Harry Potter E A Bruxa Semideusa 3
13 Surpresas em Southend
Notas iniciais
RECOMENDEM por favor! A fic pode ganhar mais leitores ainda se vocês fizerem está simples ação.
COMENTEM deixando sua opinião pois este capítulo será muito bacana.
Até pessoal, e desculpem se fui grosseira mas pedir comentários e recomendações é meu trabalho além de escrever. A quem já recomendou a fic, MUITO obrigada mesmo. A quem não recomendou, o que custa? Se você estiver gostando, não irá doer nada.
BOA LEITURA!!!
-Selena? – chamou uma voz.
A garota abriu os olhos sentindo leves gotas de água salgada atingirem seu rosto. Grover, Clarisse, Percy, Tyson e Annabeth estavam ao seu lado, montados nos cavalos-marinhos.
-Onde estamos? – perguntou e Percy sorriu.
-Em Londres. Bom, não precisamente em Londres, mas perto. Em Southend. – disse o garoto.
Selena olhou ao redor e viu os cavalos-marinhos farejando e um deles, até espirrando.
-Aqui é o mais longe que eles vão. – disse Percy, que provavelmente entendia o que os cavalos-marinhos estavam sentindo.
– Seres humanos demais e poluição demais. Teremos de nadar até a praia sozinhos.
Selena assentiu. Eles agradeceram aos cavalos-marinhos e pularam na água. Começaram então, a nadar até a praia de Southend, Inglaterra.
Selena se sentia muito feliz por estar em casa novamente. Era incrível, saber que tudo dera certo. Eles conseguiram, finalmente, passar pelo ciclope Polifemo e salvar Grover, e o acampamento Meio-Sangue.
-Está se sentindo melhor? – perguntou Annabeth a Selena.
-Sim. Como conseguiram curar meu ferimento? – perguntou a garota.
-Ambrósia e Néctar. – respondeu Grover. – E um pouco de sorte com o sangramento.
Selena assentiu, mostrando que entendera. Os heróis tinham alcançado a praia graças as ondas que os empurraram para a areia.
Logo em seguida, eles estavam caminhando pelos cais dos navios, onde milhares de pessoas chegavam de suas viagens de férias. Havia um grande rebuliço entre taxistas, passageiros e carregadores mas nenhum deles, pareceu perceber a presença de quatro adolescentes encharcados, um ciclope e um sátiro. Felizmente, isso se devia a Nevóa que os encobria.
Grover colocou os tênis e o boné e o Velocino de Ouro, se transformara em uma jaqueta de couro esportiva.
Annabeth correu até uma banca de jornais e apanhou um. Praguejou em grego.
-Dezoito de junho! Estivemos longe do acampamento por dez dias.
-É impossível! – exclamou Clarisse.
-Não, não é. – falou Selena. – Em lugares monstruosos, o tempo passa mais devagar do que no mundo dos mortais.
-É. – concordou Percy.
-A árvore de Thalia deve estar quase morta. – disse Grover cabisbaixo. – O que faremos?
-Temos de levar o Velocino para o acampamento está noite. – disse Percy.
Clarisse desmoronou na calçada.
-Como faremos isso? Estamos a quilômetros do acampamento. Sem dinheiro, sem transporte. A culpa é toda sua Jackson! O Oráculo estava certo. Você não deveria ter se metido.
-Culpa dele? Como pode dizer uma coisa dessas? – perguntou Annabeth bufando enquanto Clarisse, enterrava o rosto nas mãos, desolada.
Selena lançou um olhar a Percy de “você fala”, já que os dois amigos, pensavam na mesma coisa a dias e queriam muito saber uma coisa que os incomodava.
-Clarisse – disse Percy. – O que o Oráculo disse a você?
