Habits of My Heart.
9 Capitulo 08.
Notas iniciais
Oliver Queen.
— Onde ele está? – Eu pergunto mesmo sabendo a resposta, Tommy faz xingamento típico. Enfim suspira e responde sem pressa.
— Nas docas. – Acena e bebe um pouco da sua bebida. – Lutando como sempre.
— Ou se matando. – Retruco ficando de pé.
— Você sabe... – Ele sussurra. – Nós precisamos ficar juntos, como poderemos voltar para casa se ele não quer colaborar conosco?
Observo pela a enorme janela, as ruas de Moscou, a cidade parece tranquila nos últimos dias, mas tudo não passa de uma mentira, uma camuflagem barata de felicidade. Existe pessoas piores do que melhores nesse lugar e eu me pergunto se existe mesmo uma salvação no fim das contas para todos nós, ou se é apenas nosso purgatório na terra.
— Harry está exorcizando seus demônios. – Suspiro e me viro para Tommy. – Lutando é a melhor maneira de se manter em pé na máfia, ele está tentando mostrar ser o mais forte, mas no fim das contas está provando qual é o seu ponto mais fraco: fazer a dor desaparecer.
— Felicity não gostaria disso. – Tommy fala melancólico balançando o líquido no copo, o tintilar do gelo contra o vidro me estremece.
Uma pontada de dor se instala no meu peito e a culpa me corrói por dentro, eu deveria ter lutado mais, ter feito algo para ficar com ela e protegê-la, mas eu apenas corri de volta para toca do lobo e não olhei para trás. Harry me culpa, eu me culpo. Porque em todo esse tempo não chegamos a uma conclusão do que realmente somos, bandidos ou mocinhos.
— Vamos então para as docas. – Reprimo meus pensamentos. Pensar em Felicity agora me causaria uma dor muito maior do que eu posso suportar, a lembrança dos seus lábios contra os meus era anestesia que eu precisava para aliviar meus medos. Fodendo ou bebendo antes por algumas horas era minha opção, mas desde que conheci ela, não fui capaz de tocar ninguém.
Tommy fica de pé e me segue sem comentários.
(....)
— Ele ainda possui um grande gancho de esquerda. – Tommy admite olhando Harry bater o inferno em um cara mais alto. Concordo em silêncio.
Noto que Harry mesmo tornando-se um mecânico mulherengo sarcástico depois da máfia, não parou treinar, seus golpes são exemplares e sua agilidade impressionante. Ele desvia de um soco e segura o braço do seu adversário, no ato nossos olhos se encontram, o âmbar dos seus olhos são como duas chamas vivas, fogo que queima por dentro, seu cabelo antes com penteado selvagem, hoje está raspado nas laterais e alto no topo, seu corpo está mais forte. Ele mudou tanto por dentro como por fora, eu me pergunto se ele ainda é o mesmo homem que encontrei tentando proteger sua irmã e seu grande amor, ou se deixou o monstro subir a superfície e ficar, deixando realmente tudo para trás. Pisco quando ele sorri para mim e quebra o braço do seu adversário sem nem pestanejar, o estalo faz todos se calarem.
— Não. – Eu ordeno sem chamar atenção das pessoas, apenas a dele.
— Foda-se. – Sua resposta vem sobre as vozes que começa a se exaltar, e como previsto ele gira quebrando o pescoço do homem. Deixando-o cair no chão, nada além de um peso morto.
— Merda. – Tommy passa a mão por seus cabelos pretos e olha para mim. – O bastardo está fora de controle, são apenas lutas pagas, sem mortes, me pergunto se é por diversão ou por vingança. O conselho irá cair em cima de você.
Sem esperar outra chamada, eu tiro meu paletó e jogo para Tommy, sigo descendo as escadas abaixo. Essa merda precisa parar, terei que usar os punhos se preciso mais farei.
— Oliver, não pode brigar com ele. – Tommy fala me seguindo apressadamente. – Ele é seu vice, isso chamará atenção dos nossos inimigos também, uma guerra interna não é o que precisamos agora.
— Ele precisa ter a bunda chutada. – Dou de ombros e olho para Tommy. – Mantenha as apostas dos nossos soldados e dispense o público civil, só quero a máfia ao nosso redor. – Dou as ordens sem hesitação. – E aposte em mim. Vou colocar o homenzinho para dormir um pouco.
