Notas iniciais
Hello babes, demorei mais enfim is back! Sorry pela a demora, mas andei muito ocupada com estudo e coisas de trabalho, então estou escrevendo e revisando os capítulos aos poucos. Quero agradecer a linda recomendação do meu querido amigo Dallas, suas palavras derreteram meu coração mais um pouco. Espero que goste do capitulo. Sem mais delongas, aproveitem mais um pedacinho de Habits. Musica: Shawn Mendes – Mercy

FELICITY SMOAK.

Eu queria me perder em seus lábios para sempre, eu queria ficar nos seus braços acolhedores até que tudo ao nosso redor não fosse nada além de silencio, apenas nós dois contra o mundo. Eu Felicity Megan Smoak, nunca senti uma conexão assim, uma paixão que começou do desconhecido e agora está ganhando espaço dentro do meu coração de uma maneira abrasadora. Algo que veio não do primeiro beijo, não do primeiro toque, mas sim a partir de um mantra que tocava dentro da minha cabeça sem cessar, desde que conheci Oliver; (Eu quero você, mesmo sabendo que um dia isso pode me destruir por completo). Era algo que você poderia se agarrar como uma fortaleza. Eu queria mais, muito mais.

— Você precisa se afastar um pouco. – Sua voz estava rouca. Com cuidado ele me afastou dois passos para trás, segurando meus ombros com suas grandes mãos firmes. Mãos quentes, que poderiam percorrer todo meu corpo e que eu jamais me importaria.

— Hum. – Eu chiei por falta de conexão dos nossos lábios. Abri os olhos mais os seus ainda estavam fechados, sua respiração tocando meu rosto, como uma brisa suave.

— Você é uma mulher inteligente e doce Felicity, mas eu não posso oferecer um futuro para você. Existe coisas sobre mim que você não apoiaria, isso vai além de qualquer coisa que você possa suportar. – Ele disse abrindo os olhos, tinha algo lá, talvez dor e tristeza, mas não arrependimento. – Eu sou o último homem no mundo que você deveria se envolver, meu lado sombrio pode consumir você.

— Eu sei que você passou por muita coisa, perder sua família não foi fácil, Helena fugindo e sei lá o que você fez durante os anos que seguiu sozinho. – Eu suspirei e segurei sua mão com aperto firme. – Que tal seguirmos com passos de bebês, deixar que o destino cuide do que está por vim entre nós, eu gosto de você mesmo sem saber um por cento da sua historia. – Confesso com sorriso hesitante. – Eu quero conhecer você Oliver, deixe-me entrar.

— Como seria seus passos de bebê. – Indaga desconfiado.

— Eu conheço mais de você e você de mim. – Dou de ombros. – Como uma mulher e um homem que sabem o que querem.

Um maldito trovão corta nossa conversa me fazendo pular no lugar, me jogo em seus braços e o aperto com firmeza, como se Oliver fosse minha tabua da salvação.

— Respire, logo os sons vão parar. – Sua voz ficou suave e ele acariciou meus cabelos com leveza. – Seus passos de bebês parecem bons para mim, mesmo sendo errado. – Me inclinei e passei meus braços em sua cintura. Com um suspiro ele não me afastou apenas me acolheu descansando seu queixo no topo da minha cabeça. Ficamos em silencio o que parecia ser décadas.

— Temo que a chuva irá até durar a noite toda, não posso ir para casa com a estrada alagada. – Soltei e arregalei os olhos. – Não estou me oferecendo para dormir aqui, só estou afirmando os fatos. – Esclareci olhando para cima e encontrando um olhar silencioso.

— Você pode ficar no meu quarto, e eu fico no sofá. – Ele disse por fim. Eu queria agradecer, mas fiquei com medo de dizer algo errado e irrita-lo. – Pode falar, eu posso sentir sua garganta borbulhar para dizer algo.

— Você é muito observador, querido. – Bufei.

— Muito. – Piscou.

Relutante me afastei dele, dando-lhe o espaço necessário para se recompor dos últimos acontecimentos entre nós.

