Harry Potter Por Olhos Negros

49 Relíquias da Morte - 14


Notas iniciais
Esse capítulo segue o FILME:
Harry Potter e as Relíquias da Morte - (Parte 14)
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Gente, desculpa a demora. Eu passei mal esse fim de semana e não conseguia nem olhar pro monitor. Só consegui acabar agora. Espero que gostem :) Beijo a todos!

Após conseguir entrar em Hogwarts, Harry já era notícia entre os comensais. Entre eles, o principal que deveria saber sobre a visita do garoto na escola, era o novo diretor, Severo Snape. Recolhendo os alunos das quatro casas no Salão Principal, Snape dava o aviso de que um castigo cruel seria dado àquele que escondesse alguma informação sobre Potter. Sem arriscar mais ninguém, Harry se apresentou saindo do meio das fileiras de alunos e Severo fugiu assim que viu que a Ordem da Fênix também vira ajudar o garoto. Fugindo como covarde, Snape deu espaço para que a escola fosse invadida. Harry pedira a Minerva e a todos que lhe desse cobertura enquanto procurava a próxima Horcrux. Talvez o perdido Diadema de Ravenclaw, sugerido por Luna, fosse o próximo objeto. Mas para ter certeza, Harry precisaria falar com Helena, a filha da antiga co-fundadora de Hogwarts e diretora da Corvinal, Rowena. A tiara que possuía o atributo de deixar mais inteligente quem o usasse, podia ser muito bem mais um peça da alma de Voldemort. Enquanto os alunos saíam desesperados para defender Hogwarts, Harry ia atrás da Dama Cinzenta, a única que saberia onde o diadema de sua mãe estaria. Harry pediu que Hermione e Rony destruíssem a Taça de Hufflepuff com os dentes que sobrara do Basilísco na Câmara Secreta, enquanto procurava o fantasma de Helena. Quando a encontrou, alguns comensais já haviam invadido Hogwarts com dificuldade por causa dos feitiços de proteção que foram postos, mas não suficientes. Ainda mais quando Voldemort atacou o castelo como um todo e percebeu ao mesmo tempo, que a Varinha das Varinhas não lhe obedecia por inteiro. Relutante ao pedido de Harry, Helena ficara receosa, pois da primeira vez que contara sobre o diadema, Tom Riddle havia transformado a tiara em algo das trevas. Dizendo que o destruiria, finalmente, Harry conseguira descobrir que o diadema estava escondido na Sala Precisa.

A noite de verão ficava cada vez mais fria a medida que Voldemort se aproximava de Hogwarts e os comensais faziam a Marca Negra no céu dançar. Hogwarts não era a mesma. De longe do castelo, via-se mais feixes de luzes do que nunca. A batalha era traçada entre os ideais diferente e muitos se machucavam nessa brincadeira. A proteção enorme que os professores fiéis a Dumbledore projetaram para o castelo, já ia se enfraquecendo a medida que os comensais e criaturas das trevas atacavam o mesmo. Da Floresta Proibida era possível ouvir pessoas gritando e muros caindo. Um verdadeiro desastre que acabava de começar era escutado dali, onde exatamente, Ellie aparatou com Lizzy. Os olhos de Ellie se arregalaram para o castelo.

– Deus... – Foi a única coisa que saiu da voz fraca de Ellie ao ver a situação do castelo. Já adivinhando que Harry estava ali dentro.

– Senhorita! Não podemos perder tempo! – Lizzy fechou os punhos e lutou com o ar – Temos que lutar!

– Lizzy, — Ellie agachou e fitou o elfo seriamente — Quero que proteja quem for, está me escutando? Mas tome muito...muito cuidado...

– Eu não vou com a senhorita?

– Não, você será mais útil com eles. — Ellie sentiu um arrepio ao pensar no elfo novo correndo perigo – Promete se cuidar?

– Lizzy promete senhorita...

Ellie sorriu para o elfo dando um último adeus com o olhar. Ela foi para um lado e Lizzy ia aparatar para pátio de Hogwarts quando deu uma última voz para a dona.

– Senhorita?!

Sim! – Ellie estava distante.

– Boa sorte!

