Notas iniciais
Yoo o/
Postando mais um capítulo de Hankei no Gifuto, vou aproveitar a inspiração para um dos meus lugares favoritos em Nav, Finiӕ. No final do capítulo tem a ficha de mais um personagem, como o capítulo anterior. Ah, antes de lerem eu recomendo pra quem viu o Nekomura no cap. anterior: Volte, tem uma nova foto dele *-* É chibi, mas tudo bem. O programa que eu usava era muito limitado.
Saa, hajimemashou o/

Hankei no Gifuto — 半径のギフト


Abertura: http://www.youtube.com/watch?v=hpx2cvZVReY

Zetsu – Gazette


Nekomura, Kin, Nezumi, Hiroto, e os mais novos a embarcarem na viagem, Michiro e Aika, vão rumo à Finiӕ para recrutar mais pessoas na Armada Hankei.

– Até que enfim! Chegamos à ponte! –gritava Nezumi com os braços no alto.

– Você já viu o tamanho dessa ponte?! É enorme! –dizia Nekomura surpreendido com a extensão da ponte. Era quase duas vezes maior do que a ponte de São Francisco, nos Estados Unidos.

Era uma ponte de pedra, sustentada por fortes pilares que cortavam a correnteza do Rio Kawate. Uma ponte estreita à primeira vista, com uns 5 metros afastado do rio no centro dela, criando uma curvatura convexa que impede a visão do outro lado. Isso deixava Nekomura muito ansioso.

– Pensei que ia morrer antes de atravessar essa ponte! –dizia Nezumi chegando perto do centro da ponte. A visão do outro lado ia se definindo cada vez mais, até se revelar um muro de árvores que cresciam geometricamente. Um grande portão emaranhado por lianas, plantas escaladoras que se mantinham em absoluta simetria nas portas.

– Esse lugar tem fetiche com muralhas? –Nekomura se surpreendia com a altura da muralha. Não era maior do que a Muralha Letão, mas ainda sim era fora do comum.

– Em um território de guerras internas, conflitos e conspirações, é esperado que os povos tentem se proteger como podem. –Hiroto explicava.

– Vamos abrir esse portão. –Kin estalava os dedos e colocava sua espada encostada no portão. Como um risco de luz, as plantas enraizadas nas portas se iluminavam e um forte foco de luz era revelado na fresta de abertura que se entreabria.

– Bem vindos a Finiӕ! Fiquem juntos para não se perde... –Kin segura a gola de Nezumi, que estava prestes a correr floresta adentro. – Como eu estava dizendo, fiquem juntos. Viemos em busca de Telavel e se for possível, um aliado a mais sempre ajuda.

– Mas como vamos encontrá-lo se vamos estar em um só lugar? –perguntava Nekomura a Kin.

– Mas e se vocês se perderem? –realmente Finiӕ era enorme, o mais espantoso era as árvores que viviam harmoniosamente com as casas e construções medievais.

O céu é quase impossível de se ver, as folhas das grandes árvores cobriam todo o céu e os troncos não permitiam que as ruas fossem retas. Sem falar dos habitantes, diversos espíritos encarnados em vários animais como mamíferos, aves, répteis e anfíbios perambulavam os becos verdes, camponeses e duques entravam e saíam das lojas e das tavernas superlotadas e Dolas de diferentes raças, tamanhos e tipos andavam equipados, preparados para qualquer momento.

– O único que não conhece nada aqui sou eu. Vamos em pares. –sugeria Nekomura.

– Parece melhor, mas EU que vou montar os pares. Hiroto vai com Aika, Michiro vai com Nezumi e eu... eu vou com você! –ela dizia um pouco ruborizada.

***

– Eu posso parecer um pouco hostil, mas eu só tento defender meus amigos de quem eu não conheço. –explicava Hiroto para Aika. – Se você se mostrasse mais confiante diante de nós, eu aceitaria com mais facilidade a sua origem desconhecida.

– Me desculpe, mas eu prefiro evitar afetos. Não sei o futuro de vocês, ao contrário de Dolja. –dizia Aika acenando com a cabeça para a direção em que Kin foi.

– Chame-a de Kin, Dolja a lembra de muitos problemas familiares. Mas então, o que um grifo branco vai fazer da vida se não achar sobreviventes lá?

– Eu não tenho nada em mente, só sei que se eu achar alguém de Tamega eu vou reestabelecer o templo.

***

– Você é uma Dola também? –perguntava Michiro.

– Sou. –respondia Nezumi de forma direta.

– Eh... Que legal.

