Harry Potter E A Bruxa Semideusa 3

10 Annabeth e Selena ficam invísiveis


Notas iniciais
Oi povo!!!
Então, estou muito feliz com todos os comentários que estou recebendo e continuem deixando sua opinião!!!
Bom, este capítulo não foi um dos meus preferidos à escrever mas eu acho que ficou bom. Com certeza, o próximo irá ficar ainda melhor ;)

Eles tinham chegado, finalmente, até a ilha de Polifemo. Selena subiu para o convés novamente. Sabia que não poderia ficar chorando.

Teria de ocupar sua cabeça e matar um ciclope, salvar seu amigo e todo o acampamento meio-sangue, parecia uma ótima idéia.

Annabeth e Percy pareciam concentrados demais para tocar no assunto das sereias. Eles tinham que se ocupar com a missão de resgate agora.

A ilha de Polifemo, era bem diferente do que qualquer um deles tinha imaginado. Parecia mais um cartão postal do Caribe do que uma ilha que escondia um monstro mortífero e assassino de sátiros. Naquele paraíso, a única coisa que não era nada chamativa, com certeza era a ponte de cordas.

Haviam árvores frutíferas, grama verde e várias outras coisas maravilhosas que pareciam brilhar e ter um perfume esplêndido.

Selena vestiu sua jaqueta e sua calça jeans rasgadinha e refez a trança em seus cabelos. Colocou os tênis e pegou seu arco e sua aljava de flechas logo depois de encaixar a espada, a varinha e uma faca no cinto de armas.

Saiu para o convés novamente sentindo o perfume e Annabeth concluiu antes que Selena o fizesse.

–É o Velocino.

Percy concordou e fez com que o barco, continuasse navegando.

–Se o Velocino for tirado da ilha, ela vai morrer, certo? – perguntou Percy e Annabeth acenou com a cabeça.

–Vai voltar a ser o que quer que seja, antes do Velocino ter vindo para cá. – disse a garota.

Parecia até uma crueldade tirar o Velocino daquele paraíso, mas precisava ser feito. Com ele, a árvore envenenada de Thalia seria curada finalmente.

O navio continuou navegando. De acordo com Percy, o Velocino era um tecido brilhante, parecendo ser feito de lã e emitia uma grande força e perfume. Os dois últimos, Selena sentia mas vê-lo, o que era necessário, não.

Então, eles chegaram à base da ravina, e viram meia dúzia de carneiros andando em círculos. Pareciam bastante pacíficos mas eram do tamanho de hipopótamos, o que assustava um pouco. Logo além deles, havia um caminho que levava às colinas e bem na beira do cânion, estava um grandioso carvalho, onde algo dourado brilhava em seus galhos.

–Isso está fácil demais. – comentou Percy. – É só subir lá e pegá–lo?

Os olhos de Annabeth se estreitaram em busca de qualquer coisa.

–Deveria haver um dragão ou um guardião ou...

Nesse meio tempo, um cervo saiu do meio das folhas e foi até as ovelhas para pastar na mesma grama verde delas mas então, todas as ovelhas baliram ao mesmo tempo assustando o animal, e logo, ele sumiu do campo de visão do trio. Mais tarde, as ovelhas voltaram para seus lugares e no lugar do cervo, via-se uma pilha de ossos limpos e brancos.

Os três se entreolharam.

–Sua dúvida foi respondida, Percy. Não é fácil. – disse Selena se afastando da grade e encarando o amigo.

–São como piranhas só que com lã... Olhem! – gritou Annabeth assustando-os e apontando para algo.

Selena logo entendeu o que era e abaixou o arco. Na praia, logo abaixo da campina dos carneiros, onde um pequeno bote, fora arrastado para a terra. O outro bote salva-vidas de Birminghan.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Eles ancoraram o Vingança da Rainha Ana no lado de trás da ilha, onde as falésias, subiam em linha reta uns bons sessenta metros.

Concordaram que não havia como passar pelas ovelhas carnívoras. O plano de Annabeth, não era bom. Mesmo que Selena mal tivesse ouvido-o, concordou que era ruim.

