ela se inclina na minha direção e morde minha orelha.
_ Você sabe que e só por hoje, não tem cobrança depois. Se você disser que não quer eu levanto e a gente volta para lá.
Só por hoje... Afasto a cabeça dela com as mãos e então a puxo para mim. Era diferente do beijo de Aline... Por que estou me lembrando dela agora?
Passo minhas mãos por suas costas, desfazendo as amarras de seu vestido. Ela estava sutiã, o que deixava seus mamilos livres. Virei deixando ela por baixo na areia, olhei para seus mamilos, eles eram fartos e duros, tratei de colocar logo um na boca. Ela arqueava as costas a cada chupada e beliscada que eu dava, seus gemidos saiam baixinho. Subi novamente tomando sua boca, a cada toque da sua língua na minha era um estimulo a mais para tomar essa garota ali mesmo na praia. Mordo e puxo seu lábio quando me separo dela. Seus olhos verdes me encaram com desejo e fogo.
_ Você é bem safadinha heim. — ela comenta abrindo um sorriso.
_ Você não faz ideia do quanto.
E então volto a beija-la...
Acordo mais tarde com o barulho de conversa e do mar, próximo de onde eu estava. Eu abro os olhos e me deparo com metade da visão branca e a outra metade azul. Aos poucos vou me lembrando de onde estava, vejo a garrafa de Orloff jogada por ai e me apoio nela para poder me sentar. Ouço um murmúrio e olho para o lado. Eu desejava ver aqueles cabelos castanhos, mas só vi o loiro do cabelo de Hellen. Felizmente estávamos devidamente vestidas. Me levanto e vou para a casa, meu celular toca, era uma mensagem das garotas querendo saber onde eu estava. Falo para elas que já estava chegando, e começo a caminhada de volta para o hotel. Minha cabeça estava zonza, ainda bem que o hotel era pertinho. Maíra já estava tomando café no lobby quando eu cheguei, ela fica me observando enquanto eu sento e bebo um copo cheio de suco.
_ Que cara. Dormiu bem? — ela pergunta de um jeito tanto sarcástico.
_ Agora não, Maira. Eu preciso de um banho primeiro. Cadê os outros?
_ Anna e Marcos foram andar e seu amigo esta apagado lá no quarto. A gente veio embora algumas horas, eu tentei te chamar só que você tinha sumido... E a Hellen também.
_ Ta, eu fiquei com ela. E dai? — pergunto derrotada.
_ Eu apoio, serio mesmo. Eu acho que você demorou ate muito.
_ E, talvez. — eu só queria acabar com esse assunto. Pego um pão e me levanto. — Vou subir, você vem?
Ela nega e então eu vou para o meu quarto. Agora, debaixo do chuveiro, dava para pensar. Eu tinha acabado de passar a noite com uma garota gostosa em cima de mim e eu só conseguia pensar na minha ex. Se não fosse por sua ex você provavelmente não ia querer essa garota em cima de você...
Afasto esses pensamentos, da minha cabeça. Eu estava tentando... Estava mesmo, mas quando se tanto de outra pessoa em você era difícil apenas esquecê-la.
Passo o dia andando pela cidade com Maira, Guilherme estava de ressaca então nem veio. Quando estávamos voltando, passamos na casa de Eduardo para a gente se despedir do pessoal, nosso voo era à noite.
Todo mundo ficou boquiaberto quando Hellen se aproximou de mim e me deu um beijo... Tipo, beijão.
_ Nos vemos qualquer dia... — ela sussurra antes de se afastar. Bernardo nos encarava com uma carranca.
_ Pois e playboy, parece que sua irmã mostrou que é melhor que você... De novo. E agora no jogo em que você dominava. — Escuto Eduardo zoando Bernardo enquanto fechava o portão e ia para dentro com o resto da turma.
Combinei com Maíra de ela não falar nada sobre o beijo que Hellen me deu, tudo o que eu não queria era de incentivos diversos dos meus amigos.
De volta para BH, comecei a me preparar para a faculdade de Psicologia. Eu prometi a minha mae que iria entrar, e como não tinha outros planos, aceitei depois de pensar muito. Já que eu não consigo me entender, quem sabe eu consigo ajudar os outros.
O ruim de construir sonhos e planos com outra pessoa e que se um dia ela se for, eles já não tem tanto significado. Quando eu falei que eu fugiria com Aline, eu estava falando muito serio, eu não hesitaria nem um segundo. Mas agora... Eu ainda tenho vontade de viajar por até, mas o ressentimento e o medo que cresceram em mim só me fazem ficar aqui, parada e nessa vida pacata e normal.
Conheci um garoto na faculdade. Como e de costume, tem a Calourada no primeiro dia de aula. A minha sala e invadida por diversos alunos que explicam como funciona, e depois cada um escolhe um calouro e faz suas travessuras. O líder deles, um moreno alto, me escolheu. Ele era bonito, seus traços leves davam um charme a mais para ele, seus cabelos estavam presos dentro de um boné virado para trás.