– ...Quer ver uma coisa?

– Ver o quê?

Nezumi chacoalha os seios com uma expressão de indiferença.

– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! –Michiro solta um jato de sangue pelas narinas e cai desmaiado no chão.

Nezumi o recolhe e o põe em suas costas.

– Até que enfim silêncio...

***

Kin se aproxima cada vez mais de Nekomura, que percebe o seu braço esbarrando no dela.

– O que foi? –pergunta ele.

– Esse silêncio incomoda. Quer falar alguma coisa? –diz ela com um olhar disfarçado e sem jeito.

– Está sendo difícil encontrar esse Telavel. –Nekomura passava os dedos entre os cabelos, um pouco preocupado.

– Vamos parar para perguntar algo sobre ele. –dizia ela com o indicador levantado, expressando uma ideia.

Pararam em uma loja de couro curtido, vários couros de diferentes animais eram expostos nas paredes, dois grandes ursos negros ficavam perto da porta.

– O que querem? –perguntava o senhor da loja. Era um alto homem de cabelo castanho e bigode preto.

– Queremos alguma informação sobre Telavel. –pergunta Kin.

– O que vocês querem com aquele decadente? –dizia zangado o homem. – Só porque ele é imortal que ele pode sair por aí fazendo tudo o que não é permitido? Um mimado, sinto dizer.

– Um mimado? Desculpe, senhor, estamos falando de Telavel Houmurc, o camponês que forjou o Sol. –esclarecia Kin sobre o tal.

– Me permita dizer, senhorita, mas hoje ele não é nem a sombra do que já fora. Um negligente não merece tal título.

– Obrigado pela informação, se isso tudo foi útil a alguém. – sussurra Kin ao virar-se para a porta e sair.

– Onde estaria esse “herói corrompido pelo poder”? –pergunta Nekomura.

– Vamos pensar... Se eu fosse um herói fracassado, aonde eu estaria nesse exato momento?...

– NO BAR! –os dois chegam a essa conclusão quase no mesmo segundo.

Eles passam por uma taverna e veem um grande alvoroço.

– Sem pagamento, sem bebida, sem lugar pra você! –gritava um Dola meio touro-meio humano para um homem que saía tropeçando de lá. Ele desferiu um golpe com o chifre no rosto do homem, que arrancou grande parte da carne do rosto dele.

– Vocês vão ver, não se brinca com o forjador do Sol! –dizia o homem com uma crise de soluço, completamente bêbado. O machucado que ele tinha no rosto se regenerava incrivelmente rápido e um pouco da carne e do sangue no chão que antes estava em seu rosto foi transformado em pó.

A luva que ele tinha na mão se transformou em um canhão três vezes maior que o seu braço, ele se preparava para mirar na taverna mas o peso do canhão o fez cair novamente no chão.

– Senhor, você está bem?! –dizia Nekomura sacudindo o homem tentando acordá-lo. Ele estava em um sono muito pesado recorrente da bebida.

– Vamos levá-lo até aquele banco! –dizia Kin se referindo ao banco da praça ao lado.

Um longo tempo se passa e Nezumi, Hiroto, Michiro e Aika chegam com uma expressão de fracasso.

– Nenhum de nós conseguiu achar esse Telavel. Ele é conhecido por aqui, mas nunca para em um só lugar. –explicava Hiroto.

– Por que Michiro está dormindo nas suas costas? –pergunta Kin.

– Ah, eu não sei... Ele ficou cansado e caiu no sono. Você sabe como são essas crianças. –dizia Nezumi um pouco apreensiva.

– Não precisam mais procurá-lo. É esse aqui. –dizia Kin olhando para Telavel, que dormia no banco e apoiava a cabeça no colo dela. Ele roncava assustadoramente alto e parecia que acumulava o cansaço de uma vida toda. Era enorme, aparentava uns 30 anos, forte e alto, tinha cabelos brancos, curtos e com um leve topete na frente. Olhos verdes como as árvores que ocultavam o céu e dedos das mãos marcados com as ferramentas que moldara.


Hankei no Gifuto — 半径のギフト


Encerramento: http://www.youtube.com/watch?v=LHVL2G-2Bbo

The Beginning – One Ok Rock

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Notas finais
Kin Nakayama /きん 中山/きんなかやま
Cabelo castanho-escuro
Olhos violetas
Idade sem estimativa / Aparenta 17 anos
1,67m
64 Kg
Gosta: Perfeição, mundo humano, patos, Nekomura
Odeia: Hemorragias nasais do Nekomura, preguiça, gergelim