Harry Potter E A Bruxa Semideusa 3
7 Tratamento de Beleza no Spa de C.C - Parte 1
Notas iniciais
Bom, quero comentários e muito obrigada por estarem lendo a fic até agora :)
PS: O capítulo ficou muito grande e tive que dividi-lo em duas partes.
-Será que ele vai ficar bem? – perguntou Annabeth preocupada enquanto Selena arrumava suas flechas na aljava e colocava nas costas novamente.
-Provavelmente sim. Annabeth, ajuste a vela, por favor? – pediu Selena e a amiga concordou aparentemente feliz por ter algo de útil a fazer.
Basicamente, Percy, Annabeth e Selena estavam em um bote a remo com vela improvisada. Percy ainda estava desacordado e Selena e Annabeth, conseguiram milagrosamente, levar o amigo até o bote que tinham arranjado nos destroços do Birminghan.
Selena observava o céu. Estava azul com o sol brilhando fortemente. Suspirou. Estava sentindo falta de seus amigos. De Rony, Hermione e de Harry.
Ela não podia negar que gostava bastante do mundo dos deuses e semideuses. Era sua segunda casa. Mas ela sentia falta do mundo bruxo. Era o seu primeiro mundo, sua primeira casa verdadeira.
Então, Selena voltou à realidade quando Percy finalmente acordou.
-Descanse. – disse Annabeth enquanto ajustava a vela ao vento.
-Tyson...? – perguntou Percy.
Annabeth sacudiu a cabeça e Selena disse:
-Sinto muito, Percy mais acho que ele não sobreviveu. – disse ela.
-Ele pode ter sobrevivido. – disse Annabeth em tom desanimado. – Quer dizer, o fogo não pode matá-lo.
-Mas as chances são pequenas. – acrescentou Selena.
Não queria que Tyson estivesse morto mais fazer com que Percy tivesse falsas esperanças, parecia cruel e errado. Se Tyson estivesse vivo de fato, ele encontraria os três mais cedo ou mais tarde. Mas se estivesse morto, o irmão teria de estar preparado e falsas esperanças não ajudariam em nada.
Percy assentiu.
Annabeth resolveu mostrar a Percy o que tinha conseguido salvar do ataque ao barco de Ares. A garrafa de Hermes, vazia, um saquinho com zíper cheio de ambrosia, duas camisas de marinheiro e uma garrafa de refrigerante.
O vento indicava que uma tempestade estava a caminho, ou talvez algo perigoso. Selena olhou ao redor. Sabia que não estavam mais na Inglaterra e que estavam nos Estados Unidos, agora, no Triângulo das Bermudas.
Eles acabaram se revezando para tomar goles do refrigerante e para tentar ficar a sombra da vela do bote. Percy contou sobre o sonho que tivera com Grover. Selena não prestou muita atenção.
Apenas algumas informações adentraram sua cabeça como, Grover não tem mais auxilio do seu pequeno truque que era tecer o seu vestido de noiva e mais tarde, quando Polifemo não estivesse por perto, desmanchar todo o trabalho.
Mas parece que Polifemo tinha descoberto o truque. Grover conseguiu enganá-lo inventando uma história e Polifemo acreditou e levou o sátiro para fora da caverna onde havia várias ovelhas.
Selena não conseguiu processar muitas outras coisas mais aquilo era o suficiente. Grover estava em apuros. Seu truque fora pelo ralo e eles tinham menos de vinte e quatro horas para encontrar o amigo e salvá-lo. Se o sonho de Percy estiver mesmo certo, eles tinham apenas esse prazo.
-E se Polifemo tiver se casado com Grover antes? Ele pode ter mudado de idéia. – disse Selena de repente.
-É. Ciclopes não são nada confiáveis. – concordou Percy com amargura.
-Desculpe-me Percy. – disse Annabeth depois de analisar a água por um bom tempo. – Eu errei sobre Tyson. Queria poder dizer isso a ele.
Selena baixou os olhos para o seu arco de madeira e alisou-o enquanto seus pensamentos iam longe. Não sabia ao certo como era ter um peso desses em suas costas. Como era você julgar mal alguma pessoa e quando ela se vai, você se sentir culpado e querer ter dito várias coisas à pessoa que você tanto julgou mal ou tratou de forma errada. Selena pensou o quanto era ruim se sentir culpada desse jeito. Ficou grata, por não ter um peso desses a mais para carregar pelo resto da vida.