O elfo sorriu bobo e aparatou para o meio da batalha. Ellie sorriu e sentiu uma pontada como se tivesse deixado a irmã mais nova ir para guerra sozinha. Ao se lembrar de ir atrás de Draco, Ellie se transformou no labrador belo e negro e seguiu para uma segunda entrada do castelo. Como cachorro, chegaria mais rápido e despercebida.

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O labrador correu da Floresta Proibida ao Salgueiro Lutador. Sentindo suas patas cavalgarem no monte que levava ao castelo, Ellie conseguiu passar pela passadeira que adentrava o castelo. O cachorro corria como se estivesse indo atrás de um gato. Desesperado, o labrador preto viu os labirintos dos corredores da escola infestado de gente. Via duplas lutando entre si, e muitas vezes eram alunos que estavam na batalha. O labrador olhava de um lado para o outro a procura de Draco ou de alguém que o lhe ajudasse, quando viu um dos alunos do primeiro ano correndo perigo. Atrás do garotinho que corria sem saber nenhum feitiço pra se defender, um comensal grande e forte jogava feitiços certeiros. Com a agilidade de um cão, Ellie viu um dos feitiços quase acertando o garoto, quando pulando como quem pega um frisbee no ar, o labrador saltou no garoto lhe derrubando e o desviando do feitiço. O garoto estava a salvo. No meio das pedras que antes faziam as paredes do castelo, o cão saiu de cima do garoto e voltou a sua missão. Era impossível ajudar a todos. O cão virou o corredor sempre atento, farejando o cheiro de Draco, mas era impossível achá-lo. Em um corredor transversal, viu uma luz verde brilhante se acendendo. Alguém havia morrido. Mesmo querendo ajudar, Ellie tentou se fixar na missão quando ao virar a direita ouviu alguém gritar.

– Ellie! – A voz de Rony soara no fim do corredor e o cão lhe fitou ao lado de Hermione. Ellie correu até eles e se transfigurando em um pulo, abraçou os dois com força.

– Vocês estão bem? – Ellie estava desesperada.

– Sim... – Hermione também ofegava – Nós destruímos mais uma na Câmara! A Taça de Hufflepuff. – Hermione sorriu boba e Ellie franziu. Foi quando Rony também sorriu e apertou a mão da amiga, mostrando a Ellie o porquê. Os dois estavam juntos. Ellie sorriu e voltou à ação.

– Nós precisamos achar o Harry! — Ellie ainda ofegava — O mais rápido possível!

– Aconteceu alguma coisa? – Hermione franziu preocupada.

– Eu explico no caminho... Para onde ele foi?

Rony tirou o Mapa do Maroto do bolso e procurou por Harry. Mas os passos de seu amigo haviam desaparecido.

– Ele deve estar na Sala Precisa... – Rony fitou Hermione – Você disse ano passado que ela não aparece no mapa...

– Sim... – Hermione pasmou com a agilidade de Ron.

– Brilhante Ron! Agora vamos!

Mais apressada, Ellie puxou os dois e o novo trio corria em direção a sala escondida.

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Em frente a parede, Harry desejou o que mais precisava e a porta alta de madeira e ferro se desenhou nos tijolos. O diadema estava lá e Harry sentia isso. A sala estava mais cheia do que um depósito de um ferro velho. Entre artigos mágicos empilhados em montes que tinham o triplo da altura de Harry, a tiara deveria estar por ali. Perdido, Harry adentrou a sala no labirinto formado pelas pilhas de objetos, mas nada do diadema. Harry curvou mais uma pilha e sentiu sua cabeça chiar. O barulho fino e agudo, que só as Horcruxes lhe traziam, o levavam para algum lugar. Guiado pela força do som inquietante, Harry vasculhou umas das pilhas e encontrou um caixa. A caixa antiga e empoeirada se deixou abrir e Harry viu a tiara prata e brilhante com a pedra azul significativa da casa Corvinal. Era o Diadema de Rowena.

– O que faz aqui Potter? – A voz de Draco voltara a ser nojenta e surgira atrás de Harry. Junto a ele, estavam Blásio e Goyle.

– Eu poderia te perguntar o mesmo... – Harry fitou os olhos distantes de Draco. Alguma coisa estava errada. Harry tentou levemente puxar a varinha.

– Não tente nada! – Draco ergueu a dele e Blásio e Goyle fizeram o mesmo.

