He Doesn't Like The Lights
11 #11 - Apaixonado por você – Part 1
Notas iniciais
#11
Apaixonado por você – Part 1
— Por que você disse que era meu namorado? – Kurt perguntou se aproximando de Blaine, que estava do lado da cama. Blaine pegou, puxou Kurt e o empurrou para cima da cama, subindo por cima dele em seguida.
— Porque só eu posso te tocar daquele jeito. – Blaine disse, começando a beijar Kurt, até ser empurrado pelo mesmo. – O que eu fiz?
Kurt levantou da cama e se afastou de Blaine. Ele havia se prometido que não se entregaria mais ao moreno tão facilmente, não importando que dessa vez o moreno até merecesse. A entrevista havia deixado Kurt feliz, principalmente pela parte em que os dois estavam de mãos dadas e todos viram, mas isso não mudava o fato de que Blaine não o merecia.
— Não sou seu objeto. – Kurt disse, ouvindo uma risada como resposta.
— Você realmente não é um objeto, eu nunca disse isso. – Blaine riu e sentou melhor na cama. – Mas eu pensei ter deixado bem claro que nós não somos um casal.
— Então você tem um sério problema mental, não? – Kurt perguntou, levando uma sobrancelha arqueada como resposta. – Você é louco.
Blaine levantou da cama e andou até Kurt, o virando de costas para ele, depositando um beijo no pescoço do castanho, subindo com a boca até seu ouvido.
— Você me deixa louco... – Blaine disse e Kurt estava quase se entregando à aquilo, mas então lembrou que não podia e então se afastou. – Qual é, vai ficar me negando sexo agora?
— Você é um idiota. – Kurt disse, ouvindo mais uma vez a risada de Blaine.
— Não tenho culpa da sua paixãozinha por mim. – Blaine se arrependeu de ter dito aquilo, mas já era tarde demais.
Ele odiava ser rude com Kurt, mas era como se ele simplesmente não conseguisse raciocinar perto do castanho e declarar a sua paixão estava tão fora de cogitação, que chegava a doer nele mesmo.
— Blaine, isso não é questão de paixão, isso é questão da sua idiotice e loucura. – Se defendeu Kurt. – Você em um minuto está todo romântico, mesmo sendo contra isso. Você me dá presentes, me trata bem, diz que eu sou seu tudo, fica de mãos dadas comigo na frente de todo mundo, canta uma música daquelas para mim, diz para alguém que é meu namorado e então fica nisso agora? Aquela sua atitude, de dizer que era meu namorado e depois dizer que é porque só você pode me tocar daquele jeito, se chama ciúme, Blaine.
— Não. Aquilo significa que você é só meu e que não pode ficar beijando outros por aí. – A voz de Blaine saiu tão enciumada, quanto a de uma adolescente apaixonada e ele se odiou por isso.
— Eu não sou seu. – Kurt disse e foi prensado contra a parede em seguida. Como ele odiava quando Blaine fazia isso, mas, ao mesmo tempo, amava.
— Sim, você é. – Disse o moreno, com aquela sua voz rouca que enlouquecia Kurt. Mas o castanho não iria ceder.
— Se você pode beijar outras pessoas, eu também posso. Sou solteiro, sou livre e faço o que eu quiser. – Começou Kurt.
Blaine puxou Kurt pela cintura e o beijou, aproveitando o deslize de Kurt para empurrá-lo de volta para cama. Blaine parou de beijar o castanho, mas continuou em cima dele.
— Você precisa parar com isso. – O castanho levantou um pouco o tom de voz. – Você não pode simplesmente sair me beijando como se eu fosse um ninguém, como se eu fosse a pessoa mais fácil do mundo e... – Kurt perdeu a fala por uns bons segundos ao sentir o joelho de Blaine encostando em seu membro. O moreno tinha se encaixado direitinho no meio das pernas de Kurt e agora estava o deixando louco. – Blaine... para...
— Por que eu pararia? Você parece estar gostando tanto... – Droga, por que Kurt precisava ser tão previsível? Por que ele não conseguia simplesmente fingir que estava odiando aquilo? Também, como ele conseguiria fingir algo assim quando ele claramente estava adorando? – Fala para mim que você gosta, vai.
