Hawaii
8 Moe'uhane
Notas iniciais
Felicity o abraçou e o beijou, intensamente, demoradamente, com toda paixão. Enlaçou os dedos em seus cabelos e puxou-o contra ela. Arfando quando sentiu o intumescimento de seu sexo. Encontrou a língua de Oliver a cada movimento e saboreou em deleite repetidas vezes.
— Vamos. — Oliver segurou sua mão e andou apressado pela praia rumo aos chalés. Felicity mordiscou os lábios nervosamente. Ainda mais excitada.
— Eu sempre quis te ver nu. — Ela confessou timidamente.
— Eu sei. — Ele sorriu triunfante.
— Sabe? Como? — Ela interrogou, exasperada.
— Você me falou quando estava bêbada. — Oliver lhe deu uma leve piscadela.
— Oh. Não. — Felicity sentia um rubor lhe cobrir o rosto.
— Oh. Sim. — Oliver disse com a voz sexy e o corpo em êxtase. Quando ele ameaçou continuar a contar suas peripécias, Felicity pousou um dedo gentil em sua boca o silenciando.
— Você fala muito. — Ela disse divertida sussurrando contra os lábios dele e beijou sua boca novamente com ferocidade, os movimentos da língua ousados, os gemidos suaves.
Chegaram ao chalés apressados demais, olharam um pro outro, um sorriso largo e malicioso. Decidiram-se por passar a noite no chalé de Oliver, ele destrancou a porta e Felicity arregalou os olhos azuis, o ambiente era igual ao seu, assim como Oliver havia lhe dito no início, ele a olhou com uma sobrancelha erguida, desafiando-a a tagarelar sobre a decoração do quarto. Ela nada disse, mas pelo seu semblante e a mordiscada nos lábios, teve muita vontade. Oliver sorriu, divertido.
Já ao lado da cama, Oliver estendeu o braço e a chamou.
— Venha cá. — E ela foi, os passos decididos, os olhos enevoados de prazer erótico. As roupas molhadas gotejavam no chão. Seus cabelos estavam sensualmente bagunçados, respingavam em seu rosto. Sexy.
Oliver segurou seus ombros, deslizando as pequenas alças do vestido, desnudando-a inteira, o tecido molhado escorregou por seu corpo com agilidade, Felicity usava apenas uma calcinha pequena, os seios nus deixavam os mamilos rosados a mostra, seus bicos duros. Oliver rugiu, enlouquecido pela visão sedutora a sua frente. Removeu-lhe a calcinha, ajoelhando e roçando um beijo voraz em seu sexo, sua língua ousou rapidamente pela fenda molhada, Felicity segurou seus cabelos vigorosamente, gemendo alto, as pernas trêmulas, o coração aos pulos.
Desesperado ao ouvir esse gemido doce, Oliver removeu suas próprias roupas num movimento rápido e desajeitado.
Felicity o fitava com desejo, sua virilidade masculina brilhando sob a luz fraca da luminária. Ele era sexy. Bonito e sexy.
Felicity continuou observando a nudez de Oliver fascinada.
Ele era lindo.
O tórax esculpido, os ombros largos, a barriga tonificada. E os quadris? Lambeu os lábios ao fitar sua ereção erguida majestosamente, aninhada entre pêlos claros, a ponta brilhando com sua excitação, hesitante, os olhos desceram até as coxas fortes e grossas, as pernas longas e musculosas.
Ele era maravilhoso.
Cada pedaço do corpo dele era perfeitamente desenhado para o pecado.
Seu pecado.
Felicity sorriu maliciosa.
Agora, os dois exibiam a nudez despudoradamente, Oliver desenhou com a ponta dos dedos os lábios de Felicity, sentiu-os tremer, a textura de sua boca assemelhava-se com pétalas de rosas e suas gotículas finas de orvalhos, molhadas com a lentidão seus beijos apaixonados.
— Temos a noite toda. — Ele sussurrou e a beijou novamente. Calorosamente suas línguas se demoraram nesse gesto de amor.
O beijo urgente, molhando, excitante. Incrível.
Delicadamente, Oliver a deitou na cama, seu corpo masculino poderoso e irresistível sobre o frágil e delicado corpo feminino. As mãos tatearam avidamente cada pedaço do corpo dela, o toque cálido na pele nua bronzeada pelo sol, queimando, provocando, excitando.
