He Doesn't Like The Lights

31 #31 - Chocolate e chantilly


Notas iniciais
Oii, meus amores! Tudo bem com vocês? Trago aqui mais um capítulo recém saído do forno kkkkkkk E tá quente mesmo, sabem? Tem lemon sim... dois, na verdade! Boa leitura! ♥

#31

Chocolate e chantilly

Enquanto na Irlanda o frio dominava Kurt e Blaine, na Suíça Elliot e Sebastian se deliciavam comendo chocolate, atirados na confortável cama de casal. Nem pareciam um casal em plena lua de mel.

— Huuum, tive uma ideia que parece deliciosa... – Comentou Elliot, vendo uma interrogação brotar no rosto do marido. – Pense que eu tenho as duas coisas mais deliciosas do mundo em minhas mãos...

— Uma é chocolate. E a outra? – Perguntou Sebastian, um pouco desconfiado.

— Você. – Sebastian corou com o que o marido disse. – Espera um pouquinho que eu já volto.

— Tudo bem...

Sebastian permaneceu deitado na cama. Eles haviam alugado uma casa ao invés de um hotel, então tinham todos os cômodos necessários ali. O Smythe viu um sorriso safado brotar nos lábios de Elliot ao voltar para o quarto com uma boa quantidade de chocolate derretido em um grande pote.

— Por que eu sinto que vou sair todo babado daqui? – Sebastian perguntou rindo.

— Vai sair todo lambuzado sim. – Elliot largou o pote no criado-mudo e subiu na cama com Sebastian.

O moreno ficou por cima de Sebastian e o beijou calmamente, mas logo o beijo se tornou urgente e repleto de desejo, além dos pensamentos deles cheios de segundas, terceiras e quartas intenções.

Em um movimento rápido, eles se viraram na cama e Sebastian ficou por cima de Elliot, sentindo o marido passear com as mãos por dentro de sua blusa, a tirando em seguida. Ele abriu a camisa do moreno e a tirou fora também.

Roupas se tiram, beijos são trocados e distribuídos e Elliot obrigada Sebastian a ficar deitado. O castanho tem um ataque de risos apenas por imaginar o que Elliot faria, mas para de rir ao ver o olhar sério do outro.

— Desculpa, mas é que é engraçado. – Falou Sebastian. – Mas vai... estou curioso para ver o que você vai fazer...

Elliot novamente se inclinou sobre o marido e o beijou enquanto o vendava sem ele perceber, amarrando suas mãos em seguida.

— Eu só quero que você sinta, não quero que veja...

— Isso vai ser uma tortura... – Sebastian riu novamente e se deu por vencido.

Sebastian sentiu algo morno sendo praticamente derramado por cima de seu peito e sua barriga, mais ou menos até sua cintura. Sua vontade era de rir e dizer que sentia-se como um bolo recebendo a cobertura, mas ficou quieto para não irritar Elliot.

Era torturante demais sentir alguém tocando em você e não poder ver o que ela está fazendo ou pelo menos tocá-la de volta. Era horrível, mas de um jeito maravilhoso.

Elliot passou a beijar o pescoço de Sebastian, descendo os beijos por seu peito, passando sua língua por todo o chocolate derretido que estava em Sebastian, o mordiscando em alguns pontos, beijando por mais tempo outros, até botando mais chocolate apenas para repetir o processo.

Como o castanho ainda não estava totalmente sem roupa, Elliot tratou de se livrar da última peça de roupa dele e seguir com os beijos por seu corpo, fazendo o mesmo estremecer em seus braços ao sentir sua boca em seu membro.

— Você não vai derramar chocolate aí também, não é? – Perguntou Sebastian, sentindo o Gilbert parar com o que estava fazendo apenas para ficar com o rosto bem próximo dele.

O moreno pegou o pouco de chocolate que restava no pote e colocou na volta da boca de Sebastian, provocando-o até finalmente beijá-lo, deixando que ele também sentisse o gosto daquele delicioso doce.

Após provocá-lo com mais alguns beijos no pescoço, desceu novamente até o membro dele e passou a deslizar sua língua por toda a extensão do mesmo antes de colocá-lo na boca e arrancar gemidos altos do marido, que tentava a todo custo soltar suas mãos. Ele amava provocar essas reações.

Elliot só parou com os movimentos de sua boca ao ver o marido se derreter em seus braços, então sentou-se na cama e o puxou para seu colo, sentindo sua respiração totalmente acelerada. Ele passou a beijar Sebastian mais tranquilamente, mas logo o beijo dos dois voltava a ser urgente e cheio de pressa. Sebastian ainda estava vendado e com as mãos amarradas e aquilo era uma tortura ainda maior do que antes.

