Happy B-day

1 One-Shot - Happy B-Day


Notas iniciais
Ciaossu! ^^ Minha primeira fic HaoAnna! >.

(11 de maio – 21hrs30min)

Um homem jovem, em seus 18 anos, estava sentado em um sofá lendo um livro. Ele tinha cabelos castanhos avermelhados longos e lisos e olhos da mesma cor. Era alto e magro. Seu nome era Hao.

Ele usava uma camisa branca de manga curta com uma estampa de fogo, calça de moletom vermelha, brinco (nas duas orelhas) vermelho redondo grande com uma estrela amarela no centro. Estava descalço.

O livro que ele lia era de detetives, Sherlock Holmes.

Tocaram a campainha. Suspirando Hao se levantou e abriu a porta.

– Nii-chan! – sorriu um garoto muito parecido com Hao. A diferença é que o segundo havia cabelos curtos e repicados.

– Yoh. – sorriu levemente Hao – Olá... Moça. – seu sorriso ficou malicioso ao observar a loira trás de seu irmão gêmeo.

Yoh usava uma calça jeans verde e uma camisa branca de mangas curtas. Em seu cabelo um fone de ouvido laranja com azul, no pescoço um colar com garras de urso e usava um chinelo.

A garota tinha cabelos loiros curtos e repicados, olhos negros e era ligeiramente baixa comparada aos gêmeos. Ela devia ter 17 ou 18 anos. Usava um vestidinho preto e um tamanco marrom.

– Nii-chan, essa é Kyoyama Anna, minha colega de trabalho. – Yoh apresentou a loira – Anna, esse é Asakura Hao, meu irmão gêmeo.

– Prazer. – falou Hao com uma pontada de divertimento na voz – Yoh, você não falou que namorava. – comentou enquanto acenava para sentarem no sofá

– Ela não é minha namorada! – Yoh exclamou corado – Ela é só uma amiga. Ah, trouxe um presente! – sorriu

– Presente...? – Hao pensou por um momento – Espera, que dia é hoje?

– Hoje é 11 de maio. – respondeu Anna friamente. Hao praguejou em voz baixa.

– Eu não preparei nada, havia esquecido completamente. – Hao suspirou – Que tal passarmos o dia juntos? Nós três, claro. Uma tarde juntos. Podemos sair para almoçar, se for de seu desejo.

– Eu imaginava que não iria lembrar. – Yoh riu – Tudo bem, amanhã viremos aqui. Vou fazer o almoço, Anna faz o bolo.

– Me desculpe, Yoh. Realmente esqueci. Bom, vou arrumar algo para você. – Hao comentou – Ah, cadê o presente? – um tom de curiosidade era notado em sua voz

– Haha. Eu lembrei que estava encarando um gato no Pet Shop, então comprei um pra você. – falou Yoh sorridente – O nome é Matamune.

– Matamune... Gostei da pronúncia. – acenou Hao satisfeito

Pouco depois ouviu-se um miado, um tanto quanto preguiçoso. Um gato laranja listrado com marrom entrou em passos lentos. Ele miou novamente e parou entre os três.

– Acho que está com fome... Vejamos o que tem aqui. Venha Matamune. – falou Hao indo para a cozinha

Hao encheu uma vasilha com leite e pôs no chão. Depois abriu a geladeira procurando algo para o gato comer. Encontrou um pouco de peixe que havia comido no almoço. Pôs ao lado do leite.

Matamune cheirou o leite e começou a tomar hesitante. Hao sorriu de canto e foi para a sala novamente. Yoh e Anna viam TV. Passava um programa musical.

– Bem nii-chan, vamos indo. Até amanhã! – falou Yoh se espreguiçando

– Foi um prazer conhecê-la, Anna. – beijou a mão da loira sorrindo de canto – Espero que venha amanhã. – piscou um olho – Até amanhã Yoh.

– Tchau. – falou Anna fria

Assim que os dois saíram Hao fez uma ligação.

– Luchist, compre um relógio de bolso, dois pacotes de ração de gato e um CD do Bob... De preferência autografado. – ele ouviu por alguns instantes – Para amanhã de manhã. Não me importa o preço. CONSIGA. – e desligou

Matamune, quero te mostrar algo. – falou Hao – Venha. – o gato parou ao seu lado, olhando-o interrogativo.

Os dois subiram as escadas e passaram pela janela do dono da casa, parando na varanda. Com os pés no peitoral da janela, Hao subiu no telhado. Matamune pulou para seu lado. Os dois deitaram e ficaram observando o céu estrelado.

– Daqui eu posso ver o céu perfeitamente. E a cidade, onde Yoh mora. – comentou Hao pensativo – Sabe, eu gosto do Yoh. Ele é diferente dos outros humanos. Ele não é egoísta, nem destrói a natureza. Ele é bondoso, eu gosto disso. – Hao fechou os olhos – É... Confortável. Acalma. Mas aquela garota, Anna, também tem uma presença agradável, mas é diferente da do Yoh. – Hao sorriu – Eu realmente gosto bastante deles... Já estou com sono. Vou para o quarto. Pode dormir em meu quarto se quiser. – ele levantou se espreguiçando e pulando para a varanda do quarto – Oyasumi.

