Harry Potter E A Bruxa Semideusa 4
11 Os Di Angelo
Notas iniciais
Mil perdões pela demora! Espero que gostem do capítulo! Agradeço pelos maravilhosos reviews!
BOA LEITURA!!!
Era noite de sexta-feira. O carro de Sally Jackson tinha sido ampliado magicamente para que Selena e seus amigos se acomodassem perfeitamente. Nenhum deles tinha trocado muitas palavras, apenas ouviram as explicações de Annabeth Chase e Thalia Grace, e haviam se apresentado rapidamente.
Eram oito horas de carro de Hogsmead até Londres (mesmo que o veículo estivesse com magia, sendo cem vezes mais rápido que um carro comum). Chuva e neve castigavam a rodovia. Annabeth, Thalia, Percy e Selena se viram faziam meses, mas em meio à tempestade e à ideia do que estavam prestes a fazer, se sentiam nervosos demais para conversar muito. A exceção era Sally, que fazia perguntas sobre Hogwarts à Hermione, Rose e Lilian.
Quando finalmente chegaram a Westove Hall em Londres (uma filial do internato que havia em Nova York), já estava escurecendo e Sally havia contado à todos, as milhares de histórias embaraçosas de Percy, quando este era bebê. Selena conseguiu rir com todas as coisas que Sally dizia e com a cara que seu amigo Cabeça de Alga fazia.
Thalia limpou o vidro embaçado do carro e olhou para fora.
– Ah, sim! Isso vai ser divertido.
Westover Hall parecia o castelo de um cavaleiro malvado. Era toda de pedras pretas, com torres e janelas em fenda, e um grande conjunto de portas duplas de madeira. Ficava sobre um penhasco nevado que dava para uma grande floresta gelada de um lado e o oceano cinzento e turbulento do outro.
– Vocês têm certeza de que não querem que eu espere? – perguntou a sra.Jackson.
– Não, mãe, obrigado – disse Percy. – Não sei quanto tempo vai levar. Vai dar tudo certo.
– Mas como vocês vão voltar? Estou preocupada, Percy.
– Está tudo bem, senhora Jackson. – Annabeth sorriu tranquilizadora. Seus cabelos loiros estavam enfiados em um gorro de esquiador e seus olhos cinzentos eram da mesma cor do oceano. – Nós vamos mantê-lo longe de encrencas.
– Pode ter certeza que seu filho não vai explodir nenhum internato sem a nossa autorização — disse Selena, sorrindo e recebendo um olhar de indignação de Percy.
A sra.Jackson pareceu relaxar um pouco. Mesmo não conhecendo Selena à pouco tempo, sabia que ela e Annabeth eram semideusas sensatas. Está certa de que Annabeth quase sempre evita que eu seja morto.
– Está bem, queridos – disse minha mãe. – Vocês têm tudo o que precisam?
– Sim, senhora Jackson – disse Thalia. – Obrigada pela carona.
– Pulôveres de reserva? Vocês têm o número do meu celular?
– Mãe…
– A sua ambrosia e o seu néctar, Percy? E um dracma de ouro para o caso de você precisar entrar em contato com o acampamento?
– Mãe, é sério! Tudo vai dar certo. Vamos, pessoal.
– Cara, ela parece a minha mãe — disse Rony, fazendo uma careta.
Selena tomou a frente do grupo, ao lado de Percy. Estava insegura demais para conversar muito. Seus colegas de Hogwarts estavam em uma missão para semideuses, onde com certeza haveriam monstros.
– Sua mãe é demais, Percy — comentou Thalia.
– Ela é bem legal – disse Percy. – Mas e você? Às vezes entra em contato com sua mãe?
– Como se isso fosse da sua conta, Percy... — falou Thalia, fechando a cara.
– É melhor a gente entrar – interrompeu Annabeth. — Grover deve estar nos esperando.
Rebeca olhou para o castelo e estremeceu. Rose, Hermione, Lilian, Laays, Dorcas e Marlene, ficaram mais atrás. Alison, Thiago S, Hugo, Scórpius e os Marotos, assumiram a frente, animados. Harry e Rony apenas ficaram em silêncio.
– Você tem razão. Só queria saber o que ele encontrou aqui que o fez mandar o S.O.S — disse Thalia, pensativa.
– Tomara que não seja nada bom — Scórpius uniu os punhos. — Quero detonar alguns monstros!
– Hey, nós também queremos! — exclamou Sirius, indicando os garotos.
