Hankei no Gifuto - 半径のギフト
23 O Digno de Lutar
Notas iniciais
Agora eu entrei no tempo, sem atrasos ou cortes de criatividade. Quem gosta da abertura e encerramento da fanfic, guardem o nome ou até o link. Esse é o último capítulo em que elas estarão presentes, logo no próximo terá uma Op. e uma End. novas! o/
Saa, hajimemashou! o/
Hankei no Gifuto — 半径のギフト
Abertura: http://www.youtube.com/watch?v=hpx2cvZVReY
Zetsu – Gazette
Planejando para a tarde seguinte, Telavel convida a todos para irem em sua casa tratar dos assuntos referentes à recente entrada para a Armada.
Nekomura acorda pela manhã com os dedos dos pés gelados, tinha uma sensação de congelamento em seus pés, que eram aquecidos desesperadamente pelas suas mãos.
– Por que esse frio antártico? Não estamos no outono? –pergunta ele para Hiroto, que segurava uma caneca fumegante de chá.
– Você não acha que o outono tinha que acabar um dia? Tudo chega a seu fim, aqui pode ser mais rápido do que o seu mundo, sem contar que você chegou aqui há dois meses. –dizia Hiroto. – Quer uma caneca de chá também?
– Se não se importar eu aceito. –responde Nekomura.
Dois meses? Ele pensava em todo o seu trajeto, desde a chegada em Sadko, o trajeto na Aldeia Letão, no Bosque Hito, a grande ponte do Rio Kawate, até a pousada em que ele dormiu naquele dia. Esse tempo passou tão rápido, tão silencioso que Nekomura nem havia reparado que o inverno chegou. Aquela memorável tempestade de outono agora era a neve que se acumulava nas ruas e becos de Finiӕ. Não nos mesmos lugares.
– Se agasalhe, Neko-chan! Vamos à casa do Telavel daqui a pouco. –dizia Nezumi, que estava excessivamente agasalhada. Um enorme moletom listrado em preto e rosa com mangas tão longas a ponto de cobrirem as suas mãos. Também tinha uma touca felpuda com orelhas de coelho, nunca se entenderia o porquê de um “rato” estar com uma touca de coelho.
– Você não estava zangada com ele ontem? –perguntou ele, se referindo com a forma que Nezumi tratava Telavel, literalmente o “ insultando”.
– Eu sabia que ele iria ceder uma hora ou outra, só tentei acordá-lo. Mas... –ela enfatizou o “mas” com um tom de voz diferente. — ...não fui eu quem incentivou ele. Foi você e o que você deve ter falado. Aliás, o que você falou? –dizia ela com os braços cruzados.
– Eu acho que isso é pessoal pro Telavel, então por respeito eu não posso contar. –responde Nekomura. Ele lembrava da cena em que Telavel chorava por Nari, sua esposa.
– Não faz mal, uma hora ou outra eu irei saber... –dizia Nezumi estalando os dedos com um olhar ameaçador, e Nekomura reagia com medo.
– Se arrumem rápido, nós vamos sair em breve! –alertava Kin gritando do corredor, já abrindo a porta. – Como foi a sua noite de sono? –ela perguntava gentilmente.
– Eh... b-b-bem, ó-ótima, ótima, linda! –responde ele sem jeito. Naquela manhã Kin estava radiante. Um aquecedor de orelha felpudo e um comprido cachecol que chegava ao seus joelhos a deixavam linda. Beleza que não foi disfarçada por Nekomura.
– Que bom que sua manhã foi “linda”! –dizia ela rindo. Ela se retira, sobrando apenas ele e Nezumi.
– Nem sabe disfarçar. –dizia Nezumi.
– Disfarçar o quê? –dizia ele zangado.
– Esquece... –dizia ela com um olhar de pervertida estampado.
***
– Yoo! Até que enfim chegaram! Pensei que tinham congelado no meio do caminho. –dizia Telavel rindo de todos que estavam tremendo.
– Odeio frio, odeio neve, odeio inverno! –dizia Nezumi tirando a neve do canto das botas.
– Concordo, Nezu-chan! –respondia Michiro. – Prefiro o clima de Hito, pelo menos os córregos do rio congelam e você não.
– Não estou dizendo pelo frio, Michiro. É que... e-eu f-f-fico coberta, escondida em casacos, luvas e botas. Olhe a Kin, ela está mais feliz e até flertou com o Nekomura!
