Harry Potter E A Bruxa Semideusa 3

28 Sustos, Sonhos e Discussões


Notas iniciais
Hey, estou muito feliz pelos comentários e pela linda recomendação da Garota Invisível! Muito obrigada ;)

Espero que gostem do capítulo e desculpem por não eu não ter postado ontem :)

BOA LEITURA!!!

A festa na Sala Comunal da Grifinória foi ótima em todos os sentidos. Música, animação e brincadeiras. Os gêmeos Weasley agitavam a comemoração, com brincadeiras e comes e bebes — roubados da cozinha.

Selena estava quieta e as garotas, sabiam exatamente o porque.

- Selena — começou Livia -, você não deve se importar com o que aquela...Chang disse.

- É. — concordou Drika, animada. — Ela é ridícula. Se você soubesse...

- Eu sou superior por ser uma Chang. — Dominique imitava Cho, fazendo Selena rir.

- Obrigada garotas, mas acho que as coisas não são assim. — disse Selena, voltando ao silêncio.

As garotas começaram a conversar entre si, animadas.

Harry estava mais afastado, com os garotos.

- Então Harry — Sebastian seguiu o olhar do amigo e viu para onde, ou melhor, para quem ele olhava -, legal não é?

- O que? — Harry se assustou e encarou Sebastian.

O garoto riu.

- Harry, Harry. — disse Sebastian, balançando a cabeça. — Não entende mesmo não é?

- Do que você está falando? — perguntou Harry, se fingindo de desentendido.

- Você e a Selena...? — Sebastian balançou a garrafa com suco de abóbora, enquanto sorria malicioasamente.

- Que?! Ah não. — Harry balançou a cabeça. — Não!

- Certeza? — perguntou Sebastian. — Nem por sua parte?

Harry continuou encarando Selena, que batucava os dedos pela mesa e tinha uma expressão pensativa em seu rosto. Seus olhos estavam da cor cinza, o que Harry achou ser por causa dos pensamentos tempestuosos da garota.

- É. Eu já entendi. — Sebastian sorriu e ergueu a garrafa de suco em sua mão, para Harry. — Boa partida, Harry.

O garoto foi até Tomas e Renato, deixando Harry sozinho, com seus pensamentos.

A festa seguiu até uma da manhã, quando a professora Mc.Gonagall, irritada, mandou-os dormir.

(...)

Selena teve um sonho estranho naquela noite. Imagens borradas. Gritos. De repente, Selena surgiu, mais velha e com milhares de cortes por seu rosto e corpo. O broche preso em sua roupa, o arco e aljava de flechas prontas em suas mãos. Determinação existente em seu rosto e algo a mais, em seus olhos negros.

Logo, Cho surgiu, rindo maldosamente. Selena atirou uma das flechas em Cho, mas errou. A garota se jogou em cima de Selena, que não teve como desviar.

Tapas, chutes, socos. Selena arquejava como Cho. Ambas lutavam, mas Cho conseguiu prender Selena, segurando seus pulsos com os pés e as pernas, com seu próprio corpo.

- Onde está seu namorado agora? — perguntou Cho, maldosamente.

Selena se debateu, mas Cho lhe deu um soco no rosto e a morena, arquejou de dor.

- Sabe o que vou fazer quando você morrer? Consolar o Harry. — Cho disse aquilo, com malicia. Selena sentia raiva, mas não via nenhuma forma de escapar.

- Agora, está na hora de acabar com você! — Cho tirou uma faca mortífera de dentro da jaqueta e colocou no rosto de Selena. — Adeus, Bruxinha Semideusa.

Cho deu o golpe e Selena acordou assustada.

- Tudo bem? — perguntou Hermione, com Bichento em seus braços.

As garotas estavam de pé. Selena pensou que houvesse amanhecido, mas viu que ainda eram duas da madrugada.

- O que aconteceu? — perguntou a garota, confusa.

- Você não vai gostar de saber. — disse Alice, com uma expressão nervosa e ao mesmo tempo, decidida no rosto.

(...)

Alice estava certa. Selena não gostou nada do que soube.

