Hate/Love
1 Capítulo 1
Notas iniciais
01. Guerra no Fliperama
Era mais uma tarde chuvosa em Tokyo. Usagi aproveitou que ainda tinha dinheiro e foi entrando diretamente no Fliperama.
- Uahh, a aula foi tão chata, e essa chuvinha chata... Preciso de distração! — Exclamou a garota dos coques, se sentando no jogo da Sailor V.
- Usagi, chega de distrações, precisa treinar! — Luna disse, arranhando a bochecha esquerda da menina.
Não deu nem cinco segundos, Usagi começou a chorar escandalosamente.
- Ei cabeça de coques para com isso! Se te adianta dou um beijinho pra sarar!
- BUAAAAA!! MELHORA SIIIIIM! — Gritava a menina, sem notar quem havia dito aquilo, a única coisa que sentiu foram lábios prensando sua bochecha esquerda. — EI! POR QUE FEZ ISSO SEU...
- Ah, Mamoru! — Disse o rapaz do fliperama. — Que bom que veio! Usagi, não me disse que eram namorados!
Eles coraram, 99% por vergonha e 1% de raiva. Ambos gritaram, negando o namoro deles apesar de se gostarem. Não era a primeira vez, e nem seria a última, que trombariam na rua.
- É... Não sei que eles querem enganar... — Luna sussurrou para si mesma, dormindo em cima do arcade da Sailor V.
02. Finais
- Absol, use Bola das Sombras! Roselia, use Redemoinho de Folhas! — Berrou o dono dos cabelos esverdeados, criando uma "base" para sustentar a bola negra.
- Blaziken, use Chamas Azuis! Glaceon, use Névoa! — Ordenou a morena das orbes safira, deixando um belo efeito em volta das chamas.
Não adiantou em nada, May estava perdendo para Drew e faltavam apenas 30 segundos para apitar o relógio. Eles pensaram em algo, mas o relógio foi mais ligeiro, assoando o alarme.
- E acabou! Drew ganha a fita de Pamplona Town!
A morena ficou de olhos marejados, recolheu seus Pokémons e os agradeceu pela bela apresentação. Drew se aproximava da menor, sorrindo convencidamente.
- Bem, acho que isso prova que sou melhor que você, não?
- Grrr... CALADO! EU TE ODEIO! — Ela berrou, saindo correndo.
O garoto arregalou os olhos, percebendo a burrada que havia feito. Sua amada rival o odiava depois daquilo, e só ele podia consertar aquilo, nem Soledad, nem Harley podiam fazer algo.
Ele correu na velocidade da luz em direção ao corredor, tinha que ir atrás de May a todo custo, até encontrá-la sentada num banco, fitando o chão.
- Por que ele me trata assim? Por que ele não abre os olhos e percebe o quanto eu o amo?
- Desculpa...
Drew murmurou, provocando um susto em May que estava corada. Ele se levantou e a puxou, abraçando a morena fortemente.
- Me perdoa May, sempre sou um babaca perto de você, sempre te trato mal, sempre...
O garoto dos olhos verdes foi interrompido por lábios em sua boca. E eram os lábios mais doces que sua vida já sentiu. Ao se separarem, ela apenas sorriu, andando de volta para seu camarim.
03. Aposta
- Ash... — A ruiva murmurou, sem resposta. — Ash... ASH KETCHUM!
- AH! Misty, o que foi?
- Vamos apostar uma coisa? — Ela perguntou.
Estavam num tédio enorme, uma nevasca havia os pego de surpresa e parecia que não iria passar tão cedo. Ele olhou nos olhos dela, aceitando o desafio com um sorriso de canto.
- Ok... — Ela começou. — Aposto que não consegue dançar como um Mankey no meio do saguão tocando Welcome To The Jungle! E sem as calças, só de camiseta e cueca!
Ele arregalou os olhos. Aceitaria ou não o desafio proposto por sua companheira de jornada? Ash pensou, mas perguntou algo antes.
- Se eu fizer isso o que ganho?
- Surpresa!
O moreno ficou cabisbaixo, assentindo. Ele tirou as calças e foi até o saguão do Centro Pokémon, dançando e com a música tocando. Alguns riam da cena, outros murmuravam coisas, mas uma coisa era certa, Ash estava realmente chamando a atenção.
Ele correu de volta para o quarto, pegou as calças e as vestiu rapidamente. Ash passou os olhos pelo quarto, vendo uma ruiva rolando de rir no chão.
- Que é isso Misty, parece que vai ter um filho! — Ele comentou, vendo como a menina estava.
- Puxa, achei que não soubesse que mulheres ficam grávidas! Hahaha!
Ele sorriu de canto, gostava de vê-la rir e sorrir, mesmo que fosse de suas palhaçadas. Ash ficou em cima de Misty, deixando-a paralisada.
- Qual meu prêmio? — Ele perguntou.
- Esse... — Ela respondeu.
A ruiva o beijou, não foi um simples selinho, ambos se beijavam de língua. O beijo foi calmo e confortável, nenhum dos dois queria sair dele, mas o ar se fez preciso.
- Já te disse hoje que te odeio? — Ele perguntou, sussurrando.
Ela negou, recebendo um beijo na orelha em seguida.
- Te odeio...
04. Trabalho
- Cê, coloca a bibliografia pra mim... — Mônica resmungou, com a cabeça encostada na mesa, prestes a dormir.
- Ah para Mônica, deixa de preguiça! Fiz quase tudo sozinho!
Era melhor ele ter ficado quieto.
- O QUE?! QUEM FOI QUE PESQUISOU SOBRE A MADEIRA UTILIZADA NAS CARAVELAS HEIN?!
- FOI O TROUXA AQUI!
- ENTÃO ME DIZ DE QUAL ÁRVORE ERA!
Ele ficou pensando e pensando, mas realmente não sabia, afinal, quem pesquisou foi Mônica e não ele, Cebola. A garota sorriu convencida.
- Haha, viu só trou... — Ela foi interrompida pelo dedo indicador dele, que estava agora em seus lábios.
- Shh... Sem brigas, ok? — Ele disse, abraçando-a. — Que tal a gente assistir um filme, juntinhos, só nós?
Mônica assentiu. Cebola foi andando até a sala e colocou Os Vingadores para assistirem. Eles se sentaram e se abraçaram, querendo ficar próximos demais.
- Te amo Cê...
- Te amo também Mô...
-Num mundo real-
- Acabei! — Exclamei, vendo meu amado deitado no sofá, dormindo. — Hihihi... Quem diria, quatro casais para nos representar...
- An? — Ele murmurou, ao me ver em frente ao computador. — Já acabou?
Assenti. Quem diria que há 7 anos éramos adolescentes brigões que quase levaram advertência na escola por se socarem ao extremo? Pois é... Agora éramos casados...
- Conta nossa história praticamente. — Ele respondeu, me beijando calmamente.
É minha gente, às vezes quem odiamos pode ser o maior amor de nossas vidas
Fale com o autor