Heart Attack

5 The feelings got lost in my lungs


Notas iniciais
Olha quem voltou rapidinho!!! Muito obrigada pelos comentários meus amores, finalmente alguns leitores fantasmas começaram a aparecer em kkkkkkkkkk... Boa leitura!

Estava dentro do meu carro olhando pro nada, eu havia me atrasado pra escola e como minha primeira aula era álgebra eu decidi ficar aqui fora mesmo. Minha mãe saiu pro hospital com a promessa de que conversaríamos assim que ela chegasse, acho que ela percebeu que algo está errado.

Eu não parava de encarar as mensagens no meu celular, eu deveria ir encontra-lo? Minha cabeça dizia uma coisa, mas meu coração dizia outra. Eu sabia que ele estava sofrendo, eu também estava e ir encontra-lo poderia significar viver algo incrível, mas caso tudo desse errado, o que na maioria das vezes acontece, ir encontra-lo só machucaria mais ainda a longo prazo.

Avistei um livro no banco de trás do carro e me virei pra pega-lo, quando vi qual era, sorri. Crepúsculo.

—Olha só Bella, eu que sempre ri de você, falando o quanto você era boba por estar se apaixonando por um cara que mal conhecia, estou pagando a língua agora. Acho que eu encontrei o meu Edward, embora ele seja russo e não seja vampiro.

Olhei pro lado e vi que um pessoal do primeiro ano passava ao lado do meu carro me encarando e dando risada. Imaginei a cena que eles estavam vendo, uma garota dentro de um carro falando com um livro, isso não parecia a coisa mais normal do mundo. Com certeza não. Saí do carro bem na hora que o sino pra segunda aula tocava, me apressei pra sala da professora Kirova (finalmente, hoje eu não iria faltar à aula de artes), assim que entrei na sala dei de cara com o demônio: Natasha Ozera, prima do Christian. Meu deus do céu, só o que me faltava, essa diaba não estava em um intercambio não? Será que nem na França conseguiram aguentar ela?

—Rose, querida. Que bom te ver! –Ela sorria com a maior cara de nojo do mundo, como alguém pode ser tão falsa? –Você não estava em um intercambio? Achei que tinha me livrado de você. –Agora a minha vida voltaria a ser um inferno, ai meu pai. –Sim, eu estava. Voltei semana passada. –Ela ignorou a minha segunda frase de proposito, mas eu nem me importei com isso no momento. Como assim semana passada? –Como assim? Eu só estou te vendo na aula hoje.

Eu estava confusa e nervosa, muito nervosa. Vacasha, como eu a chamava era uma pedra no meu sapato, ninguém gostava dela, com exceção do Chris é claro. Lissa a aturava por ser prima do seu namorado, Eddie gostava de ser educado com todos e Mia não estava nem aí pra presença dela, mas eu, eu a odiava, desde quando nos conhecemos ela tenta fazer da minha vida um inferno pessoal. Ela quer tudo o que eu tenho, o que eu acho ridículo, já que ela é podre de rica, tem pais que a amam. Ela tem tudo o que uma pessoa pode sonhar, mas insistiu em pegar no meu pé, desde então nós vivemos em constantes embates, pra evitar tanta discussão eu acabei me afastando um pouco do pessoal, já que ela sempre estava com eles.

Alheia aos meus pensamentos ela sorriu cínica pra mim:

—Se você comparecesse as aulas de artes já teria me visto aqui semana passada querida. Ou ainda se você tivesse aparecido no pátio na hora do intervalo.

Eu ia dar uma resposta bem Rose Hathaway pra ela, mas a professora entrou na sala e eu resolvi evitar outra confusão e me sentar calmamente no meu lugar. Acho que essa era a única aula que tínhamos juntas, melhor assim. Não aguentaria ter que olhar pra essa vaca toda hora. Assim que Kirova começou a aula eu peguei o meu celular discretamente, por que Lissa não me contou que a cobra tinha voltado?

“Ei, da próxima vez um aviso seria legal sabe. Eu não vim pra escola preparada com o meu veneno pra cobras.”

Um tempo depois senti o celular vibrando.