Eles nos levam para fora, nos fazem tirar os sapatos e rasgam nossas roupas. Baldes de tinta foram derramados em cima da gente e fomos obrigados a sair na rua e conseguir alguns abraços, o calouro que conseguisse mais ganhava 100 reais.
Como eu nunca ganhei nem bingo de igreja, e claro que não conseguiria abraçar alguém. Fiquei parada em um canto aceitando minha derrota. Juan, o meu "tutor", tenta me convencer a ir, mas não tem muito sucesso. Ele então me oferece uma carona. Que cavaleiro, me suja de tinta e depois me deixa sentar no banco do seu carro.
Nos acabamos conversando e nos demos super bem. Durante a semana seguinte ele usou boa parte do seu charme para tentar me conquistar. Talvez fosse isso, vai ver eu preciso de uma companhia masculina para tirar Aline da minha cabeça.
Pois e, não foi. Acabei me relacionando com ele, meus amigos o adorando e meio que adotaram ele na nossa turma, mas eu não conseguia me envolver daquele jeito de novo. Eu já não comentava mais sobre Aline, mas no fundo eu sei que eles sabem que eu não superei totalmente.
Nas aulas estávamos estudando expressões e sentimentos, meu professor pediu para escrevermos um texto sobre nossos sentimentos. Tentei escrever algo alegre e feliz, mas meu estado de espírito não ajudou, eu estava me sentindo uma merda. Era dia 05/10... Nós estaríamos completando um ano de namoro. Já dava para ter noção de como saiu:
"Sonhos que foram construídos e em menos de um segundo conseguiram ser destruídos. Foi assim que aconteceu comigo. Construí sonhos que hoje foram acabados. Mas já era de se imaginar. Você fazia parte destes sonhos. Fazia não, ainda faz. Você fez com que eles se desmoronassem a partir do momento em que me deixou. Agora, posso lhe dizer que não tenho mais nada. Pois você não está aqui. Tudo o que eu tinha como sonho era você. Mas como a vida é injusta comigo, ela fez com que eu te perdesse. E agora tenho apenas a mim mesma. O fato é que ela, está querendo abrir meu olho. Me mostrar que eu não necessito de você parar viver. E é isso que eu tenho que colocar em minha cabeça e em meu coração. Posso dizer que não acredito que meus sonhos tenham se acabados totalmente, ainda há 5% de chances de ele um dia poder se realizar. Mais não importa quanto machuca essa vontade de te ter comigo, essa vontade de fazer mais sonhos que nunca vão ser realizados. Posso parecer idiota, tola ou o que for mais eu preciso disso, preciso sonhar. Prefiro sonhar e ter um mundo fora dessa realidade do que sofrer e não ter para onde ir. Diga-me que lembra de tudo, que lembra dos nossos sonhos juntos e que ainda pensa em nós, diga-me também que não esqueceu de tudo que passou. Eu preciso ouvir isso para que tudo volte a ser como antes. Está ouvindo o barulho da chuva? Ela está caindo cada vez com mais força. Meus olhos estão inchados, andei chorando muito. Eu queria saber aonde nós se perdemos, ou aonde o amor foi parar? O meu continua, aqui, intacto. Mas e o seu? Será que ainda existe? Ou aliás, será que ele existiu um dia? Eu segurei durante muito tempo todo esse peso em minhas mãos, e agora meu amor, eu estou desistindo de você. Não foi o amor que acabou, nem nada. Eu só bem — suspirou ela — cansei de sofrer. Me perdoa, ok? Por tudo, ou por nada apenas me perdoa. Talvez por não ter sido mulher o suficiente pra você, é eu concordo. Eu sou muito infantil para aprender a amar. Eu tentei fazer de tudo, pra que nós déssemos certo, mas o meu “tudo” não foi o suficiente. Sabe, eu andei deslocada, excluída, deixada de lado e isso me matou aos poucos. Eu estou destruída, e isso ninguém percebe, entendeu a minha dor agora? Eu não estou te culpando e nunca irei culpar, a culpa não foi de nenhum dos dois, ou foi, talvez tenha sido minha, só minha. Nesse momento eu estou precisando de um abraço mesmo que seja por dó, por pena, não importa mais. A vida passa, momentos passam, porém alguns amores ficam, alguns amores permanecem e machucam, machucam trazendo dores, dores que não querem ir embora. Porque dói ver a pessoa que você ama envolvida nos caprichos de outro. Mais tudo bem, eu desisti mais eu continuo te amando. ”
Pelo visto os amigos de Juan que frequentavam as aulas iniciais contaram sobre o meu showzinho super dor de cotovelo.
Nos terminamos no mesmo dia, e ele me chamou de superficial e falou que eu estava brincando com os seus sentimentos. Então ta... Estou ligando tanto...
Minha vida se resumiu nisso, casos rápidos. Apenas distrações para um coração que já tinha dono. Bernardo finalmente aceitou conversar comigo, eu expliquei tudo para ele e a gente voltou a conversar. Ele ficou de vir me visitar qualquer dia...

