Paralisei na figura de Jeff em minha frente. Ele estava com aquele mesmo olhar de maníaco das outras vezes.

— Jeff? — eu pulei com o susto, mas ele pareceu ignorar minha reação e pulou para cima da outra garota, cortando sua garganta. Ela caiu no chão, morta.

Eu estava realmente apavorada, fui me afastando aos poucos com uma expressão apavorada no rosto, que estava sendo manchado por várias gotas de sangue da terceira garota que Jeff matava violentamente.

Olhei para os três corpos, sem saber o que fazer. Eu acabei de presenciar o assassinato de três pessoas e o assassino estava a apenas alguns passos de mim.

— Por que você matou elas?

— Não era uma luta justa! — ele fez uma pausa e voltou para seu tom sombrio de falar — Não entendo sua surpresa, sou um assassino, é isso que eu faço!

Ele estava prestes a ir embora, até que minha boca grande falou sem eu pensar.

— Você tentou me matar duas vezes e desistiu! — ele parou no meio do caminho, provavelmente estava pensando no que eu havia acabado de dizer. — Por quê?

— Você é diferente delas.

— Como eu sou diferente?

Ele não respondeu, apenas foi embora novamente.

Agora estou sozinha e com 3 corpos...

Jeff POV

Por que eu tinha interferir? Deveria ter deixado-a com aquelas três! Mas o instinto de ter que protegê-la era mais forte e isso não é comum para mim. Toda vez que à vejo, ela não corre e muito menos grita.

Afastei esses pensamentos de minha mente e voltei a atenção para a floresta escura ao meu redor enquanto corria. Estava tão confuso em relação a essa menina. Algo nela parece não se encaixar e ao mesmo tempo sim. Eu odiava esse sentimento de como se eu já conhecesse ela de algum lugar.

Caminhei por longos minutos até chegar ao meu esconderijo, onde encontrei com uma figura sentada sob minha poltrona. Se fosse um humano qualquer, eu já teria matado, mas era apenas uma velha amiga!

— Fy?

— Hey, Jeff! Acaba de fazer uma nova morte? — ela disse com um sorriso indstinguível em seu rosto.

— Três! — falei enquanto andava para a poltrona em seu lado.

— Vá com calma, garotão! — ironizou. — Por que está matando tão poucas pessoas?

— Sem motivo real — disse.

Ela pareceu invadir meus pensamentos e realmente estava, pois logo de seguida rosnou:

— Então... quem é a menina Rebeca?

— Ninguém. — falei, tentando desfocar o assunto.

— Gosta dela!? — exclamou em dúvida.

— Não! — respondi impaciente — Sabe que não posso amar!

— Bem — ela falou se levantando — como não vou conseguir fazer você admitir, estou indo agora, tenho muitas coisas para fazer e... A! Eu deixei algumas coisas para você, em seu quarto.

— Obrigada, Fy!

— De nada — ela foi andando em direção a porta, até que se vira me encarando — Você gosta dessa garota, né?

— Não! — hesitei por alguns segundos.

Era impossível gostar dessa garota, havia perdido minha capacidade de amar há 3 anos atrás, quando perdi minha família.

— De qualquer modo, meus instintos dizem ao contrário! — ela disse sorrindo e sumiu porta à fora.

Me deixando sozinho, com meus pensamentos.