Sirius Black, invadira Hogwarts novamente e pior ainda, invadiu o dormitório dos garotos, na torre da Grifinória.

Rony relatou o que aconteceu. Explicou a Selena e a quem mais quisesse ouvir, que Sirius Black cortou seu cortinado com uma faca e pretendia golpeá-lo, quando se assustou com os gritos do garoto.

- Vocês acham que Sirius estava atrás de vocês, não é? — perguntou Milena à Harry e Selena, que estavam sentados em poltronas, diante da lareira, depois de terem ouvido Rony.

- Sim. — disse Harry.

- Provavelmente, se ele tivesse conseguido matar Harry, me mataria logo depois. — Selena refletia, sobre o que acontecera.

Sebastian decididamente não se sentia bem. Tomas e Renato o levaram para outro lugar e Selena ficou pensando se o garoto, temia Sirius Black tanto quanto ela e Harry.

Ninguém na Torre da Grifinória dormiu àquela noite. Todos sabiam que o castelo estava sendo revistado novamente e os alunos da casa permaneceram acordados na sala comunal, esperando para saber se Black fora apanhado. A Profª. Minerva voltou ao amanhecer para informar que, mais uma vez, ele escapara. Selena se sentiu mal, por saber disso.

Durante todo o dia, onde quer que fossem, os garotos percebiam sinais de uma segurança mais rigorosa; o Profº. Flitwick podia ser visto, às portas de entrada do castelo, ensinando-os a reconhecer uma grande foto de Sirius Black.

Filch, de repente, andava para cima e para baixo nos corredores, pregando tábuas em tudo, desde minúsculas fendas nas paredes até tocas de camundongos. Sir Cadogan fora demitido. Repuseram seu retrato no solitário patamar do sétimo andar e a Mulher Gorda voltou ao seu lugar. Fora competentemente restaurada, mas continuava nervosíssima e só concordara em voltar ao trabalho com a condição de receber mais proteção.

Um bando de trasgos carrancudos tinham sido contratados para guardá-la.

Eles percorriam o corredor em um grupo ameaçador, falando em rosnados e comparando o tamanho dos seus bastões.

Harry e Selena, não puderam deixar de reparar que a estátua da bruxa de um olho só, no terceiro andar, continuava sem guarda nem bloqueio. Parecia que Fred e Jorge tinham razão em pensar que eles e agora Harry Potter, Selena Jayne, Rony e Hermione eram os únicos que conheciam a passagem secreta a que a bruxa dava acesso.

— Você acha que devemos contar a alguém? — perguntou Harry a Rony.

— A gente sabe que Black não está entrando pela Dedosdemel — disse Renato, se intrometendo na conversa e descartando a idéia. — Saberíamos se a loja tivesse sido arrombada.

Selena ficou feliz pelos amigos pensarem positivo e de certa forma, como ela. Se a bruxa de um olho só também fosse fechada com tábuas, ela não poderia voltar a Hogsmeade.

Rony se transformara numa celebridade instantânea. Pela primeira vez na vida, as pessoas prestavam mais atenção a ele do que a Harry ou Selena, e era evidente que ele estava gostando bastante da experiência. Embora ainda estivesse muito abalado com os acontecimentos da noite anterior, ficava feliz de contar a quantos perguntassem o que acontecera, com riqueza de detalhes.

—... Eu estava dormindo e ouvi barulho de pano cortado e achei que estava sonhando, sabe? Mas aí senti uma correnteza de ar... Acordei e vi que o cortinado de um lado da minha cama tinha sido arrancado... Me virei... E vi Black parado ali... Como um esqueleto, os cabelos imundos... Segurando um facão comprido, devia ter uns trinta centímetros... E ele olhou para mim e eu olhei para ele, então eu soltei um berro e ele se mandou.

— Mas por quê? — Rony acrescentou para Harry e Selena, quando o grupo de garotas do segundo ano, que estivera escutando sua história enregelante, se afastou. — Por que foi que ele correu?

Selena como os outros, andara se perguntando a mesma coisa. Por que Black, ao verificar que escolhera a cama errada, não silenciara

Rony e procurara Harry? Ele já provara doze anos antes que não se importava de matar gente inocente, e desta vez só precisava enfrentar cinco garotos desarmados, quatro dos quais adormecidos.

