Harry Potter e os entes amaldiçoados
10 Capítulo 10 - Segredos do Ministério
Notas iniciais
Segredos do Ministério
Era uma quinta –feira pacata no Ministério da Magia, era a semana do início do Campeonato Regional de Quadribol, os funcionários haviam sido dispensados para acompanharem os jogos. O Ministério estava com setores inativos, mas numa sala, bem abaixo do nível das ruas, alguns membros do conselho aguardavam. Uma audiência de alto sigilo estava para acontecer.
O casal de idosos chegou, estavam acompanhados de Rony Weasley. Poderiam ser confundidos com os avós dele, magros, miúdos, de andar oscilante, nada que chamasse a atenção. Os três tomaram os elevadores, passaram por vários túneis até parar no andar selecionado. Foram conduzidos por um longo corredor chegando até o local marcado.
O conselho estava reunido, somente os mais confiáveis, apenas um número reduzido de testemunhas fora autorizado a acompanhar a audiência.
—Revelium!- Hermione erguera a varinha.
Instantaneamente os rostos dos idosos rejuvenesceram e os traços de Alice e Frank Longbottom apareceram. Os dois se acomodam no centro da sala, estão com os dedos entrelaçados.
—Damos início aos trabalhos! Em pauta, o depoimento de Alice e Frank Longbotom. Nível de confidencialidade: absoluto. Que se registre em hora, local e data, e que se inicie a sessão.- Hermione ditou à pena.
Frank Longbottom parece outra pessoa, em nada lembra o pobre coitado que Harry havia visto semanas atrás.
— Muito bem, senhor Longbottom, que informações o senhor possui que possam ser de interesse do Ministério? –Hermione preside o interrogatório.
— Eu vim para contar o que presenciamos, se é do interesse do Ministério, os caros ministros decidirão.
— Não há duvidas de que o senhor recobrou o dom de suas faculdades mentais. Mas não é verdade, senhor Longbottom, que passou anos no Hospital St. Mungus para Doenças e Acidentes Mágicos?
— Sim, mas o que vou contar vem muito antes disso. Há muito tempo , quando eu, Alice e muitos outros, ainda éramos membros da Ordem da Fênix, as coisas estavam perigosas. Voldemort procurava pela criança da profecia...
Harry se remexe desconfortável na cadeira, à lembrança dos pais mortos.
...não sei como ele chegou à conclusão de que a criança era Harry Potter, mas uma caçada começou. Vários membros da Ordem foram capturados, torturados, enganados e amaldiçoados. Assistimos a muitas execuções, Voldemort estava completamente enlouquecido, perseguia até mesmo, os próprios seguidores. Executou maldições tão antigas que ninguém as conhecia. Não sei quantas vítimas foram, ninguém revelou o paradeiro dos Potter. A maioria das pessoas não sabia de nada, mas não foram poupadas. Somente alguns membros da Ordem sabiam onde eles estavam: eu, Alice, Dombledore, Sírius, Snape e Pedro Petgrow.
Mesmo quando fomos separados e levados a pensar que o outro estava morto, não revelamos nada. Mas havia gente fraca entre nós, Pedro Petigrow não resistiu às torturas. Fez um acordo com Lord Voldemort, em troca foi poupado, e traiu a todos da Ordem. Entregou vários nomes, que foram caçados, amaldiçoados ou simplesmente mortos. Voldemort acabou com todos que cruzaram o seu caminho. Depois vocês sabem, foi atrás dos Potter...
Harry engoliu em seco.
— O que vocês não sabem é que Voldemort tinha planos para o futuro. Ele temia pela própria vida, tinha medo de ser traído, e planejou um herdeiro. Primeiro ele criou as horcrux, mas isto não bastou, ele precisava ter certeza de que seu legado não desapareceria, nem mesmo com sua morte. Nunca soube se os planos dele se concretizaram, mas ele estava decidido a realizar suas ambições.
Todos ouviram com atenção, no fim alguns ministros exibiam desde incredulidade até zombaria nos semblantes.
— Então senhor Longbottom , isto é tudo o que tem a nos dizer? – perguntou um deles.
— Na verdade, não! Por um tempo, enquanto dividia a cela com Pedro Petigrow, tentei ganhar a confiança dele, dei algumas informações falsas e ele me revelou alguns planos de Voldemort. Disse que ele estava criando certos artefatos para se proteger, soube que um deles foi o Diário de Tom Ridle. Mas este talvez não tenha sido o único escrito que deixou, segundo Petigrow, existiria outro, que estava sendo escrito, encoberto por feitiçaria antiga, para ser deixado ao herdeiro. Se era verdade, eu não sei. E isto é tudo senhores, mas ainda tenho um pedido a fazer!
— Diga o que o senhor deseja?- Hermione já sabia, mas queria que os ministros ouvissem o pedido de ajuda de Frank.
— Nós precisamos de proteção! Como o Ministério poderá nos proteger se as informações forem confirmadas?
— O Ministério irá deliberar. Permaneçam escondidos, entraremos em contato. Declaro encerrada esta sessão. – Hermione chamou Harry, precisavam conversar em particular.
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