– Draco... – Harry não o reconhecia – O que você está fazendo?

– Você não vai sair dessa... – Draco voltara com o tom nojento.

– Mate ele Draco! – Goyle tinha ódio em seus olhos – Mate o!

– Draco... – Harry tentava puxar alguma verdade mas não entendia nada.

Diferente de quando tentara matar Dumbledore, a mão de Draco não tremia. Enquanto ele segurava a varinha de Narcisa, pois a dele estava com o próprio Harry, os dois alunos da Sonserina tentavam encorajá-lo mais aos sussurros. Enfeitiçado, Draco não precisava de mais nenhum incentivo. Ele mirou a varinha para Harry e certeiramente,gritou as palavras certas:

– Avada Ke... !

– Expelliarmus! – Ellie surgiu atrás de Harry desarmando Draco. Goyle revidou com um feitiço, e o Diadema voou da mão de Harry para o alto de uma das pilhas.

Ellie se agachou com Harry enquanto Hermione e Rony chegavam logo atrás.

– Estupefaça! — Blásio desviou para uma pilha e mirou em Hermione.

– Esturpore! – Hermione se defendeu mas Rony saiu correndo atrás dos três com uma fúria que ela nunca vira, e lançando feitiços sem parar.

– Ela é minha namorada, seus idiotas! – Rony sumiu correndo.

Ellie levantou Harry do chão que a abraçou rapidamente. Ele a fitou franzindo, sem perceber que alguns Diabretes da Cornualha haviam despertado com os gritos.

– O que aconteceu com ele? – Harry pegou a varinha do chão.

– Lúcio o enfeitiçou... – Ellie viu um Diabrete – Rictusempra!

– Harry! – Hermione o lembrara – O Diadema!

Harry olhou para o alto da pilha e mais Diabretes chegavam.

– Subam, eu dou cobertura... – Ellie já acertava mais duas criaturinhas azuis.

Enquanto Hermione e Harry tentavam alcançar a tiara, Ellie atacava os Diabretes que tentavam atrapalhar o plano. Finalmente Harry pegou o Diadema, mas era tarde demais. A voz de Rony ecoava de encontro a eles novamente. Uma voz de desespero o tomava.

Corram! Corram! – Rony apareceu com a cara mais assustadora e engraçada possível. Ele puxou Hermione e saiu correndo – Vamos! Goyle pôs fogo na sala inteira!

Ellie viu a luz alaranjada que seguia o caminho feito por Rony. Ela puxou o braço de Harry que ainda pasmava. Os quatro começaram a correr do fogo que tomava conta da sala e de qualquer passagem à saída. Fechando por um lado e pelo outro. Harry e Ellie corriam atrás e tentavam em vão, derrubar as pilhas de objetos a fim do fogo queimá-los antes que pegasse eles mesmos. Ellie viu a sua frente, Rony e Hermione virando a esquerda e os seguiu, mas no fim daquele corredor, uma pantera de fogo corria em direção a eles. Voltaram para trás, e seguiram no sentido contrário, mas a pantera ainda os seguia como se fosse a hora do jantar na selva. Correndo desesperados, Harry ainda viu Ellie tentar deter a pantera, mas era necessário mais que aquilo para pará-la.

– Harry! Ali! – Rony olhou para trás e apontou o fim da passagem para Harry. Três vassouras esperavam por eles a frente.

– Ellie! – Harry tentou alertara mais a frente e ela concordou com a cabeça.

Mesmo correndo ao lado de Harry, Ellie deduziu tudo. A pantera de fogo vinha atrás deles com a maior fúria já vista. Para chegar às vassouras e conseguir montar nelas, eles precisavam de um tempo que não tinham. Ellie diminuiu o correr sem que o trio percebesse. Harry chegou nas vassouras e cada um pegou uma para si, mas quando Harry virou-se para dar carona a Ellie, ele não a viu ali. Ao ver a grande pantera se aproximando, Ellie se colocara na frente dela a fim de ganhar tempo.

– Ellie! – Harry arregalara os olhos.

– Vão! Vão! – Ellie olhava desesperada – Eu cuido dela!

– Não! Ellie! – Harry viu a pantera se aproximar demais da menina.

