Hanna, eu te amo.
1 A menina de cabelo curto.
Hoje, o dia em que eu não sei como fazer, até sei, se vai dar certo? Eu espero que sim, porém, tenho que acreditar, não quero que tudo se repita, não quero ser chata, não quero ser esquecida, eu quero que todos lembrem do meu nome. Mas é o meu primeiro dia no ensino médio, e quem não quer ter muitos amigos? E quem não quer ser popular no ensino médio? Todo mundo quer! Não sou a única! Não é errado, porém, estou pensando muito rápido.
Estou decidida! Quando eu sair daqui, entrar no carro, chegar até o colégio, vou ser apenas eu. Acho que será meio estranho, vou estudar em colégio particular, tenho medo também, mas estou excitada com a ideia! Não sei se existe diferença nas pessoas, mas, Sempre frequentei colégios públicos, desde os cinco anos, até os dez, frequentei os colégios públicos de Curitiba, e depois quando fui pra São Paulo, também. E agora, estou aqui, no Paraná novamente.
Entrei no carro e cheguei ao colégio, fui com meu primo, ele vai estudar comigo também, encontrei uma antiga amiga, Julia, sempre nos falávamos quando eu morava em São Paulo, tenho certeza de que ela é uma ótima amiga.
Fomos até o ginásio do Colégio, estávamos um pouco perdidas, primeiro ano é assim mesmo, porém, eu ainda me sentia segura.
Nos sentamos na arquibancada, o lugar era grande, mas ao mesmo tempo pequeno, haviam muitas coisas, um pequeno gramado, a cantina, as mesas — poucas mesas — o pátio do colégio para o ensino médio — acredito que seja, não cheguei a ver mais do que isso — e o ginásio.
Enquanto conversava com a Julia, os alunos começaram a chegar, e isso me impressionou, todas as pessoas em que eu olhava eram completamente lindas! Onde eu estava?! Será que eu morri dormindo e eles eram os anjos de Deus no céu?! Tudo bem! Claro que haviam algumas pessoas não tao bonitas assim, afinal, nada é perfeito.
As arquibancadas estavam quase cheias.
Por um segundo meu mundo parou, eu não sabia onde eu estava, quem eu era, minha respiração não existia mais, meu coração saiu pela boca de tão forte que ele saltava do meu peito, meus olhos brilharam, senti isso, minhas células e músculos paralisaram junto com meu cérebro, nunca me senti assim, eu não sabia nada, era angustiante, mas uma agonia boa, não pensei em nada no momento, não tinha forças para isso, e a razão disso, era ela.
O quão maravilhoso um ser pode ser? Existem limites? Por que se existirem, ela não os respeita!
Uma pele tão branca quanto a neve, suas bochechas rosadas e fofas quebravam a palidez. Cabelos curtos como um menino, mas com um corte graciosamente bonito. Olhos azuis como o céu em um dia sem nuvens, parecidos com um desenho de algum artista muito talentoso. Sua boca era rosada e perfeita como eu jamais vi.
Ela passou na frente da arquibancada, não sei se estava acompanhada, não reparei em mais nada em lugar nenhum do mundo naquela hora. Depois que sai do transe percebi que muitos alunos seguiam ela com os olhos, a beleza era tamanha que eu não entendi nada na hora.
Quando acabou toda aquela coisa de apresentação dos professores, aquelas merdas de primeiro dia, me encontrei com algumas meninas e comecei a conversar com elas. Primeiramente, todas amaram meu nome, Alice, não vejo nada de mais nele! Não entremos na sala de aula nesse dia, graças a deus!
Assim pude observar mais a tal menina de cabelo curto, ela usava uma jaqueta jeans, por cima do uniforme verde, all star preto comum e mochila de couro preta.
Na saída da escola, fiquei conversando com aquelas meninas, sobre o segundo dia de aula, que seria fora do colégio, eu fiquei excitada com isso, muito provavelmente iria ser divertido, mais uma chance de conhecer as pessoas, ou, se apaixonar por uma delas.
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