Selena ergueu os olhos para as torres mais altas.
– Não queiram isso — a morena suspirou. — Se Grover mandou um pedido de socorro, acho que o que vamos encontrar definitivamente é ruim.
Percy, Annabeth e Thalia assentiram.
As portas de carvalho se abriram rangendo, e o grupo entrou no saguão em um turbilhão de neve.
– Uau! — exclamou Percy.
O lugar era imenso. As paredes eram forradas de estandartes de batalha e armas em exposição: rifles antigos, machados de guerra e um monte de outras coisas. Selena já ouvira falar que Westover era uma escola militar, mas o exagero da decoração era massacrante. Literalmente.
– Já ouvi falar desse internato antes — Harry olhava ao redor, atento. — Mas não sabia que a decoração era tão horrível assim. Sorte que não fui mandado para cá.
– Você ia ser mandado para cá? — perguntou Thiago P, incrédulo.
– Os Dursley — falou Selena, entre dentes. Harry a encarou, mas a morena desviou o olhar.
Annabeth começou a dizer:
– Queria saber onde...
As portas se fecharam violentamente atrás deles.
– Ops – murmurou Percy. – Acho que vamos ficar mais um pouco.
– Só espero que tenha comida por aqui — disse Hugo, olhando ao redor. Rose revirou os olhos.
Selena pôde ouvir música ecoando do outro lado do saguão. Parecia dance music. O grupo deixou suas sacolas de viagem atrás de um pilar e começaram a atravessar o saguão. Não tinham ido muito longe, quando Selena ouviu passos no piso de pedra, e um homem e uma mulher marcharam saindo das sombras para os interceptar.
Ambos tinham cabelos grisalhos curtos e uniforme preto em estilo militar com debruns vermelhos. A mulher tinha um bigode ralo e o homem, a cara perfeitamente barbeada, o parecia extremamente invertido. Os dois caminhavam rigidamente, como se tivessem cabos de vassoura grudados com fita adesiva nas costas. Hugo conteu o riso. Scórpius abriu a boca para dizer algo, mas levou uma cutucada de Alice.
– E então? – perguntou a mulher. – O que estão fazendo aqui?
– Ahn... — começou Percy. — Madame, nós estamos só...
– Ah! – Disparou o homem, o que fez Rony dar um pulo e colidir com Hermione, pisando em seu pé. A garota começou a ralhar com o ruivo. – Não são permitidos visitantes no baile. Vocês vão ser expulsos!
Ele tinha um sotaque – francês, talvez. Pronunciava o x como pixel. Era alto, com cara de águia. Suas narinas se dilatavam quando ele falava, o que tornava difícil não olhar para o nariz dele, e os olhos tinham duas cores diferentes – um era castanho, e o outro, azul – como os de um gato de rua.
Selena estava certa de que ele estava a ponto de os atirar na neve, quando Thalia deu um passo à frente e fez algo muito estranho. Ela estalou os dedos. O som foi nítido e forte. Uma lufada de vento se propagou da mão dela pelo saguão. O vento passou por cima de todos eles e fez tremular os estandartes nas paredes.
– Ah! Mas não somos visitantes, senhor – disse Thalia, lentamente. – Estudamos aqui. O senhor lembra: eu sou Thalia. E estes são Annabeth, Percy, Selena, Laays, Rebeca, Thiago Potter, Alison, Alice, Dorcas, Marlene, Lilian, Thiago Sirius, Lupin, Scórpius, Rose, Hugo, Dominique, Harry, Rony, Hermione e Sirius. Estamos na oitava série.
O professor estreitou os olhos de duas cores. Definitivamente, o grupo tinha muitos "estudantes da oitava série". Provavelmente, eles seriam castigados por mentir e também atirados na neve. Mas o homem pareceu hesitar.
Ele olhou para sua colega.
– Senhorita Tengiz, conhece estes alunos?
A despeito do perigo que corriam, Selena teve de morder o lábio inferior para não rir. Uma professora chamada Tem Giz? Ele devia estar brincando. A mulher piscou, como alguém que acabava de despertar de um transe.
– Eu... sim. Acho que sim, senhor. – Ela os olhou, carrancuda. – O que vocês estão fazendo fora do ginásio?
Antes que pudéssemos responder, ouviram mais passos, e Grover surgiu correndo, sem fôlego.
– Vocês conseguiram chegar! — gritou o sátiro, aliviado.
– O que é isso, senhor Underwood? – disse o homem. Seu tom deixou claro que ele detestava Grover. – O que quis dizer com “conseguiram chegar”? Estes alunos moram aqui.
