He fell in love with her best friend
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Pov Narrador
Pedro e Karina ainda por medo de comprometer a amizade, entraram em um tipo de amizade colorida, era algo tão natural e sem cobranças que ambos não se imaginavam com mais ninguém. Mas o olhar estava começando a entregar, os amigos e familiares começaram a fazer piadinhas de como eles era um casal lindo e Tomtom, irmã do guitarrista apelidou o casal de Perina. A lutadora e o musico continuaram negando que existia algum sentimento além de amizade, coisa que nem eles acreditavam mais.
***
Passaram-se algumas semanas e já era época de carnaval. Gael e Dandara anunciaram o noivado na semana anterior Karina, Bianca e João apesar de não gostarem da ideia de morarem juntos, apoiaram a decisão do casal. O mestre e a professora de canto aproveitaram o carnaval para fazer uma viagem só os dois, já que seus filhos estariam no acampamento com os alunos da Ribalta e os lutadores de Gael. O mestre sempre levava seus lutadores para acampar na floresta da Tijuca, na pedra do índio. A academia ficou sob os cuidados de Duca já a Ribalta, com Edgar e Lucrécia viajando ficou com Nando no comando.
Assim que o casal embarcou, seus alunos seguiram para a pedra do índio
***
Chegaram ao local, organizaram a área em que montariam o acampamento. Os garotos armaram as barracas e as meninas prepararam o “almoço”, um macarrão instantâneo super elaborado. Quando o sol já estava se pondo Duca, Marcão e Zé resolveram acender a fogueira que em pouco tempo já estava cercada por músicos, bailarinos, lutadores e aspirantes a ator e atriz, todos cantavam “Céu Azul” em uma só voz acompanhados pelo som do violão. A galera foi se dispersando, entre cantar e tocar, dançar e alguns lutadores que começaram a brincar de “Quebra de braço” formando uma roda entre eles, com algumas meninas gritando e fazendo apostas. Após o jantar, todos se prepararam par dormir. Bianca que ia dividir a barraca com a irmã resolver ir dormir juntinho do namorado, deixando a lutadora sozinha. Pedro ia dormir na mesma barraca que João, mas ao saber que a esquentadinha ia ficar sozinha teve a ideia de escapar do meio da noite para fazer com companhia a menina
Pov Pedro
A Karina ia dormir com a Bi, mas como ela preferiu a barraca do lutador minha esquentadinha ia dormir sozinha, tive a ideia de ir até a barraca dela quando todos estivessem dormindo. Com tanta gente em volta eu tinha que manter a pose de melhor amigo, as vezes minha vontade era de agarrar ela ali na frente de todo mundo. Como eu queria poder gritar pro mundo inteiro que aquela mulher era minha, ou quase. Aproveitei que ela estava sozinha e fui fazer a proposta
– Minha esquentadinha, vai dormir sozinha hoje. Quer companhia?
– Safado, se quiser ser mais discreto já pode viu
– Calma linda, estava pensando em ir ficar contigo quando todos estiverem dormindo. Imaginei que quisesse companhia
– Já está todo mundo falando da gente, é Perina pra cá, Perina pra lá. E se alguém te vê na minha barraca Pê?
– Eu digo que tinha um bicho na minha e eu fui lá te chamar para matar – ela riu alto
– Tá bom, mas depois não reclama quando a galera ficar nos zoando
– Até mais tarde minha esquentadinha linda
– Maluco, tira esse sorriso bobo do rosto – fiz uma careta para ela e fui trás do Jonny
Encontrei meu amigo viciadinho no maior amasso com a Pri, o que era ótimo assim ele não ia sentir minha falta quando eu fosso ficar com a Ka
– Grande amigo, como a noite está linda hoje
– Linda né, a noite ou a lutadora que você tava pegando?
– Acho que as duas cara, a Pri é mó gata, além de saber tudo sobre games e ser muito gente boa
– Tá gamado colega, quem diria. A tia Dandara vai adorar a novidade
– Digamos que é sim meu amigo, e a minha mãe não precisa saber de nada ainda
– Vocês ficaram no dia do show da Galera da Ribalta?