— Eu vou preparar algo para nós comer. – Sinalizou com o polegar em direção a cozinha, assenti e ele se foi. Puxei meu celular do bolso e notei que Harry não tinha ligado ou mandando alguma mensagem, eu não me importaria mesmo. Harry poderia ser uma dor na bunda se soubesse o que sua irmã mais nova anda aprontando quando ele não estar por perto.

[.........]

Oliver tinha preparado uma salada de frango deliciosa, a tempos não como algo tão delicioso e saudável. Tanto eu como Harry somos os desastres na cozinha, então sempre criamos pratos básicos dos básicos, como no máximo um ovo mexido ou pedimos comidas gordurosas para não chegar nem perto da cozinha.

Pobre do meu marido no futuro se não cozinhar, morrerá de fome se esperar alguma comida saudável de mim.

— Pronta para a sobremesa... – Oliver me olhou e eu olhei para ele em expectativa. – Digo, algo para adoçar a boca. – Limpou a garganta se remexendo na cadeira.

— Claro, por que não. – Ergui uma sobrancelha para ele.

Eu preferia corta a língua a ter que admitir qual sobremesa ele poderia me oferecer nesse momento.

— Um momento. – Ele saiu em direção a cozinha novamente e minutos depois voltou com uma travessa pequena.

— O cheiro é ótimo. – Eu farejei o ar e minha boca se encheu de agua. – Definitivamente ótimo.

— É uma torta de pêssego. – Ele respondeu deslizando uma fatia em minha direção. A aparência estava muito bonita também, só esperava que o sabor fosse correspondente.

— Obrigado. – Sorri dando a primeira mordida. Eu gemi em êxtase quando o gosto do pêssego deslizou na minha língua. Estava divino. Em dois minutos eu já tinha devorado meu pedaço e olhava para a travessa como se eu fosse um cachorrinho quando cai da mudança.

— É seu. – Oliver empurrou a travessa para mim, em silencio ele me observou comer.

Ele era um perfeito cavalheiro, mesmo com aquela casca grossa, ocultando seu verdadeiro eu. Gostaria de saber como o Oliver Queen do passado era, e o que ele fez todo esse tempo após a perda dos seus entrequeridos.

[.....]

O relógio badalava quase nove horas da noite, o tempo tinha melhorado, mas a chuva cai lá fora, os sons cortando o céu de trovões tinha desparecido por completo. O frio tinha ido de gelado para conge-foda-lante. Eu tremia como um cabrito que tinha acabado de nascer.

— Venha. – Oliver chamou com a mão estendida para mim. Olhei para sua grande mão por um momento, perdida em pensamentos que eram só meus.

Meu coração tem planos, ele quer Oliver como seu dono, ele exige que Oliver reivindique esse direito para si. É cedo eu sei, mas eu jamais senti um por cento do que eu estou sentindo por esse homem, ele em tão pouco tempo está me enfeitiçando. Os sinos na minha cabeça diziam que pode ser perigoso e devastador no final, que lá na frente eu posso sair ferida, mas o medo ainda não me alcançou, porque eu me apaguei na esperança de ser seu recomeço. De ser seu para sempre.

— Se aproxime, você está ficando com os lábios roxo. – Ele me orienta, puxando minha mão com leveza para seu lado.

Oliver me coloca próxima aos travesseiros que estão amontoados perto da lareira que contem chamas vivas e bonitas, o calor de imediato é bem vindo, aperto os lábios para não gemer de êxtase quando o calor começa a tocar minha pele e me aquecer. Quando sento no tapete e fico de frente a lareira, Oliver põe uma manta vermelha sobre meus ombros e senta ao meu lado. Olho para seu perfil e vejo que seus olhos azuis brilham devido a luminosidade das chamas, ele é tão bonito que chega a ser um crime não estar nesse momento em alguma capa de revista para o mundo ver. Ele inclina um pouco e olha para mim, sinto minha pele corar, mas mantenho o olhar.