Blaine sussurrou no ouvido de Kurt e depositou um beijo no pescoço do castanho, ainda provocando com seu joelho no membro do mais novo, que estava se controlando para não soltar um gemido.
— Fala que você gosta, Kurt. – O moreno voltou a sussurrar no ouvido do outro. – Você sabe que você gosta e sabe que me quer.
— Não quero. – Kurt disse quase sem força. Sua concentração para raciocinar estava sendo tão grande, que sua cabeça chegava a doer.
— Não quer o que? Admitir? – O moreno soltou uma risada baixa no ouvido do castanho. – Ou você não me quer?
— Para, por favor. – Suplicou o mais novo, mas Blaine não lhe deu ouvidos.
— Você sabe que nossa relação não vai além de sexo, Kurt, mas você também sabe que não consegue resistir a mim, da mesma maneira que eu não consigo resistir a você. Esse é um jogo onde nós dois sempre ganhamos, por que negar algo que você tanto quer? – Blaine estava sentado no colo de Kurt o encarando profundamente agora. – Eu vou provocar você até você ceder. Mesmo que demore.
— Eu não vou ceder. – Afirmou Kurt.
— Quer apostar que vai? – Perguntou de um jeito autoritário e Kurt riu.
— E o que eu ganho em apostar? Está bem óbvio que eu vou ganhar. – Kurt disse com a maior certeza do mundo.
— Bom, se eu ganhar, você vai passar um dia inteiro ao meu lado, fazendo exatamente o que eu quiser, mas, como eu sou legal, você pode escolher o dia. – Disse Blaine, ainda em cima de Kurt.
— É justo. Mas e se eu ganhar? – Perguntou o castanho, sentando-se na cama, com Blaine ainda em seu colo.
— Se você ganhar, o que é óbvio que não vai acontecer, você pode dizer para o mundo inteiro que eu sou seu namorado. – Blaine disse sem vontade e os olhos de Kurt chegaram a brilhar com aquilo.
Blaine só tina dito aquilo por uma razão: ele sabia que Kurt iria ceder. E o pior: Kurt sabia que era isso. Mas é claro que saber disso não mudou o fato de que ele ficou feliz apenas pelo fato de ouvir Blaine dizer aquelas palavras.
— Tudo bem. Aposta feita. – Kurt apertou a mão de Blaine e depois cruzou os braços.
Blaine saiu do colo de Kurt e saiu também do quarto, deixando na cama um Hummel totalmente confuso.
— Se fosse tão fácil de ganhar, eu teria feito isso mais... cedo... – Kurt travou um pouco para terminar sua frase, pois do nada as luzes do quarto se apagaram, o assustando um pouco.
— Você não vai ganhar, Hummel. Talvez nem nos seus sonhos mais quentes comigo. – Kurt estremeceu ao ouvir a voz de Blaine.
— E quem disse que eu tenho sonhos com você? – Perguntou o castanho, levantando e tateando com as mãos pelo quarto para encontrar Blaine, até que colocou suas mãos no peito nu do moreno.
— Gosta do que está tocando, meu amor? – Blaine perguntou provocante, fazendo Kurt encolher os braços. – E eu simplesmente sei que você sonha comigo, porque você vive sorrindo enquanto dorme.
— Espera, você me observa dormir? – Blaine pareceu ter perdido a fala e, quando Kurt iria começar a falar de novo, Blaine chegou mais perto do castanho.
— É legal ver você em um momento tão tranquilo. Só vejo você tão entregue a algo, como seu sono, quando está comigo, fazendo coisas muito melhores do que dormir. – O Anderson terminou sua frase sussurrando no ouvido de Kurt, que se arrepiou e se arrependeu por isso em seguida. – Você gosta quando eu estou perto assim de você?
— Não. – Kurt disse com tamanha dificuldade. Por que precisava ser tão difícil aquilo? – Para com isso, você está indo contra as regras.
