He fell in love with her best friend
6 Capítulo 6
Notas iniciais
– Amizade colorida? Pedro Ramos o que você anda bebendo? – fiquei incrédula
– Eu estou tentando preservar nossa amizade esquentadinha, Não quero confundir os sentimentos – ele tinha uma certa razão
– Pê isso de amizade colorida é coisa de filme, não existe essas coisas –fui tomada pela insegurança
– Nós podemos fazer dá certo, não sei se consigo ficar tão próximo de você sem querer te beijar – ele me fitava
– E se tudo isso piorar, e se nós nos machucarmos? Não quero te fazer sofrer, nem quero ter eu coração destruído outra vez – havia tristeza em meus olhos
– O que mais me doeria era te ver sofrendo daquela forma outra vez, quando a Bianca e Duca começaram a namorar era horrível te ver com esses olhos azuis tão tristes, cheios de magoa e dor
– Vamos esquecer tudo isso por um tempo, vamos ser apenas Pedro e Karina outra vez – me aproximei lhe dando um abraço apertado, como eu precisava daquele abraço
– Você tem razão, isso pode piorar tudo e não vou colocar nossa amizade em risco por um desejo adolescente – ele retribuía o abraço ainda mais apertado – algumas lagrimas caíram involuntariamente de nossos olhos
– Pê não chora, assim eu não aguento – disse tentando conter meu choro
– Promete que vai ficar tudo bem? – enxuguei seu rosto
– Prometo. Você promete que vai estar sempre aqui, que não vai me abandonar?
– Claro que sim, não te largo mais – ele disse, secou meu rosto e me deu um beijo na testa
– Obrigada moleque, não sei o que seria de mim sem você
– Verdade, quem ia te fazer sorrir e te deixar menos mal humorada? – ele riu irônico
– Besta! Agora preciso ir, antes que seu Gael coloque a CIA atrás de mim
– Vou contigo até a porta da sua casa, depois vou pegar a pirralha no shopping
– Ok, saudades da Tomtom. – fomos até a minha casa
– Boa noite, até amanhã. Vê se não atrasa pra aula – disse
– Boa noite esquentadinha, vê se deixa de ser mandona e se cuida
– Pode deixar senhor – nos despedimos, ele foi embora e eu subi rezando para não encontrar com meu pai, não suportaria ter que dar explicações
Pra minha sorte o meu pai não estava em casa, provavelmente estava com a Dandara. Aproveitei e fui para o meu quarto e só sairia de lá no dia seguinte
***
Pov Narrador
Mais uma semana começava, Pedro e Karina apesar do desconforto por tudo o que viveram nos últimos dias fizeram o possível para manter a amizade a mesma. Se encontraram com João e seguiram para o colégio, os garotos sempre desligados ficaram a aula toda questionando Ka sobre as matérias. Enfim o sinal tocou e eles foram cada um para suas atividades. Karina estava cada vez mais focada, mesmo não tendo o consentimento do mestre ela lutaria por seu sonho. Pedro e João passaram a tarde na Ribalta entre aulas de canto, dança, e ensaio da Banda.
Pov João
– Ôh Pedro, bem que a gente podia fazer alguma coisa né? Minha mãe só quer saber do professor de briga e tá um saco lá me casa
– Ih cara, nem tô sabendo de nenhum agito do pessoal lá da Ribalta. As festinhas de lá são as melhores
– Pensando seriamente em ir na próxima
– Vale a pena meu amigo
– Agora falando sério, liga pra Ka e vamos nem que seja no cinema
– Será que a senhorita certinha vai querer sair?
– Liga logo cara
Ligação on
Karina: Pê?
Pedro: Oi Ka, o Jonny tá aqui me enchendo pra gente sair. Quer ir com a gente?
Karina: Pra onde vocês vão?
Pedro: Estávamos pensando em ir ao cinema
Karina: Pode ser, vou falar com o pai
Pedro: Ih, ainda tem isso. O mestre cruel
Karina: Para vai, ele tá até bonzinho depois que o namoro com a Dandara tá dando certo
Pedro: Passamos ai para te pegar, vai amansando a fera (risos)
Karina: Ok, até já
Pedro: Beijos
Ligação off
Pov Narrador
Em alguns minutos João e Pedro chegam à casa de Karina, foram recebidos pelo olhar ameaçador de Gael. A menina estava pronta, recebeu um milhão de instrução do pai que avisou que os pegaria no shopping assim que acabasse o filme para que não voltassem sozinhos. E lá foram os três, rumo ao shopping, o filme que eles adoram estava em cartaz “Jogos Vorazes: A Esperança”. Assim que João se distraiu o guitarrista foi todo atirado pra perto da esquentadinha, e falou baixinho no seu ouvido: você está maravilhosa, sabia? Recebeu um olhar tímido e um tapa da lutadora. Chegaram ao cinema e conseguiram a última sessão, foram lanchar e dar umas voltas até dar o horário da sessão.
Pov Pedro
Eu sei, não deveria provoca-la daquela maneira, mas era involuntário. Ela toda linda, com aquela calça justinha, aquela bundinha empinada, ai esquentadinha tá difícil ser seu melhor amigo viu.
– Pedro, para. Se o João percebe alguma coisa, se meu pai sonhar mata eu e você – ela disse com cara de brava quando o Jonny saiu para comprar um hambúrguer
– Ai Ka, foi mal. Não resisti a implicar um pouquinho contigo, adoro sua carinha de brava – eu bagunçava seus cabeços
– Idiota
– Gente, quanto tempo ainda temos até começar o filme? – Jonny chegou perguntando
– Uma hora mais ou menos, dá tempo de comer e passar na loja de CD’s
– Única coisa inteligente que disse a noite toda moleque – ela havia entrado no joguinho de implicância
– E a esquentadinha está de volta – brinquei
– Ela sempre esteve aqui – ela deu uma risada sarcástica
– Vocês hoje hein, quanto amor – João falava balançando a cabeça e comendo seu hambúrguer
– Vem coisa esquentadinha, vamos comprar alguma coisa pra comer
– Nossa que cara gentil Jonny, tô impressionada
Fomos até o subway, compramos sanduiches, um refri e um suco. Com esse lance de campeonato tá toda focada no treino pesado e nada de comer besteira. Realmente a senhorita certinha do ano é a Ka. Quando voltamos para a mesa João já estava impaciente com a nossa demora, mulher é indecisa até para escolher comida, se bem que a esquentadinha nunca vou de ter essas frescuras.
– Nossa até pra comer vocês são complicados, que demora, meu Deus
– Calminha Jonny, tava se sentindo sozinho foi gato – passei a mão em seus cabelos
– Vocês, sei não hein. Vou shippar
– E as gatinhas da Ribalta perderam, o guitarrista agora é meu – rimos os três como idiotas
– Vamos parar de viadagem e comer se não perdemos a hora do filme, e eu ainda quero passar na loja dos CD’s fofas
– Ih, Karina irônica – recebemos um tapa da maluca
Terminamos de lanchar, fomos a loja de CD’s, cada um que quisesse comprar mais que o outro. Compramos alguns CD’s e seguimos para o cinema, o filme começaria em alguns minutos. Uma hora e meia de filme, João e Karina estavam com os olhos vidrados e eu ria observando-os, foi divertido, ficou claro naquele que nossa amizade não havia sido afetada, apesar de tudo ainda éramos os melhores amigos do mundo e isso me trouxe um sorriso largo no rosto.
Ligamos para o mestre cruel que foi nos buscar, ele sempre com aquela cara de que arrancaria nossas cabeças. Quando estávamos indo para casa, lembrei que tinha uma novidade ótima para contar
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