-Annabeth, qual é a profecia de Quiron? – perguntou Percy e Selena ergueu os olhos para os amigos. Aquilo estava, bem lá no fundo, martelando em sua cabeça.
-Eu não devia... – disse ela apertando os lábios.
-Sei que Quiron prometeu aos deuses que não contaria para nós. Mas você não prometeu não é? – disse Selena pressionando a amiga.
Percy concordou com um aceno de cabeça e ambos ficaram encarando Annabeth.
-Saber de uma coisa nem sempre é bom para a gente. – disse ela.
-Sua mãe é a deusa da sabedoria!- exclamou Percy indignado.
-Eu sei! Só que sempre que os Heróis ficam sabendo do futuro, eles tentam mudá-lo. Isso nunca dá certo, será que vocês entendem?
-Os deuses estão preocupados com alguma coisa que iremos fazer quando ficarmos mais velhos. – disse Percy calmamente e Selena concordou. – Algo quando nós fizermos dezessete anos.
Annabeth torceu seu boné dos Yankees nas mãos.
-Olhem, não sei a profecia completa. Sei que ela avisa sobre um meio-sangue filho dos Três Grandes... o próximo a viver até os dezessete anos. E sobre uma garota, herdeira do fogo, que terá que unir os dois mundos. Bom, é a verdadeira razão de Zeus, Poseidon e Hades jurarem não terem mais filhos depois da Segunda Guerra Mundial. O próximo filho dos Três Grandes que chegar aos dezessete anos, será uma arma perigosa.
-Por que? – perguntou Percy.
-Porque esse herói irá decidir o destino do Olimpo. Ele ou ela, irá tomar uma decisão que poderá salvar ou destruir o Olimpo.
-O que eu tenho a ver com tudo isso? Não sou a arma perigosa. – disse Selena.
-Sem você, o herói não terá a menor chance. – explicou Annabeth.
-Mas então, eu sou a herdeira do fogo?
-Aparentemente sim. Quiron suspeita disso. Mas existem vários deuses cujo símbolo seja o fogo. Como por exemplo Héstia e Hefesto. E existem várias garotas que são filhas desses deuses. – disse Annabeth.
-Eu sinto que sou eu. Unir os dois mundos. O mundo dos bruxos e dos deuses. Faz sentido. – disse Selena pensativa.
-Então foi por isso que Cronos não nos matou no último verão? – perguntou Percy e Annabeth concordou.
-Ele acha que vocês dois poderiam ser muito úteis a ele. Se ele conseguir vocês dois como aliados, os deuses terão sérios problemas.
-Mas se somos nós na profecia... – disse Percy.
“Só vamos saber se vocês dois sobreviverem por mais quatro anos. O que é muito tempo para um meio-sangue. Quando Quiron soube de Thalia, pensou que a profecia se referisse a ela. É por isso que estava tão desesperado para levá-la ao acampamento em segurança”, disse Annabeth.“Então ela morreu lutando e foi transformada em pinheiro. E nenhum de nós sabia o que pensar. Até que você apareceu Percy”.
-Essa criança na profecia, ele ou ela, não poderia ser tipo, um ciclope? – perguntou Percy. – Os Três Grandes têm uma porção de filhos monstros.
Annabeth negou com um aceno de cabeça.
-O Oráculo disse “meio-sangue” o que sempre significa meio-humano e meio-deus. Na verdade, não existe ninguém vivo que se encaixe na definição a não ser você, Percy.
-Então por que os deuses me deixam viver? Seria mais seguro de me matassem.
-Tem razão. – concordou Annabeth pensativa.
-Muito obrigado.
-Provavelmente os deuses teriam medo de ofender Poseidon. – disse Annabeth. – Talvez vários deuses gostariam de matá-lo mais tem medo. Outros deuses, talvez o estejam observando tentando perceber que tipo de herói você será.
Selena estava pensando. Se ela fosse mesmo a garota da profecia, o que ela deveria fazer especificamente? Unir os dois mundos, dos deuses e dos bruxos, seria uma tarefa difícil.
Annabeth continuou falando com Percy mais Selena já não prestava mais atenção. Ela sentia que Annabeth sabia de mais alguma coisa e não queria falar. Aquilo inquietou Selena.
Mas antes que pensasse em pressionar a amiga até que está dissesse o que parecia esconder, uma gaivota pousou no mastro improvisado do bote e soltou algumas folhas no colo de Annabeth.