— E quem disse que tinha regras? – Blaine perguntou, andando na volta de Kurt, falando baixo. – E se tiver, eu não ligo, eu quebro todas elas.
— Ok... e quem se importa, não é mesmo? Eu vou ganh... – Kurt sentiu Blaine beijar seu pescoço e se arrepiou por completo. Foi como se uma corrente elétrica passasse por todo seu corpo.
— O que você dizia mesmo? – Perguntou o moreno, voltando a beijar o pescoço de Kurt.
Blaine puxou o castanho pela cintura, grudando seu corpo no do mais novo. Ele começou a tirar a blusa de Kurt, a levantando pelo corpo do castanho e a tirando fora em seguida. Ele foi beijando o peito do castanho, se abaixando cada vez mais, até que ficou de joelhos no chão.
— Isso já é demais, Blaine. – Disse Kurt, mas Blaine apenas riu e ignorou, colocando suas mãos no zíper da calça do castanho e foi nesse momento que ele pareceu acordar, se afastando novamente de Blaine, andando até a sacada.
O Anderson andou até Kurt e novamente o abraçou pelas costas. Era incrível o poder que Kurt tinha sobre ele. Se fosse qualquer outro cara que tivesse o negado – isso se algum tivesse a ousadia disso – ele iria embora e pronto. Mas Kurt não o queria, não queria ceder e Blaine simplesmente parecia não entender. Ele não queria entender. Ele não queria ir embora. Ele precisava que Kurt dissesse que o queria. Era como se ele precisasse disso para respirar agora.
— Kurt, para de fugir de mim. – Pediu o moreno e sua voz agora não estava tentando provocar, ele estava apenas sendo ele mesmo.
— Eu não vou perder uma aposta. Eu sou muito competitivo. – Afirmou Kurt, fazendo Blaine sorrir triste.
Blaine voltou até o quarto e ascendeu a luz da sacada, voltando para lá com Kurt em seguida.
— Esquece essa aposta. – Pediu novamente o moreno.
— Não é tão fácil assim me fazer mudar de ideia. – Blaine se irritou e, por uns instantes, pensou em se ajoelhar e implorar, mas aquilo seria demais, então o que ele fez? Apenas explodiu, como sempre.
— Kurt, esquece a droga da aposta. – Disse tentando manter a calma e Kurt iria falar, então Blaine prosseguiu: – Kurt, foda-se a porra da aposta.
— Quer saber? – Kurt estava andando até a porta do quarto, com Blaine andando bem próximo dele. – Você tem toda razão.
Kurt então praticamente pulou em cima de Blaine e começou a beijá-lo, com toda a vontade que estava tentando esconder até o momento. Eles só pararam de se beijar, quando perderam o fôlego e então Blaine passou a atacar com os lábios o pescoço de Kurt.
— Eu te quero tanto... – A voz de Blaine saiu falhada e ele puxou Kurt, ajudando o castanho a prender as pernas em sua cintura.
Com Kurt em seu colo, Blaine andou até a cama e sentou na mesma, com o castanho sentado em suas pernas.
Ele queria, mais que tudo, admitir que amava Kurt e se perdeu nos pensamentos por um bom tempo, apenas admirando a beleza do castanho. Até que Kurt estalou os dedos na frente do moreno e riu com a confusão do mesmo.
— Perdido em marte? – Perguntou o castanho, soltando uma risada gostosa, o que fez Blaine sorrir.
Por que o moreno era tão idiota quando tinha um garoto tão incrível ali em sua frente? Por que ele era assim? Nem ele mesmo se entendia e não se entenderia nem em um milhão de anos.
— Não. Eu estava perdido na beleza dos seus olhos mesmo. – Blaine disse e voltou a beijar Kurt, que sorriu durante o beijo. – Tudo seria tão mais fácil se eu apenas dissesse que te amo, e como eu amo... — Pensou o moreno, logo tratando de se livrar desses pensamentos.
Ele não amava Kurt. Não. Ele não queria aceitar isso. Ele queria fingir que tudo era um sonho. Mas Kurt era o melhor sonho do mundo e ele não queria acordar. Droga. Ele estava tão apaixonado e tão ferrado ao mesmo tempo.
