Notas iniciais
Yoo o/
Antes de tudo, eu queria dizer que esse tempo que eu dei para escrever esse capítulo foi para planejar o enredo de Hankei no Gifuto que eu percebi estar um pouco distante da ideia inicial, especialmente para os fãs que eu não mereço ter. Valeu, gente *---*
Explicando alguns termos, quando nós falamos uma palavra em latim, como Hominidӕ, Ursidӕ, Canidӕ, nós dizemos Hominide, Urside e Canide. O ӕ é dito apenas com o som de E. Por que eu estou dizendo isso?... É o nome de um lugar da fanfic, Finiӕ.
Hajime o/

Hankei no Gifuto — 半径のギフト


Abertura: http://www.youtube.com/watch?v=hpx2cvZVReY

Zetsu – Gazette


O cadáver de Stalo estava ali, deixando o resto de seu sangue negro escorrer pela grama da floresta. A feição do monstro era indiferente, neutra, como um simples objeto ou como os bonecos do quarto de Nekomura.


Passado todo aquele momento de adrenalina, a hora do almoço chega e uma grande carpa assada os acompanha novamente na refeição.

– Eh... Nezumi? Como você está depois do que aconteceu? Eu não entendi o porquê de toda aquela fúria. –Nekomura se intriga ao lembrar da ferocidade no olhar de Nezumi naquele momento, ele nunca tinha visto algo assim de Nezumi.

– Stalo já é um personagem antigo na história da minha infância. –com essa frase ela abre toda a sua história, como ela foi encontrada, como ela perdeu sua família, ou pelo menos o que ela considerava ser a sua família. Hiroto já sabia desse passado, ele era um ombro forte quando o passado ousava perturbar a consciência de Nezumi.

– A aldeia dos meus pais fica aqui perto, aonde os letões tentam sobreviver entre tantas criaturas. Um pouco ao sudeste de Sadko.

– E ainda existe alguém depois do que aconteceu? –pergunta Nekomura.

– Eu acho que sim, não vou até lá desde aquele dia. Alguns voltaram e se reestabeleceram depois que uma muralha foi construída.

– Eu conheço essa muralha. –diz Kin. – Meu pai, quando era bondoso, levantou uma muralha que dividia a Aldeia Letão e o Pântano Kuro. Para evitar novos massacres dos letões, ele fez uma muralha de 10 metros de altura e 3 metros de densidade.

– Mas como Stalo conseguiu chegar até Sadko se a muralha letão divide o Pântano Kuro de toda a Nav? –Hiroto levanta uma questão.

– Poderia ser... Uma ponte! O rio que deságua no Lago Ne com certeza deve ter uma ponte agora. Os habitantes de Kuro devem ter construído algo forte o suficiente pra aguentar Stalo. –deduz Kin. – Mas o que levaria eles a construírem uma ponte só para Stalo?

– As últimas palavras de Stalo foram que nem se todos os deuses se reunissem, nós nunca iríamos conseguir vencer “eles”. Ele estava se referindo a Svarog e a si mesmo, sem dúvida. –dizia Nezumi. – Agora só nos resta...-mas é interrompida por Nekomura, que parece ter achado uma ideia.

– “Nem se todos os deuses se reunissem”? E se... eles realmente se reunissem? Como uma...

– Equipe? Ordem?... Armada? –sugeria Kin.

– Exato. Armada. A Armada Hankei. –diz Nekomura com postura de confiança.

– Que nome ridículo! Pff, Armada Hankei? Hahahahaha –diz Nezumi em resposta à ideia, mas é interrompida com um olhar de ferocidade de Kin, e dá um pulo de susto.

– Não importa o nome, e sim a intenção. Iremos recrutar o máximo de autoridades de Nav pra destronarmos meu pai.

Eles se agrupam em volta da fogueira e põem as mãos juntas, soltando um grande grito de determinação.

***

Hiroto desenrola um largo mapa em papel antigo encostado em um tronco de árvore. Tinha um grande rio cortando parte do território, que criava três lagos. Bem visível, ali havia o desenho de Svarga, um grande forte cercado de dois grandes picos de rocha, um à direita e um à esquerda do castelo, que estava entre os picos.

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– Nossa rota vai ser sair de Sadko, passando pela orla, pela Aldeia Letão, e o Bosque Hito logo em seguida. –Hiroto dava instruções. – Passando pela ponte que atravessa o Rio Kawate, chegamos em Finiӕ.