-Terra! – disse ela. – Há terra por perto!
Selena se levantou e viu que havia terra mesmo. Havia uma ilha com uma pequena montanha no centro, cheio de prédios deslumbrantes de cor branca, uma praia pontilhada de palmeiras e um porto cheio de um estranho agrupamento de barcos. A corrente os puxava para o que parecia ser um paraíso tropical, só que algo naquele lugar, deixou Selena desconfiada.
-Bem-Vindos. – disse a funcionária com a prancheta. Ela recebeu os três tão calorosamente que deixou Selena ainda mais desconfiada. Era como se tivessem chegado em um barco de luxo (como o Princesa Andrômeda por exemplo). – Primeira vez aqui no SPA? – ela perguntou a Annabeth.
-Ah...
-Primeira vez conosco. – disse a funcionária escrevendo em sua prancheta. Ela analisou os três por um instante. Pareceu ficar um bom tempo analisando Selena que estava com uma jaqueta surrada cinza, por cima de uma camiseta preta e de uma calça jeans também preta. Usava um cinto onde guardava a sua Espada Prateada e sua varinha. Nas costas, tinha o arco e a aljava de flechas. Seus cabelos estavam trançados e cheios de cinzas. Em seu rosto de pele morena, tinha fuligem. – Humm. Para começar, um emplastro de ervas para as moças e é claro, uma transformação completa para o cavalheiro.
-O quê? – perguntou Percy confuso e incrédulo.
A moça estava atarefada o suficiente para não querer responder.
-Ótimo. – disse a funcionária com um grande sorriso. – Bem, estou certa de que C.C, vai querer falar com vocês pessoalmente antes do luau. Venham, por favor.
Selena estava cada vez mais desconfiada. Ela já estava acostumada com armadilhas e geralmente, aquelas armadilhas pareciam agradáveis e legais no começo. Mas infelizmente, Selena não conseguiria abrir os olhos de seus dois amigos que estavam mais interessados na comida do que em qualquer outra coisa (provavelmente Percy era o faminto da história).
-Mal não pode fazer. – murmurou Annabeth e Selena revirou os olhos mas decidiu segui-los.
Selena tinha certeza de que haveria algo de estranho naquele lugar mas não podia negar que o espaço era surpreendente. Havia mármore branco e água azul por todo o lugar. Havia terraços na encosta da montanha, com várias piscinas e tobogãs que eram ligados uns aos outros. Fontes jorravam água no ar tomando formas de águias, cavalos galopando...
-Você está bem, Percy? – perguntou Annabeth e Selena observou o amigo.
Ele estava pálido e parecia ter se lembrado de algo.
-Eu estou...vamos continuar andando. – disse ele por fim.
Selena e Annabeth se entreolharam mas não disseram nada.
Passaram por vários lugares onde funcionárias do spa descansavam tomando coquetéis e sendo cuidadas por outras funcionárias só que de branco.
Selena estranhou já que só havia presença de mulheres no local e não de homens também.
Tinha vários animais domesticados no spa (como tartarugas, leopardos, corujas). Aquilo tudo lembrou a Selena, a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
Eles subiram uma escadaria em direção ao edifício principal, que parecia ter uma mulher cantando. Era uma canção de ninar só que não em uma língua normal, e nem no grego antigo – talvez minoico, ou alguma língua igualmente velha.
Percy parecia hipnotizado com a canção. Selena estava desconfiada cada vez mais. Ou talvez fosse só impressão sua.
Provavelmente Percy deveria ser um garoto idiota que ficava hipnotizado por qualquer mulher que cantasse bem. Ou será que havia algo a mais por trás disso? Selena não poderia tirar conclusões precipitadas, não poderia julgar o lugar que era magnífico. Mas uma voz em sua cabeça dizia para ela voltar. Para ela sair dali. O mais estranho de tudo, a voz era em grego antigo.
Selena balançou a cabeça e continuou com os amigos. Eles tinham entrado em um salão realmente incrível. Era totalmente branco com uma janela na parede da frente que dava uma ótima vista para o mar.
Já a parede de trás, era coberta de espelhos. Os móveis também eram brancos como as paredes e pareciam ser bastante caros. Quase imperceptível aos olhos de quem entrasse naquela sala, havia uma gaiola de ferro mais ao canto. Parecia tão deslocada com o restante do lugar...