“Vejo que já encontrou a Tasha, desculpa, é só que você andava tão nervosa esses dias que eu não quis te irritar mais com a noticia.”

Suspirei e resolvi deixar pra lá, eu realmente estava irritada com a Tasha, não era justo eu descontar em Lissa. Meu Deus, e ainda tinha esse tal encontro com o Dimitri. Saí da sala perguntando pro mundo se tinha como ficar pior, o mundo provavelmente riu da minha cara e mostrou que podia sim.

—Ei pequena Rose. –Mais essa meu Deus. Olhei pra trás e me deparei com o loiro de olhos azuis. –Adrian, eu tô ocupada, tenho que ir pra aula. –Falei isso e continuei o meu caminho pra aula da professora Karp, logo o senti segurando o meu braço. –Sabe benzinho, pensei que nós podíamos nos divertir hoje, estou com saudades. –Soltei o meu braço e o encarei nervosa. –Adrian, nós não temos nada, a gente ficou ok? Mas foi só isso.

Quando eu me preparei pra me virar novamente o senti me puxando pelo braço com mais força dessa vez.

—Qual é Rose, para de bancar a difícil. –Ele ia ganhar um tapa e não ia demorar. –Adrian, para com o show. O único motivo pra você estar atrás de mim é porque eu te dei um pé e não o contrario, você tá acostumado a dispensar as meninas e não a ser dispensando, isso tudo é orgulho ferido coração, supera. –Ele parecia realmente nervoso agora e senti o aperto no meu braço se intensificar ao ponto de começar a machucar. –Tudo isso é por causa do seu novo amiguinho não é? O tal russo, pois fique sabendo Rose que ele já tem uma nova amiga também.

Adrian disse isso e soltou meu braço, caminhou calmamente pelo corredor enquanto eu com o coração acelerado tentava entender o que tinha acontecido. Ele nunca havia sido agressivo com ninguém e que historia é essa de amiga do Dimitri?

—Rose?

Me virei e vi Eddie me encarando preocupado.

—Oi Eddie, não te vi chegar. –Ele se aproximou de mim. –Tudo bem? –Sorri da melhor maneira possível pra ele, não deixaria transparecer que estava abalada. –Sim, tudo. Eu tava indo pra aula, você também vai pra aula da senhorita Karp agora não é? –Ele acenou positivamente e começamos a andar.

—Então, eu queria saber como você está, você sumiu, não sentou com a gente no intervalo essa ultima semana.

Droga, Lissa tinha razão, todo mundo havia percebido. Eu não podia contar pro Eddie sobre o Dimitri, ele era meu amigo, mas isso era muito pessoal, Lissa sabia por que era como uma irmã pra mim. Logo me lembrei da Tasha e resolvi usar essa desculpa.

—Ah, você sabe Eddie, a Tasha voltou e entre nós duas vive saindo faísca, então eu acho melhor evitar.

Sorri pra Eddie e vi que ele ia me repreender por estar evitando ela, mas não conseguiu, pois chegamos à sala e a senhorita Karp esperava os alunos na porta.

A aula passou rapidamente, acho que isso se devia ao fato de literatura ser a única matéria que eu realmente gosto. Fora que a senhorita Karp é a melhor professora do mundo. Por uma hora eu consegui esquecer os meus problemas amorosos, Adrian e Tasha. Mas assim que o sino tocou eu me vi presa neles novamente, decidi que hoje ficaria na sala fazendo uns exercícios atrasados, só a menção de pisar na biblioteca e ver Dimitri me esperando já me deixava nervosa, eu sei que ele marcou pro final da aula, mas mesmo assim.

Eu passei o intervalo inteiro me dividindo entre resolver exercícios de geografia e pensar no que Adrian havia dito. Uma nova amiga de Dimitri, será que ele estava falando de Lissa ou Mia? Pelo o que eu sabia ele ainda estava andando com os meus amigos.

Bufei

Aquilo estava me deixando nervosa e eu ainda não tinha decidido se ia vê-lo.