A pantera rugiu em fogo e Ellie levantou a varinha para ela. Pedindo mais uma vez proteção ao seu pai, Ellie ergueu a varinha de cedro, famosa por defender a quem seu dono mais ama, e gritou o feitiço deixando o trio com o coração na mão.

Aqua...Eructo!

Um jato d’água saiu da varinha invadindo a pantera. Por mais que Harry já tivesse visto feitiços enormes, aquele era o primeiro que via que tomava uma sala inteira. A água engoliu a pantera lhe desmanchando e Ellie ainda fazia cara de esforço para tanta água que saia de sua varinha com a maio pressão possível. Sendo levada até um pouco para trás, Ellie balançou a varinha e um rodamoinho de água se fez invadindo as três passagens que levava até o trio, atingindo não só o fogo como boa parte da sala. A vontade de defender quem se ama fizera a magia sair um tanto mais forte.

– Cara... Isso foi tão... – Rony via o rodamoinho – Dumbledore...

Ellie só largou a varinha quando não aguentava mais, mas até ai, os três já haviam subido nas vassouras. Quando ela relaxou sentiu seu corpo ser arrastado. Harry tinha lhe colocado na vassoura atrás dele. Repondo as forças, Ellie abriu os olhos e sentiu a vassoura subir até o alto teto da Sala Precisa. A água que conjurara já havia desmanchado, pois o Fogo Maldito de Goyle já estava mais forte. Ela viu a sala em chamas com a iluminação vermelha e ainda sentindo a pele quente, só conseguiu pensar em uma pessoa.

– Harry!

– Também estou procurando ele, Ellie! – Harry olhava para baixo procurando um sinal de Draco enquanto Hermione e Rony voavam ao seu lado.

– Você está brincando? – Rony gritou do lado – Nós não vamos conseguir!

– Ali! – Hermione avistou Draco e Blásio no alto de uma das pilhas sozinhos e deduzira a morte de Goyle.

Enquanto Hermione e Rony desciam para pegar os dois, Ellie e Harry tentavam abaixar o fogo que se aproximava deles.

– Me dê sua mão! – Hermione passou por perto de Draco e ele a obedeceu subindo atrás dela. Ainda assustado ele viu Blásio subir atrás de Rony e sussurrou já consciente para Hermione.

– Acho que nunca fiquei tão feliz de te ver Granger...

Ela sorriu e se juntou a Harry e Ellie, com Rony e Blásio lhe seguindo. A porta estava à sua frente e pedia para que eles saíssem, mas uma águia de fogo apareceu bloqueando o caminho. Mais de trás, Ellie apontou a varinha mais uma vez e um buraco redondo se formou na barriga da águia de fogo. As três vassouras passaram por ele e atravessaram a porta deixando o fogo para trás.

Ao cair no chão frio do corredor, os três capotaram das vassouras. Ellie viu Rony acudir Hermione, talvez por ciúmes de Draco ter vindo com ela, e viu Blásio sair correndo com o rabo entre as pernas. O grande e alto moreno, não era tudo aquilo. Harry caíra próximo a parede e ao lado de Ellie.

– Quem disse que a segunda vez é sempre melhor? – Ellie sorriu para ele, lembrando que também caíra no primeiro voo ao lado de Harry. Ele sorriu de volta.

– O que eu fiz? – Draco se levantara ainda coçando a cabeça tentando se lembrar porque estava ali.

– Tentou nos matar pra variar... – Rony sorriu brincando e Draco sorriu de volta ainda franzindo.

– Harry! – Hermione viu o fogo da Sala Precisa vindo para o corredor.

Sem pensar muito, Ellie viu o Diadema no chão, caído com a queda e num ato rápido, se levantou e pegou o dente do Basilísco que caíra do bolso de Hermione e ainda estava no chão. Com força, ela tentou quebrar o Diadema com o dente e mais uma vez uma fumaça preta saiu da Horcrux.

Ellie...Você é tão sozinha quanto eu...Você foi tão deixada para trás como eu...Eu fui tão usada...fui o Diadema mais querido...eu costumava deixar todos inteligentes e olhe onde estou...Fomos usadas...Dumbledore lhe usou...”

Ellie! – A voz de Harry ecoava distante.

Você foi deixada Ellie...Assim como eu...Você não tem ninguém...Foi escondida...Não me destrua...Nós podemos ser uma só... Eu posso trazer quem você ama de volta...”