— Ele devia saber que ia ter problemas para sair do castelo depois que você gritasse e acordasse todo mundo — disse Harry, por Selena. — Teria que matar a casa toda para passar pelo buraco do retrato... E teria dado de cara com os professores...

Neville caiu em total desgraça. A Profª. McGonagall estava tão furiosa com ele que o banira de todas as futuras visitas a Hogsmeade, lhe dera uma detenção e proibira todos de lhe informarem a senha para a torre. O coitado era obrigado a esperar do lado de fora da sala comunal, todas as noites, até alguém deixá-lo entrar, enquanto os trasgos da segurança caçoavam dele. Nenhum desses castigos, porém, chegou nem próximo do que sua avó lhe reservara. Dois dias depois da invasão de Black, ela mandou a Neville a pior coisa que um aluno de Hogwarts podia receber na hora do café da manhã: um berrador.

As corujas da escola entraram voando pelo Salão Principal trazendo o correio, como de costume, e Neville se engasgou quando a enorme coruja pousou diante dele com um envelope vermelho preso no bico.

Selena notou que Harry e Rony, que estavam sentados em frente, reconheceram imediatamente que a carta era um berrador. Rony recebera um da Sra. Weasley no ano anterior.

— Apanha ela logo, Neville — aconselhou Alison encarando Alice, que fechou a cara por alguma razão.

Neville não precisou que lhe dissessem duas vezes. Agarrou o envelope e, segurando-o à frente como se fosse uma bomba, saiu correndo do Salão em meio às explosões de riso da mesa da Sonserina. Todos ouviram o berrador disparar no saguão de entrada. A voz da avó de Neville, com o volume normal magicamente ampliado cem vezes, bradava que ele envergonhara a família inteira.

Selena notou, que uma carta chegara para Harry também. O garoto parecia ocupado demais — provavelmente com pena do Neville — para notar isso.

Edwiges atraiu sua atenção beliscando-o com força no pulso.

— Ai! Ah... Obrigado, Edwiges.

Harry rasgou o envelope enquanto a coruja se servia dos flocos de milho de Neville. O bilhete dentro do envelope dizia o seguinte:

"Caros Harry e Rony

Querem vir tomar chá comigo hoje à tarde por volta das seis?

Irei buscar vocês no castelo.

ESPEREM POR MIM NO SAGUÃO DE ENTRADA; VOCÊS NÃO

PODEM SAIR SOZINHOS.

Abraços, Hagrid."

— Ele provavelmente quer saber as novidades sobre Black — disse Rony a Harry, mas Selena tinha quase certeza que não era isso.

Hermione havia ficado estremamente triste desde que Rony brigou com ela. Selena tentava consolá-la, mas era difícil. A castanha chorava muito e as garotas, também tentavam ajudar, mas Hermione não melhorava e parecia cada vez pior.

Selena viu Harry e Rony sairem às seis da tarde, daquele mesmo dia, para o salão principal.

- Acha mesmo que é sobre o Black? — perguntou Rose, enquanto ela e Selena, conversavam na escadaria de mármore.

- Claro que não. — disse Selena, balançando a cabeça. — Vem, temos que terminar o dever de História da Magia.

(...)

Graças à Harry, Selena descobriu que a conversa fora, por dois motivos:

Primeiro, comentar sobre o julgamento de Bicuço, que seria em breve.

Segundo, para falar aos garotos como Hermione estava se sentindo.

Selena sabia que Rony era um cabeça dura, mas a conversa com Hagrid pareceu mexer com ele.

Hermione estudava à todo o instante e ainda usava o truque do vira-tempo para conseguir participar de todas as matérias extras.

Harry e Selena, passaram a se preocupar com coisas novas, quando outro passeio a Hogsmead foi marcado. Ambos haviam decidido, que seria melhor se apenas eles fossem ao povoado, pois seria muito perigoso — com toda a proteção em volta do castelo -, caso eles fossem pegos com os amigos deles. Selena e Harry comunicaram aos amigos a decisão deles e Selena ficou feliz, por saber que os amigos planejavam ficar em Hogwarts no final de semana.

