Happy Birthday, Sadie
1 Happy Birthday, Sadie
Notas iniciais
Duda2: Quieta, louca! >_> Então caros visitantes, gostaria de agradecer...
Duda: Agradecer a visita de vocês, que aproveitem a Fic e que...
Duda2: Não nos xinguem e...
As Duas: Deixem review para alegrar nossos corações!
Ok, eu estava sozinha. Na verdade, não exatamente sozinha. Eu estava com Muffin, o que na minha opinião, estar na companhia de um gato é tão deprimente quanto você estar sozinho. Carter, Khufu e nossos aprendizes — Walt e Jaz — foram atrás de um novo mago com sangue de faraó que surgiu perto de Nova Jersey. Sendo que: Meu aniversário de 16 anos seria amanhã. Mesmo sendo uma viagem curta, eles iam demorar um pouco. Eu não queria uma festa enorme, com várias pessoas que eu nunca nem tinha visto, me vestir como um bolo de casamento e desfilar pela mansão. Apenas uma coisinha a toa. Tipo um bolo de aniversário comprado na padaria, um ou dois presentes, uma noite com pizzas e filmes no sofá do grande salão. Mas tudo bem, eu não me importava...
Além de tudo, não queria ir. Para mim, já haviam recrutas o suficiente. E nenhum deles nem sequer sabia quando era meu aniversário. Continuando, eu estava na mansão, sentada no sofá que ficava no meio do grande salão, passando lentamente os canais, com os olhos semicerrados, procurando algo de interessante na TV, agarrada a uma coberta de lã quando ouvi as batidas na porta. Ah não... É hoje que eu viro comida de demônio..., pensei. Minha mão foi institivamente para a varinha que estava do meu lado no sofá e para o cajado, que estava escorado na almofada. Muffin olhou para mim, meio curiosa, mas logo se levantou e foi a caminho do meu quarto — Se a gata subia as escadas, com certeza ela estava indo para o meu quarto. E então, novamente as batidas. Dessa vez eu me levantei e disse:
— Quem está aí? — Gritei tentando esconder o medo na voz. Afinal, se fosse um demônio? Ou um(a) deus(a) maníaco(a) sendento(a) por sangue, tipo Sekhmet?
— Sou eu Sadie, não precisa ter medo. — Ouvi uma voz familiar, calma. Logo me lembrei dele. Senti um calor e algumas pontadas em minha nuca, como se alguém enfiasse várias agulhas bem ali. Respira fundo Sadie, é só o Deus do papel higiênico. O que pode ter de mais nisso?
— A- Ah... O que veio fazer aqui?
— Nada demais, apenas entediado no mundo inferior e lembrei de você. E além de tudo, sou tão imprevisível quanto você, esqueceu? — Eu abri a porta e ele entrou.
Logo em seguida guardei a varinha e o cajado — Leia-se: Joguei nas almofadas próximas ao sofá. Anúbis usava as roupas de sempre — Camiseta branca, jaqueta de couro preta, jeans escuro e coturnos E não vamos nos esquecer da sua aparência de adolescente! Eu usava uma roupa casual — leia-se camisola de gatinhos — que ia até os joelhos. Assim que o jovem entrou, olhou para cima do salão, admirando a beleza do lugar.
— Lugar legal... — Ele sorriu encantado enquanto rodava um pouco para ter uma visão completa. Por um momento, cheguei recobrar as esperanças... Não, se nem o meu próprio irmão lembrava, clara que um Deus não ia lembrar!, pensei meio aflita e mordi o lábio inferior. Anúbis se virou para mim de repente e me examinou. — Sadie, pode mudar essa cara!
— O que? — Disse completamente confusa. — Que cara? — Disfarcei meio sem graça. — Sinceramente, esse tempo todo lá no mundo inferior com almas tem feito você pensar que qualquer expressão é de tristeza extrema. — Revirei os olhos convencida de que tinha enganado ele perfeitamente. Foi aí que senti Anúbis me abraçando por trás, me envolvendo em seus braços. — Ahn? — Foi a coisa mais inteligente que consegui dizer.
— Eu sei Sadie... — Ouvi a voz dele sussurrar perto de meu ouvido de uma forma um tanto quanto sedutora. O que esse Deus do papel higiênico estava pensando?
— A- Anúbis... E- Eu acho que estamos... hum... Um pouco perto... Demais. — Eu disse entre um suspiro e outro. Afinal, é difícil falar quando se tem alguém abraçando você e respirando contra seu pescoço. Finalmente ele afrouxou o aperto de seus braços e eu me virei para lhe encarar. — Sabe do quê?
— Pensou que eu ia esquecer? — O deus sorriu sarcástico para mim. — Seu aniversário... Eu vim te dar o presente. — Com isso ele se afastou, virando as costas para mim.
