Haunted

4 Capítulo IV — A vidente.


Notas iniciais
Eu tive um dia de atraso, não consegui postar ontem : Desculpem meus anjos!!! Mas aqui está mais um capítulo fresquinho divirtam-se!!! PS: A atriz que aparece na foto foi a primeira em que consegui pensar para fazer a vidente >.<

Finalmente abri meus olhos, as cortinas amarelo-manteiga estavam abertas e espremidas em um canto deixando a claridade preencher o lugar.
Estreitei os olhos e estiquei as mãos para frente do rosto até me acostumar com a luz e ver a familiar estante de livros cheia de enciclopédias, quadros pendurados e ao pisar para fora da cama senti o tapete camurça abaixo de meus pés descalços.


Não demoro a perceber que o lugar onde me trouxeram não é nada mais, nada menos do que o quarto onde dormi.


— Sophia? — Ouço três toques na porta, seguido pela voz de Dean.


Procuro algum calçado olhando em volta, mas só vejo um par de pantufas próximas ao armário, vou até lá e as visto então abro a porta.
Dean usava calças jeans surradas, uma jaqueta verde escuro com parte do zíper aberto deixando visível também parte de sua camiseta preta por baixo. O Winchester carregava consigo uma arma que ao meu ver parecia-me uma pistola.


— Como você está? — Ele entrou, seguiu meus olhos até a arma e percebeu meu desconforto então a colocou na cintura.


— Bem — respondo, não sei se Castiel falou sobre o acontecimento à algumas horas... Eu acho que foram à algumas horas na verdade, estou um pouco perdida em relação a noção de tempo.


— Precisamos que você desça. — Ele foi direto, suas expressões não foram muito amigáveis e já fora estranho o suficiente Dean vir falar comigo a sós. Mas talvez ele esteja cansado apenas isso.


O caçador me deixou sozinha para que eu me ajeitasse antes de descer.


Entrei no banheiro que havia no quarto, era pequeno e úmido com azulejos brancos sem texturas. Tinha um box e uma toalha vermelho-vinho que parecia estar ali pendurada a séculos.
Apoiei as mãos na pia e as tirei rapidamente me perguntando a quanto tempo aquele lugar não fora limpo, abri a torneira e joguei uma água pela pia toda que levara um pouco da sujeira pelo ralo incluindo pasta de creme-dental seca. Busquei fora do banheiro uma toalha, escova de dentes e cabelos na minha minha mochila, jogada no chão perto da penteadeira que até então havia passado despercebida por mim. Peguei uma cadeira e coloquei de frente para a porta do banheiro deixando minhas coisas ali em cima.
Com a porta aberta liguei a torneira e lavei bem as mãos e o rosto, então pego uma goma envolta do meu pulso e levo ao cabelo prendendo-o em um rabo.

Usei a escova de dentes e com cuidado para não tocar em nada deixei a água escorrendo até limpar a escova e enxugar na toalha limpa sobre a cadeira, e guarda lá.

Feito isso soltei meus cabelos e os penteei, repeti o movimento com a escova para cima e para baixo pelo menos uma duzia de vezes em cada mecha que penteava, então joguei meus cabelos para o lado e sai do banheiro.

No quarto caminho até as mochilas — todas as três jogadas no chão perto da penteadeira — revirei-a por dentro e na primeira mochila tirei uma blusa azul marinho sem estampa, na segunda mochila uma calça jeans escura e na ultima uma bota camurça cor de creme.

Já vestida desci as escadas tentando fazer o menos de ruídos possíveis com a bota.

Um poodle estava deitado no sofá da sala de Bobby dormindo. Não havia mais ninguém na sala, ao menos não na parte em que eu podia ver pois há um canto que está tampado por parte de uma parede de concreto. Terminei de descer as escadas e o ruído pareceu chamar atenção do cachorrinho que levantou a cabeça na minha direção.

— Como você está? — Castiel pergunta, não o tinha visto da escada. Ele está encostado em uma das paredes com os braços cruzados.

— Bem — respondo — graças a você, obrigado por salvar minha vida. — Sorri e por uma fração de segundos eu poderia jurar que o anjo deu um meio sorriso, então suas expressões ficaram sérias ou preocupadas não sei ao certo, talvez uma mistura de ambos.

— Nós precisamos discutir sobre o que aconteceu Sophia. — Ele me disse.

— Eu sei. — Me sento na poltrona grande de couro.

Talvez eu deva contar que não fora a primeira vez que eu recebera esse tipo de visitas especiais durante a noite.

Um som vindo da porta chamou minha atenção e depois Dean apareceu na sala deixando quatro malas grandes e aparentemente pesadas caírem no chão, e suspirou de alivio.

— Cuidado! Tem coisa que quebra nessas malas. — Advertiu alguém, uma moça de cabelos castanhos ondulados e olhos claros apareceu atrás de Dean, sua pele é enrugada ao redor dos olhos . Ela usa uma calça branca e uma blusa florida que disfarçava o fato de estar um pouquinho acima do peso.

Dean deu de ombros e seu jogou no sofá ao lado do Poodle e a moça pegou o cachorro no colo e sentou-se também.

— Você deve ser Sophia. — Ela me disse enquanto acariciava a cabeça de seu Poodle.

— É a própria. — Dean falou.

— Sou Ingrid, uma vidente. — Apresentou-se subindo seu olhar para me encarar. — Eu preciso contar algumas coisas a seu respeito, e contatei muito mais do que uma duzia de espíritos para comprovar o que vou dizer.

Dean se ajeitou no sofá e se inclinou para frente mostrando que realmente está interessado no que Ingrid tem a falar.

— Necromante é alguém especialmente ligado ao mundo espiritual. Alguém que provavelmente reencarnou pelo menos umas cem vezes pode-se dizer, é como uma maldição um grande fardo caí sobre essa pessoa e você Sophia vem lidando com ele, não?

— Está falando dos fantasmas que eu vejo sempre? — gaguejei.

— Você não faz ideia do que pode fazer, precisa tomar cuidado.

— Certo, e até onde sabemos sobre o cara que está atrás da Sophia? — perguntou Dean.

— Nada, tudo que os espíritos mencionaram é sobre um gigante. — Ingrid respondeu.

— Gigantes Nephillins. — Castiel mencionou, eu havia esquecido de sua presença ele era tão quieto. — São anjos.

— Ótimo, seus irmãos não tem mais o que fazer? — Dean se levantou. — você pode dar um jeito neles?

Castiel negou.

— Não são quaisquer anjos Dean. Gigantes Nephillins são muito temidos e é quase impossível escapar da prisão onde foram postos provavelmente tiveram ajuda o que significa que se um deles escapou com certeza não esta sozinho.

— Que prisão? — perguntei.

— O Sol, desde o inicio dos tempos os Nephillins queimam no Sol. — O anjo me respondeu.

Ele colocou uma das mãos na cabeça e fez uma careta de dor.

— Tudo bem? — Me levanto.

— Quem está chamando no bat-fone agora? — Indadou Dean.

Notas finais
Normalmente eu disse que postaria um capítulo por semana, e de fato eu posto. Mais o próximo está sem previsão vou tentar ser o mais breve possível. Bemm espero que tenha ficado bom :) Não se esqueçam de comentar! PS: Eu disse que está sem previsão o próximo capítulo mais vou tentar posta lo até domingo. ^^ Spoiler: Provavelmente, não sei, talvez. No próximo capítulo será em terceira pessoa e descobriremos quem chamou o Cas no ''bat-fone''. Bjosss e pudinss!!!