– O que você disse? –diz Kin com um olhar ameaçador para Nezumi.
– N-nada não.
– Querem uma caneca de chocolate? –dizia ele com várias canecas suspensas nos dedos. Todos se serviram e sentaram perto da lareira.
– Essa noite eu fiquei pensando e... pensei em algo que irá ajudá-los. Uma espada.
– Ótimo! –responde Nekomura. – Hiroto saberá manuseá-la.
– Não estou falando do Hiroto.
– Nezumi?
– Também não.
– A Kin! A Kin tem sua própria espada, ela entende muito disso, não é, Kin? –ele dizia acenando para Kin.
– A Kin também não.
– Mas Michiro viveu no bosque, eu aposto que ele nunca teve contato com uma arma. E Aika viveu em um templo, também não está habituada.
Telavel olha Nekomura com um sorriso, que faz Nekomura ir da calma ao desespero.
– Você não está falando sério.
– Por que eu brincaria? Eu vejo o olhar de Nari em suas pupilas.
– Mas... Mas eu?! Eu nunca, mas NUNCA lutei, e todo esse tempo eu dependi da Kin, da Nezumi e do Hiroto pra sobreviver aqui em Nav! Eles são perfeitos para a missão, e não um hikikomori humano de Ya’v.
– E você não acha que eles já te defenderam demais? –dizia ele com um sorriso de satisfação. Nekomura se acalma subitamente e olha para as suas mãos.
– Mas eu não sei nada sobre espadas. –responde Nekomura em voz baixa.
– Eu irei te ensinar tudo o que eu sei, não se preocupe. –Hiroto o responde. Nezumi e Kin levantam as mãos, se oferecendo também para treiná-lo.
– E eu, irei forjar a melhor de todas as espadas de Nav para você com o mesmo material que eu usei no meu trabalho anterior. –Telavel respondia com o dedo, se gabando.
– O mesmo material que foi feito... o Sol?! –Hiroto dizia sem acreditar.
– Eu até pensei em usar as barras daquele metal na minha luva, mas fiz certo em guardar aquelas barras para o futuro. Para alguém que realmente precisasse.
Ele encosta a sua luva em um baú e a fechadura se destrava. O baú, que rangia ao ser aberto, mostrava ali 4 barras bem polidas de um metal claro, entre o tom do alumínio e chumbo. Telavel joga uma das barras com facilidade para Nekomura, que a agarra com muito esforço.
– Isso é chumbo?! –perguntava Nekomura, surpreendido com o peso da barra.
– Chumbo? Não, isso é Celésio. A chamada “essência das estrelas”. –Hiroto o responde. – A ponta do fio da espada que meu pai era banhada disso, esse metal é muito resistente e sensível à energia de quem o empunha. Ele ganhou esse material do próprio Svarga em uma missão.
– Escute o seu amigo, ele entende de armas. O Celésio adquire características dos poderes de quem o usa, por isso precisei de Pripegala para fazer o Sol, já que ele é o deus do Sol.
Todos tiveram uma longa conversa, canecas e mais canecas de chocolate se foram, até que a hora de partir chegou. O sol já se preparava para se esconder de Finiӕ.
– Nekomura, antes de mais nada eu quero te perguntar uma coisa. –diz Telavel.
– Pode perguntar.
– Qual é o verdadeiro objetivo de uma espada para você?
Nekomura para e pensa profundamente sobre a pergunta. Até que ele tem a sua resposta.
– Uma espada não serve apenas para a morte, e sim para a vida. Antes de qualquer ambição a espada tem o objetivo de julgar o oponente, mas acima de tudo defender seus amigos. Julgar o mal, defender quem amamos. Eu acho que o principal é o julgamento.
– O julgamento, certo? –responde Telavel com um olhar de dúvida. – Eu irei forjá-la essa noite e irei te entregar pessoalmente. Só o tempo dirá se você é digno de lutar por Nav e Ya’v.
Hankei no Gifuto — 半径のギフト
Encerramento:
http://www.youtube.com/watch?v=LHVL2G-2Bbo
The Beginning – One Ok Rock
Notas finais
Cabelo castanho-claro
Olhos azul-celeste
18 anos
1,69m
76Kg
Gosta: exploração, armas, túneis, lutar
Odeia: ofensas referentes à Kin, lagos, rios, oceano, Lobos, trapaças
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