He fell in love with her best friend
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Pov Pedro
A Ka ficou acariciando meus cabelos até que adormecemos. Fui acordada no meio da noite pelo choro da esquentadinha, ela nunca chorava e isso me deixou apavorado.
– Ka, Karina acorda. Por favor, é só um pesadelo – disse enquanto a sacudia na cama
– Pê? – ele me olhava confusa, om o rosto molhado pelas lagrimas
– Eu tô aqui minha linda, não chora. Estava tendo um sonho ruim? – agora era minha vez de cuidar dela, a abracei forte
– Estava sonhando com a minha mãe, eu não a conheci mas posso dizer que sinto falta dos seus carinhos. As penso como tudo seria diferente se ela estivesse aqui – algumas lagrimas escorreram pelo seu rosto
– Não fica assim, por favor. Não sabe como me dói, sou musico, meu coração é sensível – disse enxugando as lagrimas que teimavam em cair
– E onde quer que ela esteja, ela te ama muito e tem muito orgulho de você esquentadinha – tive que abraça-la novamente
– Obrigada moleque, não estou acostumada com ninguém cuidando de mim. Você não sabe como me ajudou hoje – ela disse apertando minhas mãos contra seu peito
– Amigo é para essas coisas mesmo, vou sempre estar aqui pra você. Afora seca esse rostinho lindo e me dá um sorriso – ela sorriu assim de lado
– Deita aqui, vou te colocar para dormir assim como você fez comigo – ela se aninhou em meu peito e não consigo explicar, mas tudo o que eu queria era protege-la de todo o mal do mundo
***
Pov Karina
Acordei com o sol que invadia o quarto em meu rosto, me encontrei ainda aninhada nos braços do meu melhor amigo. Ele foi maravilhoso comigo ontem, aquele abraço era meu lugar seguro depois do abraço do meu pai. Ele já havia me consolado outras vezes, me deu maior força com a história do Duca, mas dessa vez foi diferente.
Tentei levantar sem acordar o Pê, mas não consegui
– Bom dia bonitinha, tá melhor? – ele dizia coçando os olhos ainda sonolento
– Bom dia moleque, tô sim e obrigada por ontem – deu um beijo em sua testa e corri para o banheiro, tomei banho e fui fazer café. O Pedro sempre acorda morto de fome
***
– E ai, tá com fome?
– Sempre esquentadinha, o que você fez?
– Fiz omelete com bacon, vem comer – sentamos a mesa
– É, até que não tá ruim. Agora já podemos revezar quando ficarmos até tarde estudando lá em casa – agradeci e fiz cara de orgulhosa
– O que vamos fazer hoje, já pensou? – falava enquanto comia
– A Tomtom queria que eu a levasse no parque, cê quer ir com a gente? – meus olhos brilharam
– Adoro parque, quero sim. Além de eu amar sua irmã – terminei o café e fui correndo tomar banho
– Vou me trocar antes que o mestre chegue e me veja assim – ele ainda estava usando o short do papai e sem camisa
– Me arrumo rapidinho, só vou tomar banho
***
Pov Pedro
Chegamos na minha casa, fui tomar banho e deixei Karina e Tomtom no maior papo calcinha. É incrível como essas duas se dão bem. Eu achei que amava a Ka como uma irmã, mais nos últimos dias percebi que eu jamais olharia para minha irmã da forma como tenho olhado pra esquentadinha e ontem ela toda frágil, chorando, não sei mexeu comigo.
– Pronto senhoritas, podemos ir! – falei entrando no quarto onde as duas conversavam sobre coisas diversas
– Partiu, quero só ver você nos brincados Pê – Tomtom disse já me zoando, eu sempre passo mal
– Seu irmão é um frouxo pequena, vamos acabar com ele hoje – Karina falou toda animada
– Meninas deixem só eu ligar pro Jonny antes de a gente ir. Não vou deixar o cara o dia todo com o mestre cruel e a tia Dandara se pegando – peguei meu celular e liguei para ele
Ligação on
– Fala maluco
– Jonny parceiro, vamos para o parque?