Assim, os três decidiram ancorar o navio no lado de trás da ilha, onde seria difícil vê-lo, e subirem as falésias. Para Selena, não seria tão difícil pois ela sempre se dera bem com a parede de lava do acampamento e aquilo, não era muito diferente (exceto que não descia lava). Pelo menos não haviam ovelhas esperando-os.

Annabeth foi primeiro e em seguida, foi Selena. Ambas escalavam melhor por isso, tiveram essa preferência. Percy foi em seguida.

Os três já estiveram perto de morrer umas seis ou sete vezes. Às vezes escorregavam, como no caso de Selena que ficou pendurada por um dos braços e encontrou outra pedra para se firmar e continuar.

Chegaram, inteiros, ao topo das falésias onde desmoronaram, cansados e gemendo de dor nas costelas, nos braços e nas mãos, principalmente.

–GRRRR! – urrou uma voz.

Percy girou o corpo na direção da voz enquanto Selena ainda ofegante, fazia algo parecido. Annabeth tampou a boca do amigo para que ele não emitisse nenhum som, que pudesse chamar a atenção de qualquer coisa, para eles. A herdeira da sabedoria, apontou e Selena observou melhor aonde estavam após, é claro, conseguir recuperar o fôlego.

A saliência sobre a qual estavam sentados, era estreita. O lado oposto, era um desfiladeiro e era de lá que surgia a voz.

–Você é bem agressiva. – rugiu uma voz profunda.

–Enfrente-me! – era a voz de Clarisse La Rue com certeza. – Devolva minha espada e lutarei com você, seu idiota.

O monstro riu estrondosamente.

Os três se arrastaram até a beirada onde Selena notou, que estavam bem acima da entrada para a caverna do ciclope, Polifemo.

Abaixo, estava o ciclope e Grover (vestido de noiva), e Clarisse pendurada de cabeça para baixo, acima de um caldeirão de água fervente.

–Humm – Polifemo pareceu pensativo. – Comer a garota fanfarrona ou esperar pelo banquete de casamento? O que acha minha dama ciclope?

Grover recuou alguns passos, parecendo bastante nervoso, e tropeçando na calda do seu vestido de noiva.

–Ahn...não estou com fome agora, querido. – disse o sátiro bastante nervoso.

–Você disse dama ciclope? – perguntou Clarisse. – Quem? Grover?

–Cale a boca. Ela tem que calar a boca. – murmurou Annabeth ao lado dos amigos.

–Que “Grover”? – perguntou Polifemo enfurecido.

–O SÁTIRO! – berrou Clarisse.

Selena sentiu uma grande raiva da garota. Mas não havia nada a fazer. Com certeza, qualquer ciclope (por mais cego que fosse), descobriria que a “dama ciclope” na verdade era Grover Underwood, um sátiro.

–Os miolos da pobrezinha estão fervendo. – ganiu Grover. – Puxe-a mais para baixo, querido.

Polifemo continuou quieto mas estreitou os cílios e encarou Clarisse como se a visse pela primeira vez.

–Que sátiro? – perguntou Polifemo. – Você trouxe um sátiro? Eles são boa comida.

–Não seu idiota. O que está vestido de noiva. Grover! – berrou Clarisse.

A raiva de Selena aumentou tão estrondosamente, que ela precisou se segurar para não fazer com que a água fervesse mil vezes mais rápido e queimasse a garota, filha de Ares.

Polifemo se virou para Grover e arrancou seu véu, descobrindo o garoto de cabelos encaracolados, negro, e com uma barba rala de adolescente, sem contar nos pequenos chifres na cabeça do sátiro.

O ciclope respirou fundo contendo sua raiva.

–Eu não enxergo muito bem. Desde que o último herói perfurou meu olho. MAS VOCÊ...NÃO...É...UMA...DAMA...CICLOPE!

O ciclope já tinha arrancado o vestido de Grover enquanto gritava e o sátiro surgiu usando uma camiseta e um jeans.

