Notas iniciais
Olá a todos! A partir deste capítulo, alguns mistérios são esclarecidos e outros vão surgindo. Espero que gostem. ♥ Tenham todos uma ótima leitura!

TEMPOS ATRÁS…

Está tudo escuro… mas de repente, ouve-se batidas, são batidas de um coração, do meu coração. Começo a abrir meus olhos, mas tudo está embaçado. Pisco algumas vezes e começa a se tornar possível ver algumas cores, até que imagens são formadas e vão se tornando mais claras. É possível enxergar alguém… alguém que me olha atentamente. Não consigo reconhecê-la, mas além de ter cabelos loiros, ela possui um sinal na testa em forma de losango.

AGORA…

Era fim de tarde em Konoha e um Jounin entrou em sua casa e tirou seus calçados na porta, até que uma mulher veio ao seu encontro.

— Shigeki?! O que houve? – Yuna perguntou levemente surpresa.

— Hum?! – Ele a olhou intrigado. — Ah, nada querida. Eu só fui liberado mais cedo, já faz tempo que não tenho folga. – Ele sorriu.

Shigeki possuía cabelos castanhos, assim como Yuna, e tinha belos olhos negros. Yuna sorriu sutilmente enquanto ele passava ao seu lado e foi até a cozinha, estranhando a ausência de seu filho.

— Onde está Sosuke? – Ele perguntou.

— Bem, ele disse que ia até a floresta para treinar os golpes que você o ensinou da última vez. – Ela sorriu com satisfação. — Além do mais, já faz tempo desde que você o ensinou, ele já os dominou muito bem. Creio que já está na hora de ensinar novos.

Shigeki suspirou com um sorriso orgulhoso…

— Me orgulho que mesmo em uma era de paz ele queira se tornar um Shinobi.

Yuna sorriu com doçura.

— Bom, eu já volto, vou procurá-lo na floresta. – Ela se virou e caminhou em direção a porta.

— Querida, espere…

Ela se virou para olhá-lo e viu que ele encarava um livro que estava sobre a mesa.

— Então… você gostou do presente? – Ele perguntou estando um pouco envergonhado.

Yuna ficou com as bochechas coradas e sorriu...

— Eu adorei!

Shigeki sorriu sutilmente…

— Me desculpe por não poder entregá-la pessoalmente, eu tive que sair mais cedo naquele dia. – Ele desviou o olhar.

Yuna se aproximou e tocou o rosto do marido com carinho…

— Eu sinto orgulho por você ser um excelente ninja e ter a confiança plena do sexto Hokage. – Ela lhe deu um beijo no rosto.

Ele ficou levemente surpreso e com as bochechas coradas, enquanto ela sorria com doçura e logo se virou, saindo de casa para procurar Sosuke.

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Em algum lugar no País do Fogo, havia uma casa de jogos bastante agitada e, naquele dia, a Lendária Otária retornou para mais um dia de apostas. Ela caminha por um dos corredores daquele lugar, até que abre a porta de uma sala onde vários jogadores estão sentados em volta de uma mesa. Ao entrar na sala, todos a olham com um sorriso ladino por acreditarem que a mina de ouro havia chegado, aquele seria apenas mais um dia de jogos perdidos para ela. Apesar dos risos debochados e dos cochichos, ela parecia confiante demais naquele dia e, de repente, os sorrisos ladinos se transformam em rostos surpresos. Uma segunda pessoa entrou com ela e se sentou no lugar do apostador, era seu dia de jogar enquanto a Lendária Otária apenas assistia tudo.

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HOSPITAL DE KONOHA

No dia seguinte, Yuna chega ao hospital bem cedo. Ao passar pelos corredores, ela sorri sutilmente por estar de volta e pensa no quanto sentiu falta de estar ali. Ela foi até a sala de reuniões, que era onde ela costumava encontrar Sakura com mais frequência. Ao entrar na sala, avistou a Haruno fazendo algumas anotações em um bloco de notas, mas ao notá-la, ela logo sorriu com doçura…

— Olá, Yuna! Bom dia!

— Bom dia, Sakura!

