Hankei no Gifuto - 半径のギフト
25 Redenção à beira do fim
Notas iniciais
Hisashiburi ne! Realmente faz tempo que eu não posto, isso se deve à minha outra fanfic e ao crossover que eu estou me dedicando com o meu amigo Mika Okamura. Perdoem-me a demora.
Esse capítulo vai ser, digamos... contraditório a vontade do leitor e a mim mesmo, tanto pelo começo quanto pelo meio e fim dele. Vocês entenderão ao ver o que acontece.
さあ、はじめましょう! o/
– Nekomura, tome muito cuidado ao andar por Tamega. Esses piratas foram rapidamente da necessidade de roubar para a ambição do acúmulo.
– Mas por que eles são uma dessas “poucas raças que conseguiram fugir do Côncavo Negro”? –Nekomura pergunta a Kin enquanto andava.
– Você pergunta “por quê” ou “como”?
– Hm... Os dois.
– Vou te explicar o motivo do Côncavo Negro ser usado para prender algumas raças, mas antes precisamos armar o acampamento, essa lua crescente me implora por descanso.
– Ao amanhecer nós acordamos e continuamos a viagem para Tamega, Nekomura. –responde Hiroto ao despejar todas as tralhas no chão.
– Até que conseguimos andar mais do que era preciso hoje! Iremos chegar mais cedo do que o previsto. –Nezumi supõe. – Não estou muito animada, mas quanto mais rápido chegarmos, mais rápido saímos.
– Você não gosta mesmo desse lugar, não é?-Michiro pergunta surpreso.
– Gostar do lugar eu gosto. Só não gosto dos piratas e ladrões daquele lugar.
Hankei no Gifuto — 半径のギフト
Abertura: http://www.youtube.com/watch?v=Zm6AkZL_fBc
Flower – Girugämesh
Era um céu absolutamente nublado. Os raios do sol que atravessavam as nuvens tinham um tom azul misturado com as nuvens, mostrando que além daquele céu havia um clima bom. Era um céu de clima poético com o forte vendo ordenando reverência ao gramado alto, também coberto por uma camada de nuvens cinzas, que tinham sua beleza, convenhamos assim dizer.
– Eles já estão longe. Não há nem possibilidade de você alcançá-los! –Telavel dizia com a sua voz fraca e arrastada. Inúmeros cortes estavam espalhados no seu corpo, alguns parecidos com arranhões, outros com a espessura de um dedo.
– Você sabe, Telavel. Se me contar aonde eles foram, eu posso te poupar da morte por ora.
– Eu sou leal aos meus amigos, Zmey. Você antes de qualquer um, deveria entender esse sentimento de defesa.
Zmey, também conhecido como Akai Gekido, é o melhor espadachim de toda a Nav. Guarda os portões do submundo contra intrusos e aniquila qualquer um que for inverso às ordens de Svarog. Ao contrário de muitos vilões, Zmey é honesto e não aceita uma luta desigual.
– Claro que eu entendo, não me leve a mal. Eu só preciso das crianças, ordens de Svarog.
– Sinto me dizer, mas você vai precisar me matar. –Telavel diz friamente.
– Até alguns dias atrás, se eu te fizesse um corte eu veria uma recuperação espetacular no ferimento em questão de segundos. Hoje você está fatiado. O que aconteceu? –pergunta Zmey intrigado.
– Foi só o preço por algo... Mas valeu a pena.
– Você foi tão ingênuo a ponto de fazer isso, Telavel? A sua imortalidade? –Zmey diz perplexo.
– Se você conhecesse o garoto, também daria a sua vida por ele.
– Conhecendo ou não, eu sei o meu dever. Matar todos eles.
– Mas você sabe ao menos por que se mantém submisso a ele?
– Submisso à quem? Svarog? Apenas uma das peças do destino, é uma casualidade eu “servi-lo”, dizendo entre aspas. Não é irônico? A deusa do destino querendo deter o que lhe dá sua força. O destino.
– Kin tem muita coragem para enfrentar o pai, eu admiro essa coragem.
– De coragem auto destrutiva você entende, e muito bem. –Zmey diz com um sorriso.
– É incrível eu conseguir fazer o frio e inflexível Akai Gekido rir! Um dia memorável na história de Nav! –Telavel dizia transbordando de sarcasmo.
– A morte do ferreiro que forjou o Sol vai ficar para história, não um simples sorriso falso meu.
– Você está errado, eu sei o que vai ficar na história de Nav. O humano da Terra que derrotou o mais forte espadachim de Nav. –Telavel dizia com animação e esperança enquanto olhava para o horizonte nublado.
– Tanto faz se eu for ou não derrotado, tanto faz se eu morrer aqui e agora. Na verdade essa é a minha vontade. Como Akai Gekido eu não consegui metade do que você conseguiu nessa semana, o amor de um humano, uma deusa e um trio de Dolas. Sem contar a menina-grifo problemática, se é que ela consegue amar algo depois do que eu fiz com o templo em que ela vivia.
– Você não consegue sentir nada ao dizer isso?! –exclama Telavel.