O monstro desferiu um golpe em sua quase, futura “dama ciclope”, e Grover teve que se abaixar para não ser atingido.

–Espere! Eu tenho uma receita. – disse Grover desesperado e Polifemo parou na metade de outro golpe, segurando a grande pedra no ar com uma das mãos, e encarando o sátiro com uma expressão confusa.

–Receita? – perguntou Polifemo.

–S-sim. Se você me comer cru, pode acabar com muitas doenças se tiver sorte pois na hora que der a primeira mordida, pode até morrer. Eu sou melhor grelhado em fogo lento e com chutney de manga! Você pode pegar algumas mangas, lá embaixo no bosque e eu ficarei esperando aqui! – sugeriu Grover.

Polifemo pareceu pensar e Percy foi agarrar sua Contracorrente, quando Annabeth impediu.

–Espere. – disse a garota e Selena concordou com a amiga.

–Ele é mais burro do que eu imaginei. Vamos ver o que acontece. – sugeriu a morena e Percy concordou.

–Sátiro grelhado com chutney de manga? – perguntou Polifemo a si mesmo.

Ele lançou um olhar para Clarisse enquanto pensava com seus botões. Então perguntou:

–Você também é um sátiro?

–Eu não seu monte de esterco! Sou uma garota! Filha de Ares! Agora me solte para eu poder arrancar seus braços! – gritou Clarisse se debatendo enquanto gritava com o ciclope.

–Arrancar meus braços. – Polifemo ficou pensativo ainda encarando a garota.

–E enfiá-los por sua garganta a baixo! – gritou Clarisse.

–Você tem coragem. – concluiu Polifemo.

–ME SOLTE! – gritou Clarisse.

Polifemo ergueu Grover com uma das mãos.

–Casamento adiado para a noite. Tenho que pastorear meus bodes, ovelhas e carneiros. Mais tarde comeremos sátiro como prato principal!

–Mas quem é a noiva? – perguntou Grover. – Você ainda vai se casar?

–Oh, sim. Com ela. – disse Polifemo olhando na direção do caldeirão fervente e Clarisse soltou um gemido estrangulado.

–Você não pode estar falando sério. Eu não sou uma...

Mas antes que Clarisse dissesse qualquer coisa, ou Percy, Annabeth e Selena fizessem qualquer coisa pela colega de acampamento, Polifemo arrancou a garota da corda sem muito esforço e jogou Grover e Clarisse no fundo da caverna.

–Fiquem à vontade. Voltarei mais tarde ao pôr – do – sol para o grande evento!

Assim, o ciclope assobiou e um bando de carneiros, ovelhas e bodes, surgiram de dentro da caverna e foram ao redor do dono.

Pareciam ser bem menores dos que Selena e seus amigos tinham visto minutos atrás.

Polifemo dava palmadinhas nas costas de alguns e os chamava pelo nome. Então, o ciclope rolou uma pedra de mais ou menos seis toneladas para a entrada da caverna como se fosse uma bola de basquete, e saiu resmungando algo como; “ O que são mangas?”.

Logo, ele foi sumindo de vista com sua roupa de casamento azul-bebê e deixando os três heróis, sozinhos e sem saber o que fazer.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

Não havia jeito. Mesmo com todos os esforços, não conseguiram tirar a grande pedra da entrada da caverna. Percy golpeou por frustração a grande pedra mas só voaram fagulhas e nada aconteceu. Selena tentou fazer uma explosão mas seria inútil. Ela não tinha forças para jogar a pedra longe e corria o risco, de fazer um tremor suficiente para fazer com que o teto dentro da caverna cedesse e matasse Grover e Clarisse.

Annabeth, Percy e Selena se sentaram no cume, observando o ciclope se mover pastoreando seu rebanho. Polifemo, sabiamente, tinha dividido ambos os rebanhos. De um lado da ponte, estavam os carneiros e as ovelhas carnívoras, e do outro lado, estavam os bodes, ovelhas e carneiros “normais”. O ciclope alimentava o rebanho carnívoro lhes jogando carnes.

–Precisamos de um truque. – disse Annabeth.