Felicity gemia em desespero, as pequenas mãos o apertando, as unhas o marcando freneticamente. A maneira dele fazer amor era sedutoramente quente.
Oliver inclinou a cabeça sobre seus seios, os lambendo lentamente, bem devagar. Provocativamente lento. Suavemente. A língua quente começou os movimentos com erotismo no mamilo rijo, brincando e provocando. Felicity se contorcia de prazer, arqueando os quadris querendo mais, dessa vez ele sugou seus seios com rapidez, a língua provocava, queimava.
Ele forte. Ela delicada. Seus corpos dançavam no ritmo do amor, alucinados e apaixonados.
Graciosos. Ferventes e arfantes.
Felicity murmurou o nome dele. Oliver urgiu o nome dela. Sons oscilantes de prazer, o ápice de seus desejos. Ela clamou por ele, no momento em que Oliver escorregou uma mão até o centro de seu prazer, investindo com um dedo dentro dela.
Um rubor. Um calor rígido.
Sexo. Amor. Um grito.
Oliver sorriu, sentindo seu sexo duro e grosso roçar as coxas dela.
Doce prazer.
Um beijo mais longo. Mais agressivo. Mais intenso.
Eles arfaram no exato momento em que suas línguas se tocaram. Subitamente, Oliver a virou de bruços com sutileza e suavidade, beijando e lambendo seus ombros, Felicity ergue-se sobre os joelhos apoiando com as mãos a cabeceira da cama, os cabelos molhados açoitando sua pele sensível, a cabeça pendia pra trás num abandono sexual quando ele a penetrou, escorregando suavemente em suas dobras molhadas.
Choque e prazer a envolveram, excitando-a.
A posição erótica. Inusitada. Proibida.
Eles se moviam juntos, o ritmo sincronizado, Oliver a segurou pela cintura com uma mão, controlando os movimentos ávidos, a outra mão brincava com um seio, logo depois descia pela barriga, encontrando o clítoris molhado de prazer, ele roçava a ponta do dedo em seu centro feminino, enlouquecendo-a mais uma vez. A penetração foi ficando profunda, cada investida poderosa, os gritos tornaram-se mais altos. Enquanto ele se movia, Felicity rebolava com graça e sedução, ousando nos movimentos que a posição lhe oferecia, mordendo os lábios pra conter o ardor do êxtase, que se aproximava rapidamente. Oliver inclinou a cabeça, mordiscando o lóbulo de sua orelha, a rouquidão da voz provocando, pedindo e clamando pra ela se soltar, liberar seu prazer pra ele.
— Oh Deus! — Oliver exclamou suavemente. Sua voz tornou-se trêmula e ofegante. Seus corações estavam acelerados. Disparados.
Os movimentos tornaram-se mais rápidos.
Os gritos incessantes. Os gemidos sedutores.
De repente, o ritmo das estocadas tornaram-se lentos, o suor cobria seus corpos quentes e molhados, o som da noite havaiana dava um toque de sedução e intimidade, eriçaram, arquejaram, gritaram e gemeram. Oliver jorrou seu prazer dentro dela com um grito quase selvagem, desinibido, masculino.
Felicity contorcia-se suavemente quando o clímax a abraçou, levando ao ápice, ao limite.
Ao orgasmo. Ao paraíso.
Oliver beijou-lhe a nuca, mordeu seus ombros e rolou para a cama levando o corpo exausto de Felicity junto ao seu, aconchegou com carinho o corpo pequeno e cansado, as respirações longas e pesadas se acalmavam lentamente. Ele beijou-lhe a testa, murmurando palavras de amor. Ela sorria, os olhos brilhantes. Feliz. Os corpos ainda provando dos espasmos delirantes, saboreando a glória da saciedade.
— Eu te amo. — Felicity pronunciou as palavras, sonolenta. Oliver beijou sua boca devagar, um beijo demorado que falava de amor.
— Eu te amo. — Oliver murmurou as palavras de amor sobre seus lábios numa súplica ansiosa para preencher o tempo perdido. Ela sorriu e no pequeno movimento, ele o sentiu como uma sensação de carícia, envolvente e quente.
De amor eterno.
De sonho realizado.
Adormeceram exalando felicidade. Deixando palavras de amor e comprometimento bailar pelo quarto fechado e escuro.
Poucos sabem, mais a palavra “amor” é derivada da palavra “morte”. Quando você diz a uma pessoa “eu te amo”, é como dizer : Eu morreria por você!
– Caio Fernando Abreu
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