– Sentir? Eu sinto o calor do punho da espada que eu luto, eu sinto essa brisa de chuva que queima os meus olhos, eu sinto o peso dessa armadura, mas sentimentos? Não preciso deles, seja amor ou raiva, bondade ou maldade.
– Você cria um genocídio em um templo de monges e não se julga mal?! Isso não me convence o contrário do que acho.
– Me acha mal? Eu não mato por escolha, eu não corto por escolha, eu não massacro por escolha. Há mais fios por trás desse show do que você pensa, Telavel. Mesmo assim com sua morte prevista você não está pronto para entender o plano maior.
– Eu entendi o MEU plano maior. Defender aqueles garotos, seja isso valendo minha vida, minha imortalidade ou cada corte no meu corpo!
– Foi bom eles terem revivido o seu ânimo para viver, pena que agora é muito tarde para aproveitar a sua ressurreição. Me responda honestamente, o que você viu naquele garoto? Sinceramente ele é um vagabundo fraco que só serve de peso morto para todos daquele grupo.
– Eu vi Nari em seus olhos, eu vi uma vontade de consertar o mundo maior do que todas que eu já vi. Pode ser um vagabundo, preguiçoso, pervertido reprimido, inseguro, burro, vulnerável, mas ele é a amálgama de todo o grupo, ele une a sede de lutar de todos e a transforma em força.
– Tomara que você tenha se despedido apropriadamente deles, da forma que você fala eles são muito importantes para você. Agora se despeça da sua vida recém renovada.
– Sabe do que eu também sentia falta além de alguém assim para ajudar? Sentir o sangue escorrer nos meus braços, as feridas abertas sentindo o vento gelado de Finiæ.
– Uma coisa inédita para os imortais é a morte, somente a morte você ainda não viu nesses séculos e séculos de solidão. Eu posso concedê-la a você de forma honrável? –Zmey pergunta com seriedade.
– Me perdoe, mas tenho mais coisas a fazer na minha eternidade.
– Eternidade?
– Sim, minha eternidade como um ferreiro normal de Finiæ. Me restam quantos, 58, 62 anos?
– Então irá resistir à morte? Ótimo, assim a situação fica justa um pouco mais.
Os dois vão de encontro no mesmo momento, Telavel com sua luva já equipada em forma de canhão e Zmey com sua espada em punho. Consecutivas esquivadas do canhão e da lâmina da espada eram incessantes, o som dos raios eram uníssonos aos golpes sincronizados entre os dois. Telavel mostrava esforço na luta, mas Zmey não mostrava nenhuma preocupação.
– Chega de piedade. –Zmey estala os dedos e todo o cenário é congelado em cinza, exceto ele mesmo. Telavel não conseguia se mexer, apenas o som do seu pensamento se propagava no ar.
– Esse é o meu fim, certo? –Telavel diz conformado.
– Creio que seja. Irei poupá-lo da tortura, parece que mesmo torturando-o você não vai me dizer aonde estão eles. –Zmey responde. Ele se aproximava com passos lentos e calmos.
– Você irá perder para o garoto, tem certeza de que vai enfrentá-lo assim mesmo?
– É o que sou ordenado. –Os passos se aproximam cada vez mais.
– Seja rápido.
– Ainda não entendo porque sacrificou sua imortalidade para forjar aquilo. –O som dos passos se aproximava mais e mais trazendo seu destino.
– Você não precisa entender. –Zmey chega cara a cara com Telavel. – Se você se dispõe a derramar o próprio sangue para esse plano, não há possibilidade de conversão para você.
– M-meu p-próprio sangue?! N-NÃO O ENVOLVA! ELE NÃO TEM MAIS VALOR PARA MIM! –Zmey se altera no seu comportamento e fica apreensivo. — EU SIRVO APENAS UMA PESSOA! Não... Não existem filhos, pais ou amigos quando o mal consome a sua carne.
Zmey posiciona a espada na direção do peito de Telavel.
– Não há mais o que falar.
A espada perfura o seu peito e o atravessa, permitindo somente que o sangue vermelho vivo escorresse no chão daquele ambiente monocromático.
Hankei no Gifuto — 半径のギフト
Encerramento:http://www.youtube.com/watch?v=wvbPR2VfbEw
Suicide Circus – The GazettE

Notas finais
Cabelo vermelho
Olhos vermelhos
Idade desconhecida
1,86 m
78 Kg
Gosta: desafios, lutar, honra, armas de corte;
Odeia: mentiras.
「 Momento do Autor 」
Ah, mas autor-sama falou que odeia mortes nos animes, até chama de bocó quem mata os personagens
Eu permaneço a minha ideia de que não é preciso matar um bom personagem, é crueldade matar alguém legal da fanfic. Maaaaaaaaaaaas eu matei. Bem, matei entre aspas, porque não está escrito Ele morreu. Sim, Telavel, assim como o Gazerock, is not dead. (Trecho da música SxDxR de The Gazette). Se quiser, pode me chamar de bocó por ter enfiado uma espada no peito dele e tê-lo matado por enquanto, vou achar legal porque isso significa afeto pelo personagem, o que eu respondo com um sonoro, sincero e feliz Obrigado. Espero que eu não me vicie em matar personagens O.O
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