Hana Kotoba
2 Primeiro Quadro - Sorrowful Rose
Notas iniciais
Aqui está o 1º capítulo propriamente dito~
"Sorrowful Rose", pode ser traduzido como "Rosa triste", "arrependida" talvez. Mas é feio, então eu prefiro usar a versão em inglês u.u
Esse capítulo é sob o POV (Ponto de vista) do Garry, que ficou meio OOC. Mas, bem, foi ^^'
Ah, o 2º capítulo sai dia 06/10, segunda que vem.
Espero que gostem ^^
(Garry’s POV)
Cambaleei, sentindo um corpo pequeno chocar-se com o meu.
Caí no chão, com algo sobre mim. Pisquei os olhos, levemente confuso, e foquei minha atenção naquilo que me prendia no chão. Era mesmo um corpo pequeno. Uma criança. Uma garota.
Ela ficou levemente avermelhada, e se ergueu.
- Desculpa. – ela pediu, ainda vermelha, e parecendo tímida – Eu fiquei desorientada porque tudo ficou escuro de repente...
- S-Sem problema. – respondi sem graça, erguendo-me – Eu também não vi por onde andava, desculpe-me senhorita. – sorri levemente para ela.
Ela levou uma mão ao longo cabelo, retirando delicadamente uma mecha do rosto. Seus olhos me encararam, sorridentes. Ela me parecia familiar, mas não sei de onde.
Ela era realmente pequena. Deveria ter nove anos. Onze no máximo. Com um sorriso infantil e olhos ingênuos, uma criança dos pés à cabeça.
Ela sacudiu a cabeça e sorriu mais um pouco. Parecia prestes a falar algo, mas uma voz foi ouvida. Ela se virou.
- Sinto muito, meus pais estão chamando. – comentou virando o rosto para me observar mais um pouco.
Acenei, e ela saiu correndo na direção de onde foi possível ouvir a voz.
- Ah! – chamei. Ela se virou, com as mãos juntas em suas costas e prestou atenção – Qual seu nome? Eu sou Garry!
- Mary! – ela respondeu sorrindo – Meu nome é Mary!
- 5 anos depois -
- Garry! – ouvi aquela voz feminina familiar – Aqui, aqui!
Virei-me e logo pude ver seu rosto sorridente. Ela já não era mais uma pequenina, apesar de ainda ser jovem. Ela estava mais alta, seu corpo estava formado, os fios loiros batiam na altura dos ombros e seu rosto agora carregava maquiagem. Os grandes olhos azuis, por outro lado, ainda mostravam aquela inocência de quando a conheci.
- Mary. – sorri, aproximando-me – Fiquei com medo de que tivesse desistido.
Ela riu. Um riso alto e exagerado, como sempre, mas que soava como sinos.
- É claro que não desistiria, Garry! – ela exclamou ainda rindo – Você é meu melhor amigo, não é?
Ergui uma mão e baguncei seu cabelo. Ela resmungou e deu dois tapinhas no meu pulso, afastando-se. Dei uma segunda analisada. Ela vestia uma blusa branca decotada, saia verde curta com babados e salto alto branco.
Por isso ela não parecia tão baixa.
- Seus pais sabem que sua princesinha se veste assim para sair com um homem? – perguntei franzindo o cenho.
- Eles sabem que eu me visto assim... – ela começou, dando uma pausa onde começamos a andar até a entrada – Mas não saaaaabem que eu estou saindo com você...
Suspirei. Era exatamente o que eu temia.
- Vamos. – ela riu
Sacudi a cabeça e lhe segui para dentro da galeria. Ela estava animada há tempos com essa exposição – a exposição em que nos conhecemos reabrira após cinco anos. E parece que haviam adquirido um novo quadro – que esteve perdido por muitos anos.
Logo que entramos, ela saiu correndo para assinar a lista e me esperou somente o tempo de eu assinar antes de correr escada acima.
Apressei o passo para conseguir lhe acompanhar, ouvindo-a falar sem parar sobre cada uma das obras em exposição: a data de criação, a história por trás delas, seus significados, até quando foram compradas pela galeria. Eu prestava o máximo de atenção que conseguia lhe doar, mas às vezes me distraía enquanto observava alguns detalhes dos quadros.
Ela está feliz. Que bom.
Sorri um pouco quando senti sua mão tocar a minha timidamente, seus dedos se enrolando aos meus. Apertei-os em retribuição, e ouvi seu sorriso em sua voz.
Ela continuou falando, e nós continuamos a avançar pela galeria. Ela parecia uma enciclopédia, ou talvez saiba mais que muitas enciclopédias por aí...
Dei um risinho, prestes a comentar algo com ela. Até que minha atenção foi capturada por algo. Algo... Grande. E belo.
Acho que ela percebeu a minha parada brusca, pois virou o rosto para me olhar. Seus olhos curiosos e o sorrisinho fechando-se em uma expressão séria.
- Garry? – chamou preocupada – Tudo bem?
Acenei, sem realmente prestar atenção no que ela falava. Estava muito ocupado – ainda admirando aquela bela obra exposta à minha frente.
Ela virou o rosto, seu olhar seguindo direto para frente. Para aquele quadro. Seus lábios se entreabriram, e a senti estremecer.
- E-Essa... N-Não é uma obra dele... – a ouvi murmurar em pânico – N-Não pode ser... N-Não pode...
Arqueei uma sobrancelha e desviei o olhar por tempo o suficiente para lhe perguntar, muito curiosamente:
- Dele quem?
Ela virou o rosto em minha direção. Os olhos arregalados e lágrimas presas nos cantos dos olhos.
- De Guertena, óbvio! – exclamou mais irritada do que aparentava.
Ah é.
Voltei a olhar pra frente. A pintura era muito bela.
Era uma moça. Alta, um belo corpo, olhos vermelhos expressivos, rosto delicado e longos fios castanhos caindo até a cintura. A única parte não tão bela eram as lágrimas que escorriam por seus olhos e bochechas. Em mãos, uma rosa vermelha.
Ainda muito encantado com a obra, procurei o nome. Não achei nada de início, mas, ali estava. Parecia uma placa diferente de todas as outras, as letras destacadas. Um sussurro quietinho em minha mente parecendo narrar.
Sorrowful Rose.
A Rosa Triste.
Já ia comentar algo com Mary sobre aquele quadro quando, em um movimento descuidado, eu tropecei. Despencando para frente, senti meu corpo afundar. Não cair, como seria o esperado, mas afundar. Despencar através do chão e da parede.
Fechei os olhos, tentando acordar ou mesmo me preparando para o momento em que bateria. Um momento que não veio. Quando abri os olhos, Mary estava inclinada sobre mim. Parecendo incrivelmente pequena – como quando a conheci. E, atrás de seus cachos dourados, eu podia ver que não estava na galeria.
Era um lugar de paredes e teto avermelhados – não vermelho-sangue, mas um vermelho escuro e profundo – com vários quadros, sendo alguns até parecidos com os da galeria, mas não os mesmos; via também algumas estátuas, algumas pedras belas espalhadas. Via um mundo totalmente diferente. E isso me assustou.
Porque, na verdade...
Eu não sabia onde estava.
Notas finais
Se encontrarem qualquer erro, por favor, avisem, sim?
Até dia 06, então. Ou nos reviews. Será que alguém tá lendo, por sinal?
De qualquer forma, obrigada por lerem ^^
Ciao, ciao! o/
Bacio! ;*
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