– Pior que não, levei ela em casa, trocamos telefone e marcamos de jogar qualquer dia
– A min toda gatinha e você pensando em jogar Jonny?
– Nesse caso eu estava mais interessado em ficar sozinho com ela
– Isso Jonny, representou
– Falou, gora vou ficar com a minha lutadora que é melhor – desejei poder fazer o mesmo, mas inda tinha que esperar
– Poxa gato, não me abandona. Nosso caso é antigo – Jonny riu e me mandou um beijo
***
Todos já estavam em suas barracas, alguns arrumaram uma barraca “amiga” para dormir juntinho. João provavelmente estava nesse meio, devi estar com a Pri e eu não via a hora de estar com a minha esquentadinha
Pov Karina
Agora que todos já estavam em suas barracas, o acampamento estava apenas com algumas luzes acesas e a fogueira havia sido apagada, aqui estou eu tentando ler um livro enquanto meu guitarrista não chega, mas minha cabeça só tem ele espalhado. Eu estou com muita saudade mesmo, mas foquei minha atenção no livro para o tempo passar mais rápido e acabei cochilando
– Nossa, nem para me esperar acordada esquentadinha – fui acordada por ele que me enchia de beijos por todo o rosto e pescoço
– Você demorou guitarrista, comecei lendo um livro e acabei adormecendo
– Você fica linda dormindo, sabia! Demorei por que estava esperando o Jonny, mas ele achou lugar melhor para passar a noite. Deve tá na barraca da Pri
– Quanto tempo eu dormi para acordar e o João tá pegando alguém?
– Deve ser esse ar puro todo que afetou aquele cabeção – ela deu uma gargalhada gostosa
– E se ele voltar antes de você?
– Não vai não, relaxa Ka. Agora vem cá que eu estou carente de beijo, tô com saudade, saudades do seu beijo, seu carinho, seus cafunés – eu ri
– Ai que drama, nós não nos desgrudamos nas últimas semanas Pê
– Mas eu tô com saudades e pronto – ele me envolveu pela cintura e selou nossos lábios, em alguns segundos havíamos começado uma guerra de línguas que nenhum venceria, nos separamos quando o ar se fez necessário. Nossos beijos foram se intensificando e eram carregados de desejo, nos deixamos levar, sem perceber Pedro já estava em cima de mim e eu arranhava suas costas, ele me apertava contra seu corpo, a sensação é de que íamos nos fundir. Num rompante de coragem arranquei sua camisa, não estava mais respondendo por mim. Não havia nada que eu já não tivesse visto desde o dia em que o ajudei a tomar banho quando ele estava bêbado, mas cada curva do corpo dele me encantava. Pedro trocou de lugar comigo, me deixando por cima dele que agora apertava minha bunda com força e enchi meu pescoço de beijos e chupões as vezes
– Não deixa marca, peloamor – disse entre beijo e caricias
– Vou tentar – ele disse voltando a me beijar.
Nossos corpos se encaixavam perfeitamente, parece que fomos feitos para nos completar. Estava claro o desejo que sentimos um pelo outro
Pov Pedro
Era quase impossível pensar no que estava acontecendo, eu e a esquentadinha naquela barraca e tudo o que podia acontecer, tive um certo medo a princípio mas depois perdi o controle da situação. O pedrão estava todo animado já, ele pulsava de desejo, agora Karina era quem me torturava, mordia minha orelha, dava leves chupões no meu pescoço e arranhava minhas costas me deixando maluco de tanto tesão. Ela podia sentir meu amigo completamente excitado junto ao seu corpo, vi ela estremecer ao senti-lo. Como que por um instinto ela desceu a mão até ele e começou a massageá-lo por cima do jeans, não pude conter e gemi baixinho em seu ouvido
– Ka não faz isso comigo
– Fiz alguma coisa errada?
– Não, tá maravilhoso e esse é o problema
– Problema?
