Hanna II - The Dreams Can Be True .
30 Who is She?
Notas iniciais
Saímos da casa da Giu e o primo delas no levou até a tal balada, mas ele decidiu ficar por lá, disse que não nos incomodaria e que ficaria com uns amigos. Ele parecia interessado em Alice, o que me deixava feliz, minha amiga precisava de alguém para fazê-la esquecer Connor o mais rápido possível.
Ela dizia que já o tinha esquecido, mas eu sabia que era mentira.
Nós começamos a dançar e as músicas tocavam e eu nem me importava com o ritmo que tocava, só queria me mexer, não importasse como. Esquecer tudo o que estava acontecendo na minha vida naquele momento e me divertir com as minhas melhores amigas.
Giu disse que ia arrumar algo para bebermos e ela voltou alguns minutos depois com copos de vodka e dois cara super gatos, além do primo dela é claro.
– Meninas, esses são Leo e Pedro. — o primo de Giulia, Thiago, falou. — Meninos, essas são Hanna e Alice, e a Giu vocês já conhecem. — ele falou e deu uma risadinha.
– Prazer. — Alice falou e eu sorri. Ela não devia ter dito aquilo.
– O prazer é todo meu. — Leo respondeu e eu fiquei sem entender nada.
Thiago o encarou nervoso e ele deu uma risadinha.
– Thi fala muito bem de você. — Pedro argumentou e eu e Giu rimos e Thiago fechou a cara.
– Vamos dançar. — ele disse e puxou-a de volta para pista de dança.
Giu chamou Pedro para dançar e Leo e eu ficamos sentados a mesa conversando e bebendo.
– Hanna não é? — ele perguntou e eu assenti. — Você e Giu se conhecem a muito tempo?
– Mais ou menos um ano. — respondi. — Não faz tanto tempo assim, nos conhecemos no colégio.
– Vocês tem a mesma idade então? — ele perguntou e eu fiz que sim.
– Agora sim, já que hoje é aniversário dela. Temos 16.
– 16? — ele perguntou, parecia surpreso.
– Surpreso?
– É só que não parece, vocês parecem serem bem mais maduras. — respondeu tentando não me deixar sem graça, o que não funcionara muito bem.
Ele parecia querer saber mais dela do que de mim, ele deveria estar dançando com ela e não estar aqui conversando comigo, mas quem o culpava, ela que chamou Pedro para dançar e não ele.
– Sabe, acho ela engraçada. E está tão bonita hoje. — ele disse e eu sorri.
– Porque não vai até lá e a chama pra dançar, Pedro não parece estar muito entretido ali. — falei e ele sorriu, assentindo.
Levantou-se e foi até lá, estendeu a mão e ela aceitou, Pedro virou-se e sorriu para mim.
– Era com você mesmo que eu queria conversar. — ele falou e eu sorri. — Quando Thiago me disse que tinha uma garota bonita para me apresentar não achei que fosse tanto.
– Não vamos exagerar. Nem sou tão bonita e tenho certeza que ele estava falando da Giu. — resmunguei e ele sorriu.
– Acho que não confundiria cabelos castanhos com roxos. — ele falou e não pude deixar de rir.
– Você e Thiago se conhecem de onde?
– Nos conhecemos no colégio e agora fazemos faculdade juntos.
– Faculdade é? De que?
– Arquitetura. — ele respondeu e eu fiz cara de interessada, apesar de não estar.
Continuamos a conversar sobre coisas completamente sem sentido e eu já estava sem o menor interesse, só queria beber mais e isso ele podia conseguir pra mim.
Precisava voltar a dançar antes que jogasse um copo de vodka naquele garoto. Levantei e fui até a pista de dança, a rainha Beyonce tocava e eu me mexia ao som de Irreplaceable, não pensava em mais nada a não ser nos passos que eu tinha que dar pra não cair.
Era tão fraca pra bebida, mas nem reparei em quantos copos tomei, só o que queria era não precisar falar com aquele garoto.
Nem sequer sabia o que estava fazendo, as luzes estavam praticamente me cegando, a música estava alta demais, olhei para os lados e vi cabelos roxos se balançarem, Giu estava dançando ao meu lado e nós riamos muito. Alice e Thiago estavam se beijando e eu e Giu gritamos em comemoração.
Olhei para os lados e comecei a rir, já estava começando a ver coisas. Estava completamente bêbada.