Grover engoliu em seco.
– Sim, senhor. É claro, Dr. Espinheiro. Eu só queria dizer que estou muito contente porque eles conseguiram... chegar com o ponche para o baile! O ponche está uma delícia. E foram eles que fizeram!
O Dr. Espinheiro os fulminou com o olhar. Selena concluiu que um dos seus olhos só podia ser postiço. O castanho? O azul? Ele parecia querer os atirar de cima da torre mais alta do castelo, mas então a Srta. Tengiz disse, com ar sonhador:
– Sim, o ponche está excelente. Agora vão andando, todos vocês. E não saiam do ginásio de novo!
Nenhum deles esperou que ela falasse duas vezes. Partiram com uma porção de “Sim, senhora!” e “Sim, senhor!”, e bateram um par de continências, só porque parecia ser a coisa certa a fazer.
Grover os empurrou corredor abaixo na direção da música. Selena pôde sentir os olhos dos professores às suas costas, mas caminhou bem perto de Thalia para poder ouvir Percy perguntar:
– Como você fez aquela coisa de estalar os dedos?
– Você quer dizer a Névoa? Quíron ainda não mostrou a você como fazer isso?
– Não — respondeu Selena, intrometendo-se na conversa. — Mas não precisa jogar na cara.
Grover os apressou até uma porta onde estava escrito GINÁSIO no vidro.
– Essa foi por pouco! – disse Grover. – Graças aos deuses vocês chegaram!
Annabeth, Thalia e Selena abraçaram Grover. Percy bateu na mão dele. Os outros, cumprimentaram o sátiro, com sorrisos e toques de mão.
Selena observou que Grover ficara um pouco mais alto e mais alguns fios de barba haviam nascido, mas, fora isso, sua aparência era a mesma de sempre quando ele passava por ser humano – um boné vermelho sobre o cabelo castanho encaracolado para esconder os chifres de bode, jeans folgados com pés falsos para esconder as pernas peludas e os cascos. Usava uma camiseta, cujos dizeres eram: WESTOVER HALL: PRAÇA. Selena não sabia muito bem se aquilo era o posto militar de Grover, ou quem sabe apenas o lema da escola.
– Então, qual é a emergência? – perguntou Percy.
Grover respirou fundo.
– Eu encontrei dois meios-sangues.
– Próxima novidade — Selena deu de ombros. — Já sabemos disso.
– Um irmão e uma irmã – disse ele. – Têm dez e doze anos. Não sei quem são seus pais, mas são fortes. E nosso tempo está se acabando. Eu preciso de ajuda.
– Até mesmo dos bruxos? — perguntou Dorcas, arqueando uma sobrancelha.
– Bom, não necessariamente, mas com pelo tempo que estamos passando, é necessário que os bruxos conheçam os deuses e o nosso mundo — explicou Grover, nervoso.
– Tem monstros? — perguntou Thiago S, ansioso.
– Um – Grover parecia nervoso. – Ele suspeita. Não acredito que já tenha certeza, mas é o último dia do ano letivo. Estou certo de que não permitirá que eles deixem a escola antes de descobrir. Pode ser nossa última chance! Cada vez que tento chegar perto deles o monstro está sempre lá, me impedindo. Não sei o que fazer!
Grover olhou desesperado para Thalia.
– Certo – disse ela. – Esses meio-sangues estão no baile? – Grover assentiu. – Então vamos dançar!
– Dançar? — perguntou Rony, engolindo em seco. — Eu prefiro enfrentar monstros!
Hugo assentiu.
– Qual é o monstro? — perguntou Selena.
– Ah! – falou Grover olhando em volta, nervoso. – Você acabou de conhecê-lo. O vice-diretor, Dr. Espinheiro.
(...)
O estranho nas escolas militares é que as crianças ficam enlouquecidas quando acontece algum evento especial e elas podem tirar o uniforme.
Havia balões pretos e vermelhos espalhados por todo o piso do ginásio, e os caras os chutavam um na cara do outro, ou tentavam estrangular uma ao outro com as correntes de papel crepom grudadas nas paredes. As meninas se moviam de lá para cá amontoadas como num jogo de futebol americano, do jeito como sempre fazem, usando montes de maquiagem, blusas de alças finas, calças de cores berrantes e sapatos que pareciam instrumentos de tortura. Volta e meia cercavam algum pobre coitado como um cardume de peixes, aos gritinhos e risadinhas, e quando finalmente se afastavam, o cara estava com fitas no cabelo e rabiscos de batom na cara inteira. Selena odiava festas, principalmente as escolares. Ao encarar Harry, percebeu que o moreno estava pensando na mesma coisa.