Sakura logo voltou sua atenção para as anotações e Yuna estranhou pois devido o tempo que ela ficou sem vê-la, ela esperava que Sakura pelo menos tivesse algumas perguntas.

— Bem, tenho uma novidade para você. – Sakura finalizou as anotações e abraçou o bloco de notas, voltando seu olhar para Yuna.

— Que bom! Pensei que depois desse tempo fora, não tivesse nada para mim. – Yuna deu uma leve risada, mas logo parou, se intrigando com a expressão de Sakura.

— Tempo fora? – Sakura perguntou surpresa e intrigada. — Eu não sabia que considerava algumas horas tanto tempo assim, isso significa que você realmente ama o seu trabalho. – Ela sorriu com orgulho.

Yuna a olhou confusa, mas Sakura não lhe deu tempo para questionar e logo voltou a falar…

— Bem, a novidade que eu tenho é que, depois do sucesso da última cirurgia, mesmo sendo sua primeira, decidi deixar você comandar a cirurgia da paciente que está na Sala 6.

Yuna arregalou os olhos…

— O-Oquê?! Na Sala de Cuidados Intensivos?

— Sim. Qual o problema? – Sakura sorriu com doçura. — Você não precisa ficar insegura, você fez um excelente trabalho com o último paciente que esteve lá.

Yuna continuou com os olhos arregalados.

— Você não tem com o que se preocu…

— Sakura, eu não teria como fazer uma cirurgia desse nível! – Yuna a interrompeu com um tom levemente alterado.

Sakura a olhou confusa.

— Você sabe que… eu ainda não sou tão habilidosa para isso. – Yuna desviou o olhar e suspirou.

— Não entendo… Até tomamos um chá juntas pelo sucesso da sua primeira operação a alguns dias, Yuna. Que história é essa de não ser tão habilidosa? – Sakura continuou intrigada.

Yuna a olhou extremamente surpresa…

— D-Do que está falando? Eu não coloco meus pés aqui no hospital desde aquele dia em que eu pedi três semanas de folga para cuidar da minha mãe.

Sakura arregalou os olhos.

|Escritório do Hokage|

— Está me dizendo que alguém disfarçado foi capaz de passar despercebido por você durante todo esse tempo? – Kakashi a questionou.

Sakura suspirou desapontada.

— Sim. O disfarce era perfeito, desde a aparência até mesmo a personalidade e as informações pessoais. Todos pensamos ser Yuna, pois o invasor nos informou que as três semanas que havia pedido de afastamento já não seriam mais necessárias. Sobre esse assunto, apenas eu e ela sabíamos até então. – Ela explicou.

— Entendo. Isso significa que se trata de alguém que a observa e talvez tenha invadido sua casa durante esse tempo, Yuna. – Kakashi disse.

Yuna suspirou preocupada enquanto uma gota de suor desceu de sua testa, seu primeiro pensamento foi seu filho.

— Vale ressaltar que o invasor possui altas habilidades médicas, pois executou uma cirurgia de forma extremamente experiente. – Sakura disse.

Kakashi ficou pensativo

— Yuna, você não notou nada suspeito próximo a sua casa durante esse tempo? – Ele perguntou.

— Não, senhor Hokage.

— Entendo. – Kakashi pensou por mais alguns segundos. – E naquele dia… que eu a vi na biblioteca, não notou se alguém a seguia?

Yuna ficou levemente surpresa e o olhou intrigada…

— E-Eu não sei do que está falando, senhor Hokage.

— Hum?! – Kakashi se intrigou.

— Bom, eu realmente quis ir até a biblioteca para comprar o livro lançado recentemente pela Quinta Hokage, mas antes disso, meu marido me presenteou com um do mesmo. – Ela sorriu sutilmente.

Kakashi se surpreendeu, ficando com os olhos arregalados.



NAQUELE DIA NA BIBLIOTECA…

Kakashi estava na biblioteca e se aproximou do livro. Após ler o título, percebeu que era bem diferente do que ele imaginava...

"As Crônicas de Uma Médica Invisível."

Ele arregalou os olhos assustado e ficou sem reação por alguns instantes.

— Que pena, só sobrou um. – Uma voz feminina disse atrás dele.

