Harry Potter E A Bruxa Semideusa 1
1 O Começo
Notas iniciais
Alvo Dumbledore sempre fora o mais respeitado em todo o mundo bruxo — e não somente por sua idade. Seus atos sempre são lembrados no ministério da magia e sua vida nunca foi comum. Seu tempo sempre fora corrido, mas mesmo assim, sendo diretor de Hogwarts, arrumou espaço para cuidar do colégio onde milhares de alunos estudam magia.
Naquela noite, onde tudo começa, o mesmo caminhava pelos jardins da escola calmamente, como se fosse um simples passeio. Mas não era um passeio qualquer. Ele esperava uma pessoa, indesejável, sim, mas que mudaria o destino do mundo bruxo por sua escolha.
Naquele mesmo dia, ainda se faziam comemorações pela derrota do maior perigo que houve em todos os tempos. Alvo ainda não tinha certeza de que esse mal havia ido para sempre, mas já tomara suas providencias. Há exatamente três dias atrás, deixou junto com Minerva McGonagall e Rúbeo Hagrid, o pequeno garoto que fora a causa de toda a festa que vinha ocorrendo.
Apesar de questionado sobre ser uma boa idéia deixar Harry Thiago Potter na casa dos tios, Dumbledore continuou concordando que sim e não se arrependeu, pois seria essa escolha que mudaria tudo nos anos seguintes.
Chegando aos portões do castelo, o diretor viu a pessoa tão esperada para aquela noite.
–A que lhe devo essa honra? – perguntou Dumbledore à pessoa que usava uma roupa preta e um capuz em uma tentativa de esconder seu rosto.
–Quero que fique com ela. – disse ao desconhecido. Sua voz era grave e não era possível perceber se era uma mulher ou um homem.
–Por que não cuida dela?Afinal, você é...
–Não posso. Sabe o que fiz e logo Askaban será minha nova casa. – disse a pessoa entregando a Dumbledore uma coisa pequenina, que estava embrulhada em vários trapos. Deu para ver que a pequena criança dormia profundamente.
–Entendo. Pois bem, cuidarei dela. Ou melhor, a deixarei com uma família que lhe tratara bem. – disse Dumbledore.
–Para qual casa ela vai?–Ora, você não está me entregando-a exatamente porque não a ama e porque não quer que saibam que ela existiu?-perguntou Dumbledore.
–Sabe que não é por isso. Não tenho talento com crianças e, além disso, não quero que ela seja igual a mim. – disse a pessoa.
–Não esperava isso de você. – comentou Dumbledore baixinho.
–Sabe, acho que desde que ela nasceu, mudei totalmente meu modo de ser.
–Sério? E todos aqueles inocentes que você matou há três dias?
A pessoa não respondeu. Talvez estivesse pensando em como argumentar ou simplesmente sabia que era culpada.
–Bom, acho melhor eu ir. Cuide bem dela e, por favor, não me mande cartas. – disse por fim, e sem dar mais nenhum olhar a criança, sumiu na escuridão.
–Ora, acho que voce não tem nome não é mesmo? – falou Dumbledore à criança que remexeu os braços durante o sono. – Vou lhe chamar de Selena Black Jayne, então. Gosto desse nome.
E com um estalo, desapareceu e na Rua dos Alfeneiros, número 4, tornou a aparecer.
–O que quer aqui? – perguntou Petúnia Dursley rispidamente, vendo o embrulho nos braços do bruxo.
–Quero que cuide dela. – respondeu Dumbledore.
–Mais um?Não sei se sabe, mas aqui não é uma creche. – disse a mesma.
–Por favor, Petúnia. Ela precisa de cuidados. – disse Dumbledore.
Petúnia se demorou a pensar.
–Tome. – disse o diretor entregando a mulher um saco com dinheiro.
Os olhos da mesma piscaram milhares de vezes ao olhar para o dinheiro.
–Tudo bem então. – disse a Sra. Dursley pegando o embrulho.
–O nome dela é Selena Black Jayne. Cuide bem dela. Até. – disse o diretor lançando um olhar ao pequeno embrulho e logo, com outro estalo, desaparecendo.
A Sra. Dursley entrou em casa, ouvindo os choros do pequeno Harry sem dar a mínima atenção.
Mais uma vez, Dumbledore não teria porque se arrepender de sua decisão, apesar de saber que, aquela família, trataria Harry e Selena tão mal.
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