– Lá estão eles – Grover acenou com a cabeça para duas crianças mais novas discutindo na arquibancada. – Bianca e Nico di Angelo.
A menina usava um gorro verde frouxo, como se estivesse tentando esconder o rosto. O menino era, obviamente, seu irmão menor. Ambos tinham cabelo escuro e sedoso e pele morena, e usavam muito as mãos quando falavam. O menino estava embaralhando algum tipo de figurinhas. A irmã parecia repreendê-lo por alguma razão. Ficava olhando em volta, como se sentisse que havia algo errado.
Annabeth disse:
– Eles já... quer dizer, você já contou a eles?
Grover sacudiu a cabeça.
– Você sabe como é. Isso poderia deixá-los ainda mais em perigo. Depois que se dão conta de quem são, seu cheiro fica mais forte.
– Cheiro? — perguntou Marlene.
– Quando um meio-sangue descobre que é filho de um deus, seu "radar" para os monstros, se torna mais forte, ou seja, o cheiro — explicou Lilian, sabiamente. — Quiron nos disse isso em uma de suas aulas no ano anterior.
– Ah, ótimo — Thiago P, revirou os olhos. — Ela também é esperta no mundo dos deuses.
– Vamos pegar os meios-sangues e dar o fora daqui — falou Percy, decidido.
Este deu um passo à frente, mas Thalia pôs a mão em seu ombro. O vice-diretor, Dr. Espinheiro, se esgueirara por uma porta ao lado da arquibancada e estava perto dos irmãos Di Angelo. Ele acenou friamente com a cabeça na direção deles, como se previsse o que o grupo tentava fazer. Seu olho azul parecia incandescente.
– Não olhem para os irmãos – ordenou Thalia. – Temos de esperar uma oportunidade de chegar até eles. Precisamos fingir que não estamos interessados neles. Despistá-los.
– Como? — perguntou Harry.
– Somos cinco meio-sangues poderosos e dezesseis bruxos. Nossa presença deve confundi-lo — falou Thalia.
– Com certeza — assobiou Sirius. — Caracas, ele vai ficar mais perdido que bruxo em labirinto.
– O que uma coisa tem a ver com a outra? — perguntou Lupin, confuso.
– Ah, eu queria dizer algo legal — Sirius deu de ombros.
– Misturem-se. Ajam naturalmente. Dancem um pouco. Mas fiquem de olho naquelas crianças — Thalia encarava um por um, como se fosse uma capitã explicando um plano de batalha para seus soldados.
– Dançar? – perguntou Rebeca, franzindo o cenho.
Thalia fez que sim. Ela prestou atenção na música e fez uma careta.
– Eca. Quem escolheu Jesse McCartney?
Grover pareceu ofendido.
– Eu.
– Ah, meus deuses, Grover! Isso é tão careta. Não dá para tocar Green Day ou coisa assim?
– Green o quê? — perguntou Grover, confuso.
– Nada, não. Vamos dançar — Selena suspirou.
– Mas eu não sei dançar! — reclamou Grover.
– Você consegue se eu conduzir – disse Thalia. – Vamos, garoto-bode.
Grover ganiu, e Thalia pegou a mão dele e o levou para a pista de dança. Hermione encarou Rony, com um olhar inquisitivo.
– O que foi? — perguntou o ruivo, confuso.
– Não vai me convidar para dançar?
– Por que eu faria isso? — perguntou Rony, confuso.
– Ah, nada não — Hermione fechou a cara.
– Lerdo! — exclamou Rose, irritada.
Rony a encarou.
– Ahn?
– Nada não! — Rose revirou os olhos. Hugo deu uma risadinha.
– Ahn... — Alison coçou a nuca, encarando Alice. — Quer dançar?
– Com você? Nem se você fosse o último garoto do planeta — a Longbottom cruzou os braços.
Alison fechou a cara.
– Aprendam como se faz — Thiago P, foi até Lilian. — Ruiva, quer dançar?
– Se olha no espelho, Potter! Nunca vou dançar com você! — Lilian deu-lhe as costas.
– Eu sou lindo! Por que ela não quer dançar comigo? — perguntou Thiago, ofendido.
Sirius gargalhava, com Lupin ao seu lado.