— Você encontrou alguém depois da Helena? – Indago suave.

— Não. – Ele suspira e desce o olhar para meus lábios. – Apenas casos de uma noite. – Seu olhar encontra o meu mais uma vez, porém não consigo decifrar o que tem lá. – E você Felicity sempre namorou aquele cara?

Aquele cara seria o Ray, que não tive notícias depois do nosso rompimento, de algum modo não consigo sentir remorso sobre o fim do nosso romance, eu me afastei e deixei o emprego de lado, estou em busca de outros horizontes. Harry ficou ao meu lado nessa questão, meu irmão poderia ser irritante as vezes, mas ele nunca falhou quando eu precisava de apoio em minhas decisões.

— Nunca tive casos de uma noite, eu tive apenas dois namorados. – Sorri torto. – Sou uma mulher conservadora quando não estou tentando hacker algo do governo.

— Uma hacker? – Pisca.

— Prefiro “mulher super inteligente”— Dou de ombros com um beicinho.

Super inteligente lhe cai bem. – Disse erguendo uma sobrancelha.

— Quais coisas você não gosta de fazer? – Pergunto me aproximando mais a ele.

— Abraços, ou dançar, minha mãe sempre achava que eu era um pouco frio nessa questão. – Responde com suspiro.

— Abraços são tão reconfortantes quando se é dado por alguém carismático ou amoroso. Por que não tenta... – Brinco empurrando seu grande ombro com o meu.

Ele fica em silencio por um momento mais fica de frente para mim por fim. Prendo a respiração sabendo que meu corpo sempre acende em resposta. Ele espera que eu faça algo então eu faço. Meu corpo tem vida própria, quem sou para questionar. Ergo meus braços sentindo a manta fofa deslizar pelos os meus ombros até cair nas laterais do meu quadril, minhas mãos seguram seu ombro, e lentamente eu puxo ele para mim aos poucos, se inclinando Oliver não desviar o olhar, o que faz meu coração bater descontrolado, minha respiração acelera e meu corpo aperta. Eu preciso dele ou sair correndo antes que seja tarde, como eu disse antes; meu corpo tem vida própria.

— Apenas um abraço. – Ele sussurra com se isso o salvasse de mim.

— Apenas um abraço. – Concordo balançando a cabeça.

Entrelaço meus braços no seu pescoço, me pressiono a ele e respiro seu cheiro amadeirado. Seu corpo é tão quente que não sinto mais frio, o silencio é quebrado pelo o som da chuva caindo, as labaretas estalando devido a lenha que se acaba com o fogo. Eu sinto a necessidade de uma conexão crescer dentro de mim, como uma adolescente com tesão. Por Deus o que está acontecendo comigo!

— Felicity.... – Me afasto um pouco ainda dentro dos seus braços. Oliver me olha como se eu fosse a coisa mais linda do mundo. Suas pupilas dilatadas, seu rosto mais relaxado e seu coração batendo no mesmo ritmo que o meu. – Eu..

Antes que ele possa quebrar nosso momento, eu fico de joelhos até que consigo ficar a sua altura, colo nossos lábios mais uma vez, pressionando minha língua e buscando a sua com ardor.

— Apenas me beije, Oliver. Isso é uma parte do nosso reconhecimento. – Peço com nossas bocas ainda unidas. Seus braços fortes apertam a minha cintura, e ele corresponde com tanto desejo que quase nos tornamos um só naquele momento.

Segurando em seus ombros largos, eu o empurro sob os travesseiros, fazendo-o cair e me levar consigo. Se for um sonho, me deixem sonhar, me deixem sentir Oliver Queen nem que seja uma última vez, eu nunca fui uma mulher de uma noite só, amiga colorida ou algo do tipo, mas com Oliver eu sinto que podemos ser mais quer qualquer coisa, mais do que qualquer romance...

— Você tem gosto de pêssego com um toque de morango. – Ele geme descendo suas mãos até o topo da minha bunda, com aperto suave ele me puxa mais para si. Sinto o contorno de aço entre nós, suspiro e pressiono meus seios em seu peito musculoso.