— Oliver....
— Faça! – Estalo antes de pular a grade. Todos voltam a ficar em silêncio. O homem morto está debruço no chão sujo com respingos de sangue e suor. Escuto Tommy latindo as ordens ao nosso redor e em minutos o público já tem sumido como se nunca tivessem colocado os pés aqui.
Aceno para que alguém venha e tire o corpo do centro. Harry está enfaixando uma de suas mãos, em silêncio ele recusa-se a olhar para mim. Suspiro e fecho as mãos em punhos.
— Levante. – Ordeno afiado. A tensão cresce ao entre nós dois.
— Não quero lutar com você. – Ele fala analisando suas mãos com desdém. – Eu não sou seu cachorro, suas ordens não funcionam comigo.
— Não estou pedindo. – Rosno. – Sou seu Capo me deve obediência, mesmo que não deseje.
— Você pode ir para o inferno com suas ordens. –Ele enfim me olha e assume uma postura rígida. – EU. NÃO. VOU. LUTAR, PORRA.
— Se deseja assim, então foda-se. – Vou ao seu encontro.
Ainda consigo notar resquícios de fragilidade no seu olhar, mas é apagado quando ele fica de pé, e tenta me socar no rosto, desvio e soco suas costelas com força, ele geme e me lança um olhar de fúria.
— Sua esquerda é muito boa, mas não está usando a direita isso o torna lento. – Me afasto de outro soco, giro e passo o braço pelo o seu pescoço prendendo contra mim. – Muito lento, Harry.
— Eu não quero lutar. – Ele fala sem fôlego. – Você pode me vencer, eu não vou revidar.
— Por que Harry? Porque sou seu Capo? Por que sou seu amigo? Ou por que me machucar, machucaria Felicity? – Pergunto sentindo seu corpo ficar tenso.
— Não quero ouvir o nome da minha irmã saindo da sua boca maldita. – Ele rosna me acotovelando. A dor faz minha respiração falhar por alguns segundos, Harry gira com o pé e me derruba no chão. Merda.
— Essa boca maldita irá beijar ela muitas vezes quando eu sair desse lugar e você se acostumará com isso, ela é minha Harry. – Eu fico de pé com um pulo cuspindo no chão um pouco de sangue, ele vem até mim como um cão selvagem.
Entramos em uma luta justa, de homem para homem, e quando não temos mais forças caímos no chão com um baque alto. Eu limpo o canto da boca com mão, e vejo os nódulos dos meus dedos quase na carne viva.
— Eu vou chutar muito sua bunda, se continuar como um cão de briga nesse buraco. – Eu rosno tocando minhas costelas, sem nada quebrado eu fico de pé mais uma vez. Olho para Harry e vejo que ele está de olhos fechados, completamente em silêncio meditando. – Vamos. – Chuto seu pé.
— Para onde Oliver? Quebrar as leis? Desde que cheguei aqui não fiz nada de agradável, só temos sangue em mãos, e quando chegar a hora de voltar para casa, tudo que seremos é o lixo da máfia. – Ele sussurra ainda de olhos fechados. Seu peito sobe e desce, algumas tatuagens me chamam atenção, um coração se desfazendo segue até seu ombro, em seus bíceps os nomes de Caitlin e Felicity são gravados como uma oração silenciosa. – Quando eu voltar, Cait já estará casada morando em uma casa maldita de cerca branca, cheia de bebês e um cachorro. Ela me olhará e tudo que eu irei ver, são olhos de ódio e tristeza.
Eu quero dizer a ele que essa casa e esses bebês são seus, mas no fundo eu não posso colocar elas em perigo, deixá-las fora do radar foi a melhor coisa que fizemos, nosso trato com Hanks era explícito, como ele não as considera sangue da máfia, então elas não precisam ficar dentro do assunto, sei que Felicity tentou nos encontrar, eu enviei um aviso silencioso para que ela soubesse que estamos bem e parasse de procurar. Desde então ela parou, uma parte de mim ficou triste porque ela desistiu sem lutar e outra parte ficou feliz porque só assim ela não se machucaria.
— Um dia descobriremos tudo isso. – Eu suspiro. – Agora se limpe e vamos sair.
— Para onde?
— Temos uma reunião com seu pai. – Saio em direção a Tommy que nos aguarda em silêncio.
Pov Felicity Smoak.
— Você é uma mulher lutadora, devo admitir. – Tomasio me empurrar em direção a um colchão. Eu caio de lado e agradeço por não ir de encontro com o chão duro.
— Bastardo. – Rosno empurrando meu cabelo de lado.
— Mesmo tratamento? – Tomasio lança um olhar sugestivo para Cait que com o corpo trêmulo nega e se apressa para ficar ao meu lado com Luke chorando.
— Faça o garoto ficar calado ou eu....
— Eu o quê? Ele é uma criança seu idiota, em um lugar estranho, conhecendo lixos como você. – Eu grito apontando o dedo para ele.
— Felicity. – Cait puxa minha mão de volta. – Não.
— Eu gosto de uma mulher lutadora, e me pergunto se você é tão selvagem na cama como está sendo agora. – Ele sorri deixando meu corpo tenso. – Menina malvada com cara de inocente, meu tipo favorito. – Agacha-se ficando a minha altura, com um movimento rápido ele puxa um canivete e coloca diante do meu rosto.
— Fico muda, não quero ser esfaqueada por ele e correr o risco de me infeccionar e morrer lentamente, preciso de um plano é rápido. E a morte não seria a saída.
— Não, não faça isso por favor. – Cait suplica ao meu lado. – Ele vai ficar quieto, eu prometo.
— Eu quero que ela suplique. – Tomasio me lança um olhar malicioso fazendo meu estômago revirar. – Diga por favor, principessa.
— Eu quero mandá-lo para o inferno, riscar seu rosto com seu próprio canivete, e dize-lhe que posso ser uma mulher muito selvagem quando empurrada ao limite e que ele não seria capaz de lidar, mas eu não posso quando estou em desvantagem.
— Por favor não me machuquei. – Derramo uma lágrima falsa, e agradeço as aulas de teatro que fiz na adolescência. – Eu prometo ser uma boa menina.
— Ora, ora a cadela sabe realmente suplicar. – Ele mantém o sorriso e cai no meu jogo, Tomasio passa aponta do canivete sob meus lábios. Estremeço e mantenho o olhar suplicante. – Talvez eu devesse....
— Smettila adesso, Tomasio. – Uma voz mortal em italiano corta suas palavras. Tomasio fica tenso e se afasta rapidamente com a cabeça baixa. – Não quero suas mãos sujas em nenhuma parte do corpo delas, capiche.
— Sim, sim senhor. – Ele assente com olhos no chão.
Tudo fica silencioso a nossa volta, até mesmo Luke está calado como se sentisse a tensão entre nós. Por algum motivo sua voz nos deixa em submissão, eu não consigo ergue minha cabeça. Fecho os olhos com força.
— Olhe para mim, querida. – Ele ordena. E toda minha coragem se esvazia como se ele pudesse me matar apenas com o timbre de sua voz. – Olhe.
Ergo a cabeça no seu comando e suspiro pesadamente quando o vejo. Ele é tão diferente e tão familiar ao mesmo tempo, que me deixa assustada.
— Harry. – Cait fica de pé chorando como uma menina quando quer colo, ela tremendo como uma folha coloca Luke em meus braços.
— Cait, não.... – Eu tento puxar sua mão para que ela fique, mas Cait apenas corre rapidamente para o homem a nossa frente, como se ele fosse a nossa salvação.
Tomasio tenta bloquear com seu corpo, puxando uma arma do coldre, eu temo que minha amiga possa levar um tiro e quase grito alarmada, mas o cara com o rosto de Harry ergue a mão tatuada no ar fazendo o bandido metido a poderoso chefão parar. Cait colide com seu corpo e o abraça forte com soluços altos sem percebe que não é seu grande amor que a conforta, mas sim um homem com o mesmo rosto.
— Você disse que voltaria para mim, eu senti tanto sua falta. – Ela chora fazendo meu coração partir em mil pedaços.
— Você tem cheiro de flores. – O homem inclina o corpo, passando a mão tatuada entre os cabelos de Cait me deixando nervosa. Ele cheira o cabelo dela e fecha os olhos como se estivesse experimentando uma nova droga. Se fosse Harry ele teria beijado o inferno em Cait de uma maneira avassaladora ou escandalosa que só ele sabe fazer e teria grunhido seu amor, esse homem gosta de apreciar o que tem em mãos. E ele gosta de ter uma Cait carente ao seu alcance. – Tão suave. – Ele beija sua testa, e minha amiga ainda tem os olhos fechados em êxtase. Como ela ainda não percebeu que são dois homens diferentes? E esse não é meu irmão.
Os olhos do homem se abrem e ele me fita como se lesse meus pensamentos. Lanço um olhar fulminante para ele dizendo-lhe que já percebi seu jogo. Seus olhos se acendem como duas chamas, tão Harry.... Por fora.
— Cait, esse não é o Harry. – Sussurro sem querer feri-la.
— Ela tem razão, anjo. — Ele concorda naturalmente como se estivesse comentando sobre o tempo. – Eu não sou seu Harry.
Cait abre os olhos rapidamente e olha para o rosto do homem confusa.
— Como assim? Você tem o mesmo cabelo, mesmo olhos e a mesma boca. – Ela divaga passando suas mãos pequenas entre os cabelos no tom loiro perfeitamente penteados para trás. – Eu não entendo.
— Cait, venha para o lado seguro. – Eu quase rosno. Ela tropeça para trás e vem até mim voltando a segurar Luke contra o peito. O homem põe as mãos dentro dos bolsos da calça e nos analisa por um momento.
— Como você.... – Cait começa a sussurra para mim, mas eu corto sem tirar os olhos dele.
— De algum modo ambos têm o mesmo rosto como se fossem clonados, mas Harry não possui esse olhar frio e calculista, por pior que seja a situação ele amolece quando ver você. – Eu começo a explicar. – Ele também possui um sinal no lóbulo da orelha esquerda, e a não ser que o convidado a nossa frente tenha feito cirurgia plástica para tirar, eu presumo que ele não é Harry. E além disso ele tem um sotaque profundo de italiano como se usasse a muitos anos, Harry é lento e ele estaria com sotaque russo.
— Você além de ser selvagem é observadora. – O homem sorri mostrando dentes brancos. – Eu tenho uma irmã inteligente.
Suas palavras me desconcertam, meu corpo treme e eu fecho as mãos em punhos buscando meu auto controle. Isso não pode ser verdade, Harry nunca cogitou algo relacionado a um irmão, muito menos um gêmeo, ele nunca me deixou no escuro....
— Você deve estar se perguntando o porquê do nosso irmãozinho não me citar nos seus contos de fadas, ou a mamãe, mas eu posso dizer tudo para você, basta apenas cooperar. – Ele dá de ombros de maneira sombria.
— Não pode ser.... – Cait engole em seco. – Você...
— Infelizmente temos o mesmo rosto, apenas com personalidades diferentes. Enquanto eu sou gelo ele é fogo, sou frio e ele calor, eu noite e ele dia. –Ele se aproxima se agachando, fazendo seu terno esticar um pouco. – Sou Damon Nistk.
— Sem Smoak? – Desafio.
— Não uso esse nome fraco a muito tempo. – Seus olhos ambares brilham.
— Ela é nossa mãe. – Sussurro contestando. Ainda não acredito que cresci sem saber que tenho outro irmão.
— Não mais. Para você talvez, para mim não. – Damon pisca e olha para Luke que o fita com um dedinho na boca. E para minha surpresa Luke está sorrindo abertamente para o estranho. – Você é um garoto bonito.
— Dada. – Luke responde de imediato me trazendo lágrimas. – Dadaaaaaaa. – Ele estica o dedinho para Damon.
— Luke, não. – Cait puxa sua mãozinha de volta deixando-o irritado. – Por favor filho, ele não é o seu Dada.
— Dada. – Luke grita e eu olho para Damon com receio do que ele possa fazer.
— Dada?— Damon sorrir provando a palavra. – Como ele....
— Desde que nasceu eu mostro fotos e vídeos de Harry para ele, então ver a cópia do pai o confunde. – Eu o corto hesitante.
— Interessante. – Damon fica de pé com um suspiro. – Imagino que Harry não sabe sobre ele, isso me interessa muito.
— Se você diz a verdade, somos uma família....
— Não doce menina, não somos família. – Ele estala como um chicote fazendo nós duas encolher. – Muitos anos eu fui abandonado a própria sorte, nem Harry ou Donna fez algo para impedir, então eu me tornei aquilo que eu mais temia, o inimigo.
Engulo em seco e as lágrimas descem por meu rosto silenciosamente. Estou cansada, machucada e lidando com um novo irmão versão cubo de gelo. Eu oro mentalmente para que tudo isso acabe.
— Você me deixou tocar você. – Cait fala tentando provar algum ponto. – Não acredito que seja tão cruel como está deixando transparecer.
— Eu gosto de ter mulheres a minha volta. – Ele responde. – Você é fofa, algo novo para mim.
— Seu cretino. – Cait joga um sapato me deixando em choque. Damon desvia e sorrir abertamente para ela.
— Fofa e selvagem, vejo o que Harry gostou em você. – Ele admira. – Acho que ter você por perto vai ser divertido.
— Isso não é um jogo. – Eu rosno.
— Sempre foi. – Ele retruca. – Você apenas estava fora dele.
— Chefe temos que ir. – Tomasio diz das sombras. – A reunião.
— Buona serata, signore. – Ele acena e sai com seu capacho fechando a porta com um estalo e trancando por fora. Fecho os olhos e somente dessa vez eu me permito chorar tudo aquilo que aguardei por muito tempo.
(........)
Oliver Queen.
Hanks olha para Harry com desdém, tão parecidos por fora, e completamente diferente por dentro.
— Você parece um gato espancando. – Hanks deixa escapar olhando para o rosto de Harry.
— Foda-se. – Harry responde limpando sua arma.
— Thomas, repasse os livros. – Hanks ordena.
Tommy me lança um olhar interrogativo, e eu apenas aceno para que ele faça. Sou o Capo, mas muitos ainda seguem Hanks como líder, porém mais um pouco terei todos onde quero e farei suas regras desaparecer.
— Temos convidados essa noite, sem brigas. – Hanks fala ocasionalmente quando Tommy lhe passa os livros de lucros.
— Quem seria? – Pergunto das sombras.
Antes que Hanks respondesse, a porta é aberta e Enrico e Damon entram vestidos com ternos cinzas, deixando os coldres amostra. Meu olhar se volta para Harry que fica de pé rapidamente.
— Olá H. – Damon cumprimenta.
— Holand.... – Começa Harry hesitante.
— Damon. – Seu irmão corta. – Holand morreu a muito tempo, você acima de qualquer um sabe disso.
— Você não mudou nada, ainda continua o mesmo bastardo. – Harry rosna e volta-se para Hanks. – Por que ele está aqui? É algum fodido jogo para você?
— Ele é o Capo.....
— Ele é o inimigo. – Eu estalo saindo das sombras e ficando de frente para Damon. – O que você quer?
— Oliver, vejo que não mudou nada. – Ele Olha nos meus olhos sem piscar. – Interessante.
Seu tom confiante me deixa alerta, Damon é um manipulador, enquanto Harry executa um jogo rapidamente, Damon apreciar antes de um basta, e seus olhos mesmo frios, tem algo como um trunfo.
— Negócios. – Enrico responde. – Vamos abrir um novo clube, e está muito próximo do seu clube secreto de lutas, preciso que seus homens se mantém fora da nossa linha.
— Clube de orgias, muito clichê Enrico. – Tommy sorri debochando do outro subchefe.
— Seu merdinha, achei que não veria seu rosto bonito de novo. – Enrico sorri malicioso para Tommy. – A vida de prefeito....
— Como você sabe que ele era prefeito? – Indago.
— Informações fluem para quem pagar mais. – Enrico ainda sorri. – Um jogo interessante está crescendo entre nós.
— Do que...
— Vamos abrir um clube de acompanhantes. – Damon me olha. – Temos companhias agradáveis.
Eu puxo meu celular do bolso e ligo para Brian, ele é o responsável pela a segurança de Feicity e Cait. O número só chama e me deixa alarmado. Então começo a discar para Felicity, por muito tempo eu só olhei para o número e hoje era inevitável não fazer porque algo me dizia.... Meus pensamentos se dissipam quando o toque do telefone se torna estridente entre nós. Damon ergue o celular no ar e pisca um sorriso sombrio.
— Não sabia que minha irmãzinha tinha Oliver Queen como seu protetor. – Damon fala e eu deixo meu celular cair no chão.

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