— Presente? — Sorri meio surpresa e meio decepcionada. Afinal, até Anúbis lembrara e Carter não. — Que presente? — Com isso ele virou-se para mim, sorrindo, mas meio corado.
— Bem... Não sei como dizer... — Ele se aproximou e segurou meus braços com suas mãos. Estranho, mesmo sendo o "Deus dos Funerais", as mãos dele eram quentes. — Sou eu.
— O que? Não, o presente Anúbis, diz logo o que é! — Eu sorri sem graça, meio corada por ter levado o que ele disse ao "segundo sentido".
— O presente... — Aproximou o rosto, fazendo questão de roçar nossas bochechas. — Sou eu. — Arregalei os olhos, sentindo o ar escapar de meus pulmões. Como?
Quando retomei os sentidos o deus me encarava com seus olhos castanhos e gentis. Ele me olhava da mesma forma que a alguns anos atrás. Fechei os olhos lembrando-me de nosso beijo, sentindo os lábios formigarem como da primeira vez. Quando abri os olhos notei que agora Anúbis me beijava intensamente, quase que com desespero. E por mais incrível que pareça: Eu estava correspondendo. Logo em seguida, tentei empurrá-lo, mas isso só fez com que ele me abraçasse com mais força. Mais alguns segundos e paramos de nos beijar, mas ele não me soltou.
— Anúbis... — Falei quase que inconscientemente. — Por que fez isso?
— Mas eu já te disse Sadie. — Ele sorriu sarcástico novamente e se aproximou do meu rosto. — É seu aniversário... E o seu presente... Sou eu. — Dito isso, foi me empurrando de leve até o sofá, caindo comigo sobre si. Eu reclamei meio corada:
— Anúbis! — Ele simplesmente riu da minha reação, tomando meus lábios em um beijo desesperado, respirando entre lufadas de ar. Rolamos no sofá e eu senti o deus me apertando de leve enquanto nos remexíamos.
— Sadie... — Ele gemeu perto de meu ouvido.
Fechei os olhos, sentindo as suas carícias ficarem mais ousadas. Suas mãos ágeis abaixaram a alça da camisola, fazendo-a escorregar por meu corpo. Logo em seguida ouvi o barulho de algo caindo no chão e percebi que ele havia tirado os coturnos. Anúbis ficou de joelhos no sofá, tirando de uma vez a jaqueta e a camisa, jogando-as num canto da sala. A essa altura, todo o meu orgulho já havia ido embora. Me levantei, enlaçando seu pescoço com as mãos, forçando-o a se deitar no sofá de novo. Até que o deus retomou o controle, invertendo as posições, me deixando embaixo enquanto mordiscava o lóbulo de minha orelha.
— Haa... P- Para... — Gemi receosa. Eu sabia bem onde aquilo ia parar.
— Por que? — O deus sussurrou em meu ouvido. — Você realmente quer que eu pare, Sadie? — E lambeu meu pescoço, fazendo questão de soprar um pouco. Tudo bem, eu não queria que ele parasse. Eu queria que ele fizesse qualquer coisa, se fosse com ele, estava ótimo. Fiquei calada, com os olhos semi-abertos, apenas olhando-o, pensando na sorte que estava tendo. — Eu acho que isso foi um não... — E sorriu. Aquele sorriso sarcástico, que era a sua marca registrada. Logo em seguida ele foi descendo os beijos até meu busto, onde se encarregou de brincar com meus seios, chupando um enquanto acariciava o outro de forma dominante, enquanto eu me esforçava para conter os gemidos.
— AHH! — Gritei quando Anúbis mordeu propositalmente o mamilo. — H- Haa... — Mas logo em seguida voltou a passar a língua de forma cuidadosa, a fim de ver minhas reações.
Ficamos assim até eu empurrá-lo, a fim de ficar entre suas pernas. Sem dizer nada, apenas desabotoei sua calça, onde estava seu membro, começando enrijecer. E pela primeira vez na noite, Anúbis gemeu. Sorri involuntariamente e tomei a decisão de torturá-lo. Abaixei sua box preta — tinha que ser preta... — e soprei um pouco na glande. Ele arfou. Repeti o processo mais uma vez, e passei a língua devagar, da base até o topo. Anúbis começou a respirar pesadamente. Comecei a brincar, arrodeando a base com indicador. Sim, eu estava a fim de ouví-lo implorar.
— S- Sadie... Ah... V- Vai logo... AH! — Sorri de novo.
— Eu não ouvi direito... Pode falar de novo? — Eu, cruel? Nunca.