Ele tomou um leve susto e a olhou por cima do ombro, se virando em seguida. Kakashi ficou um pouco mais surpreso ao olhar para aquela mulher, ela tinha cabelos castanhos e possuía uma leve semelhança com Harumi. Ela sorriu com doçura para o sexto Hokage enquanto ele a encarava, até que pegou o livro na prateleira.

— Pode levar. – Ele a entregou.

Ela o olhou surpresa e logo sorriu entusiasmada...

— É sério? Muito obrigada, senhor Hokage! – Ela se virou para a esquerda. — Vamos, filho!

Uma criança que estava distraída em outra parte da biblioteca veio correndo e ao se aproximar, Kakashi arregalou os olhos. Era um menino com aproximadamente 6 anos, e ele usava uma máscara idêntica a que Harumi usava no passado para se disfarçar de Akira.

A mãe e a criança saíram apressadas, era notável o entusiasmo da mãe com o livro e Kakashi continuou estático observando-os, até que seguiu seu caminho para a torre Hokage.

Após Kakashi ter caminhado por uma certa distância, aquela criança que acompanhava aquela mulher desapareceu em fumaça e ela se virou, olhando na direção em que Kakashi seguia de costas. Ela o observou por um tempo, até que seus olhos marejaram…

— Kakashi Hatake… – Ela sussurrou.

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Enquanto isso, na casa de jogos, Tsunade estava de braços cruzados e com um sorriso ladino enquanto alguém fazia uma aposta em seu nome.

Depois de alguns segundos, os demais jogadores que estavam com um sorriso debochado se assustaram…

— O-Oqueeê?… – Um deles admira.

— A lendária otária… v-venceu? – Outro pergunta extremamente assustado.

— Não, quem venceu foi a garota que está jogando por ela! – Um deles disse com raiva e jogou suas cartas.

— É impossível alguém estar com uma mão tão boa! – Outro soca a mesa estando indignado.

— Que tal mais uma partida? Assim vocês se certificam de que não se trata de apenas sorte. – Tsunade disse com um sorriso debochado.

Todos a olharam pensativos e ainda indignados.

— O que foi? Estão com medo? – Ela sorriu com deboche.

Todos a olharam com raiva e logo uma nova partida se iniciou. Era possível ver que, a garota que estava sentada ao lado de Tsunade e fazendo as apostas em seu nome, possuía cabelos castanhos.



|Vila da Folha — Escritório do Hokage|

Mais tarde, Kakashi conversava com um Jounin.

— Quero que fique atento a sua casa durante esses dias. – O sexto Hokage disse.

Shigeki se surpreendeu…

— Hum?! Aconteceu alguma coisa, senhor Hokage?

— Bem, eu reconheço que tenho lhe designado muitas tarefas e tem sido minha culpa que você não tenha tempo para sua esposa e seu filho.

Shigeki desviou o olhar, ficando pensativo por alguns segundos…

— Bom… eles entendem que esse é o meu trabalho.

— E eu não tenho do que reclamar, Shigeki. Mas reconheço que você precisa passar um tempo com eles. Por isso quero que fique três semanas com a tarefa de proteger apenas a sua casa.

Shigeki se surpreendeu…

— T-Três semanas?

— Sim, esse é o tempo que você precisa.

Shigeki pensou por alguns segundos até que suspirou com um leve sorriso.

— Obrigado, senhor Hokage.



Quando já era noite, Tsunade foi até um dos quartos da pousada onde estava hospedada, mas não era o seu. Ao entrar naquele quarto, ela avistou alguém de costas, olhando pela janela. Ela fechou a porta e a observou por alguns segundos…

— Hum, mesmo que eu possa imaginar o porquê você tenha ficado assim desde que voltou da Vila da Folha, preciso lhe perguntar…

— Sim… eu me lembrei. – Ela disse em um tom baixo.

Tsunade se surpreendeu.

Aquela pessoa, aquela mulher com lindos cabelos castanhos, fechou os olhos e, ao fechá-los, lágrimas desceram pelo seu rosto.

Notas finais
Obrigada por estarem acompanhando ♥