(12 de maio – 07hrs10min)

Hao levantou-se do sofá. Usava um conjunto de moleto preto com vermelho. Seu cabelo preso em um rabo alto. Ele havia sido acordado cedo por Opacho que o desejava os parabéns. Logo em seguida Luchist ligou, avisando que conseguiu tudo.

Nesse momento Hao terminava de embrulhar uma caixa retangular. Além do CD e do relógio, também estava dando um novo fone de ouvido, preto com laranja.

E ele acabou comprando um presente para Anna também. Comprou um cachecol vermelho que havia encontrado na loja próxima ao shopping.

Deixou tudo em seu quarto e foi arrumar a sala de jantar. Quando estava terminando de alimentar Matamune tocaram a campainha.

– Eu preciso te dar uma cópia da chave logo. – resmungou Hao abrindo a porta para Yoh e Anna – Feliz aniversário, Yoh. – bagunçou ainda mais o cabelo do mais novo.

– Feliz aniversário, nii-chan. – sorriu Yoh abraçando o mais velho – Você lembra uma garota com o cabelo assim. – ele riu

– Cala a boca. – falou Hao dando as costas – Vou me trocar – ele andou para o quarto

Hao pôs uma camisa social vermelho deixando os três primeiros botões abertos e uma calça jeans preta. Usando um tênis vermelho, de cabelos soltos e um pouco bagunçados, ainda usando os brincos.

– Agora não parece mais uma garota! – sorriu Yoh para o gêmeo mais velho

Yoh usava uma camisa de botões branca aberta por cima de uma camiseta laranja, uma calça jeans verde com a barra dobrada e um tênis preto.

Anna usava um vestido preto curto preso nos seios e solto abaixo até o meio das coxas (onde termina). Usava óculos de sol e uma pulseira vermelha no pulso esquerdo, além de um tamanco.

– Nii-chan, o que quer comer? – perguntou Yoh estalando os dedos

– Algo doce. – foi a resposta que Hao deu

– Anna já fez sobremesa. Mas e de almoço? – perguntou novamente o mais novo

– Tch. – suspirou Hao – Hm... Pizza. – sorriu de canto, sabendo que daria tempo para falar com Anna

– Haaaaaiiii! – cantarolou Yoh indo para a cozinha – VAI SER DE MISTUREBA, POIS NÃO TEM MUITA COISA AQUI!!! – gritou Yoh da cozinha

– Bem, venha comigo Anna. – um sorriso malicioso surgiu nos lábios de Hao – Quero lhe mostrar algo.

Hao subiu indo para o quarto. Pegou um embrulho pequeno sobre a cama e foi para a varanda.

– Vou te ajudar. Aí você sobe no telhado. – comentou Hao jogando o embrulho em um lugar entre as telhas, no alto do telhado

Antes que Anna pudesse retrucar ou perguntar, Hao a ergueu pela cintura. Anna agarrou uma telha e se ergueu, sentando no telhado.

Hao subiu habilmente no telhado, pegando o embrulho e deitando ao lado da loira.

– Isso é para você. – estendeu o embrulho – Achei que combinaria com seus vestidos.

– Hm... – Anna murmurou abrindo o embrulho e pegando o cachecol – Obrigada. – agradeceu baixinho o envolvendo no pescoço – Aqui é... Calmo.

– Eu sei. Por isso gosto daqui. – Hao ergueu-se com os cotovelos, observando o rosto da loira – Você se assemelha à neve: fria, pura e bela.

– Não se pode dizer o mesmo de você. – comentou Anna – Vamos descer, Yoh deve estar terminando.

Antes que a loira pulasse, Hao segurou seu pulso e a puxou contra si. Segurando o rosto de Anna com a outra mão, a beijou nos lábios.

Não sabe se por choque ou por se parecer com Yoh (quem Hao achava que Anna gostava), Anna retribuiu o beijo.

– Com certeza. Eu sou mais como o fogo: quente, malicioso e apaixonado. – ele riu longamente antes de soltá-la

Um estalo seco foi ouvido quando a mão de Anna chocou-se contra a bochecha esquerda de Hao. Logo em seguida Anna pulou, tapando a boca com o cachecol.

– Outch. Não é que ela tem força? – Hao estava com uma mão na bochecha esquerda, a qual estava vermelha – Mas valeu a pena. – um sorriso brotou em seus lábios.

Hao pulou e foi em direção à cozinha. Era notável seu bom humor.