– É esquentadinha, o problema é que eu não sei se consigo segurar a onda
– Vamos devagar, me avisa se eu te machucar – ela continuou o que estava fazendo
– Pê, você sabe né que eu nunca fiz isso com ninguém
– Claro que sei, te conheço melhor que ninguém minha linda. E saiba que comigo não é diferente – apertei suas coxas a trazendo para mais perto do meu corpo, ela com toda delicadeza desabotoou minha calça e eu estremeci, tanto de medo quanto de tesão. Nos beijamos ternamente e minha mão falava por si, explorava cada parte de seu corpo malhado. Quando eu passei meus dedos de levinhos sobre sua intimidade ela cravou as unhas em mim e gemeu baixinho. Para minha surpresa ela voltou sua atenção para a calça desabotoada e fez sinal pra que eu a tirasse, ainda em choque tirei a calça ficando apenas com uma box branca, que deixava o volume do meu amigo em evidencia. Colamos nossos corpos outra vez, fiz uma trilha de beijos até a alça da regata, a olhei como se num pedido para tira-la, ela apenas sorriu e assentiu com a cabeça, fiquei com cara de bobo olhando seu corpo, eu poderia ficar ali pra sempre
– Nossa, como você é gostosa – pensei alto
– Pedro – ela disse numa repreensão envergonhada
Comecei a depositar beijos ternos em seu colo e em toda sua barriga. Percebi sua tensão quanto onde aquilo ia parar e voltei a colar nossos lábios. Meu amigo estava cada vez mais excitado e Karina voltou a massageá-lo, dessa vez com mais intensidade, não consegui conter um gemido, por fim ela colocou a mão dentro da box branca libertando o meu amigo que latejava, ela começou a fazer movimentos leves de vai e vem com a mão, aumentando a velocidade, eu estava boquiaberto com tudo aquilo. Quando eu estava chegando no meu ápice e vi que não aguentaria, me afastei imediatamente
– Te machuquei? – ela me olhava espantada
– Não, é que eu estava quase
– E por que se afastou assim?
– Não queria te sujar. Agora é a minha vez – fui até o cós do short e ela apenas assentiu, coloquei minha mão dentro do short, e comecei a massagear seu clitóris por cima da calcinha, senti que ela ficou molhadinha então coloquei a mão dentro da calcinha e comecei a fazer movimentos circulares estimulando seu clitóris e em segui desci os dedos até sua vagina, colocando um devagar para não lhe causar dor. Ela cravou as unhas em mim assim que sentiu-o dentro dela, após acostumar com a sensação coloquei mais um e comecei a movimentar num “entra e sai”, ela mordeu o lábio inferior tentando conter o gemido
– Esquentadinha você está me deixando maluco – tomei seus lábios e a beijei ferozmente
– Então vamos acabar com essa tortura, vem – ela disse próximo eu meu ouvido me dando uma mordidinha
– Eu não posso, não aqui, não sem antes te dizer e te mostrar algumas coisas Ka – nos desvencilhamos
–Então diz Pê – ela falou manhosa
– Amanhã, quando a galera for fazer trilha – me afastei dela procurando minha blusa e jogando para que ela a vestisse
– Sério que chegamos até aqui e não vamos até o fim?
– Você merece o melhor, não sabe o quanto é difícil pra mim parar aqui – vesti minha calça e deitei ao seu lado
– Juro que não te entendo Pedro Ramos, achei que você quisesse
– E eu quero, muuuito. Depois você vai entender, agora vem deita aqui pertinho de mim
– Tudo bem, só porque adoro dormir abraçadinha contigo – ela sorriu, me deu um beijo breve e se aninhou em meus braços
Comecei a fazer cafuné nela, cantarolando uma música qualquer à fazendo rir toda vez que eu desafinava. Então ela adormeceu, não podia mais negar, eu me apaixonei pela minha melhor amiga, e não existe mais ninguém no mundo que me complete como ela. E para ela eu darei todo o meu amor
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