Selena pensou no último instante, que a filha de Ares não fosse responder ou que começasse a gritar com Percy, pois no primeiro momento, ela continuou com o rosto nas mãos se balançando de frente para trás. Então ela tirou as mãos do rosto e falou:
“Navegarás com guerreiros de osso em navio de ferro
O que procuras há de encontrar, e teu o tornarás
Mas sem esperança dirás, minha vida em pedra enterro
Sem amigos falharás, e voando só, retornarás.”
-Uh! – murmurou Grover.
-Não. Espera. Ainda dá para cumprir a profecia. Percy... – disse Selena sorrindo e o garoto arqueou as sobrancelhas surpreso, uma expressão de entendimento em seu rosto.
-Entendi. – Percy começou a vasculhar os bolsos mas não havia dinheiro. – Algum de vocês tem dinheiro?
Annabeth e Grover negaram e Clarisse tirou do bolso um dólar da época da Guerra Civil encharcado e suspirou.
-Dinheiro? – perguntou Tyson, hesitante. – Tipo...papel verde?
Selena e Percy encararam o ciclope.
-É. – respondeu a garota.
-Como os que veio nos sacos de viagem? – perguntou Tyson.
-Sim, mas aqueles sacos de viagem, nós perdemos a vários dias atr-tr-tras... – Percy tinha começado a gaguejar pois viu Tyson tirando um embrulho do bolso.
Selena ficou boquiaberta ao constatar que era dinheiro.
-Como? – perguntou a Tyson que deu de ombros e respondeu:
-Pensei que fosse um saco de ração para Arco-Irís. – respondeu o ciclope. – Só tinha papel dentro, uma grande pena.
-Trezentos dólares. – disse Percy sorrindo e pegando um táxi no meio-fio, onde desembarcava um casal de passageiros que chegavam de viagem. – Clarisse! Venha!
-O que ele...? – começou Clarisse mas Selena já enfiava dinheiro no bolso da jaqueta-Velocino e a tirava de Annabeth. Colocando em uma Clarisse perplexa explicou rapidamente.
-A missão é sua. Você vai para o aeroporto e vai viajar até Londres e vai até o acampamento Meio-Sangue.
-Vocês vão me deixar...? – começou Clarisse novamente enquanto Selena a empurrava para o táxi e Percy fechava a porta.
-A missão é sua. Só temos dinheiro para uma viagem e além do mais, Zeus nos expulsaria do céu. – falou o garoto indicando à ele e a Selena. – É isso o que a profecia queria dizer: você falharia sem amigos, o que queria dizer que precisava da nossa ajuda.
-Mas precisa voar para casa sozinha. Você precisa levar o Velocino em segurança. – disse Selena e Percy assentiu.
Clarisse encarava os dois como se esses, fossem malucos. Por fim, pareceu entender o raciocínio deles e concluir, que não havia nenhuma armação por trás disso.
-Podem contar comigo. Não vou falhar. – disse a filha de Ares.
-Não falhar seria bom. – disse Percy enquanto o táxi arrancava e saia soltando fumaça.
-O Velocino está a caminho. – disse Selena aliviada.
-Percy, Selena...aquilo foi tão... – disse Annabeth.
-Generoso? – sugeriu Grover.
-Maluco. – corrigiu Annabeth. – Estão confiando a vida de todos no acampamento a Clarisse. Acham que ela conseguirá levar o Velocino em segurança até o acampamento está noite?
-A missão era dela. – disse Selena.
-Ela merece uma chance. – disse Percy.
-Percy e Selena, legais. – disse Tyson.
-Legais até demais. – disse Annabeth.
-Vamos. – disse Percy. – Vamos encontrar outro jeito de ir para casa.
Eles se viraram e alguém puxou Selena com violência. Ela viu, que era Luke.
-Primo. – falou ele se dirigindo a Percy e depois alisando os cabelos de Selena. – Bruxinha.
A garota se mexeu mas Luke apertou o braço dela com força enquanto tinha a ponta da espada na garganta de Percy.
Seu capangas ursos, seguravam Annabeth e Grover. Outro deles, tentou agarrar Tyson, mas este empurrou-o e rugiu para Luke.
