Halloween - A vingança
1 Sempre.
Notas iniciais
Muito bom saber que se interessou e está aqui, neste momento, prestes á ler o meu conto de Halloween.
Espero que gostem, foi feito meio ás pressas e pode conter erros e não estar assim tão bom, mas fiz com carinho para vocês ♥
“A vingança sempre tem um doce sabor de Halloween.”
Hot ‘N Cold tocava no som do quarto de Jéssica, as meninas do seu grupo dançavam animadas enquanto se arrumavam e se fantasiavam para a noite de Halloween. As três adoravam o dia das bruxas, era a época em que elas podiam se vestir do modo que desejavam, muitas vezes o mais provocante possível.
–Acha que meus seios são grandes demais, Ana? –Jéssica observava seu enorme decote.
–São o suficiente para atrair qualquer garoto da cidade, Jess! –Ana comenta, colocando em seus lábios uma grossa camada de gloss. Jéssica sorri, era isso que desejava para esta noite.
–Irá usar mesmo esse espartilho? –Fitou Caroline, pelo reflexo do espelho. –Está muito apertado, parece que nem sequer respira aí dentro.
–Eu gosto assim. Porque sempre me critica? Estou tentando ser uma de vocês. –Caroline abaixou o olhar, chateada.
–Só fui sincera, garota. –Deu de ombros.
–Quando Sam estava aqui nunca éramos criticadas... –A menina suspirou, tocando em um assunto em que ambas prometeram nunca mais tocar. –Faz um ano hoje, sabia? Um ano em que Samantha faleceu. Ela era a líder do grupo, sempre se dávamos bem... Mas você fez aquela maldita aposta e estragou tudo! Você sabe que... –Caroline ia continuar, mas é interrompida por Jéssica.
–Já mandei você parar de falar daquela maldita garota! Ela está morta agora, dane-se, ela foi uma de nós um dia, porém não é mais. Ela não está mais aqui, cale a boca!
–Nós fomos as culpadas! Não tem como não se importar! Você é tão sínica á esse ponto? –Carol continuou, enquanto Ana apenas observava a briga.
–Tá, quer saber? Vamos parar, se quiser, vamos depois visitar o rio e a ponte em luto daquela vadia. –Jéssica deu uma piscadela, com um sorriso sarcástico, e logo voltou á observar-se no espelho, até que prestou atenção ao horário. –Já está na hora da festa, prontas? –As duas assentiram. –Então vamos!
O grupo caminhou em direção á rua, iam á uma festa á fantasia na casa de Ryan, um dos populares e desejados do colegial.
Assim que chegaram lá, a porta fora aberta, havia um dos “assistentes” de Ryan observando pelo olho-mágico as pessoas que viriam. Logo, as meninas entraram. Não precisavam de convite, o único convite era estar sexy. E isso, elas estavam de sobra. Como o grupo de patricinhas mais famoso, elas tinham passe vip.
Ao pisar lá, pode-se ver a situação da festa. Muitos jovens bebendo, se pegando, risos, loucuras, luzes fortes e música alta. Jéssica logo saiu á procura de Ryan, apostava consigo mesma que pegaria o ex-namorado de Samantha, sempre o invejou da amiga falecida e um ano depois de tudo, obvio que o conseguiria.
Foi fácil o achar, logo seus olhares se encontraram. Ryan veio em direção á Jéssica.
–Oi gata. –Pôs uma das mãos em sua cintura, a outra segurava um copo de bebida alcoólica.
–Oi amor. –Acariciou seu rosto. –Sabe, eu gostaria de conversa com você, vamos naquele quarto, rapidinho? –Possuía um olhar malicioso.
O garoto aceitou de primeira, logo os dois subiram e sentaram na cama. Jéssica, sentada no colo de Ryan, não parava de lhe fazer caricias, o garoto permitia, então ela decidiu falar.
–Sabe, eu o conheço á bastante tempo... E desde sempre, o achei interessante. Talvez, pudéssemos iniciar algo hoje... –A garota o deitou, ficando encima de Ryan, em uma posição provocante, onde só se via seu enorme decote. –E se gostar, continuarmos depois. –Um sorriso malicioso foi aberto.
