HTTYD 3 - Hiccstrid fanfic

12 Capítulo 12- Corrida contra o tempo


Notas iniciais
Gente!!!! Voltei! Finalmente!!! Mais um capítulo. Espero que gostem!

POV de Soluço

Corri para a forja o mais rápido que podia. Nossa! Não sabia que podia correr tão rápido. No caminho os vikings me olhavam com os olhos arregalados,eles me perguntavam coisas mas eu ignorava, eu tinha que ser rápido. Cheguei na forja e vi Bocão que estava martelando algo:

–Bocão?- Ele se virou para mim e suas mãos caíram e me olhou com o queixo caído:

–Soluço! O que aconteceu? Pensei que você tinh... – Não deixei ele terminar:

–Depois eu te explico melhor, Banguela nos salvou e ficamos presos em uma ilha e sabe aquele veneno que você me disse uma vez? Aquele que usam em armas?- Bocão assentiu e eu ouvi ele sussurrando para si mesmo:

–Tigalos...- Então eu continuei:

–Drago usou na sua espada e durante o ataque ele feriu Astrid,- Vi seus olhos ampliarem:

–Onde ela está?

–Ela estava muito fraca para voar na Tempestade, então eu vim voando buscar ajuda e ela ficou com o Banguela que está com a cauda quebrada. Já estou voltando para lá.

–Você quer que eu vá junto?

–Não. Preciso que você conte ao curador o que aconteceu e fique pronto para quando chegarmos.

Ele assentiu novamente e correu para fora. Eu corri para o quarto nos fundos da forja, entrei e revirei de cima pra baixo e finalmente encontrei a cauda reserva do Banguela, peguei ela e fui ao encontro dos outros, todos já estavam em seus dragões me esperando, montei na Tempestade que parecia preocupada eu a acaricie e disse aos outros:

–Nós ficamos presos em “coceira na axila”, eu vou na frente e quem conseguir vá o mais rápido possível.- Eles assentiram com as cabeças e decolamos. Com a Tempestade é o segundo dragão mais rápido e o Banguela não estava aqui estávamos na frente de todos. Aguente Astrid, já estamos indo.

POV do Banguela

Já fazia tempo que Soluço tinha saído, e Astrid estava piorando a cada minuto. Ela tremia de frio, se contorcia de dor e suava muito, já tentei de tudo para ajudá-la mas nada parece funcionar. Soluço chegue logo, Astrid precisa de você.

POV de Soluço

Eu e Tempestade estávamos e alta velocidade eu até me impressionei com sua velocidade mas agora não é hora de pensar nisso, temos que chegar logo. Logo a frente avistei a ilha, olhei para trás e vi minha mãe e a gangue se aproximando, voltei a minha visão para frente para procurar a caverna em que ficamos. Eu a avistei:

–Por aqui!- Disse aos outros que me seguiram. Pousei na entrada da caverna pulei da Tempestade e corri para dentro. Vi o Banguela com as asas em volta de alguém. Astrid. Corri até ele, e quando ele me viu logo tirou as asas da Astrid deixando eu se aproximar. Deuses ela está suando e tremendo muito. Escutei asas de outros dragões na entrada, com certeza minha mãe e os outros. Apoiei a cabeça de Astrid no meu colo. Meus deuses ela estava fria:

–Astrid, sou eu. Eu voltei.- Ela não conseguiu abrir os olhos mas sorriu de leve e saiu um sussurro de sua boca:

–Soluço... – Minha mãe se aproximou de mim e se ajoelhou ao meu lado, deixei Astrid com ela e coloquei a cauda no Banguela rapidamente, quando terminei olhei para Astrid:

–Você quer que eu vá no Banguela? Para você ir no Pula-nuvem com a Astrid?- Eu assenti com a cabeça, andei até elas e ergui Astrid no meu colo estilo noiva, assim andamos para fora onde os outros nos aguardavam com os rostos sérios. É muito esquisito ver eles sem falarem por tanto tempo assim. Subi no Pula-nuvem e deitei Astrid segurando sua cabeça um pouco erguida, dava para ver a dor que ela passava pelo seu corpo estar tenso a cada movimento. Logo decolamos rapidamente e pedi para o Pula-nuvem ser rápido mas suave em seu voo. Como eu queria que essa ilha fosse perto de Berk.

Durante o caminho Astrid piorava, ela se contorcia e gemia de dor cada vez mais, acariciei o seu cabelo tentando tranquilizá-la que funcionava um pouco, bem pouco. Minha mãe nos observava tristemente, aposto que ela podia ver meu rosto cheio de preocupação. Ninguém trocou uma palavra sequer durante o caminho. Isso fez parecer o caminho mais longo.

Avistei Berk e pedi para o Pula-nuvem ir mais rápido e sussurrei para Astrid:

–Aguente firme, estamos chegando.- Ela mexeu a cabeça, quase não deu para perceber, ela estava tão fraca que não conseguia se mover muito. Tirei sua franja dos seus olhos e continuei- Por favor... –Aproximamos e vi Bocão na porta da casa do curador. Pousei e desci com Astrid no meu colo, Bocão abriu a porta e disse:

–Se apresse!- Assenti e corri para dentro. O curador me pediu para coloca-la deitada na mesa, eu obedeci, ele parecia apressado. Virei minha atenção para Astrid que estava suando e tremendo muito, e não parava de gemer de dor, o ritmo da sua respiração aumentou, fiquei ao seu lado segurando sua mão, ela estava pálida. Não prestei muita atenção no curador, mas vi a minha mãe e Bocão entrarem na casa e ficarem ao meu lado, eles também pareciam preocupados.

Então a respiração de Astrid ficou mais difícil e ela serrava os punhos com muita força e dava pequenos gritos de dor. Isso me deixou em pânico, então aquilo foi aumentando, aumentando e aumentando, meus olhos encheram de lágrimas de preocupação então de repente, ela parou. Ela parou de se mexer e fazer qualquer som, eu não acreditei. Mexi o seu braço na esperança de alguma resposta:

–Astrid...- Mexi nela de novo.- Astrid!- Meus olhos se arregalaram.- Não... Não, por favor, Astrid... Fica comigo. Eu preciso de você...- Nenhuma reação, abaixei a cabeça e as lágrimas escaparam, senti a mão da minha mãe no meu ombro, olhei para ela e para Bocão que também estavam chorando. Então a gangue entrou rapidamente na casa e quando olharam pra Astrid e seus olhos se arregalaram vi lágrimas nos olhos de todos até de Eret, logo todos abaixaram as cabeças e se aproximaram de mim e de Astrid. Na janela vi Banguela consolando a Tempestade que choramingava.

Olhei para o curador que estava na expectativa de algo, mas aos poucos foi perdendo as esperanças e abaixou a cabeça. Eu fiz o mesmo e chorei em silencio apoiando na mão de Astrid que eu ainda estava segurando sua mão que está fria. Ela se foi. E foi culpa minha. Se eu não tivesse demorado tanto... A única coisa que eu penso era. Ela se foi...

Notas finais
O capítulo mais triste que eu postei. Por favor não me xinguem! Já estou fazendo isso comigo por todos vocês! Prometo que o próximo será feliz! Até a próxima!