-Percy – disse Luke calmamente ainda segurando uma Selena que se debatia. – diga ao seu gigante para recuar ou mandarei Oreios esmagar a cabeça dos seus amigos, uma contra a outra.
Oreios sorriu malicioso segurando um Grover e uma Annabeth que se mexiam e gritavam descontrolados, tentando se soltar.
-O que você quer, Luke? – perguntou Percy e Selena pensou em queimar as mãos de Luke mas notou que ele usava luvas que pareciam ser a prova de fogo.
-Ora, Percy. – disse Luke indicando o Princesa Andrômeda que estava no cais. – Quero estender minhas hospitalidades, é claro.
Eles estavam dentro do Princesa Andrômeda e Selena não via nenhuma forma de sair dali, com os amigos inteiros. Foram literalmente jogados no convés dianteiro, na frente de uma piscina borbulhante que formava um repuxo de ar.
Vários capangas de Luke – homens-cobra, lestrigões, semideuses de armadura de batalha – tinham se reunido para ver os heróis, receberem um pouco da “hospitalidade” de Luke Castellan.
-E então, o Velocino, onde está? – perguntou Luke enquanto andava ao redor deles.
-Ei! – gritou Grover quando Luke espetou a ponta da espada no jeans do sátiro. – Tem uma pele de bode verdadeira ai embaixo.
-Ah, desculpe velho amigo. – disse Luke com um sorrisinho. – Me diga onde está o Velocino e sairá daqui para a sua missão, ahn, pequena missão natural.
-Bla-ha-ha. – protestou Grover. – Raio de velho amigo.
-Talvez vocês não tenham me ouvido. – disse Luke muito calmo. – Onde...está...o...Velocino?
-Não está aqui. – disse Percy sorrindo.
-Nós o despachamos na nossa frente. Você se deu mal, Luke. – disse Selena sorrindo também, feliz por jogar na cara do inimigo, que ele tinha fracassado.
Luke estreitou os olhos para os dois semideuses.
-Vocês estão mentindo. Vocês não podem ter...
Então, ele pareceu perceber o que tinha acontecido.
-Clarisse?
Percy e Selena assentiram sorrindo enquanto Luke ficava com uma expressão perplexa no rosto.
-Agrio!
O gigante urso se encolheu ao chamado de Luke.
-S-Sim?
-Vai lá embaixo e prepare meu corcel. Vou partir. Traga-o para o convés. Tenho que ir para o aeroporto de Southend depressa!
-Mas senhor... – começou Agrios.
-Faça isso se não quiser virar comida de dragão. – disse Luke e se encolhendo Agrios sumiu do campo de visão de todos.
Luke começou a andar de um lado para o outro na piscina borbulhante, praguejando em grego antigo. Selena encarou Percy que assentiu. Ele iria começar a distrair Luke impedindo o inimigo de pensar.
-Você estava nos usando o tempo todo. – disse Percy. – Queria que trouxéssemos o Velocino para você. Então você não precisaria se esforçar tanto.
Luke fez uma careta.
-É claro seu idiota! E você estragou tudo!
-Traidor! – gritou Selena enquanto Percy tirava do bolso o seu último dracma de ouro e o atirava em Luke. O garoto desviou facilmente e a moeda atingiu a água da piscina borbulhante.
Selena sabia o que Percy estava pretendendo. Resolveu distrair Luke para arrumar mais tempo.
-Você enganou a todos nós! Até Dionísio no Acampamento Meio-Sangue! – gritou Selena para Luke.
A garota notou, que atrás do inimigo, a fonte começou a tremeluzir. Percy destampou a Contracorrente e Selena pegou uma flecha e encaixou no arco com tanta rapidez, que Luke a encarou entre surpreso e sarcástico.
-Não é hora para heroísmos. – falou. – Larguem suas armas ou matarei os dois mais cedo do que pretendia.
-Quem envenenou a árvore de Thalia, Luke? – perguntou Percy.