Ellie balançou a cabeça e era mais forte que aquilo. Ela ergueu o dente infestado de sangue e veneno do Basilísco e cravou no meio da tiara. O Diadema gritou alto e Harry sentiu uma pontada, assim como Voldemort deveria ter sentido em algum lugar. A Horcrux se desfizera matando mais uma parte da alma do Lorde das Trevas. Draco viu Ellie ajoelhada no chão sem forças e num impulso, ele chutou o Diadema destruído em direção ao Fogo Maldito. O fogo tomou forma de uma única cobra confundida com a fisionomia de Voldemort ao entrar em contato com a tiara. A porta da Sala Precisa fora fechada pelo feitiço puxante de Hermione.

– Harry? – Os olhos de Hermione miraram da fraqueza de Ellie, acudida por Draco, para Harry.

Harry sentira uma pontada tão forte, que só poderia vir de uma das últimas Horcruxes. Destruída a tiara, a alma de Voldemort estava quase mortal, a não ser pelo fato que havia mais uma. Apenas mais uma Horcrux. Os olhos de Harry se distanciaram e não traziam luz. A visão de Voldemort nervoso por ele ter destruído mais um objeto lhe veio de novo. Dessa vez, ele acariciava Nagini, sua preciosa cobra. A visão não durara dois segundos e Harry voltara com a voz de Ellie lhe acudindo enquanto os estrondos da batalha aconteciam ali perto.

– Harry! – Ellie o acolheu – O que você viu?!

– Ele... – Harry respirou — Estava irritado...

– O que mais? – Ellie exigia assim como Dumbledore fazia.

– Não sei...

– O que mais Harry!?

– A cobra dele, não sei...

– A cobra... – Uma luz acendeu em Ellie.

– O que tem ela? – Hermione a fitou e Ellie arregalou os olhos.

– Nagini é a última! Ele não larga daquela cobra! Disse que tinha que protegê-la na mansão. Ficar próximo dele...

– Harry, — Rony o fitou – Entre na mente dele...Veja onde ele está. Se o acharmos, achamos a cobra. E se conseguirmos matá-la, só restara ele!

– Eu não consigo...

– Harry! – Ellie o acudira mais – Você já entrou na minha cabeça...Não vai ser diferente...Pense nele...Se concentre...Você consegue.

– Vamos Potter, você não é famoso por nada... – Draco o incentivou também.

Harry fechou os olhos vendo Hermione lhe sorrindo por último. O cais próximo ao castelo, mais conhecido como Casa dos Barcos, apareceu na visão de Harry. Nela, Voldemort se entrelaçava com Nagini ao seu lado e se dirigia a Lúcio.

– Milorde...Lúcio tremia mais uma vezNão seria mais prudente...cancelar o ataque. E o senhor mesmo procurar o garoto...

– Eu não preciso procurar o garoto Lúcio!...Antes que a noite termine... Voldemort ergueu a voz– Ele virá até mim! Entendeu!?

Voldemort se aproximou e deu um tapa no rosto de Lúcio.

– Olhe pra mim! — Voldemort o fitou– Como você se aguenta Lúcio?

– Não sei Milorde...

– Vá atrás de Severo...Traga o para mim!

Harry sentiu um estalo e voltou a abrir os olhos. Sentado ali no corredor, viu Hermione novamente.

– E então? – Ellie estava ansiosa.

– Na Casa dos Barcos. Ele está com a cobra... E Snape está indo pra lá.

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A ideia era Ellie e Draco ajudarem o trio a atravessar o castelo até chegar à Casa dos Barcos e matar a cobra. Para isso, eles passariam não só por perigos, como por um castelo irreconhecível daquele onde as antigas e monótonas aulas aconteciam. Os comensais lutavam com alunos, e participantes da Ordem da Fênix incrementavam a luta. Os mesmos seguidores de Voldemort lutavam sem parar até que seu senhor conseguisse achar Harry. Alguns muros haviam sido explodidos e pedras enormes dificultavam a transição pelos corredores. Virando um por um, os cinco encontravam grandes vestígios do que tinha acontecido enquanto estavam na Sala Precisa. Só faltava a cobra, e era ela de quem eles precisavam. Ao virarem um dos corredores, Ellie e Draco seguiam na frente de Hermione e Rony, que escondiam Harry, o único que deveria sair vivo pelo menos. Em um dos corredores, eles desviaram de uma das paredes que quase caíra em cima deles. Mais a frente, só havia caminho pela direita e pela esquerda. Dos dois lados estava infestado de comensais lutando.