— Huuum... eu quero você, amor... – Sebastian falou baixo, fazendo todo o corpo de Elliot se arrepiar, um dos motivos foi porque Sebastian nunca o chamou de “amor” e isso fez seu coração se enche de alegria.

E novamente Sebastian estava deitado na cama, com Elliot inclinado sobre si, beijando seu pescoço enquanto introduzia em si seu membro. O Gilbert quase enlouquecia com os gemidos que escapavam pelos lábios de Sebastian. Era o melhor possível de se ouvir.

Com certa dificuldade ele puxou o nó das mãos de Sebastian e o desamarrou, logo sentindo o marido colocar as mãos em suas costas e as apertar com força na mesma medida em que entrelaçou suas pernas em sua cintura e o puxou para mais perto.

— Me provocou... agora lide com isso... – Sebastian disse ofegante, arrancando do marido um sorriso safado até demais.

Elliot se movia com certa força e cada vez ouvia gemidos mais altos e mais gostosos de se escutar. Não demorou muito para quem ambos atingissem seus ápices e caíssem cansados na cama. Tiveram preguiça de levantar para tomar um banho, mas com muito esforço foram.

Após o banho quentinho com direito a muitos beijos e muitas carícias eles finalmente voltaram para a cama, mas quem disse que queriam dormir, não é mesmo?

[...]

Enquanto isso, na Irlanda, após o almoço e um banho delicioso, Kurt ligou o aquecedor na pousada e andou até a pequena cozinha, resolvendo fazer um chocolate quente como “sobremesa” para ele e Blaine. Quando estava com a lata de chantilly em mãos, sentiu Blaine chegar por trás dele também sem camisa e abraçá-lo.

— Desse jeito minha sobremesa vai acabar sendo você... – Blaine disse safado, fazendo Kurt sorrir e se virar para ele, continuando com o chantilly em mãos.

— Ou você... – Kurt mal terminou de dizer e sujou o pescoço de Blaine com o chantilly, beijando o lugar em seguida.

Blaine puxou Kurt pela cintura, tirou a lata de sua mão e a colocou sobre a pia. O moreno beijou Kurt com uma tranquilidade incomum. Meses atrás, antes de eles se acertarem, Blaine certamente teria pressa para tudo entre os dois, mas agora ele tinha o resto de sua vida com o seu grande amor e nada os separaria. Isso era a única coisa que importava.

— Esquece o chocolate quente, vem comigo... – Blaine disse, tentando puxar Kurt para eles voltarem até o quarto, mas, no meio do caminho, Kurt simplesmente o empurrou sobre o sofá e foi para cima dele. – Apressado. – Riu Blaine.

Kurt, em cima de Blaine, o beijava com um desejo absurdo. Tudo culpa de Blaine ter o atiçado, agora ele teria que lidar com as chamas do fogo que acendeu. Blaine foi tentar mudar de posição com Kurt, mas os dois acabaram caindo sobre o tapete e nem se prestaram a se preocupar. Um tirava a roupa do outro com a mesma intensidade que tocavam toda a extensão da pele um do outro com a maior vontade possível.

Quando estava devidamente sem roupa, Kurt se sentou sobre o colo de Blaine, mais especificamente sobre seu membro, fazendo o beijo que antes partilhavam acabar saindo todo errado – não que se importassem.

A respiração descompassada dos dois e seus suspiros, mais os seus gemidos, preenchiam o vazio do ambiente. Kurt subia e descia sobre o membro do marido enquanto o mesmo beijava seu pescoço.

Os dois não demoraram para se derreterem nos braços um do outro, mas permaneceram ainda grudados um ao outro. Não queriam se desgrudar nunca mais.

— Sabe qual a pior parte? – Perguntou Blaine.

— Ter que levantar daqui? – O moreno negou com a cabeça. – Ir embora?

— Sim... amanhã já vamos...

— O lado bom é que nós aproveitamos essa viagem ao máximo e teremos um monte de novidades para contarmos aos nossos amigos. Duas semanas passam voando... não pensei que seria tão rápido assim... – Se queixou o castanho. – Mas como eu disse, o bom é que nós aproveitamos.

— Eu aproveitei você, pelo menos. – Blaine disse safado, levando um tapa. – Nem vem, você também me aproveitou.

— Como se não fizéssemos isso em casa. – Kurt revirou os olhos, rindo com o marido.