–Boa ideia. –Ele sussurrou em seu ouvido. O jovem então segurou-a firme, e eles logo iniciaram um beijo.
Sua língua pediu passagem, que foi-lhe cedida facilmente. Ryan fazia movimentos por baixo da blusa de Jéssica, a mesma o acariciava e remexia-se pela cama. Era uma doce combinação de movimentos e caricias.
Depois de vários beijos, os dois trocaram de posição, Ryan estava no comando agora. O garoto pôs as mãos na blusa da garota, a retirando com facilidade, deixando seus enormes seios á mostra. Rapidamente, foi em direção á eles, o enchendo de mordidas e chupões. A garota gemia alto, excitando cada vez mais o jovem.
Ryan retirou toda a sua roupa, ficando apenas de cueca, isso deixaria que a menina retira-se.
Segurou forte as cochas da patricinha, que mordia os lábios, o provocando novamente.
–Hoje você é toda minha. –Informou o rapaz, dando-lhe mais um beijo.
Tudo estava delicioso, transar com o cara que sempre desejara era um sonho para Jéssica. Ela sempre fora invisível para Ryan, mas agora tudo mudou, ela tomou o lugar de Samantha e agora conseguirá tudo que quer.
Ou não.
Enquanto continuavam tudo aquilo, algo estranho aconteceu. Ryan parou de repente, sentindo-se mal. As respirações do garoto estavam descompassadas, o garoto parecia querer provocar, sua expressão era de dor.
–T-tudo b-bem? -Jéssica perguntou, duvidosa, parando aos poucos.
O garoto não respondia. Jess perguntou novamente. Nada.
–Fala comigo! –Exclama. Então o mais inesperado acontece. Ele começa á sangrar.
Primeiro, apenas uma pequena gota, que desce e caí no corpo da jovem. Ela observa, sem entender. Aquilo era realmente o que pensava?
Ela então o empurra, o garoto não responde á nenhum movimento. Mais sangue se espalha.
O sangue saí como lágrimas de seus olhos, então também começa á jorrar pelo nariz... Era uma cena assustadora e chocante. E logo a cama ficou tomada pela cor vermelha. Ryan desmaia, sem ar. O sangue continua á tomar o local.
O jovem não estava machucado, Jéssica sabia disso. Porque então estava sangrando? E porque ficou daquele jeito? Ela estava sem palavras , o que se passava naquele quarto era horroroso.
Levantou-se, arrastando-se para fora da cama. Foi o único movimento que conseguira fazer, estava paralisada, estava chocada. Pegou suas roupas o mais rápido possível e correu até o banheiro, para vestir-se. Não sabia o que contar para o pessoal sobre o que estava havendo neste momento. Tinha medo de que entendessem errado, quanto mais que pensassem que ela o matou.
Colocou seu traje o mais rápido possível. Pegou então seu batom avermelhado e foi em direção ao espelho para usa-lo, precisava transmitir que estava tudo bem, e quando Jess está bem sempre está fabulosa. Era o seu ditado. Com as mãos trêmulas e lábios sem movimento, fora então maquiar-se. Mas no mesmo momento, tomou um grande susto. No espelho, estava escrito de sangue a seguinte frase:
“Não deixarei você tomar meu lugar. Nunca.”
–Sam.”
–Não! Não! Não! –Os olhos de Jéssica começaram á lacrimejar. A garota, desesperada, repetia a mesma palavra de negação em gritos. –Você não pode fazer isso, você está morta! Essa noite era para ser incrível, veja no que se tornou! –Ela soca o espelho com força. Algo estava mexendo muito com suas emoções, isso estava a deixando abalada.
Parou por um tempo, e começou á pensar. Isso seria loucura, Samantha estava morta, não poderia escrever frases “sangrentas” no espelho do quarto. Isso só poderia ser uma brincadeira de mau gosto contra ela.
Logo Jéssica muda de expressão, se tocando de que não passara de mentirinhas para assusta-la, e então dá uma risada falsa.