Na manhã seguinte acordei com a maior dor de cabeça do universo, nem sequer conseguia abrir os olhos, quando finalmente os abri a claridade acabou comigo. Olhei para os dois lados e não fazia a menor ideia de onde estava, será que eu tinha dormido com o tal do Pedro? Tudo menos isso, ninguém merece aquele garoto chato pegando no meu pé.
Me levantei e estava com uma camiseta enorme, havia um espelho, me encarei e comecei a rir, a tempos que eu não me divertia tanto a ponto de esquecer parte da noite.
Precisava saber onde estava, fui até a porta e a abri, quando olhei o corredor ainda não fazia ideia de onde estava, procurei entre as portas o banheiro e o achei de primeira, entrei, lavei meu rosto e quando fui me olhar no espelho entrei em pânico. Não podia ser verdade, eu não podia estar ali, acho que preferia ter dormido com o tal do Pedro.
Voltei para o quarto onde eu estava a segundos atrás e procurei minhas roupas, coloquei-as e peguei minha bolsa para tentar sair de fininho, mas não deu certo.
– Que bom que acordou. — ele disse e eu o encarei perplexa.
– O que aconteceu ontem a noite?
– Não se lembra de nada? — ele perguntou e eu fiz que não.
– Não precisa se preocupar, nós não fizemos nada disso do que você está pensando, confesso que você até queria e insistiu um pouco, mas eu não quis fazer isso, estava bêbada demais. — ele respondeu e eu fiz cara de quem não acreditava em uma só palavra do que ele acabara de dizer.
– Desde quando você recusa sexo, Tyler? — perguntei e ele sorriu.
– Olha, nunca. Mas esse foi um caso especial.
– Que graça, eu estou indo embora. — falei e fui indo até a porta.
– Não, você vai ficar e mais tarde eu te levo até o colégio. Hoje é domingo, não tem aula, não precisa se preocupar. — ele falou e eu o olhei perplexa.
– Não vou ficar aqui com você, posso muito bem pegar um táxi. Muito obrigada!
– Hanna, eu já disse que não vai a lugar algum. — ele se aproximou e ficou na frente da porta, trancou-a e guardou as chaves.
– Mas que merda, Tyler. Eu quero ir embora. Alice e Giu devem estar preocupadas.
– Acho que não, as duas beberam mais que você, devem estar de ressaca.
– Assim como eu. — respondi e ele sorriu. Foi até a cozinha e voltou com um copo cheio de um líquido vermelho.
– Suco de tomate, é ótimo pra ressaca.
– Disso você entende não é? — zombei e ele sorriu, mas não respondeu nada.
Foi até o sofá e ligou a televisão.
– Se quiser, pode me acompanhar. Está com fome? — ele perguntou e eu fiz que não.
Tirei os sapatos e deixei a bolsa em cima da mesa, e me sentei do outro lado do sofá.
– E então, o que vai querer fazer o dia todo?
– Sinceramente? Queria ir para o colégio e dormir o dia inteiro.
– Não acho que esteja falando a verdade considerando que ontem só o que você dizia era que estava feliz por estar longe de lá e que não queria ver a cara do Derek tão cedo. — ele falou e eu gargalhei.
– Não acredito que disse isso. Que vergonha! — falei e ele juntou-se a mim na gargalhada.
Era estranho poder rir ao lado dele sem me preocupar em bater nele ou ficar irritada por alguma coisa que ele fez.
–E então, o que vai querer fazer hoje? – ele perguntou e eu continuei a rir.
– Que tal um filme legal e um monte de sorvete? – sugeri e ele concordou rindo.
– Escolhe o filme que eu cuido do sorvete.
Ele foi até a cozinha, pegou algo enquanto eu fuçava o computador pra achar algum filme bom para assistirmos.
Entrei no site e achei um filme bom, Loucas para Casar.
–Vou no mercadinho aqui em baixo.
– Quer que eu vá junto?
– Não precisa, sei do que você gosta. – ele falou e eu revirei os olhos.
Assim que ele fechou a porta, confesso que pensei em ir embora, mas não tinha porque, eu realmente não queria ver a cara de Drake, e ficar aqui me ajudaria com isso.
Voltei para o notebook, para colocar o filme para carregar, quando algo subiu na tela. Skype.
Quem é Clara?
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