-Fui eu, é claro. Já disse isso para vocês. – disse Luke. – Usei a peçonha da velha Píton, do fundo do Tártaro.
-Quiron não tem nada a ver com isso? – perguntou Selena.
-Ah! Você sabe que ele nunca faria isso. O velho idiota não teria coragem. – disse Luke.
-Chama isso de coragem? Trair seus próprios amigos? Pôr em risco o acampamento inteiro? – perguntou Percy.
Luke ergueu a espada.
-Vocês não sabem nem da metade. Eu ia deixar vocês levarem o Velocino depois de terminar com ele. – disse ele.
-Você ia curar Cronos. – disse Selena enquanto Percy parecia pensativo. Será que o garoto estava acreditando no que Luke dizia? Sobre devolver o Velocino de Ouro para eles depois que usasse?
-Sim! A mágica do Velocino aceleraria dez vezes o processo de recuperação dele. Mas vocês não vão nos deter. – disse Luke com um sorrisinho. – Vocês só nos atrasaram um pouco.
-Então você envenenou a árvore, traiu Thalia e nos preparou uma armadilha...tudo para ajudar Cronos a destruir os deuses. – disse Percy.
-Vocês dois sabem disso! Por que ficam perguntando?
-Você é mais burro do que eu pensava. – disse Selena com deboche revirando os olhos.
-Por que queremos que o público ouça. – disse Percy com um sorrisinho.
-Que público? – perguntou Luke.
Então, ele se virou de repente e os capangas fizeram o mesmo. Engasgaram e recuaram ao ver a mensagem de Íris. Dionísio, Tântalo e o acampamento inteiro, assistiam a tudo em silêncio no pavilhão-refeitório.
-Bem – disse Dionísio ironicamente. – Um entretenimento inesperado à hora do jantar.
-Senhor D, você ouviu. – disse Percy. – Vocês todos ouviram Luke. O envenenamento da árvore não foi culpa de Quiron.
O senhor D suspirou.
-Acho que não.
-A mensagem de Íris pode ser muito bem, um truque. – disse Tântalo mas sua atenção estava dirigida ao seu cheeseburger, que ele tentava encurralar com as mãos.
-Infelizmente não. – disse o senhor D olhando para Tântalo com nojo. – Parece que terei de reintegrar Quiron como diretor de atividades no acampamento Meio-Sangue. Acho mesmo, que sinto falta dos jogos de pinoche do velho cavalo Quiron.
Tântalo agarrou o seu sanduíche que não lhe escapou. Selena arqueou uma sombrancelha ao ver o homem dando pulos e olhando para aquilo estupefato.
-PEGUEI! – gritava Tântalo.
-Acho que não precisaremos mais dos seus serviços, Tântalo. – disse o senhor D com tédio na voz. – Você pode voltar para o Mundo Inferior. Está despedido.
Tântalo gritou mas estava feito. Ele se dissolveu e o cheeseburger caiu no prato.
Os campistas deram vivas e Luke, enraivecido, dissolveu a mensagem de Íris com a ponta da espada.
-Cronos tinha razão. – falou ele encarando Selena e Percy. – Vocês dois são armas pouco confiáveis. Precisam ser substituídos.
Selena e Percy se entreolharam enquanto um dos capangas de Luke assoprava um apito de bronze e as portas do convés se abriram violentamente, revelando mais de meia dúzia de guerreiros. Eles fizeram um círculo em volta dos heróis, as pontas das lanças de bronze na direção deles. Luke sorriu.
-Vocês não sairão vivos daqui.
Selena ficou de costas para Percy e o garoto, fez o mesmo. Eram muitos guerreiros e provavelmente, Luke estava certo. Eles não sairiam vivos dali.
Notas finais
A partir do próximo capítulo, vou cortar várias coisas para chegar mais rápido na parte HP e também, porque não precisa ser exatamente igual a parte PJO em tudo néh?
Até.
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