–Que brincadeira mais divertida! –É irônica, colocando a ponta dos dedos na bochecha, realizando uma pose um tanto zombeteira. -Pensam que irão me assustar? –Ri. -Estão enganados, está bem? Sei que estão brincando comigo, mas esse joguinho é bem sem graça, então até demais. –Deu uma piscadela, falando sozinha, mas apostava que fora algum garoto do grupinho de Ryan querendo zoar com ela, não admitia saber que eles fizeram isso, que brincaram com a menina. Na sua mente, algum deles provavelmente ainda estava ali. E se Ryan fingia estar desmaiado, ou morto, escutava bem o que ela dizia. Mas... Como alguém poderia sangrar tanto ao fingir uma morte? Tudo parecida bem real. Não, não poderia ser... Essas coisas não acontecem, certo? Pelo menos era o que a patricinha pensava. Mas preciso que se lembre de uma coisa muito importante ao ler este conto: É Halloween, tudo pode acontecer no Halloween. Até as coisas mais improváveis.
Jéssica saiu do quarto, caminhando rapidamente em direção á escada. Por um momento, quase tropeçou, mas conseguiu tomar equilíbrio novamente.
Desceu as escadas, e logo encontrou Ana e Caroline, que pareciam procura-la á um bom tempo.
–Jess, jess! –A respiração das duas se encontrava ofegante, pareciam apavoradas. –Precisamos te falar uma coisa muito importante. –Disse Ana.
–O q-que houve? –Jéssica, ainda mal pela brincadeira anterior, perguntou, sem interesse.
–Eu e a Ana decidimos jogar o jogo do copo... Aquele jogo famoso de falar com espíritos e afins... –Caroline foi explicando, nervosa.
–Tá, eu sei, fala logo. –Jéssica estava impaciente, não via a hora de ver um dos pegadores amigos de Ryan e acabar com eles. E bem na hora, Adam, um deles, passa por ela. Caroline continua a conversa, mas Jéssica a empurra e corre em direção á Adam, não se segurava de raiva.
O puxou pelo braço, que logo virou-se em sua direção.
–E aí, gata. –Abre um sorriso malicioso, fitando lentamente cada parte daquele belo corpo. A desejava.
–Sabia que a brincadeirinha que fizeram não foi nada legal? Vocês são uns idiotas! -Gritava, ofendida.
–Ei ei ei. –Sussurrava, pedindo para que falasse mais baixo. –Que brincadeira, gostosa? Diz aí.
–Você sabe bem do que falo. O sangue no espelho, Ryan se fingindo de morto... Eu odeio o grupinho de vocês! Odeio! –Lhe deu um tapa. –Espero que isso sirva de lição para vocês, e nunca mais venham falar comigo, está bem?
–O que? –Adam colocava a mão no rosto, o tapa forte dado por ela ardia severamente. –Eu estou boiando, gata! Não fizemos nenhuma brincadeira! –Jéssica o deixou falando sozinho ali, enquanto praticamente todos os convidados faziam barulho e riam ao ver Adam fazer papel de idiota.
Jéssica então volta para as meninas, com um sorriso vitorioso.
–O que foi aquilo? –Ana ficou sem entender.
–Eles fizeram um lance de muito mau gosto comigo, e eu não curti. Só isso. –Sorriu novamente. –Ah, sim! Vocês tinham algo para falar. –Lembrou do discurso desesperador delas. –Podem falar agora. –Cruzou os braços, encostando-se na parede ao lado da escadaria.
–Então... Quando a gente estava jogando... –Caroline diz tudo lentamente, não sabia como reagir á o que houve á minutos atrás.
–Estão me fazendo perder tempo. –Jéssica reclamou. –Falem logo de uma vez!
–Tá, tá bem. –Caroline suspirou, por fim. –Conversamos com um espírito.
–Ah, que legal, sério? –Jéssica foi sarcástica. –Não me digam! –Rolou os olhos.
–Agora você que está interrompendo. –Caroline retrucou.
–Prossiga então. –A loira dá uma risadinha.
–O espírito que conversamos, não era um espírito comum. Ele era... Samantha. –Explicou Caroline. Jéssica sentiu um calafrio percorrer seu corpo ao escutar aquilo.
–Oque?! -Ela não entendia. Porque tudo a levava á Samantha naquela noite?