Blaine desceu suas mãos até o zíper da calça de Kurt e o abriu. Enquanto ele fazia isso, Kurt brincava com seus cabelos. Kurt podia ser o que fosse, podia parecer irritado com Blaine, podia parecer um estilista sério, mas, quando ele estava com Blaine, ele era uma pessoa totalmente diferente.
Ele era doce, ele parecia um anjo, ele era... ah, ele realmente era o tudo de Blaine.
E Blaine também era diferente quando estava com o castanho e, quando não estava, tudo que ele queria era estar. Porque ele sentia falta de tudo no Hummel.
Blaine deitou Kurt na cama e tirou a roupa do castanho, trocando de posição com o mesmo e deixando que Kurt tirasse a sua roupa também.
O Anderson voltou a sentar na cama e Kurt sentou em seu colo, mais especificamente, sentou no membro do moreno, que soltou um gemido por reflexo.
— Nossa, Kurt, calma... – O moreno disse, soltando um suspiro em seguida.
— Não era isso que você queria? Me provocou tanto, agora que cedi vai reclamar? – Blaine olhou profundamente nos olhos de Kurt e o castanho pareceu vacilar por uns instantes, desviando o olhar.
— Eu poderia fazer um discurso, mas estar nessa posição com você está meio que me torturando demais... – Disse o moreno, fazendo Kurt rir e começar a se movimentar.
Kurt subiu e descia no membro do moreno e, ao mesmo tempo, brincava com os cachos do moreno, que beijava seu pescoço na esperança de abafar os próprios gemidos, enquanto Kurt não controlava os seus.
— Kurt... – Blaine não estava preparado para admitir aquilo, mas era agora ou nunca.
Kurt parecia não ter escutado o moreno, então ele apenas deu de ombros e continuou ali. Não muito depois os dois chegaram aos seus ápices e caíram cansados na cama.
Kurt estava deitado um pouco afastado de Blaine, então o moreno o puxou para que ele se escorasse em seu peito.
— Kurt?! – Chamou Blaine e o castanho se escorou no próprio braço para encarar o moreno.
— Sim? – Blaine quase se derreteu ao ver o olhar de Kurt. O castanho tinha um olhar tão apaixonado sobre ele e... não... nada disso.
— Desculpa. – O moreno disse um pouco baixo, deixando Kurt confuso. – Desculpa te tratar como se você fosse um objeto sexual.
— Acho que já me acostumei com isso. – Kurt se virou e deitou de barriga para cima na cama. Depois de alguns segundos, Blaine subiu em cima dele.
— Mas não deveria, porque você vale muito mais do que isso. Você deveria estar com alguém que te valorize e que te ame apenas por ser a pessoa incrível que você é. – Falou o moreno.
— Talvez eu deva apenas ser seu brinquedinho e depois sair com o coração quebrado se eu ocasionalmente me apaixonar. – As palavras de Kurt afetaram o moreno mais do que ele gostaria. Kurt havia se quebrado por completo ao dizer aquilo, porque a verdade é que ele já estava completamente apaixonado.
— Kurt, eu não quero fazer você sofrer, mas eu sei que faço e se não faço ainda vou fazer. – Blaine não queria ter dito aquilo, ele queria dizer outra coisa. – Mas eu realmente gosto de você. Por baixo de todo o “sou contra romance” que eu tenho, eu tenho um coração e você acelera ele. Eu sou tão péssimo com palavras, mas eu...
— Você não precisa me dar explicações. – Blaine saiu do colo de Kurt e sentou na beirada da cama, com Kurt sentando-se ao seu lado em seguida.
— Kurt, apenas cala a boca e me deixa falar. – Disse rude, passando as mãos na cabeça logo depois, arrependido pelo que disse. – Eu... me perdoa, eu... por que é tão difícil de falar com você?
— Por que nós dois temos o temperamento forte? – Sugeriu Kurt, fazendo Blaine assentir. – Ou por que de repente nós dois talvez possamos sentir a mesma coisa e temos medo de falar em voz alta...