— Oliver... – um limpar de garganta me desperta para o mundo, arregalo os olhos, mas Oliver continua a me beijar com fome, e a tocar meu corpo despreocupadamente como se não tivesse um intruso na casa, que entrou sem fazer barulho. – Bem, merda eu não quero um show de sexo na minha frente agora.

Como se isso acendesse uma luz entre nós, Oliver abre os olhos e olha para mim por um momento, suas grandes mãos me puxa de lado, quase rosno frustrada por ser afastada do paraíso quente que é seu corpo. Mas quando vejo alguém sair das sombras, parece que levei um tapa. Não pode ser, porra!

— Tommy? – Minha voz falha miseravelmente ao ver meu amigo e também irmão postiço se aproximar de nós com sorriso malicioso no rosto.

— Olá, bebê. – Ele balança a cabeça e senta no sofá próximo a nós. Meu rosto queima, devo estar da cor de um tomate. Mortificada desvio o olhar para Oliver que olha para Tommy em silencio. – Desculpe atrapalhar o momento, a porta estava aberta e temos negócios a tratar. – Tommy puxa minha atenção de volta para ele.

Com um pulo rápido fico de pé e ajeito minhas roupas amassadas assim como meu cabelo que parece um ninho de passarinho após ter filhotes.

— Eu não sabia que vocês se conheciam. – Aponto para os dois com um gesto de dedos. Eu sabia que Harry conheceu Oliver, mas que Tommy conhecia, isso é novo para mim.

— Eu não sabia que você estava tendo um crush com meu amigo também. – Tommy me olha encolhendo os ombros com um sorriso grande. – Aposto que Harry não sabe disso.

— Deus me livre desse momento. – Suspiro e Oliver olha para mim com uma sobrancelha erguida. – Quer dizer... nós estamos na fase do reconhecimento, e Harry saberá em um futuro próximo. – Limpo a garganta e me sento no braço do sofá com as pernas um pouco bambas. Mordo uma unha porque o nervosismo já estava me causando arrepios.

— Harry pode ser uma cadela quando quer, agora que está com Cait, ele tornou-se mais possessivo. Tínhamos um evento hoje e ele causou uma cena por ciúmes, com o temporal piorando mandei todos de volta para sua residência, então resolvi vim ver meu velho amigo. – Tommy sorri e dá dois tapinhas no ombro esquerdo de Oliver.

— Se vocês dois têm assuntos urgentes para tratar, então eu posso ir embora, o tempo já está melhor....

— Não, eu quero que você fique aqui, a estrada está alagada, não quero que se machuque, aposto que Tommy veio pela a propriedade do Senhor Rory que tem caminhos melhores. – Oliver cortou ficando de pé e sentando no sofá ao meu lado, com um movimento rápido ele me puxa para seu colo e me abraça apertado. Me sinto como uma pequena garota, sendo acolhida por um homem grande e sombrio. Eu deveria sentir medo, mas o contato me faz querer ficar aqui.

— Bom, você pode ficar querida, como Oliver está sendo protetor com você, isso quer dizer que não temos segredos entre nós, somos confiantes uns nos outros a partir de agora. – Tommy assente e coloca os braços abertos sob o encosto do sofá atrás de si. – Na verdade, existe coisas que você não sabe e precisa saber. – Seu olhar é sério para mim. – É uma pena o Harry ter deixado você no escuro, mas a coisa irá ficar pesado nos próximos dias, e como você está envolvida com o Oliver e Harry, não temos como correr disso tudo. – Ele morde o lábio e Oliver assente para que ele continue. – A muito tempo fazíamos quase tudo juntos, de festas a negócios, Harry também é nosso braço direito, ele não está aqui agora porque seu amor por Cait está falando mais alto, ele não gosta de mim porque fomos rivais no passado, e desde então apenas convivemos, mas agora o passado voltou para morder nossas bundas e temos que tomar conta uns dos outros, a coisa está prestes a esquentar na nossa pequena cidade pacata.