– Aprenda, veado — o moreno foi até Marlene, caminhando como se estivesse desfilando. — Morena do meu coração, aceita dançar com esse pobre cão?
Marlene arqueou uma sobrancelha. Sirius fez cara de inocente. A morena suspirou.
– Só uma dança! Cinco minutos! E nem pense em me tocar demais! Entendeu?
Sirius assentiu e antes que Marlene o puxasse pela gola da camisa, enforcando-o, Black deu uma piscadela na direção dos amigos.
– Não acredito que o Almofadinhas conseguiu — Thiago P, balançou a cabeça, negativamente.
– Vamos dançar, Lupin? — Dorcas tinha uma taça com ponche nas mãos.
– Ahn...Ok — Lupin seguiu com Dorcas para a pista.
– Até o Encalhado-Mor, conseguiu? — perguntou Thiago P, incrédulo.
– Tente ser menos "eu sou demais", Cherry — sugeriu Dominique, sabiamente. — Talvez Lilian lhe dê uma chance.
Thiago P ficou pensativo. Dominique encarou Thiago S, que observava a pista de dança.
– Vamos dançar, Parker — a loira o puxou pela mão, surpreendendo o moreno. Thiago e Dominique sumiram na pista de dança.
Selena estava mais afastada dos amigos, com os braços cruzados, pensando. Harry se aproximou da morena.
– Quer dançar? — perguntou ele, estendendo a mão.
Selena o encarou.
– Por que eu faria isso, Potter?
– Para que a nossa missão dê certo, talvez? — Harry arqueou uma das sobrancelhas.
Selena aceitou o convite e seguiu com Harry, para a pista de dança. O garoto era extremamente desajeitado no quesito "dança" e Selena teve de ajudá-lo a arrumar as posições. Os dois foram seguindo o compasso da música, em silêncio, até que Harry suspirou.
– Eu fui um idiota — falou, lentamente.
– Sim, você foi — concordou Selena, séria.
– Não era para concordar!
– Ah, desculpe — Selena fez sua melhor expressão de inocência.
– Bom, eu...Acho que fui duro demais com você — Harry baixou os olhos. — E também, fui um idiota por ter beijado a Cho.
– Sim, foi mesmo — concordou Selena. — Principalmente nessa parte.
– Eu não tenho nada a ver com a sua vida — disse Harry, pensativo. — E nem você com a minha, certo?
Selena assentiu.
– Vamos ser amigos novamente? — perguntou Harry.
Selena o encarou.
– Talvez — a morena balançou a cabeça. — Mas não sei se será a mesma coisa.
– Mas... — começou Harry, entretanto, Selena se afastou, olhando na direção das arquibancadas. Os Di Angelo haviam sumido.
– Ah não! — exclamou a morena, olhando para os lados.
– O que foi? — perguntou Harry, então seguiu seu olhar e entendeu.
A porta ao lado da arquibancada estava totalmente aberta. O Dr. Espinheiro não estava em lugar nenhum.
– Vá atrás dos outros — disse Selena, tirando seu arco e flecha da bolsinha da contas (suas armas, haviam sido diminuídas por um feitiço executado perfeitamente por Dominique, para que Selena não se separasse de seu arco e aljavas) e colocando-o nas costas.
Antes que Harry pudesse dizer alguma coisa ou impedi-la, Selena já corria pelo corredor escuro, o qual, Percy havia acabado de passar.
Selena ouviu sons de pés se arrastando mais a frente, e então um doloroso grunhido. A garota colocou em posição a sua arma, atenta a qualquer movimento.
Correndo pelo corredor, Selena chegou ao final deste, mas não encontrou ninguém. Abriu uma porta e se viu de volta ao corredor da entrada principal. Selena virou-se completamente, com o arco à frente do rosto. Dr. Espinheiro não estava em lugar algum, mas ali no lado oposto do ambiente estavam as crianças Di Angelo e ao lado de ambos, um Percy com o braço ferido por um espinho, que o prendia à parede.
– Percy! — gritou Selena, arregalando os olhos e aproximando-se, mas Percy a impediu com um grito.
– Pare e vire-se lentamente!
Selena obedeceu e virou-se, com a arma à frente do seu rosto.
Uma risada fria ecoou pelo corredor.
– Sim. Finalmente, Selena Jayne – Dr. Espinheiro disse. Seu sotaque deformou o J em seu sobrenome. — Está na hora de acabar com você também!
Notas finais
Até o próximo ;)
Beijos da autora, Livia Dias.
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