— O que você está sugerindo com isso? – Blaine se levantou um pouco irritado. – Eu já disse que gosto de você. O que mais que você quer de mim?
— Que você tire todas essas paredes de volta do seu coração e seja um pouco mais carinhoso com aqueles que se preocupam com você. Esse seria um ótimo começo.
Kurt disse e começou a juntar suas roupas pelo quarto, saindo do mesmo em seguida. Blaine bateu com tudo na parede, ele se odiava tanto por dizer essas coisas. Era sempre assim, ele sempre dizia as coisas sem pensar.
Quando ele finalmente estava sendo honesto e ele ouvia um “ai” que ele não gostasse, ele se fechava para o mundo e falava sem pensar. Ele odiava fazer isso. Era como se ele estivesse armado o tempo inteiro, sempre dando um novo tiro naqueles que apenas querem seu bem.
Irritado consigo mesmo, querendo consertar a besteira que fez, Blaine vestiu sua cueca e botou uma calça de moletom. Ainda sem camisa, saiu do quarto e andou até o quarto de Kurt. O castanho estava deitado com a cabeça enfiada em um travesseiro.
Blaine se aproximou e deitou do lado do castanho, o abraçando pelas costas em seguida.
— Sai daqui! – Ordenou Kurt e então Blaine percebeu o que estava acontecendo: Kurt estava chorando. E a culpa era dele.
— Para, Kurt, me deixa te ajudar. – Kurt sentou rapidamente na cama e o encarou. Blaine aproveitou e secou as lágrimas do castanho. – Eu sei que você vai dizer que não posso te ajudar, mas pelo menos me deixa tentar.
— Você não pode... – Blaine o interrompeu.
— Nem tentar? – Kurt cedeu e abraçou o moreno.
Um abraço forte, firme e um pouco desesperado. Kurt caiu em um choro profundo ao estar abraçado ao moreno e seu choro só aumentou ao sentir Blaine abraçá-lo de uma maneira protetora.
Blaine puxou Kurt e o levou até o banheiro. Ele tirou sua própria roupa e tirou a de Kurt em seguida. Ele entrou com Kurt para de baixo do chuveiro e ligou o mesmo, sem parar de abraçar o castanho. O choro do Hummel era tão forte, que chegava a assustar Blaine, então o moreno apenas ficou ali abraçado em Kurt.
— Calma, meu bem, vai ficar tudo bem. – Blaine disse enquanto acariciava a cabeça de Kurt.
— Desculpa estar desse jeito. – Falou Kurt, finalmente o olhando nos olhos. – É só que, meu pai está com problemas de saúde e meu melhor amigo com problemas de relacionamento e eu não posso ajudar nenhum dos dois e isso me machuca.
— E por que você não me disse isso? – O moreno perguntou se sentindo um pouco magoado com aquilo. – Você precisa de dinheiro para ajudar seu pai?
— Blaine, você me paga muito bem para eu ser seu estilista e eu não posso pedir mais que isso. Não posso pedir para que você gaste o seu dinheiro comigo. – Blaine apenas beijou Kurt.
— Me leve até ele. Pelo menos estarei gastando meu dinheiro em uma coisa útil. – Blaine não deu brecha alguma para Kurt falar.
Eles saíram do banheiro e Kurt voltou a chorar. Blaine apenas levou o castanho de volta para a cama e deitou com o mesmo, o abraçando em seguida. Logo os dois pegaram no sono.
[...]
No dia seguinte, Blaine acordou primeiro que Kurt, mas permaneceu deitado com ele na cama. Quando os dois estavam acordados, eles levantaram, trocaram de roupa e tomaram café da manhã juntos.
Blaine ficou em seu estúdio por um tempo, enquanto Kurt lia um livro em seu quarto. Depois eles almoçaram juntos e Blaine resolveu sair um pouco.
Ele tinha um destino em mente: ele iria falar com Gabriela.
O moreno pegou o carro e dirigiu até o novo apartamento dela, o qual ela dividia agora com John. Ele tocou a campainha e logo sua amiga abriu.