– Que houve, nii-chan? – perguntou Yoh vendo o sorriso de Hao

– Nada importante. Yoh, o que sente pela Anna? – perguntou Hao pensativo

– Eu gosto dela. Mas é minha amiga, eu gosto de outra pessoa. – corou levemente o mais novo – Que isso em seu rosto?

– Ah, recebi um tapa da Anna. – falou Hao como se fosse algo normal – Bem, é bom saber! Isso significa que meu caminho até ela está livre! – ele cantarolou

– Isso porque ele ainda nem provou o bolo dela. – sacudiu a cabeça Yoh, com uma expressão divertida – Do jeito que ele ama doces, provavelmente vai adorar. Mas aviso: se magoar a Anna, eu vou te fazer se arrepender.

– Não se preocupe. Eu não pretendo fazer isso. Eu... Realmente gosto dela. – retrucou Hao acenando com um sorriso gentil

– Isso é bom. Agora vamos, já está pronto! – falou Yoh carregando a pizza pra mesa

– Vou pegar vinho e já vou. – Hao comentou pegando vinho na geladeira e três taças

– Vocês demoraram. – resmungou Anna observando-os pôr a mesa – Hm... Espero que esse vinho seja bom.

– É sim, nii-chan tem ótimo gosto para vinhos! – respondeu Yoh sorridente – Bem... Então... ITADAKIMASU! – gritou ele se servindo

– Itadakimasu. – sussurraram Hao e Anna, também se servindo

– Então, Hao, eu ouvi dizer que você tem uma relojoaria, é verdade? – perguntou Anna antes de abocanhar outro pedaço

– Mais ou menos. Eu tenho uma relojoaria, mas não é meu emprego mesmo. – Hao respondeu entre um pedaço de pizza e outro

– Ele é um detetive particular. – comentou Yoh comendo mais

– Mas prefiro trabalhar em silêncio. – Hao completou

– Hm... Então é por isso que nunca ouvi falar de você. Qual o nome da sua relojoaria? – perguntou Anna

– Hoshigumi [1]. – Hao respondeu enquanto enchia as taças de vinho – Sirvam-se. – ele sorriu de canto

Era até divertido para Hao observar seu irmão bêbado após beber três taças de vinho, mas ele ainda era o mais responsável entre eles, então fez Yoh tomar um banho e ir dormir logo que ele terminou de comer.

– Ele não tem jeito para bebidas. – suspirou Hao – O que quer fazer? – perguntou o mesmo observando a loira de canto

– Hm... Poker. – respondeu Anna desafiadora

– E o perdedor terá que fazer algo que o ganhador pedir. – reforçou Hao

– Feito. – sorriu Anna – Cadê o baralho? E as fichas?

– Pra que ficha? Vamos apostar outra coisa. – respondeu Hao com uma pergunta enquanto pegava o baralho na estante e a depositava sobre a mesinha de centro da sala – Como... Essas pétalas de flores. – pegou duas rosas vermelhas e as pôs ao lado do baralho

Hao sentou de um lado da mesa, dobrando a perna direita e esticando a esquerda (sentado de lado). Anna sentou-se comportadamente do outro lado da mesa, dobrando as pernas.

– Vamos começar. – implicou Anna despetalando a sua rosa.

Fazendo suas apostas (Hao como o bigger apostou 2 pétalas, enquanto Anna como small apostou somente uma) começaram o jogo.

As apostas foram só aumentando. Acabou a partida, Hao tinha um flush e Anna uma trinca.

– Isso foi sorte. – resmungou Anna, emburrada – Vamos continuar!

– Okay. – o sorriso de canto de Hao não saiu de seus lábios hora alguma, o que servia para aumentar a raiva de Anna

Quando as fichas de Anna finalmente acabaram, Hao já estava gargalhando com gosto enquanto Anna queria enforcá-lo.

– Vejamos... O que eu quero de você... – comentou Hao pensativo – Não vai andar pra trás, né?

– Nós apostamos. Eu perdi a aposta. Eu não volto atrás com minha palavra, e eu concordei com a aposta. Então, não, não vou voltar. – respondeu Anna suspirando

– Que bom! – sorriu Hao – O que eu quero é... Que você me fale a verdade: o que sente por mim?

– O que... Eu sinto por... Você? – repetiu Anna surpresa – Bem... Isso é algo que eu não esperava... – ela pensou por alguns segundos – Acho que... Eu... Posso estar gostando... De você. – sussurrou ela, corada

– Oh, isso é uma boa notícia. – sorriu Hao – Eu te amo, Anna. – e a puxou para um beijo, inclinando sobre a mesa

Ao se afastarem Anna notou algo que não havia notado antes: apesar de toda a malícia em seu sorriso, Hao era alguém muito puro.

[1] – Time Estrela

Notas finais
FEEEEEEEEEEELIIIIIIIIIIIIIZ ANIVERSÁRIO, HAAAAAAOOOOO-CHAAAAAAAAAAAN~ *-----------* Feliz aniversário, Yoh! ^^ Deixem review, please! >.>
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!