— Por favor! — Anúbis gritou em pleno desespero. Eu abaixei a cabeça, colocando devagar a glande na minha boca, depois colocando tudo. Ele gritou, aliviado e levou a mão direita à minha cabeça, enroscando-a ali, para me ajudar com os movimentos de vai e vem, o que não foi necessário. Já que as vezes eu olhava para o moreno deitado no sofá, com os olhos revirados e a respiração desconpassada, eu conseguia ver o prazer em seus olhos. — S- Sadie... E- Eu vou... AH! — Não houve tempo para que o deus terminasse a frase. E eu, engoli tudo. Logo em seguida me ergui, engatinhando predadoramente até ele e o beijei com fervor, ele correspondendo perfeitamente a ação.
Anúbis inverteu novamente as posições. Nós brigávamos constatemente para ver quem ficava no comando — o que na minha opinião, era muito excitante! Eu o senti passando as mãos por minhas pernas, num gesto possessivo. Quando senti as suas mãos perto de minha calcinha... Antes mesmo que eu assimilasse o que estava acontecendo, ele a puxou com certa força, rasgando-a. Aquela era a minha calcinha favorita!
— Eu não acredito nisso... — Ele sorriu novamente com a cara que fiz. — Qual o seu problema?
— O tanto que eu te desejo. — E com essas simples palavras eu corei. Corei muito, admito. Então ele me olhou significativamente. Eu sabia o que estava por vir. Tanto que até tive alguns arrepios. Fechei os olhos e senti um pouco de medo, receio e indecisão.
Será que era mesmo o momento certo? Não é que eu esteja me queixando nem nada. Mas é que eu tinha medo. E aquele momento estava sendo real. O que eu faria? Abri os olhos e encarei a face de Anúbis. Corado, semblante preocupado e as covinhas que ele tinha quando enrugava a testa eram fofas demais. Ele estava transbordando expectativa. Será que valeria a pena? Uma vozinha no interior de minha cabeça gritava: "Ande logo Sadie, não foi isso que você esperou por quatro anos da sua vida?" Suspirei, decidida. Assenti, sentindo a pressão; Logo em seguida uma dor. Uma dor imensa e sem proporções; Como se alguém estivesse tentando me dividir ao meio. E sem mais nem menos, gritei:
— AH! Não! Pare, por favor! Pare! — Repetia sentindo as lágrimas escorrerem por meu rosto. Anúbis selou meus lábios com os seus a fim de me distrair da dor.
Após alguns minutos, a sensação incômoda se foi e eu me mexi embaixo dele, sinal mudo de que já estava pronta. E aí ele investiu contra mim. Fui sentindo a sensação crescente de prazer, enquanto os meus gemidos se misturavam com os dele, entre juras de amor mal formadas e palavras desconexas no grande salão. A essa altura, eu já havia entrelaçado minhas pernas na cintura do deus, que investia cada vez mais rápido dentro de mim. Acho que poderia descrever cada minuto do que aconteceu. Os olhares apaixonados que ele me dirigia e a maneira como seus olhos emanavam prazer a cada vez que investia dentro de mim.
De repente, trocamos de posição; Anúbis deitou-se no sofá, ainda sem sair de dentro de mim e me puxou para cima de si, onde me auxiliou com a mão na minha cintura. Nós gemíamos palavras mal formadas, enquanto sentíamos o prazer aumentando a cada estocada. Até que em um esforço final, chegamos ao ápice, um gritando o nome do outro. Deitei sobre seu corpo suado, ouvindo as batidas aceleradas de seu coração. Lentamente, o deus foi se retirando de dentro de mim, até que com um gemido de desaprovação, rolei para o lado, me abraçando a ele enquanto sentia a coberta de lã nos cobrindo.
— Eu te amo Sadie... — Ele sussurrou me abraçando. Sorri involuntariamente, abraçando-o e descansando a cabeça em seu peito quente enquanto entrelaçava minhas pernas nas suas.
— Eu te amo... Anúbis. — Foi a única coisa que consegui dizer antes de apagar por completo.
* * *
Na manhã seguinte, acordei no meu quarto com Muffin mordiscando meu cabelo, como sempre fazia. Levantei o tronco, a fim de ficar sentada na cama. Olhei para os lados, procurando algum sinal de Anúbis. Mas nada. Foi aí que notei: Uma pequena estátua egípicia — pouco mais de vinte centímetros — de um chacal. Era toda preta, com detalhes dourados. Sorri meio abobalhada lembrando da noite de ontem. Aquele com certeza foi o melhor presente de aniversário que eu já recebi.
Notas finais
Duda: A gente agradece tá, amo vocês que vieram ler aqui e etc. u-ú Obrigada a visita xD
As Duas: Voltem sempre
Duda: Isso soou meio esquisito...
Duda 2: Calada .-.
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