Bombarda! – Draco quebrou a parede em sua frente abrindo um novo caminho.

A parede quebrada revelou o corredor aberto e que rondava o pátio. Os olhos de Ellie viram a destruição em pessoa. Nunca vira tantos feixes de luz de uma vez só. As varinhas de todos trabalhavam deixando a ideia de ser impossível fazer Harry chegar do outro lado. Passando pelo buraco, eles foram pela esquerda onde adentrariam o castelo mais uma vez. Correndo por onde sempre caminhavam até as aulas calmas, Hermione e Rony davam cobertura por trás enquanto os comensais percebiam a presença de Harry e queria sua recompensa ao pegar o garoto para Voldemort. Ficava cada vez mais difícil. Um dos comensais a frente de Ellie, lutava com um garoto da Lufa-lufa quando o matou sem piedade. Em direção a Harry, ele queria sua recompensa também.

Estupefaça! – Ellie defendeu mais uma vez. E o comensal revidou travando uma batalha com ela.

Uma outra luz iria atingir Draco, mas Rony atacou o comensal primeiro. Atrás de Harry, uma outra comensal tentou atingi-lo, mas Hermione fora mais rápida ao defender o amigo. Enquanto os comensais vinham aos montes atacando Ellie, Draco, Rony e Hermione a fim de deixar Harry mais exposto, alguns outros alunos tentavam dar mais cobertura vendo a situação. Sendo assim, os quatro escoltaram Harry e seguiram pelo meio do pátio, só pensando em chegar até a cobra. No meio do pátio, Ellie não quis olhar, mas ao seu lado o corpo de uma menina da Corvinal que sempre conversava estava em um canto. Trolls e criaturas das trevas lutavam com os soldados que antes eram apenas estátuas espalhadas por Hogwarts. Havia fogo, luzes, capas pretas e uniformes coloridos. No fundo a capa roxa de Kingsley fora vista, mas não havia tempo de ajudar ninguém. O castelo havia sido totalmente invadido. Hermione pulou duas rochas e em um canto viu o famoso feioso atacando alguém. Greyback acabara de matar Lilá Brown, e num último impulso, Hermione o estuporou.

Reducto! – Ellie pegou dois comensais de uma vez e viu uma menina da Grifinória ser destruída em pedaços em sua frente.

– Harry! Rápido! – Hermione gritara para o amigo a suas costas que parecia perdido a tamanha bagunça.

Já quase chegando a escada que dava acesso a Casa dos Barcos, uma aranha chegara perto de Rony. Vendo o medo tão famoso de Rony, Harry atiçou a varinha a uma das rochas jogadas no chão.

–Flipendo! – A rocha esmagou a aranha sozinha, e Rony respirou melhor.

O pátio já terminava e nunca fora tão cumprido de se atravessar. Deixando a batalha para trás, Ellie e Draco ficaram de guarda enquanto deixavam o trio seguir para a Casa dos Barcos.

– Vão! – Ellie atacou mais uma aranha – Encontro vocês depois! Vão Harry!

Harry deu um último olhar ao ver que Ellie ficaria lá em cima em perigo. Mas isso foi antes de se virarem para frente. Harry, Hermione e Ron, estavam rodados de Dementadores. Quase cem Dementadores faziam uma barragem que mal podia ser vista, tendo suas capas velhas e pretas se confundindo com o céu negro daquela madrugada. Antes que qualquer um percebesse, Draco fora mais rápido.

Expecto Patronum! – A varinha de Draco deixou uma luz fortíssima e azulada sair. No ar, espantando os Dementadores um a um, a luz azulada em forma de cachorro pulara ferozmente para as criaturas e se desmanchando o cachorro consumiu todos de uma vez.

Draco... – Ellie viu a magia e num sussurro ninguém lhe ouviu.

Draco deixava o patrono em forma de labrador se sobressair a sua Marca Negra, deixando somente as lembranças boas sobre Ellie florescer no patrono.

Notas finais
Capítulo 50 em breve!