–Sam disse que nos amava, e que sentia saudades... Ela não disse nada de você, e quando perguntamos... Ela nos disse que tinha algo em mente essa noite. Ela iria se vingar. –A atual líder do grupo ficou em choque, sem saber se era realmente verdade ou se estavam apenas brincando. Então, fez um sinal de que queria saber mais. –Bem... Ela nos contou que irá mata-la essa noite. Ela a quer morta, para se vingar do que fez. –Jéssica entrou em apuros, seus olhos arregalaram-se ao saber daquilo. –No começo, não entendíamos porque ela ia lhe matar. Não haviam motivos para se vingar, havia? Então, ela nos contou a verdade. –Informou Caroline.
–Não foi Samantha que escorregou e caiu no rio. Foi você que a empurrou.
Flashback on:
–Verdade ou desafio, Sam? –Jéssica perguntou, com o seu típico sorriso falso, Samantha escolheu desafio. –Ótimo. –Pensou consigo mesma, poderia fazer o seu sonho se tornar realidade.
Samantha sempre foi líder do grupo, a mais querida e a que sempre chamava atenção na escola. Tinha um coração de ouro, e sempre estava disposta á ajudar, conquistava todos assim.
Jéssica sempre teve inveja do sucesso da amiga, e como já esperado, desejava que ela sumisse, pois assim tomaria o lugar dela e faria as coisas do seu jeito. Diferente da garota, possuía uma mente má, sem piedade. Sempre queria ser o centro das atenções e não aturava mais fingir ser uma boa garota para continuar no grupo e alcançar sucesso.
Então deve uma brilhante ideia, de acordo com si. Mataria Samantha, e como as meninas do grupo ficariam sem líder, a primeira á ser eleita seria Jess, e então ela mudaria todo o rumo das meninas. Nada de ser boa garota, seguiriam suas ordens e seriam sujas.
No fundo, ela só queria ser popular, o que muitas garotas desejam. Mas, em Halloweens, as pessoas costumam ir longe demais...
–Hum... –Finge estar pensando em algum desafio para dar, já tinha tudo em sua mente. –Já sei! –Abre um sorriso. –Te desafio á andar do lado desprotegido da “ponte-da-morte”.
As outras do grupo ficam boquiabertas, isso seria um desafio e tanto.
–Tudo bem, aceito. –Sam sorri angelicalmente, mas no fundo estava bem assustada. –Você vai me segurar, né? –Perguntou, aflita.
–Sempre. –Mente. –Somos melhores amigas, pode confiar em mim. –Deu uma piscadela, transmitindo simpatia.
Então, as garotas foram em caminho á “ponte-da-morte”, uma ponte muito conhecida por ser local de diversos suicídios e mortes. A lenda conta que o seguinte local é amaldiçoado, quem morrer lá com uma má alma, terá passagem para o inferno, e quem morrer lá com uma boa alma, poderá voltar á cidade no dia dos mortos.
A ponte, feita de madeira, possuía cerca de 150 anos, claro que era reformada de tempos em tempos, mas ela sempre fora antiga. Antigamente, era apenas uma madeira usada pelos habitantes das densas florestas para atravessar o rio. Nos tempos atuais, a ponte é muito bem estruturada, possuí uma grande grade de proteção, mas qualquer pessoa alta o bastante pode pular e atravessar para os lados da ponte, onde existe uma pequena pista, sem qualquer coisa que dê para se segurar, qualquer coisa que possa ajudar á manter o equilíbrio não existe ali, então Samantha aceitar andar pelo lado desprotegido seria realmente um tenso desafio.
Mas era Halloween.
Rapidamente chegaram á ponte, Samantha e Jéssica desceram do carro, as outras esperaram por ali mesmo.
–Estou com medo... –A garota, de longos cabelos negros, fitou sua melhor amiga, mal sabia o que iria acontecer. –Quero desistir. –Falou, fazendo uma espécie de careta, demonstrando o quanto estava duvidosa sobre esse desafio que aceitara.
–Não pode desistir... Vamos logo com isso. –Jéssica a observou, agora de um modo mais sombrio, Samantha percebeu os olhares psicóticos da amiga, negou com a cabeça e tentou sair dali. Porém, Jéssica a segurou forte. –Já mandei ir logo com isso, vadia! –Disse, esbravejada.
