Harry Potter - E Os Prisioneiros De Azkaban
11 Tentação Black
Notas iniciais
OPS: Espero que gostem do banner!
E o diálogo com Black continuou:
– Então! Há quanto tempo vive aqui? –perguntei.
– Me escondo você quer dizer! –disse Black sorrindo.
– Pensei na palavra, mas, não quis ser rude!
– Já tem um tempo! É um bom lugar pra ficar, e com todos pensando que estou morto fica mais fácil seguir com a vida!
– Como sobreviveu?
– Não tenho ideia! –disse andando rumo a um bar no canto da sala. – Talvez pela mesma razão que mantenho a mesma aparência desde que Potter nasceu.
– E qual seria?
– Segredos íntimos demais para serem divididos sem uma bebida! –disse me entregando um copo com bebida alcoólica.
– Eu não bebo!
– Ou está com medo? –ele disse erguendo apenas a sobrancelha esquerda.
– E do que eu deveria ter medo? – encaro diante de mim.
– De estar sozinha com um homem que mal conhece! Um homem desonesto e perigoso! –demonstrou um meio sorriso.
– Você não é perigoso! –pego o copo. – Na verdade nem sei por que todos temem o nome Sirius Black... – me afasto e ando pela sala enquanto os olhos de Sirius me seguem.
– Sabe que eu também não! –ele diz se sentando no encosto do sofá. – Mas fico feliz em saber que não tem medo de mim!
– Você não tem nada de assustador! –olhei pra ele sem conseguir evitar pensar besteiras.
– Meu passado poderia deixá-la... Arrepiada! –ele ergueu as duas sobrancelhas e deu um gole em sua bebida.
– Não me impressiono fácil. E já disse que nada em você me assusta! –deixo meu copo sobre o bar sem tocar no conteúdo.
– Bom! –ele sorriu com ar malicioso.
– Vai me contar seu segredo? –disse indo até ele, ficando diante de si.
– Quer mesmo saber meu segredo?
– Estou perguntando não estou?
– É uma maldição.
– Que tipo de maldição deixa alguém jovem e bonito por tanto tempo? –droga! Não devia ter dito bonito.
– Me acha bonito? –ele sorriu outra vez e bebeu um pouco mais, sabia que ele não deixaria isso passar.
– Foi só um comentário... –revirei os olhos.
–Uma maldição de sangue... Aconteceu quando entreguei James e Lilian a Voldemort. Eu me tornei seu seguidor com a promessa de ter uma vida longe na qual eu apenas desfrutaria os melhores anos. O sangue dele me deixou assim... Pensei que com sua morte a maldição seria desfeita, mas...
– Mas como exatamente fizeram isso?
– Magia negra profunda. Tornou-me uma pessoa que eu não era. Obrigou-me a fazer coisas que eu não faria. Como entregar James e sua família a morte...
– Tudo que fez foi culpa dessa maldição?
– Em parte sim... O resto foi uma vingança pessoal. Mas isso não vem ao caso. –disse se levantando.
– Entendi...
– Agora me diga, por que desse interesse todo no Malfoy? –disse com ar curioso. – Existe alguma coisa entre vocês dois?
– Isso não é da sua conta... –me virei e comecei a andar. – Agora eu preciso ir... Tenho coisas pra resolver e ainda nem achei um lugar pra passar a noite... –disse indo em direção a poltrona por onde entramos naquele cômodo.
– Pode ficar aqui...
– O que? –me virei rindo.
– Tem um quarto sobrando...
– Não.
– Tá com medo?
– Já disse que não tenho medo de você. Só não quero dormir debaixo do seu teto.
– Não vai encontrar lugar pra ficar esta noite. E aqui é seguro...
– Eu me viro... Além do mais, não preciso me esconder. Você é o único fugitivo aqui... –dito isso me virei e andei rumo a poltrona. – Como saio daqui? –interroguei.
– Tem uma escada... –ele apontou para outro lado da sala.
Andei até estar diante dele que sorria pra mim, depois desviei e procurei a segunda saída. Quando a encontrei passei a subir os degraus. Antes de sair, olhei para Black que estava ao lado da escada e me encarava com um sorriso.
– Quando nos veremos de novo? –perguntei.
– Eu encontro você...
– Não sabe pra onde estou indo, como vai me encontrar?
– Acredite! Eu sempre encontro àquilo que eu quero! –outro sorriso perfeito.
Isso acabou provocando um sorriso involuntário em mim, que embora eu tenha tentado disfarçar, tenha sido inútil já que ele percebeu.
– Estarei esperando! Passar bem Black...
– Até logo Lori!
...
POVs Autora
Três dias mais tarde...
Lorena regressa ao seu quarto de hotel, depois de fazer uma visita a um velho amigo bruxo que não via a tempo. Ela entra no seu quarto, e não acende a luz deixando apenas a luz da lua que entrava pela janela iluminar o cômodo. Lori retira seu casaco e o joga sobre a cama, depois anda até o guarda roupa e abre suas portas. Diante do mesmo ela leva suas mãos as costas abrindo o zíper de seu vestido justo e preto, começando a tirar o mesmo pela alça do lado direito, depois do lado esquerdo devagar. No canto do quarto, sentado em uma poltrona, as sombras estava Sirius Black. Ele permanece em silencio, apenas a observando enquanto ela retira o vestido deixando que ele caia aos seus pés, e fica apenas com um conjunto de lingerie preto. Quando se prepara para abrir o feixe do sutiã. Sirius pigarreia, fazendo com que ela se vire rapidamente e procure-o. ao ver alguém sentado a poltrona, ela acende a luz de um abajur, e se cobre o vestido:
– Sirius? –diz franzindo a testa. – O que faz aqui? Como entrou?