– O que tem de tão especial nessa Finiӕ? –pergunta Nekomura.

– Finiӕ é a principal floresta de Nav, a maior e mais povoada floresta daqui. Estamos perto dela, mas só atravessando o Rio Kawate nós conseguiríamos, por isso o trajeto é maior. –explicava Hiroto.

– Kyaaaa! Há tempos que eu não vou à Finiӕ! Sinto saudades dos finians! –Nezumi pulava de tanta empolgação.

– Acharemos vários finians dispostos a entrar na Armada Hankei, sem contar que Telavel estará lá. –Kin mostrava um olhar de ambição, como se esse Telavel fosse uma grande carta em seu plano.

– Quem é Telavel? –Nekomura perguntava. Realmente tinha muita coisa que Nekomura não sabia sobre aquele mundo, por isso a frase que mais rodeava sua cabeça era “Será que eles sabem que eu não sei nada do que eles sabem?” Uma careta de dúvida era sempre acompanhada disso.

– Telavel forjou o Sol, Neko-chan. –respondeu Nezumi. – Sabe aquela grande bola de fogo que...

– Eu sei o que é o Sol, Nezumi. –Nekomura disse com uma cara de desconfiança e Nezumi fica um pouco embaraçada.

– Vamos, temos muito caminho pela frente. –Kin chamava todos até o caminho. – O sol já está se pondo!

Passando por uma pequena faixa de vegetação mais baixa que a floresta, eles veem a Aldeia Letão. A luz do pôr do sol pintava o céu de vermelho e o capim de laranja, e um grupo de casas simples de telhado de palha e paredes de pedra eram logo notados por eles. O reflexo do sol replicava a imagem do céu no Lago Ne, à esquerda, e no Lago Ore, à direita.

– Outra imagem do meu passado aparece na minha frente. A aldeia não mudou nada... –Nezumi via com os olhos marejados as casas, as crianças correndo nas pequenas ruas e o vento que fazia os campos de trigo se curvarem ao chão. Hiroto se aproximava dela.

– Vamos, Nezu. –dizia ele pondo as mãos nos ombros de Nezumi. – Você pode enfrentar os momen...

– ME ASSEDIANDO?! –Nezumi grita ao ver que Hiroto estava encostando nela. – SE APROVEITANDO DO MOMENTO, HIRO-KUN?!

– Na-na-não é o que você enten... –quando leva um soco na cabeça e fica gemendo de dor agachado no canto.


Hankei no Gifuto — 半径のギフト


Encerramento: http://www.youtube.com/watch?v=LHVL2G-2Bbo

The Beginning – One Ok Rock

Notas finais
Yoo o/
Senti saudades daqui, eu estava fora tentando achar inspiração. Estava bolando um mapa, e até uma opening e uma ending pra cada capítulo.
Eu sempre ouvia essas músicas no ônibus, e quando fui pensar ao mesmo tempo na fanfic eu tive uma ideia.

Pena não ser uma música com uma animação da fanfic, mas na opening eu imaginei a Nezumi dedilhando uma guitarra, com a Kin, Hiroto e o Neko no quarto dele, quando ela começa a dominar uns acordes e manda a ver na guitarra. Ela começa a jogar o cabelo pro chão e Hiroto faz cara de constrangido. Algumas cenas do Nekomura que vê os raios percorrendo o céu nos primeiros capítulos, e o raio que cai perto dele, deixando o caderno pra ele. Algumas partes aparece o Kotatsu e a Mira sorrindo encostados nos ombros do Nekomura e eles brincando na praia quando eram pequenos.

Como ending, eu imaginei o Nekomura no farol perto da praia em um dia chuvoso pensando na infância e como ele se tornou aquela pessoa isolada, eles na praia, na casa da mãe dele, acampando no quarto, fazendo Ed. Física na escola, e um raio cai no horizonte da praia, criando um clarão e deixando tudo branco, que de pouco em pouco vai aparecendo imagens com tom de cinema antigo dele parado no sofá, no computador, comendo salgadinho, quando ele acorda e vê duas mãos esticadas pra ele. É a mão da Mira na esquerda e da Kin na direita. Ele segura as duas mãos e sai do farol. A chuva para e um grande pôr do sol surge atrás deles.

Então, é isso ^.^

Ja nee o/