Sam, trêmula e chocada pelas atitudes da amiga, correu então e pulou a grade de proteção dali, agora, a única coisa que segurara eram as mãos frias de Jéssica. Queria logo terminar com isto.
–Não se preocupe, segurarei sua mão. –Jéssica fingiu um sorriso meigo, ainda queria que a menina pensasse que a adorava.
–Sempre? –Samantha perguntou, aflita.
–Sempre. –Deu um sorriso vitorioso. A doce menina por fim, suspirou.
E foi nesse exato momento, em que se andava de forma arriscada por aquela ponte e fitava o rio abaixo, que Jéssica, em um rápido movimento, soltou e empurrou Samantha.
A menina gritou, apavorada, e a última coisa que se pode ver eram seus olhos lacrimejarem e se tocarem da traição da amiga, da falsa amiga.
Quando Ana e Caroline ouviram os gritos, correram até lá.
Jess fingiu choro, disse que Sam queria andar sem segurar em suas mãos, e então ocorrera o grave acidente. Ficaram chocadas, e prometeram nunca mais tocar no nome de sua falecida amiga, para não deixarem a tristeza e a saudade invadi-las novamente, como naquele dia.
Flashback off:
Jéssica não entendia como alguém conseguiu descobrir seu segredo. Só quem sabia disto era ela. Ela e Sam. Mas Sam, como sempre diz a patricinha, estava morta, nunca poderia fazer nada.
A loira se recompôs, fingindo não saber do que diziam.
–Não sei quem é a mais louca. Se é a Samantha inventando que a empurrei, ou vocês que falam com fantasmas. –Riu forçado.
–Você nos traiu, não queremos mais você conosco. –Caroline falou, deixando lágrimas escorregarem de sua face. –Sua assassina! –Parou de chorar, e observou o nada por uns segundos.
Silêncio.
–Samantha está lhe esperando... Vamos deixa-la sozinha com ela. –Ana fitou o chão, falando sem expressão.
–Adeus. –As duas disseram em uníssono, pegando uma faca que se encontrava no bolso de ambas. Então, juntas, cortam os próprios pescoços, mantendo uma expressão vazia, como se não sentissem dor, como se alguém as controlasse.
O sangue espirrou por todos os lados, cobrindo Jéssica de vermelho vivo.
As duas estavam mortas, e agora estava sozinha naquela rua completamente deserta pelo qual saiu com as amigas para conversar.
Desespero. Isso descrevia o que sentia. Isso só poderia ser um pesadelo, nada fazia sentido.
Um silêncio tomava o local, a brisa sombria deixava tudo ainda mais aterrorizante. De repente, uma voz conhecida é escutada.
–Senti sua falta, Jess. –A voz, fina e meiga, fez a má garota tremer.
Decidiu ignorar a voz, fingir que não ouviu, mas a mesma frase se repetia, cada vez mais alta e próxima, até que, o ser chegou e falou na ponta dos seus ouvidos, produzindo um suspiro mórbido e sem vida.
Ela então virou-se em direção á quem a chamava, com medo.
Era Samantha. Totalmente coberta de sangue, com os olhos negros e um tanto fora da sua posição normal. Os cabelos, antes lisos e bem cuidados, estavam totalmente bagunçados e horrendos. Encontrava-se mais esguia do que o normal, e de sua boca, sangue descia. Um sorriso maldoso foi aberto assim que houvera o encontro das duas.
–Feliz Halloween, Jéss! –A morta disse, com uma expressão meiga, porém que transmitia bem que adoraria se vingar da falsa amiga. — Vamos brincar na ponte? Quero lhe propor um desafio... Prometo que vou lhe segurar. Sempre. –Abriu um sorriso de orelha á orelha, pelo qual demonstrou que havia cortes em suas bochechas, reproduzindo um sorriso tão horrendo quanto o de “Jeff The Killer”, aliás, totalmente igual.
–Sempre? –Jéssica começou á chorar, não era mais a garota má, e sim uma menina frágil e assustada. Pela primeira vez.
–Sempre.
Notas finais
Feliz Halloween atrasado ♥3
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