No dia seguinte todos os casais se preocuparam em terminar de arrumar suas coisas para finalmente irem embora. Todos só foram se encontrar na parte da noite daquele domingo. Se juntaram na casa de Blaine, como sempre, para poderem conversar sobre as novidades de suas viagens.

— Nós queríamos dar uma notícia para vocês... – Falou Gabriela, sentada no colo do marido.

— Contem logo! – Kurt disse animado.

— Vocês vão ser titios. – Ela disse também animada. – Eu estou grávida!

Todos a encheram de felicitações e a abraçaram forte, a parabenizando pelo bebê. Nesse momento, uma loira com uma barriga enorme e uma feição cansada entrou na sala, se juntando a todos. Logo ela foi recebida por Kurt e Blaine.

— Como nossos bebês estão? – Perguntou o moreno depois de colocar ela em uma cadeira confortável.

— Me chutando bastante. – Brincou ela. – Que raiva de vocês dois, é só vocês se aproximarem e encostarem em mm que eles param. Que poder é esse?

— É que eles sabem quem são os pais deles! – Gabriela disse, cortando a loira e ainda dando um sorriso sarcástico.

— Oi para você também. – Quinn disse irônica.

— Enfim... – Começou Gabriela. – Eu descobri um pouco antes da viagem que estava grávida, é bem recente, mas estava muito ansiosa para contar a vocês.

— Parabéns, Gabriela! – Quinn disse, porém foi ignorada. – Olha, eu entendo que você não goste de mim, e eu realmente tento entender o motivo, mas ainda não consegui. Saiba que é muito ruim para uma grávida ficar sempre tensa e tudo o mais, então não fique desse jeito, isso pode te afetar. Todos acham estranho o fato de eu estar sempre sorrindo, chamam isso de falsidade, mas não tem nada a ver, eu apenas mantenho a calma e toda a paz possível. Sei que pensa que quero algum mal para Kurt, Blaine, ou essas crianças, mas a verdade é que eu só quero a alegria deles.

— Por um acaso você tem ciúmes por ela ter sido escolhida para ser a mãe e não você? – Perguntou Sebastian, curioso.

— Não, Seb, nunca que seria isso. Na verdade, até fui convidada pelos meninos, mas como serei madrinha e conviverei com eles, tinha medo de me apegar da maneira errada. – Explicou ela. – Eu só me preocupo demais com Kurt e Blaine e tinha medo da Quinn simplesmente sumir daqui com os bebês deles. Pode parecer loucura da minha cabeça, mas ver uma mulher com sempre o mesmo maldito sorriso estampado no rosto é um pouco sinistro. Apenas fiquei desconfiada... mas, tendo em vista que até agora você não fugiu e que está até me dando dicas, não há motivos para não gostar de você... não é mesmo?

— Ah, vem cá. – Chamou Quinn e Gabriela andou até ela a abraçando com um pouco de dificuldade por conta da barriga demasiada grande. – Ai. Acabei de levar um chute. Alguém se animou com a madrinha.

— Já que você teve seus filhos e agora está tendo mais uma gestação... você poderia me dar mais conselhos, né? Eu não faço a mínima ideia do que terei que fazer... – Quinn assentiu com a cabeça e foi novamente abraçada.

— Sebastian, você está chorando? – Perguntou John, encarando o castanho com lágrimas nos olhos.

— Os brutos também amam, sabia? Apenas fiquei emocionado. – Respondeu de seu jeito arisco. – Eu só quero tanto ver meus afilhadinhos, que fico desse jeito. Eu amo crianças.

— Que tal fazer suas próprias, então? – Sugeriu Cooper.

— Faça você as suas. – Respondeu seco e viu Blaine começar a rir sem parar. – Qual a graça?

— Ele mandou você fazer as suas crianças e eu imaginei Elliot grávido. – Blaine disse entre as risadas e levou todos a rirem com ele, inclusive Sebastian.

O celular de Blaine começou a tocar e ele saiu de perto dos amigos para não atrapalhar na conversa deles. Viu que era um número desconhecido, mas acabou atendendo mesmo correndo o risco de ser um trote qualquer.

Alô?!” – Disse o moreno.

“Olá, Blaine. Aqui é o Thomas. Você lembra de mim?”

Notas finais
E então, o que acharam? POR FAVOR, NÃO ME MATEM ♥ Quem quiser entrar no grupo do whats, só falar comigo ♥ Todos são bem-vindos, fora que lá nós falamos de várias coisas ♥ Bjo ♥