O resto da aula se passou normalmente e a cada minuto eu me via mais nervosa. Ia ou não encontra-lo? Ouvir a cabeça ou o coração? Assim que o sinal tocou eu gelei, arrumei calmamente os meus materiais e quando percebi que estava no corredor, estaquei. Pra um lado estava a biblioteca, pro outro estava a saída da escola.

Resolvi enfrentar as coisas e lentamente caminhei até a biblioteca, quando cheguei à porta, respirei fundo e entrei. Lá estava ele, há essa hora a bibliotecária já tinha ido embora, então estávamos sozinhos. Quando ele me viu soltou aquele sorriso maravilhoso e meu coração acelerou, mas Dimitri logo voltou pra sua expressão séria.

—Rose, nós precisamos conversar. –Respirei fundo mais uma vez e me aproximei dele, ele estava encostado em uma das prateleiras, parei e fiquei cara a cara com Dimitri. –Sobre o que quer conversar? –Ele me olhou exasperado e no fundo dos seus olhos eu conseguia ver tristeza. –O que eu te fiz? Quer dizer, porque você se afastou de mim? –Eu não sabia o que dizer, eu não sabia nem o que pensar. Aquele cheiro de pós-barba dele estava conseguindo me tirar do eixo. –Você não fez nada, é claro que não. E eu não me afastei de você, eu precisava de um tempo pra mim, às vezes eu tenho isso sabe?

Vi que agora ele respirava fundo, Dimitri se aproximou lentamente, e eu comecei a fazer o mesmo, ele era como um imã que me puxava pra ele. Logo senti a sua respiração no meu rosto e sua mão acariciando os meus cabelos.

—Rose. –Foi a única coisa que saiu da boca dele, boca essa que agora estava muito próxima da minha, eu já podia sentir o gosto da respiração dele e fechei os olhos esperando pra sentir os seus lábios nos meus. Eu sabia que não deveria estar fazendo isso, mas com ele tão perto assim, eu perdia completamente a capacidade de pensar.

—Dimitri, você tá ai? –Nos afastamos rapidamente um do outro e eu logo senti o desgosto no meu coração. Era a voz daquela vaca. Dimitri me olhou sem graça e se afastou do armário. –Oi Tasha, to aqui.

Ela se aproximou com um sorriso enorme que morreu rapidamente quando ela me viu, porém eu sabia que a Vacasha não iria deixar transparecer isso, então logo o sorriso estava de volta no rosto daquela cobra. Ela parecia ainda mais animada.

—Ai, eu to tão feliz, falei com o pessoal da secretaria e consegui mudar o meu horário das aulas de química, agora vamos fazer dupla um com o outro. –Ok, eu acho que a minha cara deveria estar meio engraçada agora, algo entre pânico e confusão. Vi que Dimitri sorriu levemente pra ela, ainda parecendo constrangido. –Isso é ótimo Tasha.

Ela se ergueu e o abraçou e logo ele passou os braços em volta da cintura dela. Ok, aí já é abuso com a minha paciência. Saí da biblioteca de fininho, antes que eles se separassem e corri pelo corredor em direção ao estacionamento. Entrei no carro e sai pisando fundo, não pensei em nada, só dirigi na direção do bosque que eu costumava ir com minha mãe antes da vida dela ficar tão corrida no hospital, nos sentávamos em uma clareira e ficávamos admirando o céu e as arvores, aquele era o meu cantinho feliz.

Assim que cheguei à entrada do bosque, parei o carro e saltei dele, fui em direção à clareira e somente quando me deitei na grama macia permiti que minha cabeça se focasse em algo. Minha mãe só voltaria depois das sete, então eu tinha um tempo aqui.

Parecia que todos aqueles sentimentos estavam presos no meu pulmão, não me deixando respirar direito, sentia meu coração pesado.

“Então quer dizer que a Tasha é a amiga da qual o Adrian havia falado.”

Notas finais
Esse capítulo foi tiro, porrada e bomba com o aparecimento do Adrian e da Tasha em. E a Rose com essa crise de ciúmes? Mereço comentários gente? Talvez alguns favoritos( favoritem pra deixar essa humilde autora feliz)... Bjjjjjjjjjjjjjjs!!!