Hakone

4 Capítulo 4 - A Última Primavera


Notas iniciais
Ufa...Foi um mês de caminhada, gostei muito de escrever esta historia, espero que este adeus hoje seja um gostinho de ate logo.

Haruko tentava manter suas forças e esconder seu medo de perder a pessoa que ela considerava mais importante, o seu amado Seishirou, logo o samurai avançava com bravura contra o deus do monte Hakone pois a ultima coisa que poderia pensar era perder sua amada.

– Não irei deixar nenhum mal acontecer com a Haruko!

– Sua bravura é grande pequeno espirito, mas não se esqueça de que eu que te criei e da mesma forma eu posso te destruir.

Dizia o deus do monte enquanto erguia sua mão feita de pedra e no mesmo momento Seishirou paralisava, com o controle em suas mãos, o deus do monte começava a caminhar em direção ao Seishirou, ele tinha praticamente duas vezes o tamanho do espirito, sendo agarrado pela divindade do monte Hakone, Seishirou tentava resistir a tortura, mas deixava escapar gritos de dor ao começar ser esmagado.

– Seishirou!!! Não faça isto deus do monte, a mim que você procura, não maltrate o Seishirou.

Haruko tentava dialogar com o desespero estampado em seu rosto ao presenciar aquela tortura, ao escutar os gritos de dor de seu amado, assim como Seishirou era torturado, o coração dela também estava sendo torturado naquele momento, logo Haruko começava a correr atrás de Seishirou ignorando tudo e todos, ignorando o pedido dele, pois ela queria de alguma maneira salvar a vida de Seishirou.

– N-não..venha H-Haruko...

– Jovem mortal, sabe que sua decisão não haverá mais volta, irei poupar a vida deste espirito rebelde em troca de sua vida, para que sirva de lição para todos outros espíritos. Não e permitido o amor entre um humano e um espirito.

Apos o deus do monte falar com a garota, ele soltava Seishirou que se contorcia de dor, aos poucos ele começava a diminuir ate ficar em uma forma humana, mas ainda sendo um ser de pedra, se abaixando perto de Seishirou, ele pegava sua katana que o deus do amor havia entregado a ele, aos lentos passos a divindade do monte começava caminhar em direção a Haruko.

– Jovem mortal, você tem um ultimo desejo?

Dizia o deus do monte próximo a Haruko, as lagrimas dela vinha junto a um sorriso, o que espantava ate o próprio deus.

– Tenho sim, meu desejo e que você crie um espirito que Seishirou possa amar assim como ele me amou.

– Tudo bem humana, irei criar um espirito que o pequeno espirito possa amar assim como ele amou você.

– Seishirou, obrigada por me fazer tão feliz, mesmo que por pouco tempo. Sayonara.

Estas eram as ultimas palavras que Haruko dizia a Seishirou que mal podia se mover, apenas assistia desesperadamente o deus do monte perfurar a pequena Haruko em seu peito com a katana, atravessando seu coração, Haruko gritava de dor enquanto escorria seu sangue pela sua roupa ate o chão, Seishirou não conseguia dizer uma palavra, apenas desejava a própria morte.

– Como ela desejou, pouparei sua vida pequeno espirito, que isto sirva de exemplo a todos os espíritos. Espíritos das trevas podem voltar para seus lugares e que a paz volte ao monte Hakone.

– Isto não foi um bom ato com seus espíritos e com os humanos, deus Hakone, deveria pensar em seus atos egoístas.

Dizia o deus do amor aparecendo ao lado de Seishirou, ele sentia pena da humana por perder sua vida em amor a um espirito, ele queria tentar ajudar a garota que estava perdendo sua vida.

– Você conhece bem as regras deus do amor, não posso tolerar isto neste local sagrado para os espíritos.

– Mas podemos fazer algo para não separar os dois e evitar que isto aconteça, podemos transformar a garota em um espirito antes que ela perca a vida, ela e a única que amaria do mesmo modo que ela amou o pequeno espirito, isto resolveria o este problema, cumpriria a promessa que fez a ela e não iria separar os dois.

– Tudo bem, que o amor vença desta vez, deixo com você deus do amor, mas da próxima vez não irei tolerar e não irei aceitar nenhum acordo.

O deus do monte soltava a katana que estava no peito da Haruko e começava a caminhar em direção ao buraco que havia saído entrando nele para voltar ao local onde costumava ficar, já o deus do amor se aproximava da garota, segurava em sua mão e a puxava saindo aos poucos o seu espirito ate se separar totalmente de seu corpo. O deus do amor pegava a katana e retirava a essência do amor deles da arma e devolvia aos donos.

Seishirou conseguia levantar apos o deus do monte desaparecer, ele corria em direção a Haruko que se levantava lentamente, Seishirou abraçava com força sua amada que era um espirito agora.

– Seishirou? O que aconteceu? Eu não morri?

– O deus do amor conseguiu convencer o deus do monte para lhe transformar em um espirito, eu não te perdi, me desculpe por ser muito fraco e não conseguir te proteg-

Seishirou era interrompido pela Haruko quando ela se aproximou dos lábios dele e lhe beijou como se não quisesse escutar mais nada apenas sentir novamente o amor de Seishirou, mas sem demorar muito Haruko afastava seus lábios dos lábios de Seishirou.

– Estou tão feliz por ser um espirito, pois sei que se ainda eu fosse um humano, nosso amor iria acabar com o passar dos tempos, pois eu poderia morrer a qualquer momento, mas como um espirito poderei passar toda a minha eternidade contigo. Serão tantos verões, tantos outonos, tantos invernos, tantas primaveras como esta que estamos vivendo, mas meu amor por você será eterno, mesmo que as estações passe varias e varias vezes.

– Haruko, obrigado por ficar comigo, me amar desta tal maneira, sei que serei muito feliz ao seu lado toda a eternidade, pois o meu amor por você e sincero e tão puro quanto à neve.

Seishirou, o espirito do espirito do dragão de gelo passou varias estações ao lado de sua amada Haruko, o espirito da coragem.

" O amor nunca desaparece, pois o verdadeiro amor suporta, crê e espera, mesmo que tenha que te amar mil vezes, na vez mil e um meu amor ainda será do mesmo modo que a primeira vez. "

Notas finais
Terminamos aqui Hakone, espero que todos tenham gostado e obrigado a todos que tiveram paciência comigo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!