– Aparatei! Foi mais fácil do que convencer aqueles, trouxas da recepção a me deixar subir... –ele sorria.
– Feche os olhos, eu vou me vestir...
– Fechados! –ele cobre os olhos com a palma da mão.
– Não espie...
– Não estou... –ele ri.
Lorena vestiu um robbie rosa bebê, e amarrou-o.
– Essa sua mania de espionar garotas seminuas vem de berço ou você aperfeiçoou com o tempo? –diz cruzando os braços.
– Eu não faço isso sempre! –diz se levantando e andando na direção de Lorena. – Só quando me interessa...
– E por acaso eu te interesso? –diz ela com ar de pouco caso.
– Você? –diz aproximando-se enquanto ela dá alguns passos pra trás até encostar-se a uma parede. – Você é muito interessante Lori... –diz diante dela, enquanto leva uma de suas mãos acima da cabeça dela. – Sabe! Eu fiquei feliz por ter me procurado naquela noite.
– Por quê? –diz ela começando a ficar nervosa pela aproximação dele.
– Não sei... –responde em um sussurro. – Você se lembra do nosso primeiro encontro? Nós estávamos exatamente assim... –diz aproximando seu rosto do dela. – Você contra uma parede diante de mim! –a voz grave dele ficava cada vez mais sexy.
– Eu estava morrendo de medo... –seus joelhos tremiam como da primeira vez.
– Estava! –ele sorri. – Era ainda tão menina! Estava apavorada. Aquilo mexeu comigo... –ele dizia com os lábios próximos aos dela. – Despertou algo terrível em mim.
– Mas eu não estou com medo agora. –disse ela tentando respirar.
– E o que você sente agora Lori? –ele se inclina ficando mais perto, e ela sente seu halito quente. – O que eu desperto em você?
– Você... –ela umedece os lábios. – Me perturba. –diz enquanto ele aproxima os lábios do pescoço dela.
– Como? –ele sussurra em seu ouvido.
– Eu não sei. –ela sente seus joelhos fraquejarem. –Eu não sei dizer...
– Tente... –ele sussurra e depois morde o canto do pescoço de Lori fazendo-a gemer.
– Ah... –ela respira profundamente e Sirius toca sua cintura.
Sirius beija o contorno do pescoço dela, enquanto Lori se contorce sentindo o corpo dele prensando o dela contra aquela parede. Os lábios quentes de Black deslizam pela pele dela, que agora se arrepiava completamente pelo toque malicioso da boca dele. Sirius sente-a vulnerável em seus braços, e leva seus dedos a frente do robbie que ela vestia e desamarra-o devagar levando suas mãos para dentro do mesmo tocando a pele quente e macia de Lorena. Ela geme a cada toque dele, enquanto aperta os próprios dedos um contra o outro, como se estivesse se segurando. Black desliza seus dedos leves até as costas da garota, na intenção de abrir o feixe do sutiã dela, mas quando ele toca o local alguém bate a porta do cômodo.
– Senhorita! Serviço de quarto... –diz a voz do lado de fora.
Sirius afasta o rosto e encara Lorena, que estava com os lábios entre abertos, sentindo um êxtase incomum. Ela respira fundo, e olha nos olhos negros de Black que sorri sutilmente e diz:
– Melhor atender!
– É... –ela concorda quase se desmanchando.
Lorena amarra seu robbie enquanto Black se afasta e anda até a sacada da janela, ficando logo atrás das cortinas onde a camareira não poderia vê-lo. A mulher entra assim que Lori abre a porta, e deixa o jantar da garota sobre uma mesa, depois sai. Lorena respira fundo, ainda tentando se recompor depois caminha até o centro do quarto de onde vê Sirius com um dos pés sobre a grade da sacada e com os cotovelos sobre o joelho, admirando a vista. Ela se aproxima se escorando na porta e diz olhando para os cabelos de Black que se balançavam com o vento.
– Ainda não disse por que veio?
– Eu sei como tirar o Malfoy de Azkaban... –diz ele ao virar o rosto na direção dela.
– Como?
– Vai precisar de três coisas... –Lorena se aproxima.
– Que seriam?
– Três objetos... Um vira-tempo. Uma capa, e um pouco de poção polissuco.
– E como consigo isso?
– O vira-tempo pertence a uma garota... Que você conhece bem! Mas não vai ser fácil tirar isso das mãos dela...
– Quem seria?
– Hermione Granger...
– Ah... Ótimo... Sabe que não somos melhores amigas não é?
– Mas é a única que conheço que possui um... A capa pertence ao Harry. Eu mesmo dei a ele. Posso conseguir de volta. Quanto à poção, eu dou um jeito...
– Vai comigo? Falar com a Granger?
– Vou! –ele se afasta da beirada da sacada e se aproxima de Lori. – Disse que ia ajudar...
– Obrigado! De novo...
– Me agradeça quando Malfoy estiver livre. –ele desvia dela e volta ao quarto. – Se conseguirmos...
Lorena abaixa os olhos e sente o vento fresco tocar seu rosto, depois se vira e percebe que Sirius já não estava mais ali. Ela entra no quarto, e confere, mas ele devia ter aparatado.
– Podia ter se despedido pelo menos... –resmungou ela.
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