— Olha que emocionante, Blaine Anderson, o maior ídolo dos Estados Unidos está na minha porta. Me deixe dar um grito histérico comum de fãs. – Gabriela disse irônica e revirou os olhos em seguida.
Ela deu passagem para Blaine entrar e os dois foram até o sofá, onde sentaram-se. Um de frente para o outro, um em cada sofá.
— Não vim aqui para te incomodar. Eu... – Começou Blaine. – Me desculpa, eu sinto sua falta, quero você de volta naquela casa, eu amo você, você é minha melhor amiga e é isso, se eu falar devagar eu vou travar, então é isso.
— Ok, eu não sou o flash para entender você falando na velocidade da luz. – Gabriela disse e riu em seguida. – Eu também amo você e eu também sinto sua falta. E eu também te devo um pedido de desculpas, eu não deveria ter me intrometido na sua vida, é só que, eu não gosto do jeito que você trata o Kurt e...
— Gabriela, eu preciso me afastar dele. – Gabriela arqueou a sobrancelha, sem entender nada. – Tem uma grande chance de eu estar irreversivelmente apaixonado por ele e... – Gabriela o interrompeu.
— E você tem medo de sair machucado de novo, tem medo de tudo que envolva o amor, blá, blá, blá. – Ela disse sem vontade. – Você não vai sofrer, Bee. Você só vai mesmo sofrer caso você se afaste dele. O que você precisa fazer, é parar de ser idiota. É parar de sair com outros caras, parar de ir em festas que não sejam com ele. Trate ele com carinho, mostre que gosta de passar seu tempo com ele. Coisas do tipo.
— Eu preciso dele para respirar e eu odeio tanto sentir isso. – Blaine disse e não acreditou que tinha mesmo dito aquilo. Lágrimas que estavam acumuladas em seus olhos agora caíam sem parar.
Gabriela apenas abraçou forte o amigo e ficou acariciando seu cabelo.
Ele agora se sentia mais perdido ainda.
Mas tudo ficou pior quando ele chegou em casa. Ele girou as chaves na maçaneta e entrou. Estava tudo muito quieto.
Ele andou até a sala e viu lá uma pessoa que não tinha visto antes. Era um garoto alto, cabelos castanhos e olhos verdes.
— O que faz aqui e quem é você? – Blaine perguntou confuso.
— Me chamo Sebastian e eu sou o melhor amigo de Kurt. Eu só vim falar rapidamente com você, será que posso? – Disse o castanho e viu Blaine sentar-se ao se lado, assentindo levemente. – Bom... como eu disse, eu sou o melhor amigo de Kurt e eu me preocupo muito com ele.
— Vai me perguntar quais são minhas intenções com ele? – Blaine perguntou rindo, mas Sebastian ficou sério e se levantou do sofá.
— Eu sei que você está com ele e mais uma dezena de homens e eu quero que você conte isso para Kurt. Ele já sofreu muito por um amor durante o ensino médio, não preciso que um idiota riquinho faça isso de novo. – O Anderson estremeceu ao ouvir aquilo. – Eu vi você em uma festa, agarrando um cara e depois saindo de lá puxando o mesmo cara pela mão. Eu não sou idiota, e Kurt também não é. Ele merece mais do que isso. Merece mais do que você.
— O que você quer que eu faça? Ele desde o início soube que nossa relação era apenas sexo. – Explicou o moreno, fazendo Sebastian se irritar ainda mais.
— Eu não ligo para isso. Você não parou nem um segundo para pensar no que poderia acontecer caso um de vocês dois se apaixonasse? Você não seria o que se apaixonaria, claro, você tem um coração de gelo. Mas você não se importa nem um pouquinho com ele? – Blaine não sabia o que responder. Sebastian estava certo. – Eu vou dar apenas um aviso a você: ou você larga todos esses homens e fica só com Kurt, ou você conta para ele o que você anda fazendo.
— E se eu não fizer nenhuma das opções?
— Aí eu mesmo farei com que ele saiba da verdade. Por mais que me doa.
Agora Blaine estava mais ferrado ainda. Era tudo que ele precisava. Só que não.
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