Uma mulher estava sentada em frente a um tear grande, as mãos tecendo com grande habilidade e rapidez. A tapeçaria cintilava como se fosse tridimensional, e Selena notou que dava para identificar o cenário de uma cascata com água e nuvens se movendo.
-É lindo. – disse Annabeth e Selena sabia que ela estava impressionada com o tear pois sua mãe, Atena, quem inventou-o.
A mulher se virou e sorriu. Tinha cabelos escuros trançados com ouro e usava um vestido preto.
-Você gosta de tecelagem, minha querida? – perguntou a mulher a Annabeth.
-Ah, sim senhora. – Minha mãe é...
Mas a garota parou aparentemente constrangida. Não poderia anunciar que sua mãe era Atena, deusa da sabedoria. Corria o risco de ser presa no hospício.
A tecelã apenas sorriu para a garota.
-Tem muito bom gosto, querida. Estou tão contente por tê-los aqui, em meu humilde spa. Sou C.C.
Neste instante, guinchos percorreram a sala e Selena observou que eram os animais da gaiola de ferro. Eram porquinhos – da — índia.
Então, o trio se apresentou para C.C. Ela pareceu gostar de Selena e Annabeth mas examinou Percy com total desagrado.
-Céus! Realmente você precisa da minha ajuda. – disse ela ao garoto.
-Senhora? – perguntou Percy confuso.
C.C. não deu atenção a ele e chamou uma funcionária de uniforme vermelho.
-Hylla, quer levar Annabeth e Selena para dar uma volta? Mostre a elas o que temos de disponível e roupas novas para cada uma. Ah, e não esqueça dos cabelos. Precisam ser tratados estão horríveis. E depois uma consultoria de imagem logo que eu tratar do cavalheiro.
-Mas... – Annabeth pareceu profundamente magoada. – O que há de errado com meu cabelo?
-Você precisa liberar seu potencial. É muita beleza desperdiçada. Aliás, as duas. São extraordinárias mas precisam de um empurrãozinho a mais. Tsc, tsc, que desperdício.
-Desperdício? – perguntou Selena arqueando uma sombrancelha.
-Sim, querida. Desperdício. Vocês não estão satisfeitas com o que são, com certeza. Hylla, leve-as para uma mudança. Depois traga -as aqui para eu ver se houve resultados satisfatórios. – pediu C.C e a funcionária guiou Selena e Annabeth para fora da sala antes que elas pensassem em mencionar Percy ou dizer qualquer outra coisa.
Elas desceram as escadas e Hylla começou a falar sobre os recursos disponíveis do spa.
-Existe um salão especial para tratar dos cabelos, da pele, das unhas e também uma estilista profissional que dispõe o closet cheio de roupas e acessórios para os clientes. Ah, e não podemos esquecer dos banhos. São mais de cem escolhas de banho com espumas diferentes e etc. Bom, vou guiá-las primeiramente ao banho. Depois, posso levá-las a nossa área de lazer. – disse ela guiando as garotas.
-Isso não está parecendo com o Hotel e Cassino Lótus? – perguntou Selena baixinho a Annabeth.
-Que mal um tratamento pode fazer? – perguntou Annabeth.
-Não sei você mas eu logo, logo vou dar o fora daqui.
-Pare de ser desconfiada, Selena. Que mal um Spa pode trazer a nós? Olhe, depois do nosso banho podemos ir embora. Temos liberdade para ir e voltarmos a hora que quisermos. – disse Annabeth.
-Você já tentou ir embora por acaso? – perguntou Selena mas Annabeth a ignorou.
Tinham chegado na área dos banhos especiais. Eram mais de vinte banheiros equipados com banheiras de ouro cheias até a borda com água quente e várias torneiras havia em volta. Tinha também, um grande espelho e um armário no canto com toalhas e roupões fofinhos e macios.
Hylla guiou Selena até um dos banheiros depois de ter levado Annabeth até o outro.
-Estarei aqui fora. – disse a funcionária e fechou a porta. E pelo barulho que se seguiu, Hylla tinha trancado a porta, aparentemente por segurança.
Selena suspirou. Não havia outra escolha a não ser tomar logo aquele banho.
Tirou a aljava de flechas e o arco das costas e tirou o cinto onde tinha sua Espada Prateada (transformada em pena naquele momento), e sua varinha, e colocou-os em um canto.
Dez minutos depois, Selena já estava na banheira em meio a uma espuma com cheiro de rosas.
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