– O que a falta de mulher não faz, parque em pleno sábado
– estou levando a Tomtom e a Ka vai com a gente. Larga de ser chato, ou preferi ficar ai com o Gael e a sua mãe na maior pegação?
– Considerando as opções encontro vocês lá
– vlw, flw
Ligação off
Estávamos na praça esperando um táxi, quando Bianca e Duca se aproximaram
Pov Karina
Eu, Pedro e Tomtom estávamos na praça esperando um táxi, quando Bianca e Duca apareceram
– Irmãzinha, acordada a essa hora. Que milagre para um sábado – Bi disse assim que chegou ao meu lado
–Oi Bi, é que eu vou ao parque com a Tomtom, o Pedro e o João
– E cadê o sem noção?
– Ei, achei ofensivo. Não fala assim do Jonny, ele vai encontrar a gente lá – Pedro disse com a cara feia
– Bom, vou passar em casa para trocar de roupa. Tô indo à praia com o Du – minha irmã disse e logo se foi
– Bi, avisa pro papai onde eu estou – gritei para ela que fez sinal de positivo com a mão e entro em casa
Logo o taxi chegou e seguimos para o parque. Eu parecia uma criança, adorava aquilo tudo, toda a adrenalina, os carrinhos de algodão-doce e pipoca, aquele cheiro, tudo ali me fascinava
– Quero só ver se você vai arregar hoje. Dá última vez que viemos você só queria ficar no carrossel e ainda passou mal. Hoje não vai ter moleza – eu e Tomtom batemos as mãos
– É Pê, hoje vamos acabar com contigo – ela ria
– Vamos parando vocês duas, olha o Jonny ali – apontou para João que caminhava em nossa direção
– Fala rapaziada, tudo certinho? – o filho de Dandara chegou nos cumprimentando
– E aê – falamos em uníssono
– Maninho, como sobreviveu ao meu pai e a sua mãe?
– Já marquei novas sessões com minha analista – nós rimos do exagero de João ao relatar os fatos
– Vem gente, vamos entrar – Tomtom nos arrastava para dentro do parque
Pov narrador
Ao entrarem no parque cada um que dissesse em qual brinquedo queriam ir primeiro. João e Tomtom queriam ir no bate-bate, Karina queria ir na montanha russa e Pedro só falava em ir comprar algodão-doce.
– Vem João, vamos no bate-bate enquanto esses dois decidem o que vão fazer
– Partiu pequena – lá se foram os dois
– Então Ka, vamos lá comigo comprar algodão-doce e depois a gente vai nesses brinquedos da morte que você tanto quer, prometo — a lutadora sorriu e seguiram para o carrinho de algodão-doce
– Moço me vê ai quatro algodão-doces por favor – Pedro pediu e recebeu um olhar de Karina
– Quatro? Que fominha você viu! – olhava espantada
– Não é só pra mim besta, tô comprando para todo mundo – o garoto responde impaciente
– Tá bom senhor atrapalhado. Deixa eu te ajudar – cada um levou dois algodão-doces e foram encontrar João e Tomtom
– Voltamos! Toma, um pra você Jonny e outro pra você maninha – entregou os algodões e seguiram para outro brinquedo
– Quando a gente terminar de comer, podíamos ir naquele brinquedo que fica de ponta cabeça – Karina falava animada, deixando Pedro nervoso
– Vocês tão querendo me matar, só pode ser. Gente é muito alto, a gente vai morrer – os outros três riam do drama que o guitarrista fazia
– Para de frescura, ninguém vai morrer. Termina logo isso pra gente ir – a garota ainda protestava
Pedro cedeu as provocações dos amigos e resolveu ir no brinquedo, sentou-se ao lado de Karina e logo segurou sua mão com força. Eles se divertiam mais com os escândalos de Pedro que com o brinquedo em si. Ele gritava, dizia que ia morrer, apertava a mão de Ka com toda força e não abriu os olhos nem um segundo. O drama de Pedro medrosão se repetiu mais algumas vezes até os quatro pararem para almoçar
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