Porém, Hermione não gostou nada daquilo tudo e ameaçou contar à Mc.Gonagall, sobre o Mapa do Maroto. Tomas, Renato e Sebastian, não ficaram nada felizes com isso e muito menos Rony, que deu uma resposta estremamente forte à Hermione, que saiu da Sala Comunal da Grifinória, irritada e muito triste.

Selena esperava que Hermione não ia desistir tão facilmente, portanto, não se surpreendeu quando a garota a chamou na noite anterior ao passeio.

- Selena — chamou Hermione. Parvati e Lilá dormiam — ou fingiam dormir -, por isso, a castanha falou em um tom de voz mais baixo.

- O que é? — perguntou Selena, tirando a atenção do livro que lia.

- Você vai mesmo para o passeio à Hogsmead amanhã? — perguntou Hermione.

Selena tirou a atenção do rosto de Hermione. Claro que ela iria. Por que não?

- Sim. — respondeu Selena.

- Pois eu não acho uma boa idéia. — Hermione se ajeitou em sua cama e encarou Selena.

As outras garotas dormiam profundamente. Apenas Selena e Hermione conversavam.

- Mione, já falamos sobre isso. — disse Selena, impaciente.

- É perigoso! — cochichou Hermione, irritada. — E se alguém pegar vocês dois?

- Seremos apenas nós dois e mais ninguém. — disse Selena, com um suspiro. — Olhe, já conversamos e decidimos que será melhor assim. Nós...nós não vamos levar nenhum deles. E você vai para o povoado legalmente. Você e o Rony. Então, o que é que tem?

- Selena Black! — Hermione insistiu, irritada. — Escuta aqui...

- Não Hermione, escute aqui você! — Selena fechou o livro com força e encarou Hermione, com raiva. — Não é porque você quer conseguir tudo "legalmente" que eu tenho que ir pelo mesmo caminho. Olhe só, essa tem sido uma das únicas alegrias aqui dentro porque sempre estou preocupada com alguém e não comigo mesma! Ou é com a Rebeca e o perigo dela ser atacada por um monstro ou não se adaptar com seus poderes, ou é você e o Rony brigando o tempo todo, ou é o Hagrid e o problema com o Bicuço ou é o Sirius Black atrás de mim!

Hermione ficou quieta, encarando Selena. A morena, balançou a cabeça.

- Não tenho tempo para fazer o que gosto ou me preocupar comigo mesma, porque sempre tem um problema. Sempre! Você não entende, mas se você corresse o risco de ser morta à todo o instante e salvasse o mundo todo o verão, entenderia.

Um silêncio incomodo preencheu o ar. Hermione levantou de sua cama e seguiu até Selena, que tremia. Não de raiva, mas de angústia e medo.

- Hey, acalme-se. — disse Hermione, com um sorriso culpado. — Desculpe tudo bem? Só não quero ver vocês dois metidos em encrencas.

Selena concordou. Hermione abraçou-a e sorriu.

Selena não conseguiu dormir aquela noite, pensando. Sua vida não era nada fácil e aquilo tudo que dissera à Hermione, estava certo.

Aquele passeio seria perfeito. Tinha que ser perfeito. Harry e ela...à sós? Não! Claro que não! Selena tinha que parar de ser boba daquele modo! Aquele seria um passeio amigável e apenas isso. Nada mais.

Harry, em seu dormitório, pensava coisas parecidas. Selena e ele...juntos. Não era da forma que ele achava que gostaria, mas era um modo legal para ambos passarem o dia.

Aquele passeio, tinha que ser perfeito. E com certeza, seria. Claro, perfeito do jeito deles, porque sendo os "rei" e "rainha" das confusões, o passeio não poderia ser normal.

Notas finais
Estou tendo milhares de idéias para o próximo capítulo. Ainda não comecei a escrevê-lo, porque quero ter bastante tempo para ele e provavelmente, eu posto no sabádo ;)

Deixem comentários e desculpem se esse capítulo não ficou tão bom quanto o esperado.

Beijos da autora, Livia Dias.