–Certo. Que truque? – perguntou Percy.

–Ainda não sei. Não resolvi essa parte. – disse Annabeth.

–Beleza. – disse Percy irônico.

–Polifemo terá de mover a pedra ao pôr — do – sol para deixar o seu rebanho entrar. – comentou Annabeth pensativa.

–Será quando ele for casar com Clarisse e jantar o Grover. – disse Percy. – Não sei qual é o mais nojento.

–Provavelmente Clarisse. – disse Selena não contendo o riso.

–Tem razão. – concordou Percy.

–Eu e Selena podemos ficar invisíveis e entrar. – disse Annabeth.

–E eu? – perguntou Percy.

–Os carneiros. – ponderou Annabeth e Selena entendeu.

Ambas encararam Percy com um sorriso maroto nos lábios enquanto ele, as encarava nervoso.

–Você gosta muito de carneiros? – perguntou Selena e Annabeth riu enquanto o amigo, mudava sua expressão para confuso.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

“Quero ficar invisível”, pensou Selena com suas luvas da invisibilidade.

Annabeth também tinha ficado da mesma maneira que a amiga após colocar o seu boné azul.

–Só não se solte! – disse Annabeth à Percy que estava pendurado de cabeça para baixo, na barriga de um dos carneiros.

–Oi! Bodinhos! Carneirinhos! – rugiu Polifemo.

O sol estava se pondo. O rebanho seguiu o ciclope obediente ladeira à cima, em direção à caverna.

–É isso ai. – sussurrou Annabeth. – Estaremos por perto.

–Não se preocupe. – sussurrou Selena.

Annabeth e Selena, seguiram até o ciclope que dava palmadas nos carneiros que entravam na caverna e os chamava pelo nome.

–Olá feioso! – gritou Annabeth.

Polifemo ficou rígido.

–Quem disse isso?

–Ninguém! – gritou Annabeth de volta.

A cara do monstro ficou vermelha de raiva.

–Ninguém! – rugiu Polifemo. – Eu me lembro de você.

–Será que se lembra de Nada? – perguntou Selena rindo.

–Nada! Eu não me lembro de você! – rugiu o ciclope irritado.

–Você é estúpido demais para lembrar de qualquer coisa ou de alguém. – provocou Annabeth. – Muito menos de Nada e Ninguém!

Polifemo rugiu novamente e pegou a primeira rocha que viu (que por coincidência era a que tampava a entrada para a caverna) e a atirou na direção de Annabeth.

Selena torceu para que a amiga tivesse se movido e fez-se silêncio.

A pedra estava despedaçada mas Annabeth gritou de algum lugar:

–Você também não aprendeu a atirar pedras melhor!

Polifemo uivou.

–É! Parece que para um ciclope, você é mais fraco do que eu pensava. – gritou Selena.

–Venham para cá! Deixem-me matar vocês, Nada e Ninguém.

–Você não pode matar Nada e Ninguém, seu imbecil estúpido! – gritou Annabeth. – Venha nos achar!

Polifemo correu para as vozes e as garotas começaram a correr rapidamente. Selena pensou em parar e acertar o ciclope no olho com ma flecha, mas não havia tempo. O monstro parecia se guiar pelo cheiro.

–Vou encontrar Nada e Ninguém! – gritou Polifemo correndo atrás das garotas que desviaram de um golpe que poderia arrancá-las do chão, e continuaram sua corrida.

Selena sabia que não poderiam continuar com aquilo para sempre. Só o máximo para fazer com que Percy saísse da caverna junto com Clarisse e Grover.

As garotas chegaram até o pasto do rebanho “normal” e pararam para ver onde estava Polifemo. Ele tinha sumido. Selena fez uma explosão quando viu uma sombra. Então, Annabeth gritou de medo atrás de Selena que desviou de um golpe e caiu no chão, ainda invisível, mas vendo a amiga ser arrastada por Polifemo, em direção a caverna sem saber como ajudar, ainda sentindo uma terrível dor nas costelas.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo e comentem.
PS: Recomendem também para outras pessoas ok?
Até semana que vem :D