"This road never looked so lonely

This house doesn’t burn down slowly

To ashes, to ashes"

O bebê de Anna nasceu, é um garotão. Nickolas é o nome dele e ela em chamou para ser madrinha. Ele é a coisa mais linda que já vi, um pequeno milagre. Ver ele me faz lembrar do que poderia ter acontecido se eu não tivesse barrado Carlos naquela noite... Graças a Deus aquele pedaço de merda foi preso. Se eu encontrasse com ele na rua não sei o que faria.

Os amigos de Guilherme estavam precisando de uma cantora, eu me dispus a cantar.
Algumas pessoas me encontraram depois do show e falaram que me conheciam.
Me lembrei ainda daquela maldita carta, mais precisamente o ultimo parágrafo.
"Eu pedi o vídeo de você cantando para Daniel e fiz.o que qualquer pessoa que acredita em você faria, postei..."
Vou correndo para o computador e pergunto a cada pessoa que via online se elas tinham o link desse vídeo. Algumas pessoas me mostraram e me elogiaram. Enquanto eu ouvia o vídeo, ficava olhando para a pulseira que Aline tinha me dado. Eu falei que aquela garota iria me matar, só não sabia que iria doer tanto.
E então já era fim de ano novamente. 1 ano tinha se passado e nem uma noticia dela.
Arrumei um estagio na prefeitura na parte da tarde, e a noite eu cantava com os garotos pelo bares de BH. De vez em quando nos fazíamos shows fora, não pude deixar de esperar que Aline aparecesse em um que nos iríamos fazer nos arredores de Curitiba. Eu ate considerei a ideia de ir atrás dela, mas eu não.saberia nem por onde começar. A capital paranaense era grande e precisaria de muito tempo para procurar, e eu só tinha um final de noite.
Aos poucos minha vontade de viajar foi despertando novamente. Eu via fotos e procurava informações de lugares que gostaria de ir. Eu já teria tudo pronto para o dia em que eu decidisse ir embora, nem que demorasse tempos.
Então, em um belo dia eu simplesmente acordei. E quando digo acordar, quero dizer no modo literal. Eu comecei a me perguntar o que eu estava fazendo naquela aula, naquela faculdade. Eu estava trabalhando em um escritório, o que não era minha cara. A única parte que eu gostava era da parte da noite, em que eu cantava, mas mesmo assim ainda não era o que eu queria.
Ah, isso iria mudar. A velha, mas diferente, Fernanda Betcher voltou...

"Right to the top

Don’t hold back

Packing my bags and giving the

Academy a rain-check"

Notas finais
E ai, curtiram? Eu estava brincando, podem chorar eu deixo. kkk E a propósito, eu nunca escreveria um texto tão foda como aquele. Eu queria agradecer a Lari Morato, uma grande amiga minha, que me deixou usar o texto dela. Eu achei que se encaixava perfeitamente. Muito obrigado mesmo, guria. Ate mais, beijão.