— E isso quer dizer... – Incentivo ficando tensa.

Oliver ergue uma mão e segura meu queixo virando para si, nos enfrentamos por um momento e ele responde com cuidado.

— Lembra quando eu disse que fiz coisas legais... não eram totalmente legais ao decorrer dos anos, eu pensei que tirar você da minha vida seria mais fácil quando você invadiu minha casa, mas posso ver que está se apaixonando por mim ao decorrer dos dias. Mantê-la longe não seria a melhor escolha no momento, com a visita do Tommy, posso sentir que tudo não será um conto de fadas. – Ele suspira com voz calma. – Tommy é um ex subchefe da máfia antiga, nossos pais eram lideres, mas eu nunca quis essa vida. Então resolvemos seguir caminhos diferentes. Tommy passou um mês no treinamento e fugiu quando teve oportunidade.

— O SENHOR QUEEN ERA UM MAFIOSO? – Meu grito poderia ter acordado os mortos nesse momento. – MINHA MÃE ESTÁ CASADA COM UM MAFIOSO?

— Sim. – Tommy sorri ainda relaxado na sua posição. – Donna casou-se com meu pai e sabia o que estava fazendo, para manter você e Harry longe da Bratva ela assumiu o posto de Dama Mafiosa e foi embora sem olhar para trás, você era muita jovem então chegamos a um acordo que manter você e Cait no escuro seria a melhor opção sinto muito por isso. – Tommy lamenta sem vacilar. – Harry é filho do segundo líder.

— É muita coisa para assimilar. – Uma dor de cabeça começa a se forma na minha mente. Oliver me puxa para junto de si e beija minha testa. Agradeço seu gesto mais não posso deixar o assunto morrer como se não fosse nada. ESTAMOS FALANDO DA MAFIA PELO O AMOR DE DEUS!

— Então minha mãe foi embora para ser a Dama dos mafiosos e nunca mais voltar, Harry sabia disso tudo e nunca quis me contar, estou iniciando um namoro com um filho de um ex mafioso morto, meu irmão postiço era da máfia e fugiu... – Falo para ninguém especial. – E agora....

— E agora somos os herdeiros legítimos da máfia, temos que assumir nossos postos como deve ser; Eu subchefe, Harry segundo líder e Oliver Capitão. – Tommy responde com pesar. – Espero que você ainda tenha aquela vodca russa porque eu estou sob estresse nesse momento, só temos uma semana para voltar para máfia, ou ser aniquilados como punição, e nossa cidade também.

Bem, foda-se!

— Estamos ferrados e eu nem sei onde estou me metendo. – Chiei olhando para Tommy que já tinha saído em direção a cozinha.

— Vou mantê-la segura, eles não fariam nada com você. – Oliver me assegura beijando minha face. – Sinto muito você saber dessa forma, uma parte de mim queria estar longe o bastante daqui e não ter você no meio dessa merda, mas quando recebi o comunicado do Tommy eu tive que voltar, ele e o Harry sempre foram como irmãos para mim.

— Harry é um idiota. – Fungo incrédula ao saber que meu irmão é filho de um mafioso e herdeiro dele. Eu sabia que aqueles olhos âmbar escondia mentiras, mas nunca uma tão cabeluda como essa. – Não sei se choro ou devo dar risada disto tudo.

— Você é uma mulher forte, eu confio em você. – Suas palavras acendem uma faísca dentro de mim. Olho dentro dos seus olhos azuis e tudo que vejo é proteção e verdade. Quanto mais descubro sobre Oliver Queen, mas enlouqueço.

— Eu deveria estar fugindo nesse momento, para bem longe de vocês todos, mas por algum motivo eu só consigo ficar aqui e esperar a bomba explodir. – Murmuro tirando um fiapo imaginário da sua camiseta.

— Você não pode se esconder, eu sempre acharia você. – Ele afirma.

Bom aquilo foi a coisa mais doce que já ouvi dele. Antes que eu pudesse me derreter e passar dois minutos sem lembrar no que me realmente me envolvi, Tommy volta com uma garrafa na mão.

— Eu sabia que você traria essa belezinha. – Ele balança a garrafa no ar, mas seu sorriso morre quando algo atinge a garrafa e a quebra em mil pedaços derramando todo o liquido no chão. – Mas que porra...

Chuvas do que assumo ser tiros cai sobre nós. Oliver instantemente me leva ao chão com seu corpo cobrindo o meu como um escudo. Ele rosna algo para Tommy que se arrasta até nós e me protege também com seu corpo, tudo que posso ver é as janelas sendo fuziladas, e tudo caindo a nossa volta.

— Que inferno, me diga que você possui uma arma aqui. – Tommy grita ao meu lado para Oliver.

— Estão todas no quarto. – Oliver retruca.

Os sons de disparos cessam e tudo fica em silencio por um momento, a respiração de Oliver no meu ouvido é pesada e rápida. Tommy xinga mais fica quieto. Os minutos passa e eu gemo para respirar, escutamos passos e a porta sendo aberta o que me deixa tensa.

— Essa mansão já teve seus dias melhores. – Alguém diz com uma risada afiada. O corpo de Oliver fica tenso sob o meu.

— Você sempre tem uma entrada triunfal, não é? – Tommy resmunga se afastando com cuidado e ficando em pé com as mãos para cima.

Oliver faz o mesmo e me puxa para trás de si rapidamente. Arregalo os olhos ao ver no mínimo dez homens na nossa frente, todos de ternos pretos e tatuagens no pescoço, um arrepio percorre todo meu corpo, e minha respiração falha, finalmente o medo me atinge e todo meu corpo começa a tremer.

— Olá Thomas. – Um homem de porte alto e forte vestido com um terno cinza se destacando se aproxime de nós. Seu cabelo loiro com branco era curto nas laterais e alto no topo, bem penteado para trás, ao vê-lo assim ele parece ter uns cinquenta anos, as rugas ao redor dos seus olhos mostra isso. Seu sorriso é maldoso, e ele não estava aqui para ser ignorado. Mas algo me chamou atenção, algo que fez meu coração falhar uma batida.... Seus olhos âmbar, esses olhos que vejo todos os dias quando acordo e antes que eu possa ir dormir, que estava comigo em todos os momentos desde que nasci.

— Hanks, a quanto tempo? – Tommy bufa ficando ao lado de Oliver. Mas estou tão em choque que posso ouvir as batidas do meu coração zumbindo dentro da sala ao nosso redor.

— Estou aqui para garantir que todos assumam suas devidas funções, começando por Oliver. – Hanks atira o um olhar para Oliver de retaliação. – E que seu braço direito fique ao seu lado.

— Você... – Eu engulo em seco olhando para Hanks.

— Você cresceu pequena Smoak, ainda vejo sua mãe passeando pela a máfia, ela sabe que estou aqui e não pode me manter mais longe do meu filho. – Ele sorri para mim e eu quero gritar. Eu nunca conheci o pai do Harry, e ele sempre me disse que o mesmo estava morto, e não tínhamos fotos ou algo do tipo para comparar ambos. Com o passar do tempo nunca me importei, mas agora eu vejo o inferno nos destruindo.

— Harry não vai...

— Sim, Harry é meu filho e segundo líder Bratva. Ele virá conosco por bem ou por mal, querida. – Ele ameaça e seu exército mostram as armas como apoio. – Eles já tiveram seus divertimentos por muito tempo ao longo dos anos, agora o dever os chama.

Notas finais
Por essa aposto que ninguém esperava, próximo capítulo será finalmente pelo o POV do Oliver, teremos flashbacks e outras revelações do passado tanto de Harry como do Oliver, saberemos como são seus sentimentos por nossa linda Felicity Smoak, e agora o bicho vai pegar. NÃO DEIXEM DE COMENTAR, É TUDO QUE A NATTY